REVERIE: Série Canadense de Ficção da NBC Vai Além do Óbvio

REVERIE, título da série de ficção canadense da NBC, disponível no HULU quer dizer devaneio ou fantasia. Ricamente produzida, narra a história de uma companhia que se especializa em vender implantes cerebrais capazes de colocar as pessoas em um mundo virtual onde suas fantasias se realizam.

Ocorre que muitas ficam presas neste mundo e a empresa se vê obrigada a contratar uma policial especialista em negociação com sequestradoras para trabalhar nestes casos extremos.

A protagonista é a linda atriz texana Sarah Shahi, vista em RAY DONOVAN e PESSOAS DE INTERESSE. Aqui ela vive Mara Kint, a policial ainda traumatizada pela morte de sua irmã e sobrinha numa situação onde seu trabalho fracassou.

No elenco, vária caras conhecidas, como Dennys Haisbert (24 HORAS), Sendhil Rammamurthy (HEROES) e Kathryn Morris (Monica Shaw).

Os episódios trazem histórias às vezes meio juvenis sobre o desenvolvimento da empresa  Onira Tech.

Com o passar dos 10 episódios da primeira temporada, o enredo de fundo foi se tornando mais adulto, o que garantiu um upgrade à série.

Até o momento não se sabe se REVERIE vai ter uma segunda temporada. Tomara que tenha. Pode crescer ainda mais.

 

REVERIE, title of the Canadian fiction series of NBC, available in HULU means daydream or fantasy. Richly produced, it tells the story of a company that specializes in selling brain implants capable of putting people in a virtual world where their fantasies come true.

It turns out that many get stuck in this world and the company is forced to hire a police specialist negotiating with hijackers to work in these extreme cases.

The protagonist is the beautiful Texan actress Sarah Shahi, seen in RAY DONOVAN and PEOPLE OF INTEREST. Here she lives Mara Kint, the policewoman still traumatized by the death of her sister and niece in a situation where her work failed.

In the cast, several well-known faces, such as Dennys Haisbert (24), Sendhil Rammamurthy (HEROES) and Kathryn Morris (Monica Shaw).

The episodes bring some sometimes juvenile stories about the development of the company Onira Tech.

With the passing of the 10 episodes of the first season, the background storyline became more adult, which guaranteed an upgrade to the series.

So far it is not known if REVERIE is going to have a second season. I hope so. It can grow even more.

DESAPARECIDA: Suspense Argentino da Netflix Promete Mais que Entrega

DESAPARECIDA (PERDIDA – 2018), de Alejandro Montiel, filme policial argentino que passou a integrar o cardápio da NETFLIX nesta semana tem uma premissa altamente interessante. Um grupo de meninas adolescentes vai em uma viagem de estudos à Patagônia e na volta, uma delas desaparece.

Quatorze anos depois, sua melhor amiga, ainda traumatizada com o ocorrido, sendo uma policial especializada em raptos e sequestros, resolve atender o apelo da mãe da amiga e reabrir o caso.

Baseado no muito elogiado romance policial CORNELIA, da jornalista Florencia Etcheves, DESAPARECIDA inicia a todo vapor, sugando o espectador para o que se anuncia uma trama policial fascinante e com toques de filme noir narrado no melhor tom do cinema argentino moderno.

Para isto, contribui muito o talento da jovem protagonista Luisana Lopilato, ótima como a Policial Manuela (Pipa), silenciosa, ativa, contestadora e decidida.

Bem abaixo dela estão Amaia Salamanca (Cornelia) e Rafael Spregelburg (o parceiro policial).

As paisagens patagônicas são muito bem exploradas, tanto nas cenas da narrativa do passado, quanto na busca do presente.

O diretor Alejandro Montiel se esforçou para segurar a narrativa, chegando a inserir uma personagem claramente inspirada em Lissbeth Salander (da trilogia Millenium), porém sem o mesmo resultado.

Em resumo, DESAPARECIDA é um bom filme policial, mas que não conseguiu atingir o nível de excelência que seu início prometia ou que os melhores títulos do cinema argentino atual  logram trazer às telas.

 

PERDIDA (LOST – 2018), by Alejandro Montiel, an Argentine police film that has been included in the NETFLIX menu this week has a highly interesting premise. A group of teenage girls goes on a study trip to Patagonia and on the way back, one of them disappears.

Fourteen years later, her best friend, still traumatized by the incident, was a police officer specializing in kidnapping, and resolve to respond to her friend’s mother’s appeal to reopening the case.

Based on the highly acclaimed crime novel CORNELIA, by the journalist Florencia Etcheves, PERDIDA starts off at full steam, sucking the viewer into what a fascinating police plot with touches of film noir narrated in the best tone of modern Argentine cinema.

For this, the talent of the young protagonist Luisana Lopilato, great as the Policeman Manuela (Pipa), is very important, silent, active, answering and decided.

Right below her are Amaia Salamanca (Cornelia) and Rafael Spregelburg (the police partner).

The Patagonian landscapes are very well explored, both in the scenes of the narrative of the past and in the search for the present.

Director Alejandro Montiel struggled to hold onto the narrative, even inserting a character clearly inspired by Lissbeth Salander (from the Millenium trilogy), but without the same result.

In short, MISSING is a good police film, but that failed to reach the level of excellence that its beginning promised or that the best titles of the current Argentinian cinema can bring to the screen.

A NOITE DO JOGO: Comédia Curta, Inspirada e Inteligente Apta a Divertir Muito

A NOITE DO JOGO (2018), da dupla de jovens diretores John Francis Daley e Jonathan Goldstein (dois dos responsáveis pelo renovado e renovador HOMEM ARANHA: DE VOLTA AO LAR) é uma divertida comédia sobre o hábito americano de casais de amigos se reunirem em casa para passaram a noite jogando os tradicionais Monopoly, WAR, Mimica, Advinhe o Nome do Filme e outros games similares.

Em um período em que a comédia americana atravessa uma certa entressafra, A NOITE DO JOGO tem várias qualidades inegáveis, muitas das quais inspiradas em filmes clássicos do gênero, o que muito longe de ser um demérito, é uma grande scaada de seus autores: é um filme curto (100 minutos); suas piadas e cenas são curtas, passando rapidamente à cena seguinte, traz várias citações de filmes, séries e pessoas famosas, facilitando a identificação do espectador com as piadas.

E tem um elenco que reúne talentos aptos à comédia, como Jason Bateman (OZARK, QUERO MATAR MEU CHEFE e ZOOTOPIA) e Rachel McAdams (que tem facilidade e capacidade para ir do cômico ao dramático, ótima atriz que é), junto com um grupo de tipos ótimos que se adequa perfeitamente aos papéis próprios dos personagens essenciais à narrativa, desde o vizinho policial paranóico (Billy Magnussen, excelente), o irmão estelionatário (Kyle Chandler) e os amigos maluquetes (Sharon Horgan, Lamorne Morris, Jesse Plemons e Chelsea Peretti).

O roteiro propicia várias cenas muito engraçadas como a do roubo do Ovo Fabergé ou a do cachorro ensanguentado, repletas de gags visuais impagáveis.

Certamente A NOITE DO JOGO não vai ser o filme favorito de qualquer pessoa em alguns anos, mas quem for ver o filme como mero entretenimento, com certeza vai encontrar diversão de qualidade e inteligência.

 

GAME NIGHT (2018), by young directors John Francis Daley and Jonathan Goldstein (two of the responsible for the revamped and refreshing SPIDERMAN: HOMECOMING) is a fun ny comedy about the American habit of friends meeting at home to spend the night playing the traditional Monopoly, WAR, Mimic, Guess the Movie and other similar games.

In a period that American comedy is in the midst of an off-season, GAME NIGHT has a number of undeniable qualities, many of which are inspired by classic films of the genre, which is far from being a demerit: it is a short film (100 minutes); its jokes and scenes are short, passing quickly to the next scene; it brings several quotes from famous movies, series and VIP people, making it easy to identify the viewer with the jokes.

And there’s a cast that brings together comedy talents such as Jason Bateman (OZARK, HORRIBLE BOSSES, JUNO and ZOOTOPIA) and Rachel McAdams (who has the ease and ability to go from the comic to the dramatic, great actress that she is) along with a group of very well chosen actors (Sharon Horgan, Lamorne Morris, Jesse Plemons, and Chelsea Peretti).

The script provides several very funny scenes such as the theft of the Egg Fabergé or the bloody dog, full of priceless visual gags.

Certainly THE NIGHT OF THE GAME will not be anyone’s favorite movie in a few years, but whoever sees the movie as mere entertainment will surely find fun of quality and intelligence.

 

MANOHLA DARGIS, do THE NEW YORK TIMES e MISSÃO IMPOSSÍVEL: EFEITO FALLOUT

 

Manohla Dargis do THE NEW YORK TIMES, em sua crítica sobre MISSÃO IMPOSSÍVEL: EFEITO FALLOUT

“Há muito de tudo em “Missão Impossível – Efeito Fallout”, uma máquina de entretenimento por excelência que navega pelo mundo e tem algo a ver com bombas nucleares, ameaças misteriosas e belezas perigosas. Principalmente, tem a ver com aquele hiper-humano Tom Cruise, que corre, dirige, mergulha, atira, voa, cai e repetidamente oscila à beira do desastre, agarrando-se a um após o outro. Como de costume, ele trabalha duro para os nossos dólares e olhos em um filme que visita velhos clichés (uma loira com uma faca na sua liga), enquanto nos empurra para os grandes extremos do cinema-espetáculo.”

 

Manohla Dargis, do THE NEW YORK TIMES, in her review “MISSION IMPOSSIBLE – FALLOUT and the Bliss of the Hyper-Human Tom Cruise:

There’s a whole lot of everything in the “Mission: Impossible — Fallout,” an entertainment machine par excellence that skitters around the world and has something to do with nuclear bombs, mysterious threats and dangerous beauties. Mostly, it has to do with that hyper-human Tom Cruise, who runs, drives, dives, shoots, flies, falls and repeatedly teeters on the edge of disaster, clinging to one after another cliffhanger. As usual, he works hard for our dollars and eyeballs in a movie that spins the oldies (a blonde with a knife in her garter) while pushing to greater spectacle-cinema extremes.

STRIKE: Série Policial Noir Escrita por J.K.Rowling Para o Cinemax/BBC é Top de Linha

STRIKE, série policial baseada nos três romances escritos por J.K.Rowling (HARRY POTTER), sob o pseudônimo de Robert Galbraith, narrando as aventuras do detetive particular Cormoran Strike, um veterano da Guerra do Afeganistão (que voltou sem uma perna, devido a uma emboscada talibã), filho de um famoso roqueiro com quem não se fala e de um ex-top model, assassinada pelo padrasto.

Chega? Não estamos nem iniciando. Ele tem uma agência de detetive falida no último andar de um prédio, onde passa também a morar quando sua namorada lhe expulsa de casa, pelas longas horas de ausência atrás de casos insolúveis e sem qualquer retorno financeiro.

A vida de Cormoran começa a mudar quando a agência de trabalho temporário lhe envia a ruivinha Robin Ellacot, uma jovem estudante de psicologia, fascinada pelo trabalho de detetives, para ser sua secretária temporária.

Simultaneamente chega para eles o caso do aparente suicídio de uma grande modelo inglesa, que um irmão adotivo acredita ser assassinato. Está pronto o quadro para uma virada de 180 graus na Cormoran Strike Agência de Detetives.

Como nas outras séries especiais do CINEMAX (BANSHEE e STRIKE BACK), STRIKE Não economiza na linguagem, violência, drogas e até mesmo sexo, embora aqui, acho que a co-produção da BBC tenha posto uma certa moderação.

O certo é que STRIKE tem todos os elementos que o fã do policial busca: crimes misteriosos, suspeitos a granel, mocinhos anti-heróis cheios de problemas mas com princípios de honra inabaláveis, um crush perfeito na dupla central, policiais adversários e uma narrativa plena de suspense.

Os protagonistas Tom Burke  e Holliday Grainger, ambos ingleses não poderiam estar melhor nos seus papeis. Andam por toda Londres (lindamente fotografada em todos os momentos do dia em luzes diferentes), em busca de pistas e de salvar a pele de seus clientes.

Até agora o CINEMAX/BBC fizeram apenas 7 episódios de STRIKE adaptando os três romenaces que Rowling escreveu. A escritora mundialmente famosa pelas aventuras do bruxinho Potter sempre se declarou grande apaixonada por livros policiais. Pois aqui ela dá um show, criando uma galeria de personagens e histórias policiais de primeira linha.

Fica a torcida para que novas histórias do Detetive Cormoran estejam a caminho. Para a satisfação de quem gosta de filmes policiais nota dez.

 

STRIKE, a detective series based on the three novels written by JK Rowling (HARRY POTTER) under the pseudonym of Robert Galbraith, chronicling the adventures of private detective Cormoran Strike, a veteran of the Afghan War (who came back without a leg due to an Taliban ambush), the son of a famous rocker and an ex-top model murdered by his stepfather.

Enough? We’re not even starting. He has a failed detective agency on the top floor of a building, where he also moves in when his girlfriend kicks him out of the house, for long hours of absence behind insoluble cases and without any financial return.

Cormoran’s life begins to change when the job agency sends him the redhead Robin Ellacot, a young psychology student, fascinated by the work of detectives, to be his temporary secretary.

At the same time, the case of the apparent suicide of a great English model, which a foster brother believes to be murder, comes to them. The frame is ready for a 180 degree turnaround at the Cormoran Strike Detective Agency.

As in the other special series of CINEMAX (BANSHEE and STRIKE BACK), STRIKE does not skimp on language, violence, drugs and even sex, although here, I think the BBC co-production has moderated.

What is certain is that STRIKE has all the elements that the police story admirer is looking for: mysterious crimes, bulk suspects, troubleh anti-heroes but with unshakeable code of honor, a perfect crush on the central pair, opponent cops and a full narrative of suspense.

The protagonists Tom Burke and Holliday Grainger, both English, could not be better in their carachters. They walk all over London (beautifully photographed at all times of the day in different lights), searching for clues and saving the skin of their customers.

So far CINEMAX / BBC have done only 7 episodes of STRIKE by adapting the three books that Rowling wrote. The world-famous writer for the adventures of the wizard Potter has always declared herself in love with mistery books. Here she gives a show, creating a gallery of characters and police stories top of line.

We hpoe that there will be new Cormoran Detective stories on the way. To the satisfaction of those who like police movies grade ten.

BORDERTOWN: Série Finlandesa da Netflix Traz Sherlock Holmes Nórdico Fascinante

BORDERTOWN (2016) é uma série policial da Finlândia, com 11 episódios, cujo título original é justamente SORJONEN, o nome do detetive líder do esquadrão de investigações especiais da pequena cidade de Lappeenranta, para onde ele se muda com a esposa e a filha.

O seriado traz duas história diferentes, ambas bem narradas e com desfechos e tramas bastante bem construídos. Além da curiosidade de ver uma narrativa tão diversa das que estamos acostumados, tem a curiosidade de que o policial Sorjonen é claramente inspirado no método dedutivo do Sherlock Holmes de Conan Doyle.

Ele observa, mas do que fala, pergunta coisas aparentemente fora de nexo e adora apresentar deduções em série sobre as pessoas lincando fatos apenas por detalhes que observou.

Assim ele resolve os crimes de forma brilhante. Sorjonen é uma ótima interpretação do ator Ville Virtanen, de 57 anos.

Excelentes também as locações (lindas paisagens finlandesas) e a música composta para a série.

Para quem curte narrativas policiais com crimes intrincados, cheios de reviravoltas, as aventuras de Sorjonen em BORDERTOWN são uma recomendação certa.

 

BORDERTOWN (2016) is an 11-episode Finland-based police series whose original title is SORJONEN, the name of the detective leader of the special investigations squad in the small town of Lappeenranta, where he moves in with his wife and daughter.

The series features two different stories, both well narrated and with rather well constructed endings and plots. In addition to the curiosity to see a narrative so different from the ones we are accustomed to, it is curious that police officer Sorjonen is clearly inspired by the deductive method of Conan Doyle’s Sherlock Holmes.

He observes much more than he speaks, he asks things seemingly out of nexus and loves to present serial deductions about people linking facts only by details he noted.

So he solves the crimes brilliantly. Sorjonen is a great interpretation of the actor Ville Virtanen, of 57 years.

Excellent also the locations (beautiful Finnish landscapes) and the composite music for the series.

For those who enjoy police narratives with intricate crimes, full of twists and turns, the adventures of Sorjonen in BORDERTOWN are a sure recommendation

SIBÉRIA: Nada Além de um Filme Gelado

SIBERIA (2018), de Matthew Ross é um thiller de ação frustrado.

Agora que Keanu Reeves resolveu se tornar mais um astro de ação, na linha de Liam Neeson, deixando os filmes cabeça para investir nos filmes em que sai matando bandidos variados, de etnias diversas, em locais extremos do mundo, das formas mais estapafúrdias possíveis, desde o incrível sucesso do JOHN WICK(já no terceiro episódio da franquia). Em SIBÉRIA, ele vive um negociador de diamantes que vai à Rússia para uma aventura inglória entre gângsters e vigaristas.

Lá encontra e se envolve com uma bela russa atolada em cuidar do bar espelunca da família, enquanto busca desesperadamente seu contato sumido com os diamantes que tem que entregar a um chefão local da máfia russa.

Entre tórridas cenas de amor, bebedeiras e caçadas a urso, Keanu Reeves supostamente vai aSão Petesburgo e Moscou. Só que o filme teve suas locações em Winnipeg, no Canadá.

O diretor Ross, curiosamente também jornalista, tem em seu currículo, um interessante filme noir, FRANK E LOLA, que escreveu e dirigiu. Aqui ele não consegue ir nada além do óbvio, especialmente no final, totalmente sem imaginação.

A atriz Romena Ana Ularu, que faz a protagonista Katya, já aparecceu no filme INFERNO, de Ron Howard e na série de TV EMERALD CITY.

SIBERIA terminou ficando frio demais para um thriller.

 

SIBERIA (2018), by Matthew Ross is a frustrated action thiller.

Now that Keanu Reeves has decided to become another action star in the vein of Liam Neeson, leaving the art movies to invest in the pictures in which he kills varied bandits, of diverse ethnic groups, in extreme places of the world, in the most stupid forms possible, since the incredible success of JOHN WICK (already in the third installment of the franchise). In SIBERIA, he lives a diamond trader who goes to Russia for an inglorious adventure between gangsters and crooks.

There he finds and engages with a beautiful Russian woman who is  stucked in the family bar, while desperately seeking to contact with the person with the diamonds he has to hand over to a local Russian mafia boss.

Among steamy scenes of love, drunkenness and bear hunts, Keanu Reeves is reportedly going to be in San Petersburg and Moscow. Except that the film had its locations in Winnipeg, Canada.

Director Ross, curiously also a journalist, has on his resume an interesting noir film, FRANK E LOLA, which he wrote and directed. Here he can not go beyond the obvious, especially in the end, totally unimaginative.

Romanian actress Ana Ularu, who plays Katya, has appeared in Ron Howard’s INFERNO, and in the EMERALD CITY TV series.

SIBERIA ended up getting too cold for a thriller.

DESOBEDIÊNCIA: Liberdade de Escolha, Amor, Paixão, Religião e Culpa em um Belo Drama de Cineasta Chileno

DESOBEDIÊNCIA(2018), de Sebastián Lelio é um drama sobre RONIT, uma jovem fotógrafa judia que saiu da comunidade em que vivia no norte de Londres para viver em Nova Iorque, brigada com seu Pai, o Rabino local. Anos depois, recebe a informação de que ele faleceu, vítima de um ataque cardíaco. Volta, então, para as cerimônias de homenagem a ele e para encarar todos aqueles que não via desde sua saída abrupta anos atrás.

Entre estes, estão DOVID, o maior discípulo de seu Pai, o candidato a novo Rabino e ESTI, sua esposa e a melhor amiga da filha pródiga nos tempos de escola.

Diversos conflitos vão vir à tona, revelando emoções, decepções, culpas, paixões e rancores guiardados desde a partida de RONIT.

O trio central de atores tem performances simplesmente impecáveis. Rachel Weisz sabidamente é excelente (Oscar de Melhor Atriz por O JARDINEIRO FIEL). Rachel McAdams (Indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por SPOTLIGHT) melhora a cada trabalho. E o americano Alejandro Nivola dá um show como o Rabino DOVID.

O chileno Lelio ganhou muitos prêmios em festivais internacionais por seu filme UMA MULHER FANTÁSTICA, inclusive o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. aqui, em seu primeiro trabalho em língua inglesa, em dá um passo além, fazendo um drama difícil e desafiador, sem jamais perder o controle.

O filme consegue se aprofundar em vários temas muito complexos como liberdade de escolha, amor, paixão, religião e culpa. Na cena inicial, o Pai de RONIT está fazendo uma pregação e diz que a liberdade de escolha é tanto uma dádiva quanto uma responsabilidade e que ser livre é impossível sem aceitar um grau de perda.

Mais tarde no filme, vai ser entender perfeitamente este ensinamento.

Que belo filme este DESOBEDIÊNCIA!

 

Sebastián Lelio’s DISOBEDIENCE (2018) is a drama about RONIT, a young female Jewish photographer who left the community where she lived in North London to live in New York, after a fight with her Father, the local Rabbi. Years later, she received information that he died of a heart attack. She returns, then, to the ceremonies of homage to him and to face all those whom she had not seen since her abrupt departure years ago.

Among these are DOVID, the greatest disciple of her Father, the candidate for being the new Rabbi and ESTI, his wife and the best friend of the prodigal daughter in old school days.

Several conflicts will come to the surface, revealing emotions, disappointments, guilts, passions and hates since the departure of RONIT.

The central actors has simply impeccable performances. Rachel Weisz is known to be excellent (Oscar for Best Actress for THE CONSTANT GARDENER). Rachel McAdams (nominated for Best Supporting Actress Oscar for SPOTLIGHT) improves on each job. And the American Alejandro Nivola gives a show like Rabbi DOVID.

Chilean Lelio won many awards at international festivals for his film A FANTASTIC WOMAN, including the Oscar for Best Foreign Film. Here, in his first English-language work, takes a step further, making a difficult and challenging drama, never losing control.

The film manages to go deep into several very complex themes like freedom of choice, love, passion, religion and guilt. In the opening scene, RONIT’s father is preaching and says that freedom of choice is both a gift and a burden and that being free is impossible without accepting a degree of loss.

Later in the film, we will be perfectly understand this lesson.

What a beautiful film it is this DISOBEDIENCE!

DESEJO DE MATAR: Por Que Refilmar um Filme Ruim? Há Sério Risco de Fazer Outro Tão Ruim Quanto o Primeiro

DESEJO DE MATAR(2018), de Eli Roth é a refilmagem do filme de mesmo título que Michael Winner fez em 1974, estrelado por Charles Bronson e que de tão ruim e reacionário gerou uma franquia sobre Paul Kersey, o arquiteto que sai matando bandidos pela noite como forma de vingar seus familiares assassinados.

Quarenta e quatro anos depois, Bruce Willis assume o protagonismo, agora como um cirurgião de Chicago que vê sua família dizimada por uma gang de assaltantes e resolve se tornar um vigilante na noite matando a esmo.

No elenco, a sumida Elisabeth Shue (indicada ao oscar de Melhor Atriz por Despedida em Las Vegas), Vincent D’Onnofrio (da série O DEMOLIDOR), Dean Norris (BREAKING BAD e UNDER THE DOME), Camila Morrone e Kimberley Elise (JOHN Q.)

O problema é que nenhum elenco pode dar jeito em uma história para lá de torta na tentativa de justificar a justiça feita pelas próprias mãos, ainda mais com cenas de tortura e violência explícita a cargo do péssimo diretor Eli Roth.

A conclusão é que ele quase conseguiu, em sua refilmagem, apesar de ter muito mais recursos, fazer um filme pior que o primeiro, que era bem ruinzinho. Claro que Bruce Willis, mesmo estando no filme só para faturar algum, é muito melhor que Charles Bronson.  Mas os dois filmes não saem da vala comum dos descartáveis.

 

DEATH WISH, by Eli Roth (2018) is the remake of the film with the same title that Michael Winner did in 1974, starring Charles Bronson, that as bad and reactionary, created a franchise over Paul Kersey, the architect who goes out killing bandits at night as a way to avenge his murdered wife and daughter.

Forty-four years later, Bruce Willis takes the lead, now as a Chicago surgeon, who sees his family decimated by a gang of assailants and decides to become a vigilante on the night killing at random.

In the cast, Elisabeth Shue (nominated for Oscar for Best Actress for Leaving Las Vegas), Vincent D’Onnofrio (DAREDEVIL), Dean Norris (BREAKING BAD and UNDER THE DOME), Camila Morrone and Kimberley Elise (JOHN Q.)

The problem is that no cast can give way to a story beyond any reason in an attempt to justify the justice done by own hands, even more with scenes of torture and explicit violence by the poor director Eli Roth.

The conclusion is that he almost managed, in his re-shoot, despite having much more resources, to make a movie worse than the first one, which was very shabby. Of course, Bruce Willis, even though he’s in the movie just to earn some money, is way better than Charles Bronson. But the two films do not leave the common pit of disposable.