EW Rasga elogios para HOMECOMING, com Julia Roberts.

Trecho da crítica da EW, escrita por Darren Franich (cotação A-) sobre HOMECOMING, da Amazon:

“Roberts se revela mais na medida em que Homecoming aprofunda nossa compreensão da posição curiosa de Heidi. É quase um papel duplo, com muitos aspectos ambíguos marcando todos os seus movimentos. A Heidi anterior parece desdobrar a trama misteriosa de sua empresa. A futura Heidi parece estar se escondendo de enigmas que não conseguimos entender. (Ambas Heidis usam a mesma peruca terrível, com franja franzida que parece direcionada à normalização do poder de estrela de Roberts.) Atrás de seu exterior frio, Heidi está desesperada, uma última chanceler que se sente deixada para trás pelo mundo. Roberts pega tensões estranhas de esperança e malevolência, e até mesmo aquela dissonância esquisita não chega perto do que os episódios posteriores exigem que ela faça. Ela se transforma em seu papel mais interessante em um longo tempo, mais silencioso em sua devastação do que qualquer coisa que ela tenha tocado desde o acídico Closer de 2004.”

 

Review of HOMECOMING, from Amazon, in the magazine EW, written by Darren Franich (Grade A-):

“Roberts reveals herself more as Homecoming deepens our understanding of Heidi’s curious position. It’s very nearly a dual role, with a lot of ambiguous seemses asterisking her every move. Past Heidi seems to unfurl her company’s mysterious plot. Future Heidi seems to be hiding from enigmas we can’t quite grasp. (Both Heidis wear the same terrible wig, with frumpcore bangs that seem targeted toward normalizing Roberts’ star power.) Behind her cool exterior, Heidi is desperate, a last-chancer who feels just about left behind by the world. Roberts catches weird strains of hopefulness and malevolence, and even that weird-sounding dissonance doesn’t come close to what the later episodes require her to do. It turns into her most interesting role in a long time, quieter in its devastation than anything she’s played since 2004’s acidic Closer.”

LAW AND ORDER UK: Sistema Legal Inglês Assegura o Permanente Interesse da Série

LAW AND ORDER é uma série policial americana criada por Dick Wolf. Contrariando uma tendência da tv americana adaptar séries inglesas, LAW AND ORDER vaijou para o Reino Unido anos depois de ser um sucesso nos EUA.

Teve oito temporadas na tv inglesa. O elenco variou bastante nestas oito temporadas. O cast original, certamente era o melhor, com os ótimos Bradley Walsh (que ficou as oito temporadas), Freema Agyeman (excelente), Harriet Walker, Jamie Bamber e Ben Daniels.

Cada episódio mostra um crime que inicialmente é investigado pelos policiais do CID (Criminal Investigation Department) e depois levados a juízo pelos promotores da CPS (Crown Prosecution Service).

Ver os meandros do sistema legal inglês segura o interesse por todas as oito temporadas. Tudo é muito diferente e mais formal do que nos filmes americanos, dando aos julgamentos uma teatralidade insuperável.

 

LAW AND ORDER is an American police series created by Dick Wolf. Contrary to a tendency of the American TV to adapt English series, LAW AND ORDER went to the United Kingdom years after being a success in the USA.

It had eight seasons on English TV. The cast varied a lot in these eight seasons. The original cast was certainly the best, with the great Bradley Walsh (who was the eight seasons), Freema Agyeman (excellent), Harriet Walker, Jamie Bamber and Ben Daniels.

Each episode depicts a crime that was initially investigated by CID (Criminal Investigation Department) police and then prosecuted by Crown Prosecution Service (CPS) prosecutors.

Seeing the ins and outs of the English legal system holds the interest for all eight seasons. Everything is very different and more formal than in American films, giving judgments unsurpassed theatricality.

AMERICAN ANIMALS:Criatividade Máxima e Reflexões Profundas

AMERICAN ANIMALS: O ASSALTO (2018), de Bart Layton (documentarista britânico) é certamente um dos filmes mais originais e criativos deste ano. É impressionante o número de recursos que utiliza ao narra a incrível história de quatro jovens que resolvem roubar livros raros em uma biblioteca de sua Universidade no Kentucky.

Inicia pelo genial letreiro que anuncia: “Esta não é uma história baseada em fatos reais.”

Logo em seguida, é apagada a expressão üma história baseada em fatos”, ficando apenas “Esta é uma história real.”

O segundo susto ocorre quando da apresentação dos protagonistas é seguido pela aparição dos verdadeiros personagens, hoje mais adultos, criando um docudrama fascinante ao entremear a história do filme, com depoimentos reais dos alunos reais.

O andamento do filme é simplesmente espetacular, dando ao espectador uma total ansiedade em ver a próxima cena e, por conseguinte, o desfecho da história.

Se a originalidade é o ponto mais forte do filme, não ficam atrás as reflexões que ele provoca sobre por que aqueles quatro jovens fizeram o roubo? As cenas em torno da sensação de vazio que tinham em suas vidas (ainda no início), sua ambição em crescer financeiramente sem trabalhar por anos a fio é um prato cheio para o cinema adulto e contemporâneo de Bart Lyon.

A narrativa em vários pontos de vista é outro achado que se encaixa perfeitamente no filme, principalmente quando um protagonista questiona se tal ou qual fato efetivamente aconteceu ou é mera ficção.

Isto dá a AMERICAN ANIMALS uma grandiosidade de discussão sobre a memória e o passado, fora de qualquer padrão.

O elenco dos jovens atores, Evan Peters, Blake Jenner, Barry Keogan e Jared Abrahamson é perfeito. Ainda mais quando se compara os atores aos personagens reais, absolutamente idênticos.

AMERICAN ANIMALS, sucesso mais do que merecido no Sundance Festival,  é um sopro criativo sem fim e se inscreve entre os filmes de 2018.

 

AMERICAN ANIMALS (2018), by Bart Layton (British documentary filmmaker) is certainly one of the most original and creative films of this year. It’s impressive the number of features it uses to tell the incredible story of four young men who decide to steal rare books from a library at his University in Kentucky.

It starts with the genial sign that announces: “This is not a story based on real facts.”

Soon after, the expression “history based on facts” is deleted, only getting “This is a real story.”

The second scare occurs when the protagonists’ presentation is followed by the appearance of the true characters, today more adults, creating a fascinating docudrama to interweave the history of the film, with real testimonies of the real students.

The progress of the film is simply spectacular, giving the viewer a complete anxiety to see the next scene and, therefore, the end of the story.

If originality is the strongest point of the film, do not you look beyond the reflections it raises about why those four young people did the robbery? The scenes surrounding the sense of emptiness they had in their lives (early on), their ambition to grow financially without working for years is a great subjects for the adult and contemporary cinema of Bart Lyon.

The narrative in several points of view is another finding that fits perfectly in the film, mainly when a protagonist questions if this or that fact actually happened or is mere fiction. This gives AMERICAN ANIMALS a great deal of discussion about memory and the past, out of any standard.

The cast of the young actors, Evan Peters, Blake Jenner, Barry Keogan and Jared Abrahamson is perfect. Especially when you compare the actors to the real characters, absolutely identical.

AMERICAN ANIMALS, a well deserved success at Sundance Festival,  is an endless creative breath and is among the 2018 films.

A BALADA DE LEFTY BROWN: Filme com Bill Pullman no NOW é Prato Cheio Para os Fãs do Western

A BALADA DE LEFTY BROWN, western dirigido por Jared Moshe (jovem americano cineasta de filmes independentes) – disponível no NOW – é um excelente western estrelado por Bill Pullman, certamente em uma de suas melhores atuações.

Pullman vive o veterano cowboy ajudante Lefty Brown, cuja dificuldade motora de sua mão esquerda e um visível coxear lhe renderam, além do apelido pejorativo, um profundo desprezo de parte de todos com quem convive.

Ele testemunha o assassinato de seu amigo e mentor, o Senador Edward Johnson (Peter Fonda, ótimo) e mesmo com descrédito geral, resolve ir atrás dos três assassinos.

O ambiente não poderia ser mais fascinante. As paisagens extraordinárias do inerior de Montana, proporcionando uma cena mais linda que a outra.

Na jornada ele encontra o jovem Jeremiah aspirante a pistoleiro (Diego Joseph) e um velho e alcoólatra amigo (Tommy Flanagan). Estes três underdogs vão atrás de justiça, custe o que custar.

Ao voltar de sua jornada, Lefty se depara com uma falsa acusação de ter sido quem matou o amigo, fazendo com que tenha que buscar sua inocência, mesmo contra as poderosas armadilhas do Governador Jimmy Bierce (Jim Caviezel).

Em sua busca pela verdade, Lefty ainda tem que refazer sua relação com a viúva Laura Johnson (Katy Baker, sempre excelente), que acredita nos valores do velho amigo de seu falecido marido, mas tembém fica cheia de dúvidas.

Western recheado de dramas pessoais, superações, busca por justiça, o eterno drama do homem errado, amizades e traições, A BALADA DE LEFTY BROWN consegue atingir o nível das melhores homenagens aos filmes de faroeste clássico.

Em sua crítica sobre o filme no THE NEW YORK TIMES, Manohla Dargis escreveu: “O Sr. Pullman, sua boa aparência obscurecida por sombras de claro-escuro e costeletas de carneiro, mantém você amarrado a Lefty mesmo quando as divagações se transformam em desvios. Moshé conhece seu gênero. Há beleza em suas tomadas panoramicas e encanto em seus gestos reflexivos, tipificados pelo amor de Jeremiah pelo heroísmo mítico que prefigura o futuro dele e de Lefty. No entanto, a autoconsciência é também uma marca registrada desse gênero.”

Recomendo vivamente A BALADA DE LEFTY BROWN para todos os fãs de um ótimo western. Além de tudo, você vai reconhecer muitas figuras, cenas e valores dos maiores clássicos do faroeste.

 

THE BALLAD OF LEFTY BROWN, directed by Jared Moshe (a young American independent filmmaker) – available on NOW – is an excellent western starring Bill Pullman, certainly in one of his best performances.

Pullman lives the veteran cowboy helper Lefty Brown, whose motor impairment of his left hand and a visible limp has earned him, in addition to the pejorative nickname, a deep contempt from everyone with whom he lives.

He witnesses the murder of his friend and mentor, Senator Edward Johnson (Peter Fonda, great) and even with general discredit, decides to go after the three assassins.

The environment could not be more fascinating. The extraordinary landscapes of the back of Montana, providing a scene more beautiful than the other.

On the journey he meets the young aspiring gunslinger Jeremiah (Diego Joseph) and an old and alcoholic friend (Tommy Flanagan). These three underdogs go after justice no matter what the cost.

Lefty still faces a false accusation that he killed his friend, causing him to seek his innocence, even against the powerful traps of Governor Jimmy Bierce (Jim Caviezel).

In his quest for truth, Lefty has yet to remake his relationship with widow Laura Johnson (Katy Baker, always excellent), who believes in the values ​​of her late husband’s old friend, but is also full of doubts.

Western stuffed with personal dramas, overruns, quest for justice, the eternal drama of the wrong man, friendships and betrayals, THE BALLAD OF LEFTY BROWN manages to reach the level of best honors for classic Western movies.

In his critique of the film in THE NEW YORK TIMES, Manohla Dargis wrote:

“Mr. Pullman, his good looks obscured by chiaroscuro shadows and mutton chops, keeps you tethered to Lefty even when the rambling turns to drift. Mr. Moshé knows his genre. There’s beauty in his panoramas and charm in his reflexive gestures, typified by Jeremiah’s love for the mythic heroism that foreshadows his and Lefty’s future. Yet self-consciousness is also a hallmark of this genre.”

I HIGHLY recommend THE LEFTY BROWN BALLET to all fans of a great western. After all, you will recognize many figures, scenes and values ​​from the greatest classics of the Western.

 

 

 

NASCE UMA ESTRELA: Lady Gaga e Bradley Cooper Fazem um Filme Lindo e Emocionante

NASCE UMA ESTRELA (2018), de Bradley Cooper teve a coragem de trazer para as telas, pela terceira vez, a história da jovem artista que é descoberta por um decadente performer e sai do anonimato para o estrelato.

Em 1954, George Cukor contou esta história pela primeira vez. O ramo era o cinema. James Mason, um ator na fase final da carreira “descobre” a talentosa Judy Garland e a catapulta para o universo das estrelas. O filme foi indicado para seis Oscars, mas terminou sem nenhum. A dupla central de protagonistas ganhou o Globo de Ouro de Melhor Ator e Atriz.

Em 1976, por iniciativa da Produtora Barbra Streisand, a Warner refilmou NASCE UMA ESTRELA, agora com Kris Kristofferson e a própria Barbra nos papeis principais. O universo agora era o mundo do rock. O filme ganhou o Oscar de Melhor Canção com a eterna EVERGREEN.

Agora, em 2018, Bradley Cooper se debruçou sobre a história original de William Wellman e Robert Carson, tendo o inegável mérito de dar o protagonismo a Lady Gaga, uma das artistas mais completas da atualidade. Um cantor de musica country descobre uma compositora e cantora perdida entre um emprego de garçonete e performances esporádicas em um Clube drag.

O resultado é nada menos que mágico. O romance dos dois e a ascensão da carreira de Ally é narrado com cenas absolutamente deslumbrantes, seja nos concertos para milhares de pessoas, seja nas cenas de intimidade do casal.

Os temas abordados pelo roteiro são densos e variados. Todos, a seu tempo, proporcionando grandes cenas e falas.

Lady Gaga já tinha aparecido no cinema, em pontas na Série OS SOPRANOS, em HOMENS DE PRETO 3 e SIN CITY: A DAMA FATAL. Também se destacou em AMERICAN HORROR STORY, na tv paga americana.

Mas aqui ela consegue uma performance de alto estilo, capaz de colocá-la, desde já, como uma das favoritas ao Oscar. Ela está simplesmente encantadora, rica, atormentada, alegre, feliz e triste, tudo em cenas primorosamente dirigidas e fotografadas pelas lentes de Cooper.

E Bradley Cooper, que já tinha descolado sua carreira do início como comediante (SE BEBER, NÃO CASE), em trabalhos excelentes, como SNIPER AMERICANO, O LADO BOM DA VIDA e TRAPAÇA, aqui também chega a seu nível mais alto.

A trilha sonora, então, é de “cortar os pulsos”, com uma canção mais linda que a outra, todas com letras altamente relcionadas com a história que se vê na tela.

NASCE UM ESTRELA, em resumo, é um dos melhores filmes deste ano, fácil e concorre a um lugar nas galerias dos grandes filmes que tem como tema a música e a vida.

 

A STAR IS BORN (2018) by Bradley Cooper had the courage to bring to the screens, for the third time, the story of the young artist who is discovered by a decadent performer and leaves the anonymity for stardom.

In 1954, George Cukor told this story for the first time. The ambience was the cinema. James Mason, an actor in the final phase of his career “discovers” the talented Judy Garland and catapult her into the universe of stars. The film was nominated for six Oscars, but ended with none. The central duo of protagonists won the Golden Globe for Best Actor and Actress.

In 1976, by the initiative of Producer Barbra Streisand, Warner remade A STAR IS BORN, now with Kris Kristofferson and Barbra herself in the lead roles. The universe was now the world of rock. The film won the Oscar for Best Song with the eternal EVERGREEN.

Now in 2018, Bradley Cooper bent over the original story of William Wellman and Robert Carson, having the undeniable merit of bringing in Lady Gaga, one of the most complete artists of present days. A country music singer discovers a songwriter and singer lost between a waitress job and sporadic performances in a drag club.

The result is nothing short of magical. Their romance and the rise of Ally’s career is narrated with absolutely breathtaking scenes, whether at concerts for thousands of people or in intimacy scenes of the couple.

The themes covered by the script are dense and varied. Everyone, in their time, providing great scenes and quotes.

Lady Gaga had already appeared in the movies, in cameos in the Series THE SOPRANOS, in MEN IN BLACK 3 and SIN CITY: A DAME TO KILL FOR. She also starred in AMERICAN HORROR STORY on pay-TV in the US.

But here she achieves a high-profile performance, able to put her, right now, as an Oscar favorite. She is simply charming, rich, tormented, happy and sad, all in scenes exquisitely directed and photographed by Cooper’s lenses.

And Bradley Cooper, who had already taken off his early career as a comedienne 9THE HANGOVER), in excellent works such as AMERICAN SNIPER, SILVER LININGS PLAYBOOK and AMERICAN HUSTLE, here also reaches his highest level.

The soundtrack, then, is “to cut the wrists,” with one song more beautiful than the other, all with lyrics highly related to the story you see on the screen.

A STAR IS BORN, in short, is one of the best films of this year, easy. And it competes for a place in the galleries of the great films that have as theme music and life.

FBI: Série da CBS Inicia com Ótimas Histórias

A CBS apresentou entre suas novas atrações desta temporada a série FBI(disponível no CBS ALL Access da Amazon), estrelada pela linda atriz canadense Missy Peregrym (VAN HELSING), o ascendente Zeko Zaki e os conhecidos Sela Ward (CSI) e Jeremy Sisto.

Os episódios narram os casos de uma unidade anti terrorismo do FBI em Nova Iorque nos tempos atuais de ameaças físicas e cibernéticas. Aliás, um dos destaques da série é a atualidade de seus temas, cyber terrorismo, bullying, armas biológicas e tudo mais que ameaça o mundo atual em matéria de terror.

Tendo estreado com sucesso, já mereceu da CBS a encomenda de uma temporada integral, além dos 13 episódios gravados inicialmente.

O ritmo dado pela montagem dos episódios e a atualidade dos temas garantem o interesse aceso do espectador. As falhas decorrem do fato de ter que fechar a história no tempo do capítulo, acelerando muitas vezes o final.

De qualquer sorte, FBI vale a pena ser vista.

 

CBS has featured among its new attractions this season, FBI  (available on Amazon’s CBS ALL Access), starring beautiful Canadian actress Missy Peregrym (VAN HELSING), upstart actor Zeko Zaki and the well-known Sela Ward (CSI) and Jeremy Sisto.

The episodes chronicle the cases of an FBI anti-terrorism unit in New York in the current times of physical and cybernetic threats. In fact, one of the highlights of the series is the timeliness of its themes, cyber terrorism, bullying, biological weapons and everything else that threatens the current world in terror.

Having premiered successfully, it already deserved from CBS the order of a full season, besides the 13 episodes recorded initially.

The rhythm given by the editing of the episodes and the actuality of the themes guarantee the burning interest of the viewer. The flaws stem from having to close the story at the time of the chapter, often speeding up the ending.

Anyway, FBI is worth seeing.

 

LADY GAGA em NASCE UMA ESTRELA, na Visão do THE NEW YORK TIMES

Manohla Dargis, crítica do THE NEW YORK TIMES, sobre a atuação de Lady Gaga na nova versão de NASCE UMA ESTRELA:

“O Sr. Cooper, que também dirigiu, faz muito bem nesta versão de “A Star Is Born”, começando com a escalação de Lady Gaga, cuja presença naturalista é crucial para a força do filme. Uma artista pop pós-Madonna conhecida por sua elaborada encenação e fantasias, ela foi despida aqui, sua máscara removida. Você pode ver sua pele, a vibração em suas veias, que o aproxima dela e pode fazer a atriz e seu personagem se sentirem vulneráveis. Esse desmascaramento de Lady Gaga também faz com que Ally pareça genuína, autêntica, uma qualidade que o filme defende e que serve como uma espécie de primeiro princípio temático.”

 

Manohla Dargis, journalist of THE NEW YORK TIMES, on Lady Gaga’s acting in the new version of A STAR IS BORN:

Mr. Cooper, who also directed, does a lot right in this take on “A Star Is Born,” beginning with the casting of Lady Gaga, whose disarming, naturalistic presence is crucial to the movie’s force. A post-Madonna pop artist known for her elaborate stagecraft and costumes, she has been stripped down here, her mask removed. You can see her skin, the flutter in her veins, which brings you close to her, and can make both the actress and her character feel touchingly vulnerable. This unmasking of Lady Gaga also makes Ally seem genuine, authentic, a quality that the movie champions and that serves as a kind of thematic first principle.

O GUARDA-COSTAS: Série da BBC Cria Suspense Excelente a Partir do Medo do Terrorismo

GUARDA COSTAS (BODYGUARD), série da BBC em 6 episódios  – que a NETFLIX já adquiriu e promete colocar em seu catálogo a partir de 24 de outubro – conseguiu 11 milhões de espectadores na noite de exibição de seu capítulo final, em um domingo à noite, igualando-se a DOWNTON ABBEY, nas telinhas britânicas.

A série narra a história de David Budd, um veterano da Guerra do Afeganistão, que recebe a missão de ser o Guarda Costas da Secretária de Estado Julia Montague (uma espécie de Ministra do Interior do Governo Inglês).

Ele é o ator escocês Richard Madden (GAME OF THRONES, ATENTADO EM PARIS e LADY CHATTERLEY’S LOVER), um ascendente jovem das telas e palcos britânicos. Ela é a atriz inglesa Keeley Hawks, vista em MORTE NO FUNERAL e EFEITO DOMINÓ. Madden fez tanto sucesso como David que seu nome passou a ser cogitado para o novo 007 James Bond.

Defensora de uma política rígida e de confronto contra o terrorismo e de dureza frente aos imigrantes, a Secretária consegue múltiplos inimigos externa e internamente, colocando sua vida permanentemente em risco.

Por sua vez, David vive uma separação dolorosa da ex-mulher (a excelente Sophie Rundle, de PEAKY BLINDERS e AN INSPECTOR CALLS), que raramente lhe permite ver os dois filhos poequenos e ainda as consequencias físicas e emocionais de sua passagem pela guerra do Afeganistão.

O encontro dos dois personagens, em um cenário político explosivo cria uma série realmente diferenciada em matéria de emoção e suspense, deixando o espectador permanentemente em tensão.

Neste particular, o criador de O GUARDA COSTAS, Jed Mercurio (igualmente responsável pela ótima LINE OF DUTY) acertou no alvo ao fazer duas cenas antológicas de suspense – uma no primeiro capítulo e outra no capítulo final – baseadas no medo do terror que assalta justificadamente todas as sociedades modernas. Vão ser lembradas por muito tempo.

Outro ponto alto de O GUARDA COSTAS é criar um segundo foco de tensão, a partir das intrigas internas do governo. O jogo político de alianças e traições e sua falta de limites legais, éticos e pessoais é exposto de uma forma impressionante, digna de um drama político de primeira linha.

O GUARDA COSTAS não faz concessões para acomodar seus personagens em estereótipos agradáveis ao espectador, deixando os incômodos próprios das contradições e hesitações de cada protagonista fluirem com o desenrolar da história. Mocinhos e vilões? Fique livre para escolher os seus.

 

The 6-episode BBC TV series (BODYGUARD) – which NETFLIX has already acquired and promises to put into its catalog from October 24 – drew 11 million viewers in its final episode on Sunday evening, matching DOWNTON ABBEY, on the UK screens.

The series tells the story of David Budd, a veteran of the Afghan War, who is assigned the task of being the Bodyguard of Secretary of State Julia Montague (a kind of Minister of Internal Affairs of the English Government).

He is the Scottish actor Richard Madden (GAME OF THRONES and LADY CHATTERLEY’S LOVER), a young ascendant of the screens and British stages. She is the English actress Keeley Hawks, seen in DEATH IN THE FUNERAL and THE DOMINO EFFECT. Madden achieved so great success as David that his name is now in several lists for the new 007 James Bond.

Defending a rigid policy and confrontation against terrorism and harshness towards immigrants, the Secretary gets multiple enemies both externally and internally, putting her life permanently at risk.

In his turn, David lives a painful separation from his ex-wife (the excellent Sophie Rundle, from PEAKY BLINDERS and AN INSPECTOR CALLS), who rarely allows her to see both her sons and the physical and emotional consequences of his Afghanistan period.

The encounter of the two characters, in an explosive political scene creates a really differentiated series in the matter of emotion and suspense, leaving the spectator permanently in tension.

In this regard, the creator of BODYGUARD, Jed Mercurio (also responsible for the great LINE OF DUTY) hit the target by doing two anthological scenes of suspense – one in the first chapter and another in the final chapter – based on the fear of terror that justifiably assaults all modern societies. They will be remembered for a long time.

Another highlight of BODYGUARD is to create a second focus of tension, from the internal intrigues of the government. The political game of alliances and betrayals and their lack of legal, ethical, and personal boundaries is exposed in an impressive way, worthy of a top-notch political drama.

BODYGUARD makes no concessions to accommodate its characters in stereotypes pleasing to the spectator, leaving the troubles themselves to the contradictions and hesitations of each protagonist to flow with the unfolding of history. Good guys and bad guys? Be free to choose yours.

COLETTE, com Keira Knightley na Visão de Manohla Dargis do NEW YORK TIMES

Trecho da crítica de Manohla Dargis no NEW YORK TIMES, sobre o filme COLETTE, de Wash Westmoreland:

“O Sr. Westmoreland não faz mais da dinâmica mestre-escravo que alimenta o desenvolvimento sexual e literário de Colette, talvez porque ele queria fazer uma história de libertação. Ele conseguiu, às vezes de forma comovente, mesmo que a libertação de Colette possa parecer moldada às expectativas e normas do século XXI, e não às complexidades e contradições do fim do século. A coisa toda é muito suave, limpa e aspiracional. E é claro que ele omite muito mais livros, mais amantes, uma filha negligenciada e o enteado adolescente a quem Colette seduziu, mas com uma vida tão exuberantemente cheia, como não poderia?”

 

Exert of the review by Manohla Dargis, in NEW YORK TIMES, about the movie COLETTE, by Wash Westmoreland:

Mr. Westmoreland doesn’t make more of the master-slave dynamic that feeds Colette’s twinned sexual and literary development, perhaps because he wanted to make a liberation story. He has succeeded, at times movingly, even if Colette’s deliverance can seem shaped to 21st-century expectations and norms rather than to fin de siècle complexities and contradictions. The whole thing is too smooth, clean and aspirational. And of course he omits much — more books, more lovers, a neglected daughterand the teenage stepson whom Colette seduced — but with a life this exuberantly full, how could he not?

SICÁRIO: O DIA DO SOLDADO – Capítulo Dois Mais Violento Sente Falta de Emily Blunt

SICÁRIO : O DIA DO SOLDADO, do italiano Stefano Solima (GOMORRAH e SUBURRA) é a inevitável continuação do grande sucesso SICÁRIO: TERRA DE NINGUÉM, que Dennis Villeneuve fez com enorme competência em 2015.

A história violenta da guerra na fronteira entre Estados Unidos e México ganhava um elemento essencial de humanidade na personagem da agente Kate Macer, vivida com excelência por Emily Blunt, um contraponto perfeito para os trabalhos também perfeitos de Benício del Toro (o assassino Alejandro) e Josh Brolin (o agente Matt Graver).

Neste Opus Dois, não voltou a agente Macer, ficando a história por conta dos dois outros protagonistas. Consequência: sobrou violência. Faltou aquele algo a mais. O roteiro até tentou colocar isto na personagem da menina raptada Isabel Reyes (Isabel Moner), mas não conseguiu grande efeito.

Os chefes da missão, vividos por Katherine Keener e Matthew Modine estão muito bem em seus papéis de burocratas frios e calculistas em ordenar eliminações sem pestanejar.

A produção nota dez e uma montagem nervosa asseguram tensão permanente e vários sobressaltos ao espectador.

Faltou ao diretor Solima, oque sobrou a Villeneuve: ir um pouco além. Ousar em uma abordagem acima do óbvio.

Este SICÁRIO número dois ficou atrás do número um.

 

SICÁRIO: DAY OF THE SOLDADO, by Italian Stefano Solima (GOMORRAH and SUBURRA) is the inevitable continuation of the great success SICÁRIO, that Dennis Villeneuve did with enormous competence in 2015.

The violent history of the war against the drug cartels in the border of United States and Mexico gained an essential element of humanity in the character of agent Kate Macer, lived with excellence by Emily Blunt, a perfect counterpoint to the perfect works of Benicio del Toro (the murderer Alejandro) and Josh Brolin (agent Matt Graver).

In this Opus Two, agent Macer did not return; the story is made by the two other protagonists. Consequence: violence remains. There was something else missing. The script even tried to put this in the character of the abducted girl Isabel Reyes (Isabel Moner), but did not achieve great effect.

The mission chiefs Katherine Keener and Matthew Modine are very well in their role of cold, calculating bureaucrats ordering unambiguous eliminations.

The ten note production and a nervous editing ensure permanent tension and various shocks to the viewer.

Director Solima missed, what Villeneuve knew as a master: to go a little further. Dare on an overly obvious approach.

This number two SICARIO was well behind number one.