DESEJO DE MATAR: Por Que Refilmar um Filme Ruim? Há Sério Risco de Fazer Outro Tão Ruim Quanto o Primeiro

DESEJO DE MATAR(2018), de Eli Roth é a refilmagem do filme de mesmo título que Michael Winner fez em 1974, estrelado por Charles Bronson e que de tão ruim e reacionário gerou uma franquia sobre Paul Kersey, o arquiteto que sai matando bandidos pela noite como forma de vingar seus familiares assassinados.

Quarenta e quatro anos depois, Bruce Willis assume o protagonismo, agora como um cirurgião de Chicago que vê sua família dizimada por uma gang de assaltantes e resolve se tornar um vigilante na noite matando a esmo.

No elenco, a sumida Elisabeth Shue (indicada ao oscar de Melhor Atriz por Despedida em Las Vegas), Vincent D’Onnofrio (da série O DEMOLIDOR), Dean Norris (BREAKING BAD e UNDER THE DOME), Camila Morrone e Kimberley Elise (JOHN Q.)

O problema é que nenhum elenco pode dar jeito em uma história para lá de torta na tentativa de justificar a justiça feita pelas próprias mãos, ainda mais com cenas de tortura e violência explícita a cargo do péssimo diretor Eli Roth.

A conclusão é que ele quase conseguiu, em sua refilmagem, apesar de ter muito mais recursos, fazer um filme pior que o primeiro, que era bem ruinzinho. Claro que Bruce Willis, mesmo estando no filme só para faturar algum, é muito melhor que Charles Bronson.  Mas os dois filmes não saem da vala comum dos descartáveis.

 

DEATH WISH, by Eli Roth (2018) is the remake of the film with the same title that Michael Winner did in 1974, starring Charles Bronson, that as bad and reactionary, created a franchise over Paul Kersey, the architect who goes out killing bandits at night as a way to avenge his murdered wife and daughter.

Forty-four years later, Bruce Willis takes the lead, now as a Chicago surgeon, who sees his family decimated by a gang of assailants and decides to become a vigilante on the night killing at random.

In the cast, Elisabeth Shue (nominated for Oscar for Best Actress for Leaving Las Vegas), Vincent D’Onnofrio (DAREDEVIL), Dean Norris (BREAKING BAD and UNDER THE DOME), Camila Morrone and Kimberley Elise (JOHN Q.)

The problem is that no cast can give way to a story beyond any reason in an attempt to justify the justice done by own hands, even more with scenes of torture and explicit violence by the poor director Eli Roth.

The conclusion is that he almost managed, in his re-shoot, despite having much more resources, to make a movie worse than the first one, which was very shabby. Of course, Bruce Willis, even though he’s in the movie just to earn some money, is way better than Charles Bronson. But the two films do not leave the common pit of disposable.

CHAPPAQUIDDICK: Drama Conta o Acidente que Matou a Chance de Ted Kennedy Ser Presidente

CHAPPAQUIDDICK (2017), de John Curran é a recriação do episódio que liquidou a pretensão do Senador Ted Kennedy de ser eleito Presidente dos Estados Unidos. Em um final de semana de 1969, ele sofreu um acidente de carro em que faleceu a secretária da campanha presidencial de seu irmão Bob Kennedy, Mary Jo Kopechne (Kate Mara).

Os fatos são narrados em tom semi documental, a partir da figura de Ted Kennedy, muito bem interpretado por Jason Clarke, secundado por ótimos atores, como Bruce Dern (o Patriarca Joseph Kennedy), Ed Helms(Joseph Gargan), Clancy Brown (Robert McNamara), e Jim Gaffigan (Paul Markham).

O poder da Família Kennedy e sua inegável influência política são mostrados em alternância com as investigações da imprensa e das autoridades sobre fatos em que as tentativas de abafar o caso se mostravam, a cada momento, insuficientes e desastradas.

Quanto mais se fazia para encobrir o assunto, maior volume ele tomava. Como é comum nas produções do gênero, são impecáveis as recriações de época, seja nas ambientações, seja nos pronunciamentos históricos que resultaram no fim das pretensões presidenciais de Ted Kennedy.

Se o filme fica devendo como drama político, vale como registro histórico de um episódio relevante da política americana.

 

CHAPPAQUIDDICK (2017), by John Curran is the re-creation of the episode that liquidated Senator Ted Kennedy’s claim to be elected President of the United States. On a weekend of 1969, he suffered a car accident in which died the secretary of the presidential campaign of his brother Bob Kennedy, Mary Jo Kopechne (Kate Mara).

The story is narrated in a semi-documentary tone. The figure of Ted Kennedy, very well played by Jason Clarke is backed up by great actors such as Bruce Dern (Patriarch Joseph Kennedy), Ed Helms (Joseph Gargan), Clancy Brown McNamara), and Jim Gaffigan (Paul Markham).

The power of the Kennedy Family and its undeniable political influence are shown in alternation with press and government investigations into events in which attempts to stifle the case were, at all times, insufficient and disastrous.

The more they did to cover up the problem, the more volume it took. As is common in productions of this genre, period re-creations are impeccable, whether in the ambiance or in the historical pronouncements that have resulted in the end of Ted Kennedy’s presidential pretensions.

Whether the film owes itself as a political drama, is worth as a historical record of a relevant episode of American politics.

OS INDOMÁVEIS: Um Western Top de Linha de 2007 que Achei Somente Agora

O Western é um dos meus gêneros favoritos no cinema. Os clássicos como OS BRUTOS TAMBÉM AMAM, NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS, MATAR OU MORRER, O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA, RASTROS DE ÓDIO, ERA UMA VEZ NO OESTE, OS IMPERDOÁVEIS e tantos outros formaram muito da minha paixão cinematográfica.

Não sei porque não vi o filme OS INDOMÁVEIS (3:10 TO YUMA), de James Mangold (2007), um belíssimo western com um elenco espetacular, liderado por Russell Crowe e Christian Bale, dois dos melhores atores da atualidade.

Um fazendeiro pobre e com baixa autoestima em face de ter perdido uma perna, busca se reerguer perante a mulher e os dois filhos aceitando a missão de conduzir um dos maiores assaltantes da região ao Trem que parte de uma cidade vizinha dali dois dias para Yuma, mesmo sabendo que o bando dele fará desta uma missão impossível.

Ainda no elenco, a sempre linda e ótima Gretchen Mol, Ben Foster, Peter Fonda, Vinessa Shaw, Dallas Roberts, e Luke Wilson.

Os diálogos e o duelo de intepretações entre Bale e Crowe são sensacionais, digno de premiações. Vi que o filme foi indicado ao Oscar pela ótima trilha de Marco Beltrami e pela edição de som.

Todos os temas icônicos do western dão o ar da graça em OS INDOMÁVEIS. O código de honra, a lealdade, os que desistem ao primeiro sinal de perigo, coragem x covardia, princípios x dinheiro, palavra x oportunismo.

James Mangold se consagrou recentemente pelo extraoredinário sucesso de seu LOGAN, a retomada da saga de WOLVERINE em altíssimo estilo. OS INDOMÁVEIS já era um filme deste mesmo top de linha.

 

Western is one of my favorite genres in the movies. Classics such as SHANE, STAGECOACH, HIGHNOON, THE MAN WHO SHOT LIBERTY VALANCE, THE SEARCHERS, ONCE UPON A TIME IN THE WEST, THE UNFORGIVEN, and so many others formed much of my cinematographic passion.

I do not know why I did not see James Mangold 3:10 TO YUMA(2007), a beautiful western with a spectacular cast, led by Russell Crowe and Christian Bale, two of the best actors of our days.

A poor farmer with low self-esteem in the face of having lost a leg, seeks to stand up to his wife and two children accepting the mission to drive one of the region’s main assailants to the train that leaves from a neighboring town in two days to Yuma, even knowing that his band will make this an impossible mission.

Still in the cast, the always beautiful and great Gretchen Mol, Ben Foster, Peter Fonda, Vinessa Shaw, Dallas Roberts, and Luke Wilson.

The dialogues and duel of interpretations between Bale and Crowe are sensational, worthy of awards. I saw that the film was nominated for an Oscar for Marco Beltrami’s great soundtrack and sound editing.

All the iconic Western themes give the air of grace in the movie. The code of honor, loyalty, those who give up at the first sign of danger, courage x cowardice, principles x money, word x opportunism.

James Mangold was recently consecrated by the extraordinary success of his LOGAN, the retaking of the saga of WOLVERINE in very high style. 3:10 TO YUMA was already a film of this same very high level.

BASEADO EM FATOS REAIS: Um Polanski Menor com Duas Charmosas Atrizes

BASEADO EM FATOS REAIS(2017), de Roman Polanski, tem, sob a minha perspectiva, dois obstáculos iniciais: não me inscrevo entre os fãs de carteirinha do cineasta e a grande sacada do filme já me pareceu óbvia desde o trailler exibido nos cinemas há mais de dois anos atrás.

Contudo, o desenvolvimento do roteiro – quase sempre ótimo de Olivier Assayas e do próprio Polanski – e o charme das atrizes Emmanuelle Seigner e Eva Green conseguem prender a atenção do espectador apesar dos pesares.

Uma escritora com bloqueio emocional para fazer seu próximo livro ( tema cada vez mais constante no cinema), pressionada por seu companheiro, por sua editora, depressiva pela ausência dos filhos e solitária, vê surgir em sua vida uma mulher atrente e possessiva, cheia de ideias para sua vida e sua literatura.

Emmanuelle Seigner nunca foi uma atriz reconhecida internacionalmente pelo seu talento, desde que o marido Polanski passou a lhe escalar em vários de sues filmes, como BUSCA FRENÉTICA e LUA DE FEL. A maturidade lhe trouxe mais estofo como atriz, mas ainda não atingiu o status de primeira linha do cinema francês.

Eva Green tem mais prestígio, em face de frequentar cineastas como Bertolucci (OS SONHADORES) e Tim Burton (O LAR DAS CRIANÇAS PECULIARES). Mas também busca alçar vôos mais altos.

O filme ainda perdeu boas linhas de desenvolvimento, como o ciúme do marido da escritora que somenta admirava escritores americanos e a atração entre as duas mulheres.

BASEADO EM FATOS REAIS teve uma recepção fria da crítica internacional que, com razão, achou o tal “twist” do roteiro difícil de ser aceito por algum espectador.

Polanski, aos seus 85 anos, está longe do cineasta inquieto de A REPULSA AO SEXO ou A DANÇA DOS VAMPIROS.

 

D’APRÉS UNE HISTOIRE VRAIS, by Roman Polanski (2017), has, from my perspective, two initial obstacles: I do not subscribe among the fans of the filmmaker and the big twist of the film has already seemed obvious since the trailler shown in theaters more than two years ago.

However, the development of the script – written by Olivier Assayas and Polanski himself – and the charm of the actresses Emmanuelle Seigner and Eva Green can capture the attention of the viewer despite the problems.

A writer with an emotional block to make her next book (an increasingly constant subject in the cinema), pressed by her boyfriend, her publisher, depressed by her children’s absence and lonely, sees in her life a powerful and possessive woman full of ideas for life and your literature.

Emmanuelle Seigner has never been an internationally acclaimed actress for her talent, since her husband Polanski went on to cast her in several of his films, such as FRANTIC and BITTERMOON. The maturity has brought her more stuff as an actress, but she has not yet reached the status of the first line of French cinema.

Eva Green has more prestige, in face of working with filmmakers like Bertolucci (THE DREAMERS) and Tim Burton (THE LAR OF THE PECULIAR CHILDREN). But she also seeks to raise higher flights.

The film still has lost good lines of development, as the jealousy of the husband of the writer who admits only admire American writers and the attraction between the two women.

D’APRÉS UNE HISTOIRE VRAIS had a cold reception from international critics who found the script twist difficult to be accepted by some viewer.

Polanski, at the age of 85, is far from the restless filmmaker of REPULSION or DANCE OF THE VAMPIRES.

MULHER ANDA NA FRENTE: Excelente Filme com Jessica Chastain Expõe Outra Vez o Genocídio Indígena no Oeste Americano

MULHER ANDA NA FRENTE (WOMAN WALKS AHEAD), da cineasta inglesa Suzanna White  é, por tudo que contém, um excelnte filme. Desde que li sobre ele e seu grande sucesso no SUNDANCE FESTIVAL, fiquei muito curioso para vê-lo. Achei agora no ITUNES e espero que chegue logo nas outras mídias, porque acho que nos cinemas não vai chegar.

Baseado na vida da Pintora novaiorquina Catherine Weldon, um viúva de idéias libertárias, que, em 1890, viajou de trem para Dakota, obcecada com a ideia de pintar o Grande Chefe Touro Sentado, então já isolado em uma reserva pelo exército americano.

Em sua viagem, ela vai ser desencorajada, agredida, cuspida, roubada e, ao chegar à reserva, se depara com a iminência da assinatura de um novo tratado que retira ainda mais terras dos índios.

O contato com o povo indígena e a realidade dos brancos da região vai despertar nela uma nova visão de mundo, até então adormecida.

O elenco do filme é soberbo. Inicia por Jessica Chastain, sempre candidata à melhor atriz de sua geração, excelente como Catherine Weldon, a protagonista cheia de amarras e preconceitos que chega a Dakota. No papel de Touro Sentado,  o canadense Michael Greyeyes (O NOVO MUNDO) dá um show de interpretação. Também faz outro trabalho excelente Sam Rockwell (Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME). Ainda tem o ótimo Ciarán Hinds(ROMA da HBO) e Bill Camp.

O genocídio dos índios norteamericanos é sempre um episódio terrível a ser visto e revisto e já gerou excelentes filmes. MULHER ANDA NA FRENTE é mais um título de excelente qualidade que tem por pano de fundo aquele triste episódio histórico.

 

WOMAN WALKS AHEAD, by the British filmmaker Suzanna White is, for everything it contains, an excellent film. Since I read about it and its great success at SUNDANCE FESTIVAL, I was very curious to see this movie. I found it now at ITUNES and I hope it will reach other media soon, because I do not think it will be released in theaters.

Based on the life of New York painter Catherine Weldon, a widow with libertarian ideas, who in 1890 traveled by train to Dakota, obsessed with the idea of ​​painting the Grand Chief Sitting Bull, then already isolated in a reserve by the American army.

On her trip, she will be discouraged, beaten, spat, robbed and, upon arriving at the reserve, will face the imminence of the signing of a new treaty that removes even more land from the Indians.

The contact with the native people and the reality of the white ones of the region will awaken in her a new vision of the world, until then dormant.

The cast of the film is superb. Starring Jessica Chastain, always nominated for the best actress of her generation, excellent as Catherine Weldon, the protagonist full of moorings and prejudices that comes to Dakota. In the role of Sitting Bull, the Canadian Michael Greyeyes (THE NEW WORLD) gives an interpretation show. Also does another excellent work is Sam Rockwell (Best Supporting Actor Oscar for THREE ANNOUNCEMENTS FOR A CRIME). The cast still has the great Ciarán Hinds (ROME from HBO) and Bill Camp.

The genocide of the American Indians is always a terrible episode to be seen and reviewed and has already generated excellent films. WOMAN WALKS IN FRONT is another title of excellent quality that has as background that sad historical episode.

BEIRUT: Thriller Político que Lembra os Clássicos Filmes de Espionagem

BEIRUT, de Brad Anderson, dísponível no NETFLIX é um thriller político que consegue distrair bastante o espectador em face de seu roteiro bem concebido e ainda melhor desenvolvido. O complexo cenário da política e da espionagem no Oriente Médio é muito bem explorado na história de Mason Skiles (o sempre ótimo John Hamm, da série MADMEN) um negociador que vive no Líbano e tem sua vida destruída por uma tragédia pessoal inesperada.

Anos depois, em meio à decadência e alcoolismo, recebe uma missão da CIA para retornar a Beirute para ser o negociador no sequestro de seu melhor amigo por terroristas. No elenco, Rosamund Pike (não tão bem como no excepcional western HOSTILES), Mark Pellegrino e Dean Norris.

Os filmes de espionagem saíram de moda desde o final da Geurra Fria. Ver um thriller em que as perseguições a pé, os grampos telefônicos, as tocais em carros à noite e os planos com reviravoltas e espiões duplos são uma constante, quase traz de volta um certo prazer meio anos sessenta e setenta, onde este tipo de filme teve seu ápice.

BEIRUT não tem pretensões a ser um tratado político sobre o Oriente Médio e este talvez seja seu grande mérito. Todos os personagens são, ao mesmo tempo, mocinhos e vilões. Como seres humanos. Mas o filme é bem feito e cumpre seu papel de ótimo entretenimento.

 

BEIRUT, by Brad Anderson, available on NETFLIX, is a political thriller that manages to distract the viewer thanks to its well-conceived and even better-crafted script. The complex scenario of politics and espionage in the Middle East is very well explored in the history of Mason Skiles (the always great John Hamm of the MADMEN series), a negotiator who lives in Lebanon and has his life destroyed by an unexpected personal tragedy.

Years later, in the midst of decadence and alcoholism, he receives a CIA mission to return to Beirut to be the negotiator in the abduction of his best friend by terrorists. In the cast, Rosamund Pike (not as well as in the exceptional western HOSTILES), Mark Pellegrino and Dean Norris.

Spy movies have gone out of style since the end of Cold War. To watch a thriller in which walking chases, misterious phone calls at night and plans with twists and double spies are a constant, almost brings back a certain pleasure of the sixties and seventies, where this type of film had its climax.

BEIRUT has no pretensions to be a political definitive lesson on the Middle East and this may be its great merit. All the characters are, at the same time, good guys and bad guys. As human beings. But the film is well done and fulfills its role of great entertainment.

 

TOMB RAIDER: A ORIGEM – Alicia Vikander Luta Muito em Filme Sessão da Tarde

TOMB RAIDER: A ORIGEM, de Roar Uthaug, o diretor norueguês responsável por A ONDA e PRESOS NO GELO parece um daqueles filmes infanto juvenis da Sessão das Duas.

E olha que a protagonista é a mega estrela sueca Alicia Vikander, Oscar de Melhor Atriz por A GAROTA DINAMARQUESA e uma das atrizes da moda de Hollywood. E, justiça seja feita: ela se esforça muito como a jovem Lady Croft em busca da verdade sobre o desaparecimento de seu pai, um Indiana Jones da Segunda Divisão.

O pai é o Inglês Dominic West (CHICAGO, THE WIRE). Também no elenco, a sempre excelente Kristin Scott Thomas, Derek Jacobi e Daniel Wu.

A produção do filme é impecável, com cenários e feitos especiais realmente impressionantes.

Acho que a comparação com seu antecessor estrelado por Angelina Jolie não favorece muito esta nova versão, mais inocente e juvenil.

Claramente, se pretendia iniciar uma nova franquia. Mas este novo Tomb Raider não foi muito bem nas bilheterias e parece incerto que vá continuar. Acho que vai ficar mesmo na Sessão da Tarde.

 

TOMB RAIDER, by Roar Uthaug, the Norwegian director responsible for THE WAVE and FRITT WILT looks like one of those juvenile films of the Matinees.

And the protagonist is Swedish mega star Alicia Vikander, Oscar for Best Actress for THE DANISH GIRL and one of the Hollywood greatest actresses. And justice be done: she fights a lot like the young Lady Croft in search of the truth about the disappearance of her father, an Indiana Jones of the Second Division.

The father is the English Dominic West (CHICAGO, THE WIRE). Also in the cast, the always excellent Kristin Scott Thomas, Derek Jacobi and Daniel Wu.

The production of the film is flawless, with really impressive special scenarios and special effects.

I think the comparison with his predecessor starring Angelina Jolie does not favor much this new version, more innocent and naive.

Clearly, it was intended to start a new franchise. But this new Tomb Raider did not go very well at the box office and it seems uncertain that it will continue. I think it’s going to be even in the matinees.

O BOSQUE: Série Policial Francesa da NETFLIX Inspirada em Várias Outras Atinge Ótimo Nível

O BOSQUE (LA FORÊT), série policial francesa que a NETFLIX traz como novidade tem seis capítulos bem movimentados e cheios de suspense. Somente no sexto episódio é que o espectador vai descobrir que é o vilão por trás dos crimes ocorridos na pequena comunidade à beira de um belíssimo bosque.

O mais legal, contudo, é identificar as várias inspirações que O BOSQUE foi buscar em suas antecessoras, séries policias francesas, inglesas, americanas, escandinavas, absorvendo elementos essenciais das histórias de cada uma para montar sua história cheia de idas e vindas.

O chefe de polícia que chega, o marido da policial suspeito, o quadro de fotos na escola, a filha adotiva rebelde, a professora de passado misterioso, o condenado à beira de redenção, todos são personagens já vistos pelo admirador de filmes e séries policiais, que vai se deliciar em catar em sua memória em qual filme já viu tal e qual personagem ou sacada.

Outro ponto comum é a utilização da paisagem como elemento forte de desenvolvimento da história. O bosque belo e assustador faz parte de cada cena do filme.  Também destaco o ótimo elenco do seriado, das atrizes juvenis aos veteranos, todos muito bem habilitados a desenvolver as emoções que o roteiro impõe aos seus personagens.

Finalmente, um elogio à duração de O BOSQUE. Seis capítulos de cinquenta minutos dá tempo suficiente para desenvolver o enredo e os personagens sem enrolar demais a historia, como muitos seriados de dez ou doze episódios fazem.

O BOSQUE: boa dica de policial francês.

 

The FOREST, a French police series that NETFLIX brings as a novelty, has six chapters that are action packed and full of suspense. It is only in the sixth episode that the viewer will discover who is the villain behind the crimes committed in the small community on the edge of a beautiful forest.

The coolest thing, however, is to identify the various inspirations that THE FOREST has catch in its predecessors, French, English, American, and Scandinavian police series, absorbing essential elements of each one’s stories to build its history full of comings and goings.

The incoming chief of police, the suspected husband of the cop, the picture-frame at school, the rebellious foster daughter, the teacher with the mysterious past, the condemned on the verge of redemption, are all characters already seen by the admirer of films and police series , who will have a great delight in picking in his memory in which movie he has seen such and such a character or fact.

Another common point is the use of landscape as a strong element in the development of history. The beautiful and scary woods are part of every scene of the film. I also highlight the great cast of the show, from the young actresses to the veterans, all very well qualified to develop the emotions that the script imposes on their characters.

Finally, a compliment to the duration of THE FOREST. Six fifty-minute chapters give ample time to develop the plot and the characters without rolling up the story, as many ten-episode or twelve-episode sitcoms do.

THE FOREST: good tip from French police.

OITO MULHERES MARAVILHOSAS E UM FILME MUITO DIVERTIDO. PRECISA MAIS?

OITO MULHERES E UM SEGREDO é cinemão com tudo que ele tem de bom e com tudo que ele (muitas vezes) tem de ruim. Debbie Ocean (irmã mais nova de Danny Ocean, personagem de George Clooney nos filmes originais) sai da prisão – onde fora parar injustamente, é claro – com um grande golpe na cabeça e um desejo de vingança no coração.

Sandra Bullock é suficientemente boa entarteiner para carregar as cenas em que aparece de forma divertida e energética, não deixando a peteca da narrativa cair em nenhum momento. A primeira parceria que ela procura é sua velha amiga Lou, Cate Blanchett, a maravilhosa atriz australiana que empresta uma categoria mais acima a sua personagem de vigarista de plantão.

E assim elas vão reunindo um time de peso para o golpe dos milhões: Sarah Paulson, Rihana (um achado), Awkwafina, a excepcional Helena Bonham-Carter (um espetáculo a parte como a estilista Rose Well) e Mindy Kaling.

A pessoa alvo do golpe é a também superlativa musa Anne Hathaway, uma atriz que canta, dança, faz drama e comédia por igual e não tem medo de se expor.

O cenário; o luxuosíssimo Baile do MET Gala em Nova Iorque.

Está tudo pronto para mais um filme de “heist” (roubo), onde os detalhes do planejamento, mostrado em detalhes e depois revistos minuciosamente fazem a delícia do espectador, assim como o desespero das autoridades sem saber o que houve. sim, porque a graça nestes filmes vem pela simpatia dos malfeitores, por quem a plateia torce desde o início do filme.

OITO MULHERES E UM SEGREDO, sem dúvida logra seu intento de divertir, com destaque para suas mulheres maravilhosas e suas citações cinematográficas sem fim. Não há dúvida de que não será lembrado e/ou entrará em qualquer lista de melhores filmes do que seja, pela superficialidade de seus temas e pela própria inverossimilhança de seu roteiro.

Mas que a gente sai bem mais leve do cinema, não há dúvida.

 

OCEAN’S EIGHT is blockbuster with all that it has of good and with everything it (often) has of bad. Debbie Ocean (Danny Ocean’s younger sister, George Clooney’s character in the original films) leaves prison – where she was unfairly arrested, of course – with a big plan in the head and a desire for revenge in the heart.

Sandra Bullock is a good enough entarteiner to carry the scenes in which she appears in a fun and energetic way, not letting the story drop in any moment. The first partnership she’s looking for is her old friend Lou, Cate Blanchett, the gorgeous Australian actress who lends a higher category to her on-the-job swindler persona.

And so they bring together a heavyweight team to hit the millions: Sarah Paulson, Rihana (a surprise great find), Awkwafina, the exceptional Helena Bonham-Carter (a show as stylist Rose Well) and Mindy Kaling.

The hit person is also the superlative muse Anne Hathaway, an actress who sings, dances, does drama and comedy alike and is not afraid to expose herself.

The set: the very luxurious Ball of the MET Gala in New York.

It’s all set for yet another “heist” movie, where the details of the planning, shown in closeup and then minutely reviewed, delight the viewer as well as the despair of the authorities without knowing what happened. Yes, because the grace in these films comes from the sympathy of the evildoers, for whom the audience has been wrenching since the beginning of the film.

OCEAN’S EIGHT undoubtedly achieves his attempt to amuse, with prominence for his wonderful women and his endless cinematographic quotations. There is no doubt that you will not be remembered and / or will enter any list of best movies of all, the shallowness of its themes and the very improbability of its script.

But that we leave much more light of the cinema, no doubt.

Z, a Obra Prima de Costa Gavras no Festival Varilux

O Festival VARILUX de Cinema Francês homenageia neste ano o Clássico Z, de Costa Gavras.

O filme data de 1969. Ficou proibido no Brasil durante muitos anos. Mas lembro que quando vi pela primeira vez, entendi o que era um filme político em sua essência e porque os governos ditatoriais proíbem filmes.

Um deputado pacifista é assassinado ao tentar fazer uma palestra em uma manifestação de oposição ao governo militar. Z se baseia no episódio real da morte do Deputado Grego Grigoris Lambrakis.

Z é uma obra poderosa, dotada de um a forca de discurso pro democracia impressionante, sem se afastar de ser um drama emocionante e um filme de suspense magnificamente bem feito.

O cineasta grego Constantin Costa Gavras, então com apenas 36 anos reuniu um time de atores impressionante: Yves Montand, impecável, como o Deputado, Jean-Louis Trintignant (nota dez como o Juiz), Irene Papas, Jacques Perin, Charles Denner, Bernard Fresson e por ai vai.

A musica de Mikis Teodorakis esta entre as melhores trilhas sonoras de todos os tempos.

Costa-Gavras tem vários grandes filmes em sua filmografia: DESAPARECIDO, ESTADO DE SITIO, SEÇAO ESPECIAL DE JUSTIÇA.

Z segue sendo sua obra prima.

 

The VARILUX FRENCH MOVIE SHOW this year homages Z, by Costa Gavras.

The film dates from 1969. It was banned in Brazil for many years. But I remember when I first saw it, I understood what a political film was all about and why dictatorial governments ban movies.

A pacifist deputy is assassinated while trying to give a speech in a demonstration of opposition to the military government. Z is based on the actual episode of the death of Greek Politician Grigoris Lambrakis.

Z is a powerful work, endowed with an impressive pro democracy democracy force, without departing from being an exciting drama and a magnificently well-done thriller.

The Greek filmmaker Constantin Costa Gavras, who was at that time, only 36 years old, met with an impressive team of actors: Yves Montand, impeccable, Jean-Louis Trintignant (grade ten as Judge), Irene Papas, Jacques Perin, Charles Denner, Bernard Fresson and on and on.

The music of Mikis Teodorakis is among the best soundtracks of all time.

Costa-Gavras has several great films in his filmography: MISSING, L’ETAT DE SIEGE, SECTION SPECIALE.

Z remains his masterpiece.