O JUSTICEIRO TEMPORADA DOIS: Série da Marvel na NETFLIX é Pura Violência e Loucura

O JUSTICEIRO já teve uma temporada na NETFLIX (onde foi narrada sua origem a partir do assassinato de sua família) e uma participação na série O DEMOLIDOR. Agora volta na segunda temporada de sua própria série, onde novamente se envolve com um grupo de psicopatas assassinos altamente treinados.

A trama é uma mistura meio sem sentido de máfia russa, organizações para militares, transtornos pós-traumáticos, conflitos entre policiais e, é claro, muito tiro e ainda mais pancadaria.

Frank Castle deve matar, durante os treze capítulos, uns 300 vilões, não sem antes lhes dar uma surra. O pior é que Castle, nem de longe, é o mais maluco em cena, sendo os tipos criados completamente psicóticos e violentos.

Na falta de assunto, o roteiro pegou carona nos filmes de pessoas presas em uma delegacia atacadas por um comando de matadores profissionais, algo já visto muitas vezes, inclusive na série BANSHEE e no longa ASSALTO A 13o. DP, de John Carpenter, com cenas onde o melhor e o pior dos envolvidos vem à tona na situação de morte iminente.

John Bernthal (AS VIÚVAS), Amber Rose Revah e Ben Barnes capricham na composição dos tipos maluquetes de seus personagens. Giorgia Whigam (de 13 Reasons Why da NETFLIX) é um acréscimo positivo como a louquinha perseguida pelos psicopatas assassinos.

Em resumo, O JUSTICEIRO é honesto e leal, deixando claro que quem vai seguir a série tem que gostar de ver muita loucura e muita pancadaria e morte.

THE PUNISHER has already had a season at NETFLIX (where his origin was told since the murder of his family) and a participation in the series DAREDEVIL. Now back in the second season of his own series, where he again engages with a group of highly trained assassin psychopaths.

The plot is a half-senseless mixture of Russian mafia, military organizations, post-traumatic disorders, conflicts between police organisations and, of course, much shooting and even more violence.

Frank Castle must kill, during the thirteen chapters, about 300 villains, not without first beating them. What’s worse is that Castle, by far, is not the craziest on the scene, and the other guys in scene are completely psychotic and violent.

For lack of subject, the script took a ride in the films of people arrested in a police station attacked by a command of professional killers, something already seen many times, including in the series BANSHEE and in the feature film ASSAULT ON THE 13TH PRECINT, by John Carpenter, with scenes where the best and the worst of those involved comes to the surface in imminent death.

John Bernthal (WIDOWS), Amber Rose Revah and Ben Barnes are very good in the composition of the totally crazy types. Giorgia Whigam (of 13 Reasons Why, by NETFLIX) is a positive addition as the crazy girl pursued by psychopathic assassins.

In short, THE PUNISHER is honest and loyal, making it clear that anyone who follows the series has to like to see a lot of madness and a lot of knocking and death.

AS VIÚVAS: Thriller sobre Roubo Tem Ótimo Elenco e História Cheia de Reviravoltas

AS VIÚVAS, de Steve McQueen (o cineasta inglês responsável pelos ótimos SHAME e 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO) é um ótimo thriller policial sobre três mulheres de assaltantes que ficam em situações de vida (e financeiras) delicadas quando os maridos morrem em um roubo mal sucedido.

O pior é que um gangster local, de quem os maridos mortos roubavam o dinheiro atribui a dívida milionária às viúvas colocando em risco a vida delas.

Ver grandes atrizes e atores trabalhando sempre é um luxo. Viola Davis, com toda razão é considerada uma das melhores de sua geração. Ela consegue sustentar o filme, brilhando em cada cena. Elizabeth Debicki (GUARDIÕES DA GALÁXIA e O GRANDE GATSBY) e Michelle Rodriguez se saem muito bem em ser coadjuvantes para o talento superlativo de Viola. Colin Farrell, Robert Duvall e Liam Neeson completam um elenco cheio de famosos.

Um thriller policial tem no seu roteiro uma peça essencial. AS VIÚVAS marca um gol neste aspecto, porque a história escrita pela americana Gillian Flynn (SHARP OBJECTS) e o próprio McQueen, a partir do livro de Lynda LaPlante (a britânica criadora de séries policiais maravilhosas como PRIME SUSPECT e UNDER SUSPICTION) é pleno de twists no rumo da narrativa, surpreendendo mesmo o espactador mais acostumado às tramas policiais e seus finais surpreendentes.

AS VIÚVAS é um filme que se vê com crescente interesse até o final, impedindo que se tenha um segundo de tédio.

Está certo que o filme não tem muitas preocupações sobre os valores éticos envolvidos nos drmas vivenciados pelos personagens, mas acho que este amoralismo da história termina sendo mais um de seus charmes.

AS VIÚVAS se inscreve entre os melhores filmes deste ano e vai ficar na memória como mais um ótimo exemplar de policiais sobre assaltos e suas consequências.

Steve McQueen’s WIDOWS (the English filmmaker responsible for the great SHAME and 12 YEARS A SLAVE) is a great thriller about three women who get into delicate life situations (and financial) when their husbands die in a failed heist.

The worst of it is that a local gangster, from whom the dead husbands stole money, attributes the millionaire debt to widows putting their lives at risk.

Watching great actresses and actors working is always a luxury. Viola Davis is fairly considered one of the best of her generation. She manages to sustain the film, shining in every scene. Elizabeth Debicki (GUARDIANS OF GALAXY and THE GREAT GATSBY) and Michelle Rodriguez do very well in supporting the superlative talent of Viola. Colin Farrell, Robert Duvall and Liam Neeson complete a cast full of celebrities.

A thriller has in its screenplay an essential piece. WIDOWS score a goal in this respect, because the story written by the American Gillian Flynn (SHARP OBJECTS) and McQueen himself, from the book by Lynda LaPlante (the British creator of marvelous police series like PRIME SUSPECT and UNDER SUSPICTION) is full of twists in the direction of the narrative, surprising even the most experienced viewer in surprising endings.

WIDOWS is a film that is seen with growing interest until the end, preventing one from having a second of boredom.

It is certain that the film does not have many worries about the ethical values ​​involved in the characters dramas, but I think this amoralism of the story ends up being one of its charms.

WIDOWS is among the best films of this year and will be remembered as another great example of movie heists and their consequences.

CONTRA A PAREDE: Filme Brasileiro que Enfoca Jornalismo, Política e Ética Tem Muitos Méritos e Alguma Ingenuidade

CONTRA A PAREDE, filme do cineasta gaúcho Paulo Pons, estrelado e conduzido por Antonio Fagundes narra a história de um consagrado âncora de um jornal televisivo que, às vésperas de sua aposentadoria, se defronta com uma complexa intriga política envolvendo dois candidatos à Presidência da República.

O filme – disponível no NOW – tem na figura e no talento de Antonio Fagundes seu condutor principal, já que o protagonista Cacá Viana e seus dilemas profissionais, éticos e pessoais são o tema permanente do filme.

Fagundes tem carisma de sobra para levar a quase totalidade das cenas, mas é muito ajudado pelo ótimo elenco de CONTRA A PAREDE, contando com Caio Blat, Edson Celulari, Marcos Caruso, Emílio de Mello, Alexandra Martins, Caco Ciocler, Amanda Costa e Clarice Abujamra. É muita gente muito boa, desde os papeis mais importantes até os de meros coadjuvantes.

Dizer a verdade (pondo em risco sua reputação construída com tanto trabalho) ou optar pela situação mais fácil e cômoda? Este dilema ético se põe de diversas formas para o personagem principal, enquanto ele investiga o intricado caso envolvendo os dois candidatos, está se despedindo da televisão e ainda se depara com uma possível traição de sua companheira.

Gostei muito de ter visto CONTRA A PAREDE, porque vejo estes temas como atualíssimos não somente no Brasil de hoje, como universalmente. Não tenho dúvidas de que as soluções encontradas tem uma certa ingenuidade comparadas com o mundo real, mas acho que provocar uma reflexão sobre temas tão relevantes – a partir de uma história de ficção bem concebida e muito bem contada – já coloca o filme em um patamer bem acima de média.

AGAINST THE WALL, a movie by Paulo Pons, starring by Antonio Fagundes, tells the story of a well-known anchor of a television news show that, on the eve of his retirement, is faced with a complex political intrigue involving two candidates for Presidency of the Republic.


The film – available in NOW – has in the figure and talent of Antonio Fagundes its main driver, since the protagonist Cacá Viana and his professional, ethical and personal dilemmas are the permanent theme of the film.

Fagundes has a lot of charisma to carry almost all the scenes, but he is very much helped by the great cast of CONTRA A PAREDE, counting on Caio Blat, Edson Celulari, Marcos Caruso, Emílio de Mello, Alexandra Martins, Caco Ciocler, Amanda Costa and Clarice Abujamra. It’s a lot of very good people, from the most important roles to those of mere supporting actors.

Telling the truth (endangering your reputation built with so much work) or opting for the easiest and most comfortable situation? This ethical dilemma comes in many forms for the main character as he investigates the intricate case involving the two candidates, is bidding farewell to television and is still faced with a possible betrayal of his partner.

I really enjoyed seeing AGAINST THE WALL, because I see these themes as very current not only in Brazil today, but also universally. I have no doubt that the solutions found have a certain ingenuity compared to the real world, but I think that provoking a reflection on such relevant subjects – from a well-conceived and well-told story of fiction – already puts the film in a level well above average.

O PRIMEIRO HOMEM: Dupla Chazelle/Gosling Faz Outro Belo Filme Mas Faltam Emoções

O PRIMEIRO HOMEM (FIRST MAN), de Damien Chazelle segue a parceria do diretor com o ator Ryan Gosling, responsável pelo excelente LA LA LAND, vencedor de múltiplas premiações no ano passado, inclusive o Oscar.

Aqui eles se debruçam sobre a corrida espacial e os Projetos Gemini e Apollo da NASA. Em matéria de filmes sobre estes projetos, em minha opinião há no cinema uma obra prima e um filme primoroso pela emoção que desperta. A obra prima é OS ELEITOS, de Phillip Kaufmann, com Sham Shepard. Longo, minucioso, polêmico, contundente, reflexivo e, ainda muito emocionante, OS ELEITOS é tudo que um filme deve ser, contando ainda com uma trilha sonora inesquecível de Bill Conti.

Outro filme que deve ser mencionado é APOLLO 13, de Ron Howard, com Tom Hanks. A história da missão Apollo que não deu certo e colocou a vida dos astronautas em sério risco, é exemplarmente narrada por Howard, deixando o espectador sem respirar em várias cenas. Iso agregado a uma produção primorosa e ao talento e carisma de Tom Hanks fizeram um filme precioso e muito emocionante.

Acho que ainda vale mencionar – aqui no ramo da pura ficção – a obra prima 2001 – UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO, de Stanley Kubric e GRAVIDADE, de Alfonso Cuarón, dois outros filmes obrigatórios em matéria de viagens ao espaço, embora se possa dizer que o filme de Kubric é absolutamente transcendente tanto em matéria de temática quanto de perfeição.

Com toda esta concorrência, PRIMEIRO HOMEM é um filme tão bem feito que se vê com grande interesse o tempo todo. O elenco excelente, que conta com Claire Foy, Jason Clarke, Kyle Chandler, Corey Stoll e Ciarán Hinds mantém o foco alto o tempo inteiro.

O tema do custo em vidas humanas e dinheiro dos projetos especiais e o risco de vida de pilotos está presente todo o tempo, dando ao filme um humanismo raramente visto.

Mas acho que, comparando com os predecessores e com a própria obra de Chazelle (WHIPLASH e LA LA LAND), faltou emoção. Talvez por ser conduzido pela personalidade fechada do protagonista Neil Armstrong, PRIMEIRO HOMEM tem poucas cenas que ficarão na memória por serem emocionantes.

Trata-se, sem dúvida, de um filme de primeira linha que deve ser visto. Mas em matéria de viagens espaciais, OS ELEITOS, APOLLO 13, 2001 e GRAVIDADE estão passos a frente.

Damien Chazelle’s FIRST MAN follows the director’s partnership with actor Ryan Gossling, which was responsible for the outstanding LA LA LAND, that won multiple awards last year, including the Oscars.

Here they look at the Space Race and NASA’s Gemini and Apollo Projects. As for films about these projects, in my opinion, there are in cinema a masterpiece and a film exquisite by the emotion that awakens. The masterpiece is THE RIGHT STUFF, by Phillip Kaufmann, with Sham Shepard. A long, meticulous, controversial, resounding, reflective and, still very exciting, THE RIGHT STUFF is all a movie should be, STILL HAVING an unforgettable soundtrack by Bill Conti.

Another film that must be mentioned is Ron Howard’s APOLLO 13 with Tom Hanks. The story of the Apollo mission that failed and put the lives of the astronauts at serious risk, is exemplarily narrated by Howard, leaving the viewer without breathing in several scenes. This fact added to an exquisite production and to the talent and charisma of Tom Hanks made a precious and very exciting film.

I think it is still worth mentioning – here in the field of pure fiction – the masterpiece 2001 – A SPACE ODISSEY, by Stanley Kubric and GRAVITY, by Alfonso Cuarón, two other films about space travel, although we have to say that Kubric’s film is absolutely transcendent both in thematic and in perfection.

With all this top competition, FIRST MAN is a movie so well done that you see with great interest all the time. The excellent cast, which features Claire Foy, Jason Clarke, Kyle Chandler, Corey Stoll and Ciarán Hinds keeps the focus high all the time.


The theme of the cost in human lives and money of the spacial projects and the risk of life of pilots is present all the time, giving to the film a humanism rarely seen.

But I think that, compared to the predecessors and Chazelle’s own work (WHIPLASH and LA LA LAND), there was little emotion. Perhaps because it is driven by the closed personality of the protagonist Neil Armstrong, FIRST MAN has few scenes that will remain in the memory for being exciting.

It is undoubtedly a first-rate film that must be seen. But in space travel, THE RIGHT STUFF, APOLLO 13, 2001 and GRAVITY are steps forward.

OS CRIMES ABC: John Malkovich Dá um Show Como Hercule Poirot na Nova Série da Amazon Prime

Há grandes trabalhos de ator encarnando o imortal detetive belga Hercule Poirot, maior criação da escritora Agatha Christie. David Suchet (em uma longa série de filmes da TV Inglesa), Albert Finney (ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE), Kenneth Bragnah (ASSASSINATO NO EXPRESSO DO ORIENTE)…

John Malkovich, me arrisco a dizer, fez o melhor trabalho de todos, na nova série da AMAZON PRIME, OS CRIMES ABC. Ele faz um Hercule Poirot brilhante, meticuloso e cheio de maneirismos (como os outros), mas acresce um elemento de tortura psicológica decorrente de seu passado, até então inédito, até para os fãs mais fiéis da escritora inglesa.

Como sempre, ver o trabalho de Malkovich já vale o tempo dos três episódios desta produção classe A da Amazon. Poirot está atrás de um serial killer que mata pessoas com base na ordem alfabética de seus nomes e das cidades onde moram.

Provar suas teses complexas, frente às autoridades constituídas é só um dos desafios para as células cinzentas do famoso detetive.

No elenco excepcional de OS CRIMES ABC, estão ainda Rupert Grint(HARRY POTTER), a escocesa Ferya Mavor (O SENTIDO DO FIM), Andrew Buchan(BROADCHURCH), Tara Fitzgerald e Michael Shaffer.

OS CRIMES ABC é um dos livros mais famosos e mais intrincados dentre os mistérios de Agatha Christie, levando suspense ao espectador até o final da história.

A série ainda se dá ao luxo de criar um passado desconhecido para Poirot que somente acresce em dramaticidade a história.

Outro fator de interesse para os brasileiros é a direção de Alex Gabassi, que fez PSI para a HBO Brasil e trabalhou com Fernando Meirelles na O2 Produtora.

OS CRIMES ABC é um programa imperdível para os fãs de histórias policiais e de detetive.

There are great acting works portraying the immortal detective Hercule Poirot, the greatest creation of the writer Agatha Christie. David Suchet (in a long series of British TV movies), Albert Finney and Kenneth Bragnah (MURDER ON THE ORIENT EXPRESS).

John Malkovich, for me did the best work of all, in the new series of AMAZON PRIME, THE ABC MURDERS. He makes a brilliant, meticulous and obsessed Hercule Poirot (like the others), but adds an element of psychological torture stemming from his previously unheard-of past, even for the English writer’s most loyal fans.

As always, seeing the work of Malkovich is worth the time of the three episodes of this class A production of Amazon. Poirot is after a serial killer who kills people based on the alphabetical order of their names and the cities where they live.

To prove his complex theses, in front of the constituted authorities is only one of the challenges for the gray cells of the famous detective.


Rupert Grint (HARRY POTTER), Scotland’s Ferya Mavor, Andrew Buchan (BROADCHURCH), Tara Fitzgerald and Michael Shaffer.

THE ABC MURDERS is one of the most famous and intricate books among the mysteries of Agatha Christie, leading suspense to the viewer to the end of the story.

The series still has the luxury of creating a past unknown to Poirot that only adds drama to the story.

Another factor of interest for Brazilians is the direction of Alex Gabassi, who made PSI for HBO Brazil and worked with Fernando Meirelles on O2 Producer.

THE ABC MURDERS is a must-have for fans of detective and police stories.

O PREDADOR: Um Filme Ruim Sempre Pode Ficar Pior

O PREDADOR, de Shane Black (DOIS CARAS LEGAIS e HOMEM DE FERRO 3) é um desastre quando tenta retomar a franquia sobre os monstros caçadores interplanetários que vem à Terra para caçar humanos como se fossem animais selvagens.

O filme original, estrelado por Arnold Schwarzenegger e dirigido por John McTiernan (DURO DE MATAR) tinha muitos aspectos interessantes, embora também carregasse nas tintas das cenas de violência de forma desnecessária.

O segundo capítulo, com Danny Glover era inferior, mas com algumas cenas empolgantes para o espectador.

Depois vieram os crossovers com a série Alien e péssimos filmes em sequencia.

Este O PREDADOR, de 2018 é uma tentativa de ressucitar a série. Mal sucedida, na minha opinião.

O roteiro oscila entre um filme de ficção científica, uma trama de aventura ou uma paródia da própria série. Nesta confusão, não se sai bem como nenhum dos três.

O pior é desperdiçar duas ótimas atrizes, Olivia Munn (NEWSROOM) e Yvonne Strahovski (O CONTO DA AIA), além do talento do jovem Jacon Trembley (O QUARTO DE JACK e EXTRAORDINÁRIO). É muito desperdício.

Também entre na coluna débito do filme o fato de as cenas de ação serem repetitivas e sem criatividade.

Mas o pior mesmo é o final preparando novos filmes. Tomara que sejam melhores que este.

THE PREDATOR, by Shane Black (THE NICE GUYS and IRON MAN 3) is a disaster when he attempts to retake the franchise on the interplanetary hunter monsters that comes to Earth to hunt humans as if they were wild animals.

The original film, starring Arnold Schwarzenegger and directed by John McTiernan (DIE HARD) had many interesting aspects, though it also carried unnecessary blood in the scenes of violence.

The second chapter, with Danny Glover was inferior, but with some exciting scenes for the viewer.

Then came the crossovers with the Alien series and bad movies in sequence.

This THE PREDATOR, from 2018 is an attempt to resurrect the series. Unsuccessful, in my opinion.

The script swings between a science fiction film, an adventure plot or a parody of the series itself. In this mess, you do not do much like any of the three.

The worst is to waste two very good actresses, Olivia Munn (NEWSROOM) and Yvonne Strahovski (THE HANDMAID’S TALE), as well as the talent of the young Jacon Trembley (THE ROOM and EXTRAORDINARY). It’s a lot of waste.

Also enter into the debit column of the movie the fact that the action scenes are repetitive and uncreative.

But the worst thing is the end preparing new movies. I hope they will be better than this one.

CONVIDADOS SEM HONRA: Título Nacional Infeliz Esconde Filme Bem Interessante

CONVIDADOS SEM HONRA é o infeliz título brasileiro para o filme TABLE 19, de Jeffrey Blitz uma interessante comédia dramática sobre seis convidados indesejados em uma festa de casamento para lá de careta, colocados na mesa mais próxima do banheiro.

A excelente Anna Kendrick (AMOR NAS ALTURAS) lidera o elenco que leva as tragédias e cenas cômicas do filme com igual desenvoltura e despreendimento.

Ela é Eloisa McGeary, a ex-melhor amiga da noiva que caiu em desgraça quando rompeu o namoro com o irmão da noiva, semanas antes do casamento. No decorrer do filme, os motivos do rompimento vão vir à tona, de forma surpreendente.

Na MESA 19 do título original estão ainda um casal dono de uma lanchonete (a ótima Lisa Kudrow de FRIENDS e Craig Robinson de SEGURANDO AS PONTAS), a primeira babá da noiva Jo (June Squibb), o inseguro jovem Renzo Ekberg (Toni Revolori) e o presidiário Walter (Stephan Merchant, excelente).

Os desvalidos e indesejados mostram sua cara, seja pelos motivos pelos quais não são bem vindos na festa, seja em sua integridade e valores não reconhecidos pela família da noiva.

MESA 19 é uma excelente comédia dramática. Vale muito a pena ver.

GUESTS WITHOUT HONOR is the unfortunate Brazilian title for the film TABLE 19, by Jeffrey Blitz an interesting dramatic comedy about six unwanted guests at a wedding party, placed on the table closest to the bathroom.

The excellent Anna Kendrick (UP IN THE AIR) leads the cast that takes the tragedies and comedy scenes of the film with equal ease and detachment.

She is Eloisa McGeary, the bride’s former best friend who fell disgraced when she broke up with her brother, weeks before the wedding. Throughout the film, the reasons for the breakup will surface in a surprising way.

At the TABLE 19 of the original title are still a couple who owns a diner (the great Lisa Kudrow of FRIENDS and Craig Robinson), the first nanny of the bride Jo (June Squibb), the insecure young Renzo Ekberg (Toni Revolori) and the imprisoned Walter (Stephan Merchant, excellent).

The helpless and unwanted show their face, either for the reasons they are not welcome at the party, or for their integrity and values ​​not recognized by the bride’s family.

TABLE 19 is an excellent dramatic comedy. It is very worth seeing.

TO KILL A MOCKINGBIRD na Broadway: Texto Impressionante Garante Atualidade em Montagem Criativa e de Qualidade

O SOL É PARA TODOS (To Kill a Mockingbird) é não somente um dos maiores filmes de todos os tempos como legou o personagem de Atticus Finch(Gregory  Peck no filme) como um ícone. A adaptação do livro de Harper Lee feita por Aaron Sorkin (Newsroom) é criativa, plástica e contundente. Jeff Daniels se sai extremamente bem no complexo papel do protagonista Atticus Finch, fazendo um trabalho cheio de nuances. O expediente cênico de usar três narradores (em vez de apenas a filha de Atticus, Scout) também funciona muito bem. O mais incrível é que, embora a história do julgamento de um negro injustamente acusado de estupro se passar na década de 40, os temas abordados não podem ser mais atuais. To Kill a Mockingbird segue sendo sobre os pecados de todos nós.

To Kill a Mockingbird is not only one of the greatest films of all time as give us all the character of Atticus Finch (Gregory Peck in the film) as an icon. The adaptation of Harper Lee’s book by Aaron Sorkin (Newsroom) is creative, plastic and blunt. Jeff Daniels does extremely well in the complex role of the protagonist Atticus Finch, doing a job full of nuances. The scenic expedient of using three narrators (instead of just the daughter of Atticus, Scout) also works very well. What is even more incredible is that although the story of the trial of a black man unjustly accused of rape is in the 1940s, the topics covered can not be more current. To Kill a Mockingbird remains about the sins of all of us.

NETWORK Na Broadway Honra Seu Antepassado Ilustre do Cinema

REDE DE INTRIGAS (NETWORK) é uma adaptação teatral do Oscarizado roteiro que Paddy Chayefsky escreveu para o consagrado filme de Sidney Lumet, com Faye Dunaway(Oscar de Melhor Atriz), William Holden e Peter Finch(Oscar de Melhor Ator póstumo). Agora na Broadway, NETWORK volta com toda força nestes tempos de radicalismos, predomínio do capital internacional e desprezo por valores humanos. Um super elenco, comandado por Brian Cranston (Baking Bad), tendo a seu lado Tony Goldwyn (o Presidente Fitz Grant de SCANDAL) e a ascendente Tatyana Maslany(ORPHAN BLACK) conduz o show em altíssimo nível. Desde a entrada no Teatro o espectador é conduzido para o estúdio de televisão da UBS, onde o âncora Howard Beale acaba de ser demitido. Recursos multimídia de última geração (inclusive uma cena na rua em frente ao teatro transmitida ao vivo para o telão no palco) dão um realismo espetacular a este conto moderno de massificação e desprezo pela vida humana. NETWORK, a peça (como o filme) é uma obra de arte dolorosa, emocionante e provocativa.

NETWORK is a theatrical adaptation of the Oscar-winning screenplay that Paddy Chayefsky wrote for Sidney Lumet’s acclaimed film, with Faye Dunaway (Oscar for Best Actress), William Holden and Peter Finch (Oscar for Best Posthumous Actor). Now on Broadway, NETWORK returns with full force in these times of radicalism, dominance of international capital and contempt for human values. A super cast, commanded by Brian Cranston (Baking Bad), with Tony Goldwyn (President Fitz Grant of SCANDAL) and Tatyana Maslany (ORPHAN BLACK) leading the show at a very high level. From the entrance to the Theater the spectator is taken to the television studio of UBS, where the anchor Howard Beale has just been fired. State-of-the-art multimedia features (including a street scene in front of the theater broadcast live to the stage screen) give a spectacular realism to this modern tale of massification and contempt for human life. NETWORK, the play (like the movie) is a painful, exciting and provocative work of art.

O MUSICAL UMA LINDA MULHER MERECE O SUCESSO QUE FAZ NA BROADWAY

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PRETTY WOMAN, o musical me surpreendeu favoravelmente. Claro que Julia Roberts, Richard Gere e Hector Elizondo fazem muita falta. Mas a história da comédia romântica mais rentável da história do cinema fez o musical da Broadway ótimo de se ver. Alegre, colorido, dançante e bem humorado, tem um visual arrebatador aproveitando cenas inesquecíveis como a da ópera e a do final. Longa vida a Vivian e Edward, também no palco!

PRETTY WOMAN, THE MUSICAL is much better than I thought. Of course, Julia Roberts, Richard Gere and Hector Elizondo are missed a lot. But the story of the most famous romantic comedy of cinema’s history made the Broadway Musical a very good show to be seen. Funny, colorful, dancing and well humored, it has a great visual using the remarkable scenes of the film, like the one in the Opera