O CONVIDADO DE HOJE DO CINEMARCO É JULIO RICARDO DA ROSA, ESCRITOR E CINÉFILO.
Mais um ano de resistência do Cinema, daquele que se vê na sala escura e na tela grande.
A média de público nacional atingiu 70% do período pré pandemia. É pouco. Mas a arte das imagens resiste.
Aqui vãos os melhores que assisti.
A exceção de “O Maestro,” que por aqui não chegou aos cinemas, todos os filmes foram vistos nas condições ideais.
1 – Os Fabelmans, de Steven Spielberg. Um mergulho no passado sem nostalgia, um hino de amor a arte das imagens.
2- Babilônia, de Damian Chazelle. A transição do cinema mudo para o falado causando suas vítimas. O fim de uma era visto pelos olhos de um dos melhores cineastas americanos da nova geração.
3 – Os Banshees de Inisherin, de Martim Mcdonagh. O fim de uma amizade e os ressentimentos que a solidão gera num filme marcante, repleto de atuações inesquecíveis.
4 – Tár, de Todd Field. Um talento genial aprisionado em uma criatura impiedosa e que se julga superior, destruída pelas redes sociais mas que se recusa a desisitir. A sequência final é primorosa.
5 – A Noite do dia 12, de Dominik Moll. Um crime não resolvido serve de fundo para uma impiedosa análise dos tempos atuais.
6 – Oppenheimer, de Christopher Nolan. A ciência e sua responsabilidade com o mundo analisadas através da figura do pai da Bomba Atômica.
7 – Retratos Fantasmas, de Cléber Mendonça Filho. Filme ensaio que detalha os motivos do fazer artístico do diretor enquanto mergulha nas suas lembranças dos antigos cinemas de Recife.
8 – Assassinos da Lua das Flores, de Martim Scorcese. O genocídio de uma nação indígena analisado através da figura que um jovem que manipulado e se transforma em criminoso.
9 – Making Of, de Cedric Kahn. Um hino de amor ao cinema através de um documentário que acompanha a feitura de uma película. Ficção e realidade se misturam criando um trabalho encantador.
10 – O Maestro, de Bradley Cooper. A vida de um dos grandes regentes de todos os tempos reflete sobre o passar do tempo e o egoísmo de um talento superior.