PANTERA NEGRA: Sucesso Justificado em Filme de Super-Herói Cheio de Novidades

PANTERA NEGRA, de Ryan Cogler(CREED) é um filme de super-herói da MARVEL, mas consegue trazer uma série de novidades para o espectador que justificam o seu atual super sucesso de público e crítica.

A questão da diversidade – pauta permanente da atualidade – tem destaque absoluto em PANTERA NEGRA, onde não somente o elenco, diretor e roteirista são quase exclusivamente afro-americanos, como tem o mérito indiscutível de, ao trazer um herói negro, aborda uma série de questões historicamente associadas à raça negra e aos países africanos.

Claro que todos estes temas e abordagens da maior seriedade vêm embalados em um filme de aventura com a magnífica qualidade da MARVEL, que mais uma vez dá um show em história (cheia de surpresas), efeitos especiais e filmagens (impecável o uso do 3D) e tiradas de humor nos momentos certos do filme.

A história por trás do País fictício Wakanda, seu isolamento do mundo e a briga pela sucessão de seu reinado, de olho no valioso metal vibranium.

Chadwick Boseman(42 – A HISTÓRIA DE UMA LENDA, filme com Harrison Ford sobre o jogador de beisebol Jack Robinson) como o Rei T’Challa e o Pantera Negra sabe muito bem carregar seu protagonismo. Michael B. Jordan (CREED) também vive muito bem o vilão. Ao lado deles vários atores e atrizes ótimos, como Lupita Nyong’o (12 ANOS DE ESCRAVIDÃO e STAR WARS – O DESPERTAR DA FORÇA), Angela Basset (TINA), Forrest Whitaker(Oscar de Melhor Ator em O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA), Martin Freeman (O HOBBIT) e Andy Serkis (O PLANETA DOS MACACOS). Elenco de peso.

O filme não pára um minuto, mas foge da armadilha de muitas cenas de batalha para exibir os mais modernos efeitos visuais. Há uma grande cena de perseguição de carros (ótima) e a batalha final. Está de bom tamanho.

PANTERA NEGRA se insere no universo MARVEL com um dos melhores filmes do Estúdio.

 

Ryan Cogler’s BLACK PANTHER (CREED) is a superhero movie from MARVEL, but it manages to bring a dozen of novelties to the viewer that justify its current super audiences and critics success.

The issue of diversity – the permanent agenda of today – has an absolute prominence in BLACK PANTHER, where not only the cast, director and writer are almost exclusively African-American, as it has the indisputable merit of bringing a black hero to a series of issues historically associated with the black race and African countries.

Of course, all these themes and approaches of the greatest seriousness are packed in an adventure film with the magnificent quality of MARVEL, which once again gives a show in history (full of surprises), special effects and filming (impeccable use of 3D) and humorous at the right moments in the movie.

The story behind the fictional country Wakanda, his isolation from the world and the fight for the succession of his reign, with an eye on the valuable metal vibranium.

Chadwick Boseman (42, the movie with Harrison Ford about baseball player Jack Robinson) as King T’Challa and the Black Panther knows very well to carry his protagonism. Michael B. Jordan (CREED) also lives the villain very well. Alongside them were many great actors and actresses, such as Lupita Nyong’o (12 YEARS OF SLAVERY and STAR WARS), Angela Basset (TINA), Forrest Whitaker (Oscar for Best Actor in THE LAST KING OF SCOTLAND), Martin Freeman (The HOBBIT) and Andy Serkis (THE PLANETS OF THE APES). Cast of high level.

The film does not stop for a minute, but it escapes the trap of many battle scenes to display the most modern visual effects. There is a great car chase scene (excellent) and the final battle. It’s ok.

BLACK PANTHER is inserted in the MARVEL universe with one of the best films of the Studio.

O ENCANTADOR DE CAVALOS: Aquele Diálogo Incrível

Acabei de cruzar no TELECINE com o filme O ENCANTADOR DE CAVALOS (1998), de Robert Reford, com o próprio, Kristin Scott Thomas, Scartlett Johansson, Sam Neil e Diane Wiest.

Tem ótimos diálogos. O meu favorito é:

Annie: Eu ouvi que você ajuda pessoas com problemas com cavalos.

Tom Booker: A verdade é, eu ajudo cavalos com problemas com pessoas.

Magnífico!

 

I have just crossed in TELECINE with the movie THE HORSE WHISPERER (1998), by Robert Redford, with himself, Kristin Scott Thomas, Scartlett Johansson, Sam Neil and Diane Wiest.

The movie has several great dialogues. My favorite one is:

Annie: I’ve heard you help people with horse problems.

Tom Booker: Truth is, I help horses with people problems.

ALTERED CARBON: Ficção Científica, Sexo, Drogas e Violência na Série Top de Linha da NETFLIX

ALTERED CARBON, série da NETFLIX se passa no Século 25, quando a humanidade já conquistou outros planetas e sistemas e passou a ressuscitar as pessoas que morreram através do reaproveitamento de um cartucho metálico que contém todas as informações sobre a vida daquela pessoa.

Baseado no primeiro dos três livros do escritor inglês Richard K. Morgan (os outros dois são BROKEN ANGELS e WOKEN FURIES) tem seu foco em um ex-soldado e terrorista que é trazido de volta à vida por um multimilionário interessado em descobrir quem o matou semanas atrás.

O milionário ressucitado a partir de um clone contrata o soldado profissional como detetive particular para a solução do crime.

O mais fascinante de ALTERED CARBON é o sem número de citações de cenas, personagens, situações e ambientes vistos em filmes, não somente de ficção científica, mas filmes de detetive, filmes de terror e outros gêneros.

BLADE RUNNER, por óbvio é o mais citado por ALTERED CARBON, ao longo de seus 10 capítulos desta primeira temporada. A cidade onde os personagens se movimentam lembra, em tudo, a Los Angeles de BLADE RUNNER. Mas aparece muito de O ILUMINADO, RELIQUIA MACABRA, THE CROW, e por aí em diante.

O fato de ser uma produção original de um serviço de streaming permite à ALTERED CARBON forçar a barra nas cenas de nudez, sexo, dorgas e violência. Se é verdade que há cenas de violência quase insuportáveis, como a sessão de tortura virtual do protagonista, também pontuam a série cenas muito engraças, como aquela em que a detetive permite a sua ressucitada avó (agora na “capa” de um ex-marginal) experimentar drogas pela primeira vez.

O elenco tem alguns astros ascendentes, como o sueco Joel Kinnamann (ROBOCOP, THE KILLING e HOUSE OF CARDS) dando curso a seu crescimento rumo ao estrelato, a premiada atriz mexicana Martha Higareda (como a Tenente Ortega), o entediado James Purefoy (parece fazer o mesmo personagem blasé desde a série THE FOLLOWING), a atriz canadense Kristin Lehman (em surpreendente e ousada performance depois de ser a protagonista Detetive Angie na série MOTIVO), o divertido Chris Conner (como POE, o recepcionista do Hotel O CORVO que sendo uma inteligência artificial consegue se materializar em qualquer lugar do hotel e com qualquer aparência), Reneé Elise Goldsberry(cantora de Jazz vista em THE GOOD WIFE) e muito mais gente.

O cuidado de produção de ALTERED CARBON, a originalidade de seu roteiro e o visual sempre instigante de suas cenas garantem a atenção do espectador. E ainda sobre tempo para algumas discussões existenciais bastante interessantes.

Quem curte ficção científica não pode deixar de ver ALTERED CARBON, mais um gol da NETFLIX.

 

ALTERED CARBON, series of the NETFLIX is set in the 25th Century, when humanity has conquered other planets and systems and started resurrecting people who died by reusing a metal cartridge that contains all the information about that person’s life.

Based on the first of three books by English writer Richard K. Morgan (the other two are BROKEN ANGELS and WOKEN FURIES) focuses on a former soldier and terrorist who is brought back to life by a multimillionaire interested in finding out who killed him weeks ago.

The millionaire resurrected from a clone hires the professional soldier as a private detective for the resolution of the crime.

The most fascinating of ALTERED CARBON is the countless quotations of scenes, characters, situations and environments seen in movies, not just science fiction films, but detective films, horror films and other genres.

BLADE RUNNER, by obvious is the most movie cited by ALTERED CARBON, throughout its 10 chapters of this first season. The city where the characters move reminds us, in everything, the Los Angeles of BLADE RUNNER. But there is a lot of THE SHINNING, THE MALTESE FALCON, THE CROW, and so on.

Being an original production of a streaming service allows ALTERED CARBON to force the bar on nudity, sex, horror and violence scenes. If it is true that there are scenes of violence almost unbearable, such as the virtual torture session of the protagonist, also punctuate the series very funny scenes, like the one in which the female detective allows his resurrected grandmother (now in the “cover” of a former marginal ) try drugs for the first time.

The cast has a few up-and-coming stars, such as Swedish director Joel Kinnamann (ROBOCOP, THE KILLING and HOUSE OF CARDS) as he steps into stardom, award-winning Mexican actress Martha Higareda (as Lieutenant Ortega), bored James Purefoy, Canadian actress Kristin Lehman (in a surprising and daring performance after being the protagonist Detective Angie in the MOTIVE series), the entertaining Chris Conner (as POE, the receptionist at the Hotel being an artificial intelligence can materialize anywhere in the hotel and with any appearance), Renee Elise Goldsberry (jazz singer seen in THE GOOD WIFE) and many more people.

ALTERED CARBON’s production care, the originality of his screenplay and the always thought-provoking look of his scenes ensure the attention of the viewer. And still about time for some very interesting existential discussions.

Anyone who enjoys science fiction can not help but see ALTERED CARBON, another NETFLIX goal.

BELLEVUE: Série Policial Canadense com Anna Paquin Prende o Espectador

Em meio a tantas séries policiais disponíveis nos serviços de streaming, o Canal WGN Canadense lançou BELLEVUE, com oito capítulos narrando a história de um jovem policial investigando o desaparecimento de um jovem transgênero em sua cidade natal.

A protagonista, vivida pela também canadense Anna Paquin (Oscar de Coadjuvante em O PIANO e catapultada a estrela em TRUE BLOOD), é uma pessoa traumatizada pelo suicídio do pai, também policial, vinte anos atrás, supostamante por não ter conseguido solucionar um assassinato de uma jovem local.

Evidentemente, no decorrer da trama, os dois crimes vão se mostrar muito mais relacionados do que pareceia a princípio.

No elenco, o premiado ator canadense Shawn Doyle (TERROR NA ANTÁRTIDA e TESTEMUNHA DO SILÊNCIO), a ótima Sharon Taylor(SMALVILLE), Amber Goldfarb, Allen Leech(O JOGO DA IMITAÇÃO) e Madisson Ferguson.

As reviravoltas do roteiro e os enigmas que um personagem misterioso deixa para a policial conseguem manter em alta o interesse do espectador.

Não sei se BELLEVUE vai voltar, mas esta primeira temporada cumpriu seu objetivo de entretenimento de qualidade.

 

Among so many police series available in streaming services, the Canadian WGN Channel launched BELLEVUE, with eight chapters chronicling the story of a young police officer investigating the disappearance of a young transgender in her hometown.

The protagonist, played by the Canadian Anna Paquin (Oscar for Best Supporting Actress in THE PIANO and catapulted to the stars in TRUE BLOOD), is a person traumatized by the suicide of her father, also a police officer, twenty years ago, supposedly for not having been able to solve a murder of a young girl.

Of course, in the course of the plot, the two crimes will prove to be much more related than they seemed at first.

In the cast, Canadian actor Shawn Doyle, the great Sharon Taylor (SMALVILLE), Amber Goldfarb, Allen Leech (The Imitation Game) and Madisson Ferguson.

The plot twists and puzzles that a mysterious character leaves for the police officer are able to keep the viewer’s interest high.

I do not know if BELLEVUE will return, but this first season has fulfilled its goal of quality entertainment.

LIGA DA JUSTIÇA: Mais Mulher Maravilha e Menos Batalhas de Videogame Iriam Melhorar o Filme

LIGA DA JUSTIÇA, de Zack Snyder tem mais elementos interessantes que os anteriores filmes da DC Comics, revelando-se uma experiencia cinematografica mais prazerosa em relação aos capítulos anteriores.

Segue tendo o evidente defeito de ter que colocar três ou quatro grandes (em tamanho) cenas de batalhas digitais entre os heróis e vilões,  o que fica quase insuportável para quem quer algo mais inteligente do filme. Aquela suceesão de explosões e barulhos típicos de videogames teriam que ser, no mínimo, reduzidos, para o filme melhorar.

Aqui, o personagem da Mulher Maravilha (Gal Gadot oputra vez luminosa) e o novatos Flash (Ezra Miller, quase debochando do papel), Aquaman (Jason Momoa) e Cyborg (Ray Fisher) pelo menos criam uma linha alternativa de roteiro que não a chata concorrência entre Batman (Ben Affleck) e Superman(Henry Cavill).

O enredo central da ameaça de destruição da Terra por um super vilão e seu exército de vampiros voadores é mais antiga que filme de 007 da década de 60, assim como a solução que os heróis unidos vão dar ao problema.

Pelo menos o filme foi reduzido a 120 minutos, evitando aquele martírio prolongado do espectador.

Mulher Maravilha, Flash, Aquaman e Cyborg conseguem levar o filme para uma nota 7, dano algum ar de novidade e frescor à batida guerra entre super heróis e vilões.

 

Zack Snyder’s LEAGUE OF JUSTICE has more interesting elements than previous DC Comics films, proving to be a more enjoyable cinematic experience than previous chapters.

It continues having the obvious flaw of having to put three or four large (in-size) scenes of digital battles between heroes and villains, which is almost unbearable for anyone who wants something more clever in the film. That succession of explosions and noises typical of video games would have to be, at least, reduced, for the film to improve.

Here, the character of the Wonder Woman (Gal Gadot again luminous) and the newcommers Flash  (Ezra Miller, almost mocking the role), Aquaman (Jason Momoa) and Cyborg (Ray Fisher) at least create an alternative line of script that does not the boring competition between Batman (Ben Affleck) and Superman (Henry Cavill).

The central plot of the threat of Earth destruction by a super villain and his army of flying vampires is older than 007’s 60’s movie, as well as the solution that the heroes together will give the problem.

At least the film was reduced to 120 minutes, avoiding that spectator’s prolonged martyrdom.

Wonder Woman, Flash, Aquaman and Cyborg manage to take the movie to a 7th note, some fresh air and freshness to the beat war between superheroes and villains.

A Liga da Justiça dos Desvalidos Dá Uma Lição na Arrogância do Sistema

A FORMA DA ÁGUA, de Guillermo del Toro é uma fábula filmada com extrema competência e talento de parte de todos os que se envolveram no projeto. O cineasta mexicano, natural da cidade de Guadalajara, conseguiu entregar uma poesia sobre a humanidade em forma de filme.

Nos anos sessenta, auge da Guerra Fria, a paranoia em alta, duas faxineiras de uma instalação secreta do Governo têm sua vida mudada pela chegada de uma criatura aquática capturada “em algum lugar da América do Sul” .

As intermináveis e crueis sessões de tortura do ser, comandadas pelo chefa da segurança do local (o excelente Michael Shannon, de ANIMAIS NOTURNOS) levar uma delas a reagir, primeiro inicando um relacionamento com a criatura e, depois, passaando a tentar salvá-la.

A moça é um muda, habitante de um apartamento alugado em cima de um cinema de última categoria, cujo únicos prazeres revelam sua absoluta solidão. Para viver este personagem, o filme trouxe a atriz inglesa SALLY HAWKINS, aqui certamente em seu melhor trabalho, alguém que vai da absoluta fragilidade a um estado de heroína forte e resoluta, de uma cena para a outra. A transmissão de sentimentos e estados de animo sem palavras, mas com pequenos gestos e atitudes é absolutamente admirável.

Quando o sistema define que vai dissecar viva a criatura, ela é que vai comandar um grupo de pessoas inconformadas com a falta de humanidade da decisão.

Ao lado dela estão outros menos favorecidos, como um cientista russo(o ótimo Michael Sthulbargh, de BOARDWALK EMPIRE), infiltrado na base americana absolutamente indeciso sobre seu futuro, sua colega de faxina frustrada e doída em um casamento monótono com um acomodado e omisso marido (a fora de série Octavia Spencer (HISTÓRIAS CRUZADAS e ESTRELAS ALÉM DO TEMPO) e o vizinho gay e hesitante, a extraordinária criação de Richard Jenkins (O VISITANTE).

Esta verdadeira Liga da Justiça vai enfrentar todos os recursos e a arrogância do chefe da segurança, decidido a exterminar o ser diferente dele.

Um dúzia de cenas antológicas pontuam o filme de Del Toro, que ainda se permite certas tiradas de humor extraordinárias. A trilha sonora, do francês Alexander Desplat (ganhador do Oscar pela trilha de O GRANDE HOTEL BUDAPESTE) é incrível, com espaço até para Carmen Miranda.

Como em toda fábula, por óbvio o espectador tem que aceitar a premissa e ir atrás das metáforas que o filme propõe. Quem ficar preso na história linear da criatura aquática perseguida, vai perder a chance de viver uma experiência maravilhosa do poder do cinema.

 

THE SHAPE OF WATER, by Guillermo del Toro is a fable filmed with extreme competence and talent on the part of everyone who got involved in the project. The Mexican filmmaker, born in the city of Guadalajara, was able to deliver a poem about humanity in a film form.

In the sixties, the height of the Cold War, paranoia on the rise, two cleaners from a secret government facility have their lives changed by the arrival of an aquatic creature captured “somewhere in South America.”

The endless and cruel torture sessions of the creature, commanded by the local security chief (the excellent Michael Shannon of NOCTURNAL ANIMALS) lead one to react, first initiating a relationship with the creature and then trying to save it .

The girl is a mute, an inhabitant of an apartment rented on top of a cinema of the last category, whose only pleasures reveal her absolute solitude. To live this character, the film brought the English actress SALLY HAWKINS, here certainly in her best work, someone who goes from absolute fragility to a strong and resolute heroine state, from one scene to the next. The transmission of feelings and moods without words, but with small gestures and attitudes is absolutely admirable.

When the system defines that it will dissect the creature alive, it is that it will command a group of people unhappy with the humanity’s lack of that military decision.

Alongside her are others less favored, such as a Russian scientist (the great Michael Sthulbargh of BOARDWALK EMPIRE), infiltrated at the American base utterly undecided about his future, her colleague of the frustrated and sickly housewife in a monotonous marriage with a accommodating and omitted husband (the out-of-series Octavia Spencer) and the gay and hesitant neighbor, the extraordinary creation of Richard Jenkins (THE VISITOR).

This true Justice League will face all the resources and arrogance of the head of security, determined to exterminate the different creature.

A dozen anthological scenes punctuate Del Toro’s film, which still allows for some extraordinary humor shots. The soundtrack mad by the French Alexander Desplat (the Oscar Winner of THE GREAT BUDAPEST HOTEL) is also outstanding, with a place for Carmen Miranda.

As in every fable, of course the viewer has to accept the premise and go after the metaphors that the film proposes. Who gets stuck in the linear history of the pursued aquatic creature, will miss the chance to experience a wonderful example of the power of cinema.

BLACK PANTHER Ganha Rasgados Elogios do THE NEW YORK TIMES

 

Manohla Dargis (The New York Times)
“A raça é importante em Pantera Negra e isso importa profundamente, não em termos de  maniqueístas bons e maus, mas como meio de explorar preocupações humanas maiores sobre o passado, o presente e os usos e abusos do poder. Isso sozinho torna este filme mais pensativo sobre como o mundo funciona do que muitos filmes importantes, mesmo que essas idéias estejam intercaladas com muitos trabalhos de quadrinhos. Não seria uma produção Marvel sem escaramuças e avatares digitais. No entanto, em sua ênfase na imaginação, criação e libertação negras, o filme se torna um emblema de um passado que foi negado e um futuro que se sente muito presente. E, ao fazê-lo, abre o mundo dele, e o seu, lindamente “.

Manohla Dargis (The New York Times)
“Race matters in Black Panther and it matters deeply, not in terms of Manichaean good guys and bad but as a means to explore larger human concerns about the past, the present and the uses and abuses of power. That alone makes it more thoughtful about how the world works than a lot of mainstream movies, even if those ideas are interspersed with plenty of comic-book posturing. It wouldn’t be a Marvel production without manly skirmishes and digital avatars. Yet in its emphasis on black imagination, creation, and liberation, the movie becomes an emblem of a past that was denied and a future that feels very present. And in doing so opens up its world, and yours, beautifully.”

TRAMA FANTASMA: Drama Rasgado Tem Ator Superior no Auge

TRAMA FANTASMA, de Paul Thomas Anderson(BOOGIE NIGHTS e EMBRIAGADO DE AMOR) é um filme difícil de se assistir, tamanha a dramaticidade da história de seu protagonista, um estilista de moda cheio de obssessoes e traumas.

O maior ponto positivo do filme é o extraordinário trabalho do ator Daniel Day-Lewis, um londrino de 61 anos que não faz muitos filmes, mas que a cada trabalho parece mais denso e mais perfeito em suas interpretações.

Este seu Reynolds Woodcock, um temperamental gênio da moda vai para a galeria de tipos obstinados e atormentados do cinema.

Seu perfeccionismo, talento e capacidade de trabalho somente são igualados pelos pesadelos que habitam sua vida a cada momento, em face de tudo o que carrega de emoções e marcas do passado.

Perfeitas, ao lado de Day-Lewis, estão Vicky Krieps, vivendo a personagem Alma e a extraordinária Lesley Manville, como a fiel e igualmente obcecada Cyrill.

A beleza estética das roupas e vestidos concebidos por Woodcock estão refletidas em cenas extasiantes fotografadas com maestria pelo próprio cineasta Paul Thomas Anderson.

TRAMA FANTASMA é um filme para poucos. Quem sobreviver ao drama, sem dúvida, achará que valeu muito a pena ver o filme.

 

Paul Thomas Anderson’s PHANTOM THREAD is a hard-to-watch movie, so dramatic is the story of its protagonist, a fashion stylist full of obsessions and traumas.

The biggest plus of the film is the extraordinary work of Daniel Day-Lewis, a 61-year-old Londoner who does not make many films, but whose work seems thicker and more perfect in each of his performances.

This Reynolds Woodcock, a moody genius of fashion goes to the gallery of diehard and tormented movie types.

His perfectionism, talent and ability to work are only matched by the nightmares that inhabit his life at every moment, in the face of everything that he carries from the emotions and marks of the past.

Perfect, alongside Day-Lewis, are Vicky Krieps, living the character Alma and the extraordinary Lesley Manville, as the faithful and equally obsessed Cyrill.

The aesthetic beauty of the clothes and dresses designed by Woodcock are reflected in exhilarating scenes masterfully photographed by filmmaker Paul Thomas Anderson himself.

PHANTOM THREAD is a movie for the few. Anyone who survives the drama will undoubtedly find it worth watching the movie.

THE POST – A GUERRA SECRETA: Spielberg Faz Outro Grande e Emocionante Filme

THE POST – A GUERRA SECRETA, de Steven Spielberg éum filme que tem todos os elementos de excelência de uma produção top de linha. História interessante e muito bem narrada, elenco superior, fotografia e música de primeira, montagem para deixar o espectador sem respirar e um diretor que, aos 71 anos, segue fazendo com um talento único o que ama fazer na vida, filmes com conteúdo e emoção.

Há poucas semanas atrás, levei um choque quando vi que Spielberg – que iniciei a admirar como o Garoto Prodígio de Hollywood autor de TUBARÃO, aos 21 anos – estava fazendo 71 anos. Quantos filmes maravilhosos ele nos deu nesta carreira: E.T., CAÇADORES DA ARCA PERDIDA, IMPÉRIO DO SOL, A LISTA DE SCHINDLER, CAVALO DE GUERRA, A COR PURPURA.

THE POST ganha lugar nesta lista, ao contar a luta do jornal THE WASHINGTON POST para divulgar documentos secretos do governo norte-americano que revelavam a verdadeira história do que estava ocorrendo na Guerra do Vietnam, extamente o oposto do que o Governo Nixon publicava.

Claro que, dentro desta história por si só já de grande significado, Spielberg insere uma série de outros temas caros à sua cinematografia, como o papel da mulher no mundo, a lealdade e os que pulam fora muito rápido quando a coisa aperta, o papel essencial da liberdade de expressão, e muitos outros.

Acho que o diferencial dos grandes filmes de Spielberg segue sendo sua capacidade única de inserir emoção nos momentos chave de cada obra. Ele é meste nisto.

Uma palavra sobre Meryl Streep. Que ela é uma atriz monstruosa, todo mundo já sabe. O que fica difícil entender é como ela consegue, a cada trabalho, se renovar e ccolocar esta emoção ímpar para viver cada personagem como se fosse o único. Incrível!

Por todas estas razões, THE POST é um filme que deve ser visto. Um dos melhores de 2017.

 

THE POST, by Steven Spielberg’s is a film that has all the elements of excellence of top-of-the-line production. Interesting story very well narrated, superior cast, photography and music of first level, assembly to leave the spectator without breathing and a director who, at age 71, continues making with a unique talent what he loves to do in his life, movies with content and emotion .

A few weeks ago, I was shocked when I saw that Spielberg – who  I began to admire as the Hollywood Golden Boy author of JAWS at age 21 – was turning 71. How many wonderful films he gave us in this career: E.T., RAIDERS OF THE LOST ARK, EMPIRE OF THE SUN, SCHINDLER’S LIST, WAR HORSE, THE COLOR PURPLE.

THE POST takes its place in this list by telling the fight of the Newspaper The WASHINGTON POST to reveal US government secret documents that have the true story of what was happening in the Vietnam War, the exact opposite of what the Nixon Government was publishing.

Of course, within this story by itself already of great significance, Spielberg inserts a number of other themes dear to his cinematography, such as the role of women in the world, loyalty and those who jump out very fast when the thing tightens, the role freedom of speech, and many others.

I think the difference between Spielberg’s great films remains his unique ability to insert emotion in the key moments of each work. He is a master in do it.

A word about Meryl Streep. That she’s a monstrous actress, everyone already knows. What is difficult to understand is how she can, with each job, renew herself and put this unique emotion to live each character as if it were the only one. Amazing!

For all these reasons, THE POST is a film that must be seen. One of the best of 2017.

O ALIENISTA: Série da TNT Traz Serial Killer Perseguido por Trio Pouco Ortodoxo

O ALIENISTA, nova série policial da TNT traz a história de um Serial Killer que mata meninos pobres na Nova Iorque do Século 19 e passa a ser perseguido por um trio: um psiquiatra heterodoxo que trata doentes mentais, um ilustrador do The New York Times e a primeira policial mulher a galgar um cargo na Polícia da Big Apple.

No elenco, Daniel Bruhl (o excelente ator espanhol de BASTARDOS INGLÓRIOS e RUSH), o também competente ator galês de O HOBBIT e  A BELA E A FERA, Luke Evans e a ascendente Dakotta Fanning, jovem e talentosa de I AM SAM.

Outro ponto alto da série é a cenografia da antiga Nova Iorque, muito próxima da Londres de Jack, o estripador. O visual de O ALIENISTA é fascinante.

Há muita violência explícita e implícita em O ALIENISTA. Mas perfeitamente inserida no contexto da forte narrativa.

Estamos apenas no primeiro dos dez capítulos, mas já se tem a perfeita noção de que se trata de um série top de linha.

 

TNT’s new detective series brings the story of a Serial Killer that kills poor boys in New York City in the 19th Century and is being pursued by a trio: an unorthodox psychiatrist treating the mentally ill, an illustrator for The New York Times and the first female police officer to hold a position in the Big Apple Police.

In the cast, Daniel Bruhl (the excellent Spanish actor of INGLORIOUS BASTARDS and RUSH), the also competent Welsh actor of HOBBIT and THE BEAUTY AND THE BEAST, Luke Evans and the up-and-coming Dakotta Fanning, young and talented from I AM SAM.

Another highlight of the series is the set design of the old New York, very close to the London of Jack, the Ripper. The look of THE ALIENIST is fascinating.

There is much explicit and implicit violence in THE ALIENIST. But perfectly inserted in the context of the strong narrative.

We are only in the first of the ten chapters, but you already have the perfect notion that it is a top-of-the-line series.