MURDER MISTERY: Jennifer Aniston e Adam Sandler Fazem Comédia Policial Longe de Ser Criativa

MURDER MISTERY, do cineasta californiano Kyle Newacheck, produção da NETFLIX, lançada com grande barulho de marketing e estrelada por Jenifer Aniston e Adam Sandler tinha tudo para ser um filme bastante divertido. Iniciava por ser uma comédia policial, com o trailler mostrando momentos interessantes como no clássico ASSASSINATO POR MORTE. O enredo prometia perigos e confusões para um casal que ia a Europa pela primeira vez para reacender seu casamento de 15 anos. Ele, um policial novaiorquino que foi reprovado várias vezes no concurso para detettive e mente para a esposa que já está na nova função. Ela, uma cabeleireira desencantada com a vida, com o casamento e com a profissão. Prometia.

Nada no roteiro do filme foi particularmente criativo ou inventivo. Os dois protagonistas parecem cansados, fazendo um trabalho burocrático. A Audrey Spitz de Aniston, rechonchuda e descuidada não tem um momento sequer de brilho no filme. A direção escolheu o caminho da desglamurização e foi fundo, trazendo o filme para baixo. Adam Sandler recita as frases do roteiro sem qualquer entusiasmo.

O elenco de apoio – com nomes interessantes – tem a britânica Gemma Arterton (Bond Girl de QUANTUM OF SOLACE), Terence Stamp, Luke Evans, Luiz Gerardo Mendez e Shioli Kutsuna. Nem a universalidade de tipos físicos do elenco foi bem utilizada, limitando-se a algumas piadas óbvias e preconceituosas sobre a multiculturalidade dos personagens.

Outro ponto desperdiçado foi as paisagens das cidades europeias visitadas pela produção nas cenas de correria na Europa. nada, outra vez, com a criatividade que faltou ao filme em todos os seus aspectos.

Em 97 minutos há meia dúzia de piadas boas, para o espectador com boa vontade. Acho que um diretor mais ousado faria este mesmo filme roteiro e elenco renderem muito mais.

MURDER MISTERY made by the Californian filmmaker Kyle Newacheck for NETFLIX, released this week with great marketing clamor and starring Jenifer Aniston and Adam Sandler, had everything to be a very entertaining film. It started for being a police comedy, with the trailler showing interesting moments as in the classic MURDER BY DEATH. The plot promised danger and confusion for a couple going to Europe for the first time to reignite their 15-year marriage. He, a New York police officer who has been barred several times in the test for detective taht lies for the wifethat he is already in the new job. She, a hairdresser disenchanted with life, marriage and profession.

Nothing in the film script was particularly creative or inventive. The two protagonists seem tired, doing a bureaucratic job. Aniston’s Audrey Spitz, plump and sloppy, does not have a moment of sparkle in the film. The moviemaker chose the way of the desglamurization and went deep, bringing the film down. Adam Sandler recites the script sentences without any enthusiasm.

The supporting cast – with interesting names – has Britain’s Gemma Arterton (Bond Girl of QUANTUM OF SOLACE), Terence Stamp, Luke Evans, Luiz Gerardo Mendez and Shioli Kutsuna. Nor the universality of physical cast types were well used, limiting to some obvious and prejudiced jokes about the characters’ multiculturality.

Another missed point was the landscapes of the European cities visited by the production in the rushing scenes in Europe. nothing, again, with the creativity that lacked the film in all its aspects.

In 97 minutes there are half a dozen good jokes, for the spectator with good will. I think a more daring director would make this same film script and cast yield much more

IT’S ME SUGAR: Divertido Curta-Metragem sobre QUANTO MAIS QUENTE MELHOR é Jóia Escondida

Vinte e quatro minutos é o tempo de duração do curta-metragem IT’S ME SUGAR, produção da LittleRock Pictures feito em 2018, sob direção do ator e diretor Sean Foley como homenagem ao clássico filme de Billy Wilder QUANTO MAIS QUENTE MELHOR, com Marilyn Monroe, Toni Curtis e Jack Lemmon.

O curta foca os inúmeros takes de uma cena muito simples do filme, quando a personagem interpretada por Marilyn Monroe tem que bater na porta do personagem de Toni Curtis e dizer a frase “It’s me, Sugar.”

Intoxicada por generosas doses de Vodka, a atriz é incapaz de dizer a frase durante dezenas de takes, levando ao desespero o cineasta e todos da equipe.

No elenco, a inglesa Gemma Arterton (Bondgirl em QUANTUM OF SOLACE), James Purefoy, Adam Brody e Dougray Scott, todos ótimos em seus papéis de figuras icônicas do cinema.

Não é fácil encontrar IT’S ME, SUGAR nos serviços de streaming. Está disponível no AMAZON PRIME, nos canais SHOWTIME e HULU.

Twenty-four minutes is the length of the short film IT’S ME SUGAR, produced by LittleRock Pictures in 2018 under the direction of actor and director Sean Foley as a tribute to Billy Wilder‘s classic film SOME LIKE IT HOT, with Marilyn Monroe, Toni Curtis and Jack Lemmon.

The short film focuses on the innumerable takes of a very simple scene from the movie, when the character played by Marilyn Monroe has to knock on the door of Toni Curtis’s character and say “It’s me, Sugar.”

Intoxicated by generous doses of Vodka, the actress is unable to say the phrase during dozens of takes, leading to despair the filmmaker and all of the team.

In the cast, brittish actress Gemma Arterton (Bondgirl in QUANTUM OF SOLACE), James Purefoy, Adam Brody and Dougray Scott, all great in their roles as iconic film figures.

It’s not easy to find IT’S ME, SUGAR in streaming services. It is available on AMAZON PRIME on SHOWTIME and HULU channels.

AGENTE X: Série da TNT Teve uma Temporada e História de Espionagem com Sharon Stone Brilhando como Vice-Presidente dos EUA

AGENTE X foi uma série de TV que durou apenas uma temporada na TNT (disponível na Amazon Prime Video), apesar da produção milionária, seu elenco estelar e uma campanha publicitária retumbante. Foram 1o episódios em 2015 e a notícia do cancelamento da série.

Sharon Stone (a eterna Catherine Tramell de INSTINTO SELVAGEM) segue lindíssima, aqui vivendo a recém empossada Vice-Presidente dos Estados Unidos que se depara com duas realidades inquietantes: o papel do VP de administrar um super agente secreto chamado Agente X, encarregado de resolver questões complexas de forma discreta e uma complicadíssima conspiração política dentro do governo, envolvendo traficantes, cartéis de drogas, terroristas internacionais e assassinos profissionais.

O agente secreto X é vivido por Jeff Hephner (de INTERESTELAR e CHICAGO FIRE), como uma espécie de 007 americano. Ao lado deles estão no cast uma série de figurinhas conhecidas dos espectaores de TV, como Gerald McRaney, Jamey Sheridan, John Shea, Mike Colter, Andrew Howard e a lindíssima atriz e modelo russa Olga Fonda.

As tramas de cada capítulo são completamente mirabolantes e inverossímeis, assim como as lutas entre os mocinhos e vilões, mas vão agragando elementos a história central de fundo.

O espectador assiste os episódios de AGENTE X com atenção e interesse crescentes, sendo inexistentes os momentos de tédio ou aborrecimento.

AGENTE X é um bom programa. Pena que durou apenas uma temporada.

AGENT X was a TV series that only lasted one season at TNT, despite its million-dollar production, stellar cast and a resounding advertising campaign. It was 10 episodes in 2015 and the series’ cancellation.

Sharon Stone (the eternal Catherine Tramell of BASIC INSTINCT) is still beautiful, here living the newly elected Vice President of the United States facing two unsettling realities: the VP’s role of managing a super-secret agent named Agent X, in charge of solving spy complex issues in a discreet way and a very complicated political conspiracy within the government, involving drug traffickers, drug cartels, international terrorists and professional assassins.

Secret agent X is experienced by Jeff Hephner (from INTERESTELAR and CHICAGO FIRE), as a sort of American 007. Next to them are cast a number of well-known posters from TV viewers such as Gerald McRaney, Jamey Sheridan, John Shea, Mike Colter, Andrew Howard and the beautiful Russian actress and model Olga Fonda.

The plots in each chapter are completely fanciful and unrealistic, as are the fights between good guys and villains, but they add elements to the background story.

The viewer watches episodes of AGENT X with increasing attention and interest, with no moments of boredom or boredom.

AGENT X is a good program. Too bad it lasted only one season.

HUGH LAURIE: Um ator Britânico Soberbo Faz 60 Anos

Hugh Laurie está fazendo 60 anos hoje. O ator nascido em Oxford, Inglaterra já ganhou três Grammys (dois por HOUSE e um por O GERENTE DA NOITE). HOUSE teve oito temporadas e segue sendo uma das melhores séries de todos os tempos. Também é um músico excelente. Sua interpretação da clássica KISS OF FIRE é antológica. Acho que ainda vai ganhar muitos prêmios em sua carreira. É extraordinário ator.

Hugh Laurie is 60 today. The Brittish actor, born in Oxford, already won three Grammys (two for HOUSE M.D. and one for THE NIGHT MANAGER). HOUSE M.D. have eight seasons and is one of the best TV series of all time. Laurie is also an excellent musicais. His KISS OF FIRE is anthologic. I think he will receive several prizes in his career. He is an extraordinary actor.

O CASAMENTO DO ANO: Comédia Dramática Sobre Casamento Tem Elenco Charmoso e Roteiro Divertido

Nas buscas nos serviços de streaming, às vezes a gente se depara com filmes que tinham passado despercebidos. O CASAMENTO DO ANO, de Justin Zackman é de 2013 e tem no elenco Robert de Niro, Diane Keaton, Suasan Saradon, Katherine Heigl, Amanda Seyfried, Topher Grace e o falecido Robin Williams (em um de seus últimos personagens).

Um casal recebe promover o casamento de sue filho adotivo com a noiva egressa de uma família falida em sua casa no campo. Para isto reunem toda a família e convidados, inclusive a ex-esposa do patriarca, a mãe ultra-católica do navio e os pais nada honestos da noiva.

O cenário para diversas confusões fica ainda mais claro quando o noivo pede aos pais adotivos que simulem para a sogra dele que ainda estão casados, afastando temporariamente a nova esposa (que para aumentar o problema é a resposável pela festa).

O elenco muito acima da média e um roteiro cheio de tiradas irônicas sobre festas de casamento, relações conjugais, virgindade e convívio entre pais e filhos proporciona momentos bem divertidos, embora o ritmo desta comérdia dramática seja bem desigual, com ótimos momentos cômicos e quedas na monotonia bem acentuadas.

O CASAMENTO DO ANO foi mais um filme que passou em branco nos cinemas. Lançar sobre ele um olhar vale a pena, principalmente como homenagem a grandes atores e atrizes.

In search of streaming services, we sometimes run into movies that have gone unnoticed. Justin Zackman‘s THE BIG WEDDING is a production made in 2013 and features Robert de Niro, Diane Keaton, Susan Saradon, Katherine Heigl, Amanda Seyfried, Topher Grace and the late Robin Williams (in one of his last characters).

A couple decide to promote their foster child’s marriage to a bride from a failed family in her home in the country. This brings together the whole family and guests, including the patriarch’s ex-wife, the ultra-Catholic mother of the fiance and the unreliable parents of the bride.

The scenario for various confusions becomes even clearer when the groom asks his adoptive parents to simulate they are still-married because of the extreme catolicism of his mother-in-law, temporarily alienating the new wife (who, to increase the problem, is responsible for the party).

The far above-average cast and a script full of ironic views on marriage parties, marital relations, virginity and conviviality between fathers and sons provide amusing moments, although the rhythm of this dramatic comedy is very uneven with great comedic moments and falls well into the monotony.

THE BIG WEDDING was another movie that went blank in theaters. Giving it a look is a good gesture, mainly as a tribute to great actors and actresses

BIG LITTLE LIES: Série Top da HBO Volta Para a Segunda Temporada com um Acréscimo Monstruoso

BIG LITTLE LIES, série da HBO criada por David E. Kelley (o ex-advogado de Boston que produziu CHICAGO HOPE, THE PRACTICE e ALLY MCBEAL) já na sua primeira temporada foi um enorme sucesso de público e crítica. Embora os temas enfocados (violência doméstica, vazio da existência, educação infantil e adolescente, bullying, drogas) chamassem a atenção por sua variedade e atualidade, era o elenco extraordinário que fazia a diferença.

Reunir em apenas uma série Nicole Kidman, Reese Whiterspoon, Laura Dern, Shailene Woodley e Zoe Kravitz foi um feito digno de nota. Isto ainda ficou mais relevante pelo despreendido trabalho que todas tiveram, assumindo personagens que participam de cenas de sexo, violência e constrangimentos profundos, em interpretações repletas de autenticidade.

O elenco masculino também era ótimo, tendo o sueco Alexander Skarsgard (o eterno vampiro Eric de TRUE BLOOD), Larry Sullivan (WIL AND GRACE) e ADAM SCOTT.

Pois a segunda temporada (estreada ontem na HBO) trouxe o acréscimo impressionante de Meryl Streep para viver o personagem da mãe do protagonista Perry Wright (o marido abusivo de Nicole Kidman). Evidentemente, não bastassem os problemas que já enfrentavam, a onipresença da sogra de uma das “cinco de Monterrey” vai ser um grande complicador.

A presença de Meryl Streep, considerada a melhor atriz de sua geração (incríveis 21 indicações ao Oscar com três vitórias: A DAMA DE FERRO, A ESCOLHA DE SOFIA e KRAEMER VS KRAEMER), no auge de seu talento aos setenta nos de idade, é um marco na história do Canal e da Televisão. É mais uma atriz top de linha a reconhecer o extraordinário crescimento das produções cinematográficas televisivas.

O primeiro episódio foi de sequencia das armadilhas em que se colocaram as cinco protagonistas na história original. Os próximos capítulos com certeza vão acentuar os conflitos e impasses na escola e na vida dos personagens. É uma das maiores atrações deste ano na TV.

BIG LITTLE LIES, HBO series created by David E. Kelley (former Boston lawyer who produced CHICAGO HOPE, THE PRACTICE and ALLY MCBEAL) already in its first season was a huge public and critical success. Although the subjects focused (domestic violence, emptiness of existence, child and adolescent education, bullying, drugs) drew attention to its variety and timeliness, it was the extraordinary cast that made the difference.

Gathering in just one series Nicole Kidman, Reese Whiterspoon, Laura Dern, Shailene Woodley and Zoe Kravitz was a task worthy of note. This was even more relevant for the work they all had, taking characters who participate in scenes of sex, violence and deep embarrassments, into interpretations full of authenticity.

The male cast was also great, with Swede Alexander Skarsgard (the eternal vampire Eric of TRUE BLOOD), Larry Sullivan (WILL AND GRACE) and Adam Scott.

For the second season (debuted yesterday on HBO) brought the stunning addition of Meryl Streep to live the character of the mother of the protagonist Perry Wright (the abusive husband of Nicole Kidman). Obviously, the problems they already faced were not enough, the omnipresence of the mother in one of “Monterrey’s five” will be a great complication.

The presence of Meryl Streep, considered the best actress of her generation (incredible 21 nominations for the Oscar with three victories: THE IRON LADY, SOPHIE’S CHOICE and KRAEMER VS KRAEMER), at the height of her talent in the seventies, is a milestone in the history of the Channel and Television. She is another top-of-the-line actress to recognize the extraordinary growth of television film productions.

The first episode was a sequel to the traps in which the five protagonists were placed in the original story. The next chapters are sure to accentuate the conflicts and impasses in school and in the lives of the characters. It’s one of the biggest attractions this year on TV.

CAPITÃ MARVEL: Heroína Triste Perde Comparação com a Mulher Maravilha. Faltaram Aventura e Alegria.

CAPITÃ MARVEL , de Anna Boden e Ryan Fleck é o primeiro filme da MARVEL protagonizado por uma heróina mulher. A fascinante Viúva Negra, interpretada por Scarlett Johansson nos filmes da série VINGADORES está ganhando o seu filme, mas todos os outros filmes sobre um herói têm personagens centrais masculinos.

A rival DC COMICS lançou dois anos atrás o filme MULHER MARAVILHA, de Patty Jenkins, estrelado por Gal Gadot, como Diana Prince, a princesa amazona que vem para o mundo civilizado enfrentar vilões dos mais variados tipos. Foi um enorme sucesso de público e crítica.

Esperava-se muito do primeiro filme feminino da MARVEL. Não seria correto dizer que CAPITÃ MARVEL frustrou expectativas, mas se comparada com o do estúdio rival, perdeu em muitos aspectos o duelo. Patty Jenkins soube como contar uma história de empoderamento feminino sem cair em um tom pessimista.

A disparidade inicia pelas atrizes. Gal Gadot dá um baile em Brie Larson. Não entendi porque a heroína da Marvel foi concebida para ser uma pessoa emburrada e de mal com a vida. A Capitã Marvel está quase invariavelmente furiosa e hostil, sendo raros os momentos de felicidade e/ou alegria da personagem. Achei um erro grave do roteiro. Prova disto é que os momentos de humor do filme (um marca muito positiva dos filmes da MARVEL) vêm de outros personagens (o gato, Nick Fury, policiais que encontram a heroína) e raramente dela própria. A Mulher Maravilha, ao contrário, exalava beleza, sensualidade e força vital. Mesmo nas cenas de briga estava sempre pronta a um gracejo ou uma tirada positiva. A pesonagem de Brie Larson (ótima escolha) está sempre sisuda e pronta a explodir), raramente despertando empatia.

Claro que o fato de ter um passado conturbado e até então desconhecido para ela agravou esta “tristeza” permanente da personagem, mas contaminou o filme. Neste sentido, até o ótimo cast de apoio ficou sub-aproveitado: Anette Benning e Jude Law rendem pouco como vilões vingativos.

Igualmente achei que o filme caiu na armaldilha de, sucumbindo aos efeitos especiais digitais, exagerar no número de brigas, lutas, explosões e batalhas. O filme, em boa parte, parece um videogame, deixando pouco tempo para os diálogos e aprofundamentos das cenas de encontro e interação dos personagens.

A escolha de um tom dark e negativo para a história (traições, mortes, ameaças, fim do mundo) foi outro erro do roteiro. Nisto lembrou muito alguns filmes da DC COMICs, como o fraco Batman Versus Superman. Os filmes de super-heróis ficam bem melhores quando são aventureiros e escapistas muito mais que dramas existenciais. Isto justamente é o forte da MARVEL, como se vê nos filmes do HOMEM DE FERRO, THOR e HOMEM-ARANHA, que sabem muito bem dosar a dramaticidade (necessária para aprofundar o filme), a aventura (a razão de ser do super-herói) e o humor (essencial em mais de duas horas de filme).

Pode ser que a CAPITÃ MARVEL – no segundo filme assegurado pelo extraordinário rendimento do filme nas bilheterias – volte mais alegre e sorridente nas próximas aventuras. Os espectadores sairiam mais recompensados.

CAPTAIN MARVEL, by Anna Boden and Ryan Fleck is the first MARVEL film starring a heroic woman. The fascinating Black Widow, played by Scarlett Johansson in the Avengers series will have her movie, but all the other films about a hero have male central characters.

The rival DC COMICS released two years ago the movie WONDER WOMAN, by Patty Jenkins, starring Gal Gadot, as Diana Prince, the amazon princess who comes to the civilized world to face villains of the most varied types. It was a huge public and critical success.

Much was expected of MARVEL’s first female film. It would not be correct to say that Captain Marvel thwarted expectations, but compared to that one of the rival studio, it lost the duel in many ways. Patty Jenkins knew how to tell a story of female empowerment without fell in a dark tone.

The disparity begins with the work of the central actresses. Gal Gadot character is much better than the one Brie Larson. I do not understand why Marvel’s heroine was meant to be a furious person and negative to life. Captain Marvel is almost invariably furious and hostile, being rare moments of happiness and / or joy of the character. I found a serious script error. Proof of this is that the movie’s humorous moments (a very positive mark of MARVEL’s films) come from other characters (the cat, Nick Fury, the cops who meet the heroine) and rarely her own. The Wonder Woman, on the other hand, exuded beauty, sensuality and vital force. Even in the fight scenes she was always ready for a joke or a positive view. Brie Larson’s plausibility is always angry and ready to explode, rarely provoking empathy.

Of course, having a troubled past unknown to her has aggravated this character’s permanent “sadness,” but it has contaminated the film. Even the great supporting cast in this aspect was sub-used: Anette Benning and Jude Law perform little as vengeful villains.

I also thought that the film fell into the common trap of, succumbing to digital special effects, exaggerating the number of fights, explosions and battles. The film, in large part, looks like a videogame, leaving little time for the dialogues and deepening of the scenes of encounter and interaction of the characters.

The choice of a dark and negative tone for the story (betrayal, deaths, threats, end of the world) was another script mistake. In this aspect CAPTAIN MARVEL remembers some films of the DC COMICs, like the weak Batman Versus Superman. Superhero movies look a lot better when they are adventurers and escapists more than just existential dramas. This is precisely the strength of MARVEL, as seen in the films of Iron Man, Thor and Spiderman, who know how to dose the drama (necessary to deepen the film), adventure (the raison d’etre of the superhero ) and humor (essential in more than two hours of film).

It may be that CAPITÃ MARVEL – in the second film secured by the film’s extraordinary income at the box office – comes back more cheerful and smiling in the next adventures. Viewers would be more rewarded.

DESIGNATED SURVIVOR TEMPORADA 3: NETFLIX Imprime Suas Digitais em Série Política

DESIGNATED SURVIVOR já tinha tido duas temporadas na Rede de TV ABC. Quando o show foi cancelado, milhares de fãs se pronunciaram contra. A NETFLIX se movimentou e “ressucitou” a série sobre um obscuro secretário de governo que se vê alçado à Presidência dos Estados Unidos do dia para noite, em face de um atentado terrorista.

Esta terceira temporada tem 10 capítulos sobre a tentativa do Presidente Kirkman (Kiefer Sutherland) em se reeleger como candidato independente, contra o ex-Presidente Moss (Geoff Pierson), pelo Partido Republicano e o milionário candidato do Partido Democrata.

Ao lado do Presidente seguem seus fiéis escudeiros aaron Shore (Adam Canto), Emily Rhodes (Italia Ricci), Seth Wright (Karl Penn) e Anna Wells (Maggie Q). Como novos membros do time o ótimo Anthony Edwards (Mars Harper) e a calculista Lorraine (Julia White).

A variedade de temas atuais e adultos que esta terceira temporada aborda é incrível: a reeleição, lealdade, política x ética, transgêneros, racismo, homossexualidade, imigração, bioterrorismo, paternidade consciente e por aí vai.

Não há como negar que a produção via NETFLIX deu à série um tom mais adulto que o que tinha na ABC. Há temas mais “difíceis” aprofundados e mostrados de forma mais aberta, como permite um serviço de streaming em relação à tv aberta.

DESIGNATED SURVIVOR TEMPORADA 3 traz uma história central bastante interessante que prende com facilidade o espectador. Suas tramas paralelas igualmente são bem planejadas e desenvolvidas, servindo como apoio excelente para a linha principal.

Tudo indica que esta temporada 3 vai ter continuidade na NETFLIX. A história do Presidente Tom Kirkman e seus parceiros ainda tem muito a render. Artística e economicamente.

DESIGNATED SURVIVOR has already had two seasons on the ABC TV Network. When the show was canceled, thousands of fans came out against it. NETFLIX moved and “resurrected” the series about an obscure secretary of government who faces the United States Presidency overnight, in the face of a terrorist attack.

This third season has 10 chapters on President Kirkman‘s (Kiefer Sutherland) attempt to re-elect as an independent candidate, against former President Moss (Geoff Pierson), from the Republican Party and the Democrat’s millionaire candidate.

Next to the President are his faithful squires Aaron Shore (Adam Canto), Emily Rhodes (Italia Ricci), Seth Wright (Karl Penn) and Anna Wells (Maggie Q). As new team members the great Anthony Edwards (Mars Harper) and the calculating Lorraine (Julia White).

The variety of current and adult issues that this third season addresses is incredible: reelection, loyalty, politics, ethics, transgenderism, racism, homosexuality, immigration, bioterrorism, conscious parenthood and so on.

There is no denying that production via NETFLIX gave the series a more adult tone than it had on ABC. There are more “difficult” themes in depth and shown more openly, such as allowing a streaming service over Broadcast TV.

DESIGNATED SURVIVOR SEASON 3 brings a rather interesting central story that easily captures the viewer. Its parallel plots are equally well planned and developed, serving as excellent support for the main line.

Everything indicates that this season 3 will continue in NETFLIX. The story of President Tom Kirkman and his partners still has much to surrender. Artistically and economically.

JORNALISMO E CINEMA: Grande Filmes, Histórias e Personagens Debatem a Liberdade de Imprensa

Ontem tive muita honra em apresentar e comentar o filme THE POST: A GUERRA SECRETA, de Steven Spielberg no Ciclo A IMPRENSA NA TELA GRANDE, que a ARI – Associação Riograndense de Imprensa promoveu na Sala Redenção da UFRGS.

Aproveitei para divulgar uma lista de grandes filmes sobre o tema do jornalismo:

  • A EMBRIAGUEZ DO SUCESSO, de Alexander Mackendrick (1957)
  • A MONTANHA DOS SETE ABUTRES, de Billy Wilder (1951) 
  • A PRIMEIRA PÁGINA, de Billy Wilder (1974)
  • A VIDA DE DAVID GALE, de Alan Parker (2003)
  • AUSÊNCIA DE MALÍCIA, de Sidney Pollack (1981)
  • BOA NOITE BOA SORTE, de George Clooney (2005)
  • CIDADÃO KANE, de Orson Welles (1941)
  • O CUSTO DA CORAGEM, de Joel Schumacher (2003)
  • O INFORMANTE, de Michael Mann  (1999)
  • O TERCEIRO HOMEM, de Carol Reed (1949)
  • OS GRITOS DO SILÊNCIO, de Roland Joffé (2014)
  • PASSAGEIRO PROFISSÃO REPÓRTER, de Michelangelo Antonioni (1975)
  • REDE DE INTRIGAS, de Sidney Lumet (1976)
  • SOB FOGO CERRADO, de Roger Spottiswoode (1983)
  • SPOTLIGHT, SEGREDOS REVELADOS, de Tom McCarthy (2015)
  • THE POST, A GUERRA SECRETA, de Steven Spielberg (2017)
  • TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE, de Alan J. Pakula (1976)
  • ZODÍACO, de David Fincher (2007)

São grandes filmes com um tema central da maior relevância, a liberdade de imprensa. São cinema da melhor qualidade.

Yesterday I had great honor to present and comment on Steven Spielberg’s THE POST, in the Cycle THE PRESS IN THE GREAT SCREEN, which ARI – Riograndense Press Association promoted in the Movie Hall of UFRGS.

I also published a list of great films on the subject of journalism:

  • SWEET SMELL OF SUCCESS, by Alexander Mackendrick (1957)
  • ACE IN THE HOLE, by Billy Wilder(1951);
  • THE FRONT PAGE, by Billy Wilder (1974)
  • THE LIFE OF DAVID GALE, by Alan Parker (2003)
  • ABSENCE OF MALICE, by Sidney Pollack (1981)
  • GOOD NIGHT, GOOD LUCK, by George Clooney (2003)
  • CITIZEN KANE, by Orson Welles (1941)
  • VERONICA GUERIN, de Joel Schumacher (2003)
  • THE INFORMER, by Michael Mann (1999)
  • THE THIRD MAN, by Carol Reed (1949)
  • THE KILLING FIELDS, by Roland Joffé (1973)
  • PROFESSIONE: REPORTER, by Michelangelo Antonioni (1975)
  • NETWORK, by Sidney Lumet (1976)
  • UNDER FIRE, by Roger Spottiswoode (1983)
  • SPOTLIGHT, by Tom McCarthy (2015)
  • THE POST, by Steven Spielberg (2017)
  • ALL THE PRESIDENT’S MEN, by Alan J. Pakula (1976)
  • ZODIAC, by David Fincher (2007)

They are great movies with the main theme of biggest relevance, the freedom of press. They are cinema at top level.

CHERNOBYL: Série da HBO é Filme de Terror Real e Atual

A HBO lançou sua mini-série CHERNOBYL, com cinco capítulos, produzida pelo norte-americano Craig Mazin, conhecido por seu envolvimento em filmes de humor como SE BEBER NÃO CASE III, SUPER-HERÓI e TODO MUNDO EM PÂNICO 4. Esta guinada em sua carreira fazendo um produção que mergulha fundo no maior desastre ambiental da história da humanidade é absolutamente surpreendente.

CHERNOBYL, a série é um filme de terror diferente. O fato de estar revelando (com detalhes nunca antes vistos) o que realmente aconteceu no acidente ocorrido na Usina Nuclear de Chernobyl, na cidade de Pripyat (Rússia) em 25 de abril de 1986, dá ao filme um tom de alerta assustador, pelo realismo com que conta os fatos.

Tendo por vezes optado por um tom documental, CHERNOBYL extrai sua força principalmente da contundência de sua história. O elenco excelente dá perfeito suporte à produção. O britânico Jarred Harris faz o cientista protagonista Valery Legasov. A também inglesa Emily Watson tem mais uma interpretação de destaque como a cientista Ulana Khomiuk. Além deles aparecem o sueco Stellan Skarsgard, a cantora e atriz irlandesa Jessie Buckley e o também sueco David Dencik (como Mikhail Gorbachev).

O número de vítimas continua a ser uma questão misteriosa. Houve duas mortes dentro da instalação, 134 militares foram hospitalizados com SAR, dos quais 28 bombeiros e funcionários morreram. Outras quatorze mortes aconteceram por câncer nos dez anos seguintes. Mais 15 crianças tiveram câncer induzido posteriormente à tragédia. Talvez nunca se saiba a extensão real do acidente.

O mais impressionante da história é o que poderia ter ocorrido (medidas heroicas evitaram consequencias ainda maiores) e o desconhecimento dos riscos de parte das autoridades governamentais.

CHERNOBYL é uma série extremamente bem feita, como são usulamente as produções da HBO. A diferença são a realidade e a contundência de sua história. Um filme de terror real e atual.

HBO has released its five-part mini-series CHERNOBYL, produced by Craig Mazin, an American who is known for his involvement in comic films such as HANGOVER III, SUPERHERO, and SCARY MOVIE 4. Turning his career into a production that plunges deep into the greatest environmental disaster in the history of mankind is absolutely astonishing.

CHERNOBYL, the series is a different horror film. The fact that it is revealing (with details never seen before) what actually happened in the accident at the Chernobyl Nuclear Power Plant in Pripyat (Russia) on April 25, 1986, gives the film a scary tone of warning, realism that tells the facts.

Having sometimes opted for a documentary tone, CHERNOBYL draws its strength mainly from the forcefulness of its history. The excellent cast gives perfect production support. The British Jarred Harris makes the protagonist scientist Valery Legasov. The Englishwoman Emily Watson also has another outstanding performance as the scientist Ulana Khomiuk. In addition to them appear Swedish Stellan Skarsgard, Irish singer and actress Jessie Buckley and also Swedish David Dencik (as Mikhail Gorbachev).

The number of victims remains a mysterious issue. There were two deaths inside the facility, 134 military personnel were hospitalized with SAR, of which 28 firefighters and staff were killed. Another fourteen deaths occurred for cancer in the next ten years. Fifteen more local children had cancer after the tragedy. We may never know the real extent of the accident.

The most impressive in history is what could have happened (heroic measures avoided even greater consequences) and the ignorance of the risks on the part of the governmental authorities.

CHERNOBYL is an extremely well made series, as usually are HBO productions. The difference is the reality and the forcefulness of its history. A real and current horror film.