UMA PAIXÃO CHAMADA STAR WARS

A CONVIDADA DE HOJE DO CINEMARCO É A ADVOGADA ISABELLA MACIEL DE SÁ.

Quem me conhece um pouco mais a fundo sabe que sou uma fã apaixonada de Star Wars.

Uma paixão que começou na estreia da série, anos atrás nas férias de julho, no cinema Imperial em Porto Alegre. Ainda numa época em que a gente comprava ingresso para uma sessão e podia assistir todas as seguintes se quisesse. Eu comprei ingresso para a sessão das 14hs, minha mãe me deixou no cinema e combinamos dela me buscar às 16hs.

Difícil descrever o que eu assisti, o impacto que foi para mim……uma aventura maravilhosa, universos desconhecidos, personagens sensacionais, ritmo alucinante, som arrebatador!

“Help me Obi-Wan Kenobi, you’re my only hope.” 

Apesar de baixinha, ela era grande, poderosa, enfrentando Darth Vader de igual para igual, salvando Luke Skywalker e Han Solo que pensaram terem vindo ao seu resgate, corajosa, apaixonada pelo seu ideal, disposta a morrer pelo o que acreditava!

Princesa Leia.

A única Princesa que eu já quis ser na vida.

“Will someone get this big walking carpet out of my way?”

Hoje, analisando friamente, não me surpreende perceber que a Princesa Leia é a personificação de tudo aquilo que eu acredito que as mulheres devem ser nas suas próprias vidas. Mas há 43 anos atrás quando não era esperado que uma mulher fosse forte e responsável pelas suas escolhas? Com 12 anos será que eu já sabia? Será que eu intuía que era isso que eu queria para mim e para minha vida?

“I know. Somehow, I’ve always known.”

Essa minha paixão nerd/geek (termos que sequer existiam naquela época) extrapola todos os limites do razoável. Foi passada de mãe para filho, chorando de mãos dadas com um deles, Rodrigo, aos 5 anos na estreia de “Star Wars: Episode I – The Phantom Menace”, sabendo os diálogo dos filmes de cor, encenando com ele as lutas de sabre de luz ou soluçando abraçada nele ao final de “Rogue One – a Star Wars Story”, já fez um chefe meu passar vergonha em saber que o Vice-Presidente Global de Relações Governamentais da empresa aonde trabalhávamos nos acompanhou na estreia de “Star Wars: Episode III – Revenge of the Sith” em Chicago.

Aliás, este mesmo filho Rodrigo, antes de viajar para Los Angeles em 2015 para iniciar seus estudos de “Acting for Film” na New York Film Academy in Los Angeles, soube que a Disney tinha aberto testes na internet para quem quisesse participar do casting do que viria a ser o novo episódio da saga. Prontamente ele se inscreveu e me chamou para ajudá-lo a fazer o vídeo. Com os textos que foram disponibilizados e a pouca descrição do personagem não nos permitia identificar quem era quem. Ficamos surpresos quando ele foi escolhido para continuar para a fase seguinte dos testes que exigiam uma viagem para a Inglaterra. E aí ele fez a sua “Escolha de Sofia”: gastarmos numa viagem o que economizamos para o curso em Los Angeles e correr o risco de ele não seguir adiante, o fez escolher acertadamente pela NYFA. Ele acha que não tinha chances contra Adam Driver para o papel de Kylo Ren no “Star Wars: Episode VII – The Force Awakens”. Eu e o Felipe, o outro filho, não nos conformamos e temos certeza de que o Rodrigo teria sido um Kylo Ren mil vezes melhor!

Mas voltando a minha devoção que faz o Felipe, super parceiro de sempre, passar o mico dos micos, a cada nova estreia na virada da meia-noite, ela também é compartilhada por amigas queridas e suas filhas e até mesmo por um grande amigo, sócio de um dos mais tradicionais escritórios de advocacia do Brasil, com quem trabalho há muito tempo, faz com que, no momento em que a coisa pega de verdade e fica séria demais para qualquer ser humano aguentar, iniciar um e-mail com “Prezada Princesa Leia” e assinar “Que a força esteja conosco, Mestre Windu.” 

Mas nada se compara ao trabalho que dei à minha mãe naquele dia em 1977. Como combinado, ela foi me buscar às 16hs. Mas eu simplesmente não queria ir embora. Até pedi a ela que ficasse até a primeira cena para que ela pudesse ver a roupa da Princesa Leia porque eu queria uma igual! Ela aceitou e disse que me buscava às 18hs. Quando ela voltou, eu ainda não queria sair daquela fantasia na qual eu estava mergulhada. Quase chorando, consegui convencê-la de me deixar assistir mais uma vez e me buscar às 20hs. Foram 3 sessões seguidas. E eu teria ficado mais algumas, confesso.

Minha mãe fez uma roupa igualzinha à da Princesa Leia para mim na confecção dela e eu passei o final das minhas férias com os cabelos enrolados ao redor das orelhas.

“Aren’t you a little short for a stormtrooper?”

Seja na iminência de assistir ao último episódio da saga, “Star Wars: Episode IX – The Rise Of Skywalker”, seja maratonando toda a saga, seja assistindo a qualquer um dos episódios, não nego a excitação e a alegria do encontro com este universo que me fascina até hoje. Também há uma pontinha de tristeza porque sei que foi a última performance da atriz Carrie Fisher que interpretou a minha heroína em todos os filmes da série. Não acredito que não nos veremos mais….

“You know, no matter how much we fought, I always hated watching you leave.”

Mas a grande verdade é que  a cada vez que a tela de cinema fica preta, eu vejo a frase “A Long Time Ago, in a galaxy far, far away….” e entram os primeiros acordes da trilha monumental de John Williams, eu me arrepio inteira pela antecipação de voltar a encontrar com aquela menina de 12 anos que um dia eu fui e que ficou simplesmente extasiada com o que de mais maravilhoso uma boa história pode fazer: o encontro com a sua heroína interior.

“May the Force be with you.”

TODAY’S GUEST TO CINEMARCO IS LAWYER ISABELLA MACIEL DE SÁ.

Anyone who knows me a little more deeply knows that I am a passionate fan of Star Wars.

A passion that began at the premiere of the series, years ago on the July vacation, at the Imperial Theater, in Porto Alegre. It was a time when people bought tickets for one session and could watch all the following if they wanted to. I bought a ticket for the 2 PM session, my mother left me at the theater and we agreed to her pick me up at 4 PM.

Difficult to describe what I watched, the impact it was for me …… a wonderful adventure, unknown universes, sensational characters, mind-blowing rhythm, breathtaking sound!

“Help me Obi-Wan Kenobi, you’re my only hope.”


Despite being short, she was big, powerful, facing Darth Vader as an equal, saving Luke Skywalker and Han Solo who thought they had come to his rescue, brave, in love with his ideal, willing to die for what he believeer

Princess Leia.

The only Princess I ever wanted to be in my life.

“Will someone get this big walking carpet out of my way?”


Today, looking at it coldly, I am not surprised to see that Princess Leia is the embodiment of everything that I believe women should be in their own lives. But 43 years ago when a woman was not expected to be strong and responsible for her choices? When I was 12, did I already know? Did I sense that this was what I wanted for myself and my life?

“I know. Somehow, I’ve always known. ”


This nerd / geek passion of mine (terms that didn’t even exist at that time) goes beyond all reasonable limits. It was passed from mother to son, crying hand in hand with one of them, Rodrigo, at the age of 5 at the premiere of “Star Wars: Episode I – The Phantom Menace”, knowing the dialogs of the films by heart, staging the saber light fights with him or sobbing hugging him at the end of “Rogue One – a Star Wars Story”, already made a boss of mine embarrassed to know that the Global Vice President of Government Relations (of the company we worked) accompanied us in the premiere of “Star Wars: Episode III – Revenge of the Sith ”in Chicago.

In fact, this same son Rodrigo, before traveling to Los Angeles in 2015 to start his studies of “Acting for Film” at the New York Film Academy in Los Angeles, learned that Disney had opened tests on the internet for anyone who wanted to participate in the casting of that would become the new episode of the saga. He promptly signed up and called me to help him make the video. With the texts that were made available and the little description of the character did not allow us to identify who was who. We were surprised when he was chosen to continue to the next phase of the tests that required a trip to England. And then he made his “Sofia’s Choice”: spending on a trip what we saved for the course in Los Angeles and running the risk of him not going forward, made him choose correctly by the NYFA. He thinks he had no chance against Adam Driver for the role of Kylo Ren in “Star Wars: Episode VII – The Force Awakens”. Felipe (my other son) and I, are not satisfied and we are sure that Rodrigo would have been a Kylo Ren a thousand times better!

But returning to my devotion that makes Felipe, always a super partner, go to the shame of shames, with each new debut at midnight, it is also shared by dear friends and their daughters and even by a great friend, partner of one of the most traditional law firms in Brazil, with whom I have been working for a long time, makes, when the thing gets real and is too serious for any human being to take, to start an email with “Dear Princess Leia ”and sign“ May the force be with us, Master Windu. ”

But nothing compares to the work I gave my mother that day in 1977. As agreed, she picked me up at 4 PM. But I just didn’t want to leave. I even asked her to stay until the first scene so she could see Princess Leia’s outfit because I wanted one like it! She accepted and said she would pick me up at 6pm. When she returned, I still didn’t want to leave that fantasy in which I was immersed. Almost crying, I managed to convince her to let me watch again and pick me up at 8 pm. There were 3 sessions in a row. And I would have stayed a few more, I confess.

My mother made clothes like Princess Leia for me at her clothing store and I spent the end of my vacation with my hair curled around my ears.

“Aren’t you a little short for a stormtrooper?”

Whether on the verge of watching the last episode of the saga, “Star Wars: Episode IX – The Rise Of Skywalker”, whether marathon the entire saga, or watching any of the episodes, I do not deny the excitement and joy of the encounter with this universe that fascinates me to this day. There is also a hint of sadness because I know it was the last performance by actress Carrie Fisher who played my hero in all the films in the series. I can’t believe we won’t see each other anymore ….

“You know, no matter how much we fought, I always hated watching you leave.”

But the great truth is that every time the cinema screen goes black, I see the phrase “A Long Time Ago, in a galaxy far, far away….” and the first chords of monumental track by John Williams, I really shudder at the anticipation of meeting that 12-year-old girl that I once was and who was simply ecstatic with the most wonderful thing a good story can do: the encounter with your interior heroine.

“May the Force be with you.”

One Reply to “UMA PAIXÃO CHAMADA STAR WARS”

  1. Excelente participação! Uma crítica com tom pessoal muito bem escrita e tocante!
    A Princesa Leia é a verdadeira heroína do cinema moderno que antecipou o empoderamento feminino no cinema, precedendo a capitã Ripley, mulher forte que vence o mal em “Alien, o Oitavo Passageiro”(1979), e mais tarde, tantas outras como a “Mulher Maravilha” e “Capitã Marvel”.

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