O RETORNO DE MARY POPPINS : Screen Daily Sucumbe ao Encanto da Atriz Emily Blunt

Trecho da crítica de FIONNUALA HALLIGAN, CHIEF FILM CRITIC, para o SCREEN DAILY:

 “Quando, finalmente, Emily Blunt flutua nos sapatos quatro oitavos de Julie Andrews como a babá que não envelhece, ela encobre o público com seu charme caloroso e travesso, tão safado quanto um biscoito amanteigado e igualmente legal. E o que é uma oitava ou duas quando você está se divertindo muito? As sequências de música e dança da atriz britânica, cada uma com os interlúdios anteriores (debaixo d’água, totalmente animada, um dia na feira, etc) são uma atração que você quer levar com ela, e Marshall tem experiência significativa em encená-los filmes como Chicago, no qual o designer de produção John Myrhe também trabalhou, e Into The Woods, com a estrela do filme Meryl Steep de volta para apresentar um número aqui.”

Review by FIONUALA HALLIGAN, for SCREEN DAILY:

“When, finally, Emily Blunt floats into Julie Andrews’ four-octave shoes as the never-ageing no-nonsense nanny, she blindsides the audience with her warm, mischievous charm, as naughty as a buttered crumpet and just as nice. And what’s an octave or two when you’re having so much fun? The British actress’s  song and dance sequences, each set against the previous film’s interludes (under water, wholly animated, a day at the fair, etc) are a fairground ride you want to take with her, and Marshall has significant expertise in staging them from films including Chicago, which production designer John Myrhe also worked on, and Into The Woods, with that film’s star Meryl Steep back to perform a number here.”

FRANK SINATRA Faria 101 Anos Hoje

Maior cantor de todos os tempos, recordista de venda mundial (mais de 100 milhões de discos), Francis Albert Sinatra – que hoje faria 101 anos – também teve destaque em sua carreira cinematográfica.

Ganhou três Oscars (um Honorário Jean Harsholt Humanitarian Award, um de Melhor ator Coadjuvante por A UM PASSO DA ETERNIDADE e outro honorário por sua obra).

Aliás, uma das melhores histórias de sua carreira seria que a história do sobrinho ator de cinema que pede a Dom Vito Corleone um favor, em GODFATHER – originando a antológica cena da cabeça de cavalo – seria baseada na difícil relação entre Frank Sinatra e Fred Zinemann às véspera do clássico A UM PASSO DA ETERNIDADE.

Sinatra também teria sido um dos maiores conquistadores do cinema, namorando 25 atrizes famosas, entre as quais Mia Farrow (esposa), Ava Gardner, Lana Turner, Marilyn Monroe, Marlene Dietrich, Judy Garland, Grace Kelly, Natalie Wood, Lauren Bacall e Shirley McLane.

Há ótimos filmes estrelados por ele, entre os quais o citado A UM PASSO DA ETERNIDADE, TONY ROME, ROBIN HOOD DE CHICAGO, SOB O DOMÍNIO DO MAL, O HOMEM DO BRAÇO DE OURO e MARUJOS DO AMOR.

Também no cinema, foi um astro superior.

Greatest singer of all time, record holder of worldwide sales (more than 100 million records), Francis Albert Sinatra – who would be 101 years old today – also had a prominent role in his film career.

He won three Oscars (an Honorary Jean Harsholt Humanitarian Award, one of Best Supporting Actor for FROM HERE TO ETERNITY and another honorary for his work).


Incidentally, one of the best stories of his career would be that the story of the movie actor who asks Dom Vito Corleone for a favor in GODFATHER – originating the anthological horsehead scene – would be based on the difficult relationship between Frank Sinatra and Fred Zinemann on the eve of the classic FROM HERE TO ETERNITY.


Sinatra has also been one of the film’s greatest lover, dating 25 famous actresses, including Mia Farrow (wife), Ava Gardner, Lana Turner, Marilyn Monroe, Marlene Dietrich, Judy Garland, Grace Kelly, Natalie Wood, Lauren Bacall and Shirley McLane.

There are some great movies starring him, among which is the one quoted FROM HERE TO ETERNITY, TONY ROME, ROBIN HOOD OF CHICAGO, THE MANDCHURIAN CANDIDATE, THE MAN OF THE GOLD ARM and ANCHORS AWEIGH.

Also in the movies, he was a top star.

UM PEQUENO FAVOR: Thriller ou Comédia?

UM PEQUENO FAVOR, de Paul Feig (de BRIDESMAIDS) é um híbrido entre thriller policial e comédia escrachada.

Conta a história de uma mãe típica dos subúrbios americanos de Connecticut, que encontra uma pirada mãe de um colega de seu filho, casada com um escritor fracassado e que lhe pede o simples favor de pegar a criança na escola em um fim de tarde.

O assunto se complica quando a amiga simplesmente desaparece, deixando o filho com ela por quatro dias.

A volta do marido do exterior apenas torna a situação mais complexa.

Anna Kendrick (AMOR SEM ESCALAS) vive a Vlogger Stephanie Smothers uma atrapalhada mãe cheia de dilemas existenciais e hesitações emocionais que lhe fazem ser zoada pelos demais pais da escola.

A exuberante Blake Lively (GOSSIP GIRL) faz a misteriosa Emily Nelson, uma mistura da Catherine Tramell de INSTINTO SELVAGEM e Ammy Dunn, de GONE GIRL.

Sedutora, manipuladora, inteligente, dúbia, ousada, agressiva Emily vai tirar dos eixos a cabeça de Stephanie, quando esta se torna sua melhor amiga para martinis no fim de tarde e confissões que seguem instantes de hesitação.

O mais intrigante do filme é que ele oscila (propositadamente) entre ser um thriller policial ou uma comédia. O espectador fica desconcertado diversas vezes, quando uma cena tensa e cheia de suspense é seguida por uma situação típica das comédias mais escrachadas.

UM PEQUENO FAVOR está longe de ser um ótimo filme, mas todos estes fatos fazem a gente assistí-lo com inusitada atenção, esperando como vai ser o desfecho da história de Emily e Stephanie. 

A SIMPLE FAVOR, by Paul Feig (of BRIDESMAIDS) is a hybrid between police thriller and comedy.

It tells the story of a typical mother from the suburbs of Connecticut, who finds a motherfucking mother of a colleague of her son, married to an unsuccessful writer and who asks her the simple favor of picking up the child at school on an end of afternoon.

The subject becomes complicated when the friend simply disappears, leaving the child with her for four days.

The husband’s return from abroad only makes the situation more complex.

Anna Kendrick (UP IN THE AIR) lives the mother who is full of existential dilemmas and emotional hesitations that make her be the crazy subject for the other parents of the school.

The exuberant Blake Lively (GOSSIP GIRL) makes the mysterious Emily Nelson, a mix of Catherine Tramell from BASIC INSTINCT and Ammy Dunn from GONE GIRL.

Seductive, manipulative, intelligent, dubious, bold, aggressive Emily will steal Stephanie’s head when she becomes her best friend for martinis in the late afternoon and confessions that follow moments of hesitation.

The most intriguing thing about the film is that it oscillates (purposefully) between being a police thriller or a comedy. The spectator is bewildered several times, when a tense and suspenseful scene is followed by a situation typical of the more funny ​​comedies.

A SIMPLE FAVOR is far from be a great movie, but all these facts make us watch it with unusual attention, waiting what will be the end of the story of Emily and Stephanie.

INFILTRADO NA KLAN: Spike Lee Faz Grande Filme Mirando Preconceitos

O cineasta Spike Lee construiu sua carreira com um cinema militante das causas cvontra o preconceito, tendo atingido um patamar pessoal e profissional de alto nível. Foi indicado duas vezs para o Oscar (tem um Oscar honorário), a Palma de Ouro (em Cannes ganhou vários prêmios, inclusive a Câmera de Ouro como melhor diretor), um Emmy e um BAFTA.

INFILTRADO NA KLAN provavelmente seja seu filme mais maduro até hoje. Foca os preconceitos de todos, notadamente os relativos à igualdade entre as raças.

Adotando seu tom preferido de narrativa (um misto de ironia, sarcasmo e drama), Spike Lee narra a chegada de um policial negro à Polícia da cidade Colorado Springs, Colorado, sendo o primeiro policial negro a integrar as equipes da Delegacia.

Baseado em fatos reais (o livro escrito pelo verdadeiro Ron Stallworth, um ex-policial que realmente se infiltrou na unidade local da Klu Klux Klan, nos anos setenta) o filme é de uma criatividade ímpar para alternar suas várias narrativas.

O elenco reunido por Spike Lee também é ótimo. Temos astros conhecidos, como Alec Baldwin, Robert John Burke (LAW AND ORDER), Adam Driver (o Kylo Ren, de STAR WARS), Ryan Eggold (NEW AMSTERDAM), Topher Grace (SPIDERMAN) e Laura Harrier (HOMEM-ARANHA DE VOLTA AO LAR).

Mas o nome principal é John David Washington, ator visto em MALCOLM X e na série BALLERS, da HBO. Seu trabalho como o protagonista Ron Stallworth, ele faz um trabalho excelente, entre raivoso, frio e desconcertado pelas situações inusitadas que passa a viver em seu ambiente de trabalho, como policial infiltrado.

INFILTRADO NA KLAN é um dos melhores filmes de 2018 e deverá marcar presença na sessão de premiações de melhores do ano.

Spike Lee fez outro ótimo filme que merece ser visto por todos.

O RETORNO DE BEN: A.O.Scott Elogia o Filme no THE NEW YORK TIMES

Trecho da crítica de A.O.Scott, para o THE NEW YORK TIMES, sobre O RETORNO DE BEN:

Mas e se ela não puder? “O Retorno de Ben” é realmente a história de Holly, e apesar da excelência geral do elenco, é muito do filme de Roberts. Isso não é uma questão de ego ou de ostentação. Pelo contrário, o que é tão comovente e efetivo sobre o trabalho de Roberts aqui é sua subversão perspicaz de sua personalidade há muito estabelecida.

Holly emana a autoconfiança dura e elegante que faz parte da marca Julia Roberts. Ela parece uma mulher acostumada a conseguir o que quer, não porque seja complacente ou excessivamente autorizada, mas porque espera que o mundo reconheça a autoridade moral da maternidade. Ela fez sacrifícios, trabalhou duro, criou bons filhos e, como resultado, ganhou uma certa dose de deferência. Pessoas e instituições – médicos, policiais e farmacêuticos, bem como seus filhos – deveriam ouvir e aceitar seus desejos.

Uma medida de privilégio é incorporada a essa suposição, e “O Retorno de Ben” é em parte a forma como o atual flagelo do vício em opióides e heroína contribuiu para a desmoralização da classe média americana. Enquanto ela segue Ben em um dia e noite cada vez mais angustiante, Holly faz um tour por um submundo que existe nas sombras de sua realidade ensolarada e estável.

Excerpt of A.O.Scott review of BEN IS BACK, for THE NEW YORK TIMES:

But what if she can’t? “Ben Is Back” is really Holly’s story, and notwithstanding the all-around excellence of the cast, it’s very much Roberts’s movie. This isn’t a matter of ego or showboating. On the contrary, what is so moving and effective about Roberts’s work here is her shrewd subversion of her long-established persona.

Holly exudes the tough, elegant self-confidence that has long been part of the Julia Roberts brand. She seems like a woman accustomed to getting her way, not because she is complacent or overly entitled but because she expects the world to recognize the moral authority of motherhood. She has made sacrifices, worked hard, raised good kids and as a result has earned a certain amount of deference. People and institutions — doctors, police officers and pharmacists, as well as her kids — are supposed to listen, and to accede to her wishes.

A measure of privilege is baked into this assumption, and “Ben Is Back” is partly about the way the current scourge of opioid and heroin addiction has contributed to the demoralization of the American middle class. As she follows Ben through an increasingly harrowing day and night, Holly gets a tour of an underworld that exists in the shadows of her sunny, stable reality.

O RETORNO DE BEN: EW Elogia o Filme que Pode Dar o Segundo Oscar Para Julia Roberts

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O RETORNO DE BEN, de Peter Hedges pode dar o segundo Oscar de Melhor Atriz para Julia Roberts. A Revista EW, por sua crítica Leah Greenblat, rasgou elogios para a atuação da estrela:

“Hedges é um nervo esposto, nervoso e cru. Roberts pode ser a verdadeira revelação, no entanto: Ela implora, ela negocia, ela jura como um teamster. Mas acima de tudo, ela ama seu filho, e em detrimento do bom senso e segurança e quase tudo que ela sabe, ele o seguirá no escuro.”

BEN IS BACK, by Peter Hedges could give the second Besta Actress Academy Award for Julia Roberts. EW praised a lot the acting of the movie star, in a review by Leah Greenblat:

“Hedges is a flayed nerve, jittery and raw. Roberts may be the true revelation, though: She begs, she bargains, she swears like a teamster. But most of all, she loves her son, and to the detriment of common sense and safety and almost everything she knows, she’ll follow him into the dark.” 

Marisa Tomei: 54 Anos e um Oscar Sob Suspeita

Em 1993, o veterano ator Jack Palance (OS BRUTOS TAMBÉM AMAM) entrou na Cerimônia do Oscar com a missão de chamar a vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Depois de apresentar as concorrentes, ele – com dificuldade de visualizar o resultado no envelope, olhou no teleprompter – anunciou como vencedora Marisa Tomei, por seu trabalho na comédia MEU PRIMO VINNY.

Conta o folclore de Hollywood que, ao chegar nos bastidores se constatou que havia um erro e que ela não era a ganhadora.

Esta história jamais foi confirmada e Marisa Tomei entrou para a história como ganhadora do Oscar.

Hoje, aos 54 anos, esta novaiorquina está novamente em alta, pela série EMPIRE, da FOX e pela franquia HOMEM-ARANHA DE VOLTA AO LAR, onde vive uma rejuvenescida Tia May.

É uma boa atriz e merece esta nova onde de sucesso.

In 1993, veteran actor Jack Palance entered the Oscar Ceremony with the task to announce the winner of the Oscar for Best Supporting Actress.

After presenting the contestants, he – with difficulty seeing the result in the envelope, looked at the teleprompter – and announced as winner Marisa Tomei, for her work in the comedy MY COUSIN VINNY.

Hollywood folklore tells that when they arrived backstage, they saw that there was an error and that she was not the winner.

This story has never been confirmed and Marisa Tomei entered in history as an Oscar winner.

Today, at the age of 54, this New Yorker is once again on the rise, through the series of FOX EMPIRE and the franchise SPIDERMAN HOMECOMING, where she lives a rejuvenated Aunt May.

She is a good actress and deserves this new where successful.

A OUTRA MULHER: Comédia Francesa Sobre Casais Tem Ironia, Risadas e uma Linda Espanhola

A OUTRA MULHER, de Daniel Auteuil é uma comédia francesa que explora a obsessão masculina pelas mulheres mais jovens. Um casal de meu idade recebe para um jantar um amigo do marido que deixou a esposa por uma jovem aspirante a atriz que provoca fantasias enlouquecidas no anfitrião.

Auteuil – também vivendo o protagonista – é suficientemente ótimo ator para saber explorar as fantasias, contradições e loucuras do atormentado cinquentão enlouquecido pela namorada do amigo.

O filme cria várias situações muito engraçadas, mormente os diálogos de duplo sentido vivenciados pelos dois casais durante o jantar mais embaraçoso (e tenso) que divertido.

Os dois atores (Daniel Auteuil e Gerard Depardieu) consegue fazer uma espécie de permanente duelo verbal, onde o deslumbramento de um pela vida do outro propicia frases bastante cômicas.

A maior atração do filme, entretanto, é a atriz espanhola Adriana Ugarte (vista na série O TEMPO ENTRE COSTURAS, da NETFLIX), uma linda jovem hesitante entre o novo romance com um homem mais velho e a carreira de atriz prestes a decolar.

A beleza diferenciada da atriz é motivo para deleite da câmera de Auteuil, sempre disposta a focar novos ângulos, expressões e closes da bela Adriana Ugarte, justificando a súbita paixão dos protagonistas.

Sandrine Kiberlain, premiada atriz francesa, também se sai muito bem, como a mau humorada esposa de Auteuil, criando gags muito boas em vários momentos do filme.

A OUTRA MULHER não conseguiu ir além de uma comédia divertida. Os temas cuja reflexão provoca eram muito profundos para se abordar em uma comédia. O diretor preferiu, então, o conforto de uma solução conservadora. 

THE OTHER WOMAN by Daniel Auteuil is a French comedy that explores male obsession with younger women. A couple receives for a dinner a friend of the husband who left his wife for a young aspiring actress who provokes crazy fantasies in the host.

Auteuil – also living the protagonist – is sufficiently good actor to know how to explore the fantasies, contradictions and follies of the tormented fifty crazed by the girlfriend of the friend.

The film creates several very funny situations, especially the double-entender dialogues experienced by the two couples during the most embarrassing (and tense) dinner.

The two actors (Daniel Auteuil and Gerard Depardieu ) manage to make a sort of permanent verbal duel where the dazzling of one by the other’s life gives quite comical phrases.

The biggest attraction of the film, however, is the Spanish actress Adriana Ugarte (seen in NETFLIX THE TIME IN BETWEEN) a beautiful young woman hesitating between the new romance with an older man and the actress career about to take off.

The distinguished beauty of the actress is a reason to delight the camera of Auteuil, always willing to focus on new angles, expressions and close-ups of the beautiful Adriana Ugarte, justifying the sudden passion of the protagonists.

Sandrine Kiberlain , an award-winning French actress, also does very well, like the grumpy wife of Auteuil, creating very good gags at various times in the film.

THE OTHER WOMAN could not go beyond a comedy of amusement. The themes it thought about were too deep to deal with in a comedy. The director preferred the comfort of a conservative solution.

BOHEMIAN RHAPSODY: Músicas Excelentes, História do Queen e Grande Trabalho de Ator Seguram o Filme Superficial

BOHEMIAN RHAPSODY, do cineasta nova-iorquino Bryan Singer (substituído no final das filmagens por Dexter Fletcher, o que sempre é um mau sinal) é um filme que se assiste com grande atenção e emoção, mais pelas extraordinárias músicas do QUEEN do que pela qualidade do roteiro (surpreendentemente escrito pelo talentoso Anthony McCarten, de A HORA MAIS ESCURA e A TEORIA DE TUDO).

Outro ativo inegável do filme é a atuação superior do ator americano Rami Malek (da premiada série MR. ROBOT), espetacular na recriação do mito Freddie Mercury. Seu trabalho é excepcional, fazendo que, por diversas oportunidades, o espectador deixe de perceber que não está vendo o próprio Freddie Mercury.

O filme, contudo, peca pela superficialidade ao narrar tanto a carreira da Banda QUEEN (que entrou para a história pelo seu alto conteúdo de contestação dos padrões estabelecidos até então), como de seu líder vocal, um verdadeiro vulcão de problemas emocionais, homossexualidade, uso de drogas de toda espécie, egotrips e festas e orgias inacabáveis. 

Tudo isto passa de passagem pela tela, como cenas quase típicas de um trailler do filme. Isto que a versão final do filme tem 134 minutos, tempo mais do que suficiente para aprofundar vários deste tema.

Mas, no final das contas, a ímpar excelências de várias canções do QUEEN, como SOMEBODY TO LOVE, KILLER QUEEN, THE LOVE OF MY LIFE, WE WILL ROCK YOU, UNDER PRESSURE, RADIO GAGA e principalmente WE ARE THE CHAMPIONS. 

As cenas de shows (especialmente as do Estádio de Wembley) são simplesmente espetaculares, um primor do espetáculo cinematográfico.

Cinebiografias de astros e expoentes da música são sempre uma tarefa complicada. Inevitavelmente surge o dilema: poupar a memória do protagonista ou expor a realidade contundente de sua vida e seus problemas?

Neste passo, cito filmes memoráveis, como A ROSA (biografia de Janis Joplin), RAY(Ray Charles), AMADEUS(Mozart), THE DOORS (Jim Morrison) e BIRD(Charlie “Bird”Parker). Foram todos filmes que, para mim, souberam enfrentar esta armadilha com talento superior.

BOHEMIAN RHAPSODY chega perto destes grandes filmes apenas pela música, pela história do QUEEN e pelo trabalho de seu protagonista. Não é pouco, mas poderia ser muito mais.

BOHEMIAN RHAPSODY , by New York filmmaker Bryan Singer (replaced at the end of the film by Dexter Fletcher ), which is always a bad sign) is a film that is watched with great attention and emotion, more for the extraordinary songs of QUEEN than for the quality of the script (surprisingly written by the talented Anthony McCarten from THE DARK HOUR and THE THEORY OF EVERYTHING ).

Another undeniable asset of the film is the superior performance of American actor Rami Malek (of the award-winning series MR ROBOT ), spectacular in re-creating the Freddie Mercury myth . His work is exceptional, causing the viewer to fail to realize that he is not seeing Freddie Mercury himself.

The film, however, is superficial because it recounts the career of the QUEEN Band (which went down in history because of its high content of contestation of the standards established until then), and of its vocal leader, a true volcano of emotional problems , homosexuality, use of drugs of all kinds, egotrips and parties and endless orgies.

All this passes through the screen, like scenes almost typical of a movie trailler. This the final version of the movie that has 134 minutes, more than enough time to deep into several of this theme.

But in the end, the unparalleled excellences of various songs from QUEEN, such as SOMEBODY TO LOVE, KILLER QUEEN, THE LOVE OF MY LIFE, WE WILL ROCK YOU, UNDER PRESSURE, RADIO GAGA and especially WE ARE THE CHAMPIONS guarantee the satisfaction of the viewer.

The scenes of shows (especially those of Wembley Stadium) are simply spectacular, a prime work of the cinematographic spectacle.

Cinebiographies of stars and exponents of music are always a complicated task. Inevitably comes the dilemma: to spare the protagonist’s memory or to expose the overwhelming reality of his life and his problems?

In this step, I cite memorable films such as THE ROSE (biography of Janis Joplin ), RAY(Ray Charles), AMADEUS (Mozart ), THE DOORS (Jim Morrison) and BIRD (Charlie “Bird” Parker).

BOHEMIAN RHAPSODY comes close to these great films only for music, the history of QUEEN and the work of its protagonist. It’s no small thing, but it could be so much more.

DARK HEART: Série Policial Noir Lida com Traumas e Assassinatos em Londres

DARK HEART é uma série policial inglesa baseada nos livros que o escritor Adam Creed criou com o personagem do atormentado Will Wagsstaffe, um jovem detetive da Polícia Londrina obcecado pelo assassinato de seus pais, ocorrido na Espanha, quando ele tinha 16 anos.

Staffe se depara com uma série de violentos assassinatos em Londres, enquanto maneja a relação com sua errática irmã, o sobrinho adolescente carente de uma figura paterna e os pesadelos sobre a morte dos pais.

A série – exibida do BritBox da Amazon – tem oito capítulos, sendo que os dois primeiros são uma reedição do filme piloto feito e veiculado na TV Inglesa em 2016.

DARK HEART tem todos os elementos do policial noir: crimes violentos, personagens corruptos e emoções desenfreadas.

Na minha opinião, a série tem um ritmo lento, mas consegue desenvolver bem as histórias dos crimes cometidos, criando suspense de ótimo nível sobre a solução de acada caso.

Tom Riley (visto em DA VINCI DEMONS e também Produtor da Série) vive o atormentado DI Staffe, com excelente trabalho. Anjili Mohindra (O GUARDA-COSTAS), como sua parceira detetive, Charlotte Riley (a irmã Juliette), Miranda Raison (a namorada Sylvie) e Joseph Teague (o sobrinho) fazem um cast diferenciado.

Os crimes enfocados lidam com temas bem atuais, como pornografia, prostituição, pedofilia, estupro e vingança. Servem para a criação de histórias policiais repletas de suspeitos e segredos, bem como necessário ao gênero.

DARK HEART é uma boa série policial. Poderia dar mais ao espectador, mas cumpre seu objetivo de puro entretenimento para o fã do filme policial noir.


DARK HEART is an English detective series based on books author Adam Creed created with the character of the tormented Will Wagsstaffe, a young London police detective obsessed with the murder of his parents in Spain when he was 16 years old.


Staffe is faced with a series of violent murders in London while dealing with his erratic sister, the teenage nephew who lacks a father figure and nightmares about the death of his parents.

The series – shown on Amazon’s BritBox – has eight chapters, the first two being a remade of the pilot film made and aired on English TV in 2016.

DARK HEART has all the elements of the noir cop movie: violent crimes, corrupt characters and unbridled emotions.

In my opinion, the series has a slow pace, but it manages to develop well the stories of the crimes committed, creating optimum suspense on the case.

Tom Riley (seen in DA VINCI DEMONS and also Producer of the Series) lives the tormented DI Staffe, with excellent work. Anjili Mohindra, as his detective partner, Charlotte Riley (sister Juliette), Miranda Raison (girlfriend Sylvie) and Joseph Teague (the nephew) make a distinguished cast.

Focused on very current issues such as pornography, prostitution, pedophilia, rape and revenge, it creates police stories full of suspects and secrets as well as necessary to the genre.

DARK HEART is a good detective series. It could give more to the viewer, but it fulfills its goal of pure entertainment for the fan of the film noir police.