SICÁRIO: O DIA DO SOLDADO – Capítulo Dois Mais Violento Sente Falta de Emily Blunt

SICÁRIO : O DIA DO SOLDADO, do italiano Stefano Solima (GOMORRAH e SUBURRA) é a inevitável continuação do grande sucesso SICÁRIO: TERRA DE NINGUÉM, que Dennis Villeneuve fez com enorme competência em 2015.

A história violenta da guerra na fronteira entre Estados Unidos e México ganhava um elemento essencial de humanidade na personagem da agente Kate Macer, vivida com excelência por Emily Blunt, um contraponto perfeito para os trabalhos também perfeitos de Benício del Toro (o assassino Alejandro) e Josh Brolin (o agente Matt Graver).

Neste Opus Dois, não voltou a agente Macer, ficando a história por conta dos dois outros protagonistas. Consequência: sobrou violência. Faltou aquele algo a mais. O roteiro até tentou colocar isto na personagem da menina raptada Isabel Reyes (Isabel Moner), mas não conseguiu grande efeito.

Os chefes da missão, vividos por Katherine Keener e Matthew Modine estão muito bem em seus papéis de burocratas frios e calculistas em ordenar eliminações sem pestanejar.

A produção nota dez e uma montagem nervosa asseguram tensão permanente e vários sobressaltos ao espectador.

Faltou ao diretor Solima, oque sobrou a Villeneuve: ir um pouco além. Ousar em uma abordagem acima do óbvio.

Este SICÁRIO número dois ficou atrás do número um.

 

SICÁRIO: DAY OF THE SOLDADO, by Italian Stefano Solima (GOMORRAH and SUBURRA) is the inevitable continuation of the great success SICÁRIO, that Dennis Villeneuve did with enormous competence in 2015.

The violent history of the war against the drug cartels in the border of United States and Mexico gained an essential element of humanity in the character of agent Kate Macer, lived with excellence by Emily Blunt, a perfect counterpoint to the perfect works of Benicio del Toro (the murderer Alejandro) and Josh Brolin (agent Matt Graver).

In this Opus Two, agent Macer did not return; the story is made by the two other protagonists. Consequence: violence remains. There was something else missing. The script even tried to put this in the character of the abducted girl Isabel Reyes (Isabel Moner), but did not achieve great effect.

The mission chiefs Katherine Keener and Matthew Modine are very well in their role of cold, calculating bureaucrats ordering unambiguous eliminations.

The ten note production and a nervous editing ensure permanent tension and various shocks to the viewer.

Director Solima missed, what Villeneuve knew as a master: to go a little further. Dare on an overly obvious approach.

This number two SICARIO was well behind number one.

ASSÉDIO: Série da GLOBOPLAY Mostra Incrível História do Médico e do Monstro

A GLOBOPLAY colocou no ar a série ASSÉDIO que narra os acontecimentos em torno do médico Roger Abdelmassih que passou de mais famoso especialista brasileiro em reprodução assistida a acusado e condenado por centenas de abusos, estupros e os mais diversos crimes sexuais praticados contra pacientes em seu consultório.

Como era de se esperar, o nível da produção é de absoluta excelência. Os aspectos técnicos são impressionantes. A narrativa vai fluindo de uma maneira que absorve o espectador no mesmo clima do pesadelo das vítimas. A autoria do texto é de Maria Camargo e a direção artística de Amora Mautner. A diretora é Joana Jabace.

A história de cada vítima trazida na série é mais incrível e mais emocionante que a anterior. A coragem daquelas mulheres que ficaram anos denunciando o que sofreram – sem qualquer perspectiva de verem uma punição real do seu algoz – é comovente.

O elenco é homogêneo e trabalha de forma excelente. Antônio Calloni cria um Dr. Rogério Sadala memorável, em sua megalomania e impunidade capazes de fazer tudo o que fez e mesmo assim se achar capaz de escapar sem punição. Bárbara Paz, Adriana Esteves, Paolla Oliveira, Mônica Iozzi, Hermilla Guedes, Jessica Ellen, Vera Fischer, Felipe Camargo, Mariana Lima estão no elenco impecável. Elisa Volpato, que vive a jornalista Mira é um destaque a parte.

São 10 capítulo muito tensos, difíceis muitas vezes de assistir dado à monstruosidade dos fatos que se passaram no consultório onde se buscava a alegria de gerar filhos e se saía com a vida destruída.

ASSÉDIO tangencia a questão da impunidade no sistema legal brasileiro, tema que por si só poderia render uma série própria. Mas por desnudar tudo o que ocorreu, ASSÉDIO merece muito ser vista.

 

GLOBOPLAY put on the air the series HARASSMENT that narrates the events around the doctor Roger Abdelmassih that went from most famous Brazilian specialist in assisted reproduction to condemned by hundreds abuses, rapes and the most diverse sexual crimes practiced against female patients in his office.

As expected, the level of production is of absolute excellence. The technical aspects are impressive. The narrative is flowing in a way that absorbs the viewer in the same climate as the victims’ nightmare. The authorship of the text is by Maria Camargo and the artistic direction of Amora Mautner. The director is Joana Jabace.

The story of each victim brought into the series is more incredible and more exciting than the previous one. The courage of those women who have spent years denouncing what they have suffered – without any prospect of seeing a real punishment of their tormentor – is touching.

The cast is homogeneous and works great. Antonio Calloni creates a memorable Dr. Rogério Sadala, in his megalomania and impunity capable of doing everything he did and even if he finds himself capable of escaping without punishment. Bárbara Paz, Adriana Esteves, Paolla Oliveira, Mônica Iozzi, Hermilla Guedes, Jessica Ellen, Vera Fischer, Felipe Camargo, Mariana Lima are in the impeccable cast. Elisa Volpato, who lives the journalist Mira is a prominent part.

They are ten very tense chapters, often difficult to watch given the monstrosity of the facts that happened in the office where they sought the joy of raising children and leaving with life destroyed.

ASSEDIO circulates around the issue of impunity in the Brazilian legal system, a subject that in itself could yield a series of its own. But for stripping everything that happened, it deserves much to be seen.

THE CHILDREN ACT: Emma Thompson e Stanley Tucci dão Vida Para Drama Inglês Sobre Caso Judicial Polêmico

THE CHILDREN ACT, de Richard Eyre é um drama inglês pesado sobre uma juíza que tem que decidir um pedido de um hospital sobre a negativa de pais de um adolescente com leucemia (Fionn Whitehead) para ele receber uma transfusão de sangue que pode salvar sua vida.

Os pais e o menino são Testemunhas de Jeová e acreditam que a transfusão de sangue é um método anti natural que vai contra seus princípios religiosos, sendo inaceitável.

O menino está prestes a completar dezoito anos, idade a partir da qual esta decisão passa a ser somente dele, independendo dos pais.

Em meio a tudo isto, a Juíza Fiona Maye (brilhantemente vivida por Emma Thompson) está em meio à maior crise de seu longo casamento com o professor universitário Jack Maye (mais um personagem notável criado pro Stanley Tucci), que lhe cobra mais dedicação ao casamento competamente peterido pela absoluta entrega dela à profissão.

O charme e as nuances interpretativas dos dois atores garante o interesse permanente do filme que é baseado em um aplaudido livro do autor Ian McEwan (Autor do excelente DESEJO E REPARAÇÃOATONEMENT).

O Diretor Richard Eyre tem em seu currículo ótimos filmes, como IRIS e NOTAS DE UM ESCÂNDALO.

THE CHILDREN ACT tem muitos elementos excelentes. A história coloca um dilema muito interessante para a decisão da protagonista. Para mim, a solução rápida do problema e a extensão da história com os fatos posteriores retirou força da ideia central, drenando energia do filme.

Também achei que os personagens dos pais do menino (Ben Chaplin e Eilen Walsh) foram pouco aprofundados.

De qualquer sorte, THE CHILDREN ACT logra ser um drama forte, comovente e que deixa muitas ideias para serem refletidas pelo espectador, atingindo, pois, seus objetivos artísticos.

 

THE CHILDREN ACT, by Richard Eyre is a strong English drama about a judge who has to decide a hospital request about the refusal of parents of a leukemia teenager (Fionn Whitehead) to receive a blood transfusion that can save his life .

The parents and the boy are Jehovah’s Witnesses and believe that blood transfusion is an anti-natural method that goes against their religious principles and is unacceptable.

The boy is about to turn eighteen, the age from which this decision becomes his alone, independent of the parents.

In the midst of all this, Judge Fiona Maye (brilliantly lived by Emma Thompson) is in the midst of the greatest crisis of her long marriage to university professor Jack Maye (another notable character created for Stanley Tucci), who charges her with more dedication to marriage completely left by her absolute dedication to the profession.

The charm and interpretive nuances of the two actors ensure the permanent interest of the film which is based on an applauded book by author Ian McEwan (Author of excellent ATONEMENT).

Director Richard Eyre has in his resume great films, like IRIS and NOTES OF A SCANDAL.

THE CHILDREN ACT has many excellent elements. The story poses a very interesting dilemma for the decision of the protagonist. For me, the quick fix of the problem and the extension of the story with the later facts removed force from the central idea, draining energy from the film.

I also found that the characters of the boy’s parents (Ben Chaplin and Eilen Walsh) were little in depth.

Anyway, THE CHILDREN ACT succeeds in being a strong, moving drama that leaves many ideas to be reflected by the viewer, thus achieving their artistic goals.

HAN SOLO:UMA HISTÓRIA STAR WARS que Levanta Ótimos Temas Mas Não Completa

HAN SOLO: UMA HISTÓRIA STAR WARS, de Ron Howard é mais um spin off dos filmes da série GUERRA NAS ESTRELAS trazendo a origem dos personagens centrais, agora o mercenário mais querido das galáxias, Han Solo, vivido nos filmes por Harrison Ford.

Aqui, neste prequel ele é Alden Ehrenreich, um ator americano queridinho de Francis Coppola, mas que também foi dirigido por Woody Allen em BLUE JASMINE, onde era o enteado de Cate Blanchett. Ele se sai bastante bem no quase impossível desafio de criar o Han Solo jovem.

O elenco de SOLO é espectacular. Tem Woody Harrelson (cada vez melhor), Emilia Clarke (uma jovem ótima atriz), Thandie Newton (excelente atriz inglesa ganhadora do Emmy e do BAFTA), Paul Bettany (outro ótimo ator inglês Vencedor do Spirit Awards), Linda Hunt(Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), John Favreau e Joonas Suotamo (o novo Chewbacca).

Era muito difícil criar uma história para a vida pregressa de Han Solo. A tarefa foi encarada de forma inteligente e criativa pelos roteirista da LucasFilm, Lawrence Kasdan e Jonathan Kasdan. O filme flui muito bem, no ritmo adequado de uma aventura em vários níveis.

Seu maior mérito é levantar temas de maior profundidade de modo brilhante, como a revolta dos andróides e desvalidos, comandados pelo excelente L3, com frases revolucionárias tão brilhantes quanto provocadoras.

O trecho final do filme, entretanto, não cumpre o que promete meio que na linha “deixa tudo para o próximo filme”. Isto vem sendo um problema neste tipo de filme em que pode ou não haver uma continuação. Parece que fica uma hesitação entre concluir a história (como foi brilhantemente feito em ROGUE ONE) ou segurar “ganchos” para um novo filme.

Achei este o principal pecado de SOLO. Não deviam ter tido a ambição de lançar uma nova série e sim se contentar em fazer um ótimo único filme de aventuras da Galáxia Far Far Away.

 

Ron Howard’s SOLO: A STAR WARS HISTORY is yet another spin-off of the STAR WARS movies bringing home the central characters, now the most beloved mercenary of the galaxies, Han Solo, lived in the movies by Harrison Ford.

Here in this prequel he is Alden Ehrenreich, a beloved American actor idol of Francis Coppola, but who was also directed by Woody Allen in BLUE JASMINE, where he was the stepdaughter of Cate Blanchett. He does quite well in the near-impossible challenge of creating the young Han Solo.

The cast of SOLO is spectacular. There is Woody Harrelson (better), Emilia Clarke (a good Brittish young actress), Thandie Newton (Emmy and BAFTA Award-winning), Paul Bettany (another great British Actor Spirit Award Winner), Linda Hunt (Academy Award Best Supporting Actress), John Favreau and Joonas Suotamo (the new Chewbacca).

It was very difficult to create a story for Han Solo’s previous life. The task was viewed intelligently and creatively by Lucasfilm writer Lawrence Kasdan and Jonathan Kasdan. The film flows very well, at the right pace of a multilevel adventure.

His greatest merit is to raise deeper themes in a brilliant way, such as the revolt of the androids and helpless, commanded by the excellent L3, with revolutionary phrases as brilliant as provocative.

The final stretch of the film, however, does not deliver on what it promises to be in the line “Leave it all to the next movie.” This has been a problem in this type of film where there may or may not be a sequel. There seems to be a hesitation between completing the story (as it was brilliantly done in ROGUE ONE) or holding “hooks” for a new movie.

I found this the main sin of SOLO. They should not have had the ambition to launch a new series but rather be content to make a great single adventure movie from the Galaxy Far Far Away.

COPPERS: Série Policial Belga Reflete a Tendência Nordi-Noir com Excelência

COPPERS (ROUGH JUSTICE), série policial belga apresentada no canal WALTER PRESENTS (integrante do cardápio do AMAZON PRIME) é mais um exemplo do que os críticos chamam de tendência nordi-noir, ou seja uma leva de filmes policiais de países nórdicos que vem invadindo os cinemas, serviços de streaming e telinhas de todos os tipos.

A novidade de COPPERS é que ela vem da Bégica, um País pequeno (11 milhões de habitantes), super desenvolvido, onde se falam três idiomas (Francês, Alemão e Flemish, uma variação do Holandês), dividido em regiões com forte identidade cultural. Entre elas está a Antuérpia, onde se passam as histórias dos 13 episódios de COPPERS.

Cada episódio tem um crime específico, objeto de investigação pela unidade da Polícia Federal chefiada pela Superintendente Liese Meerhout, uma linda policial obcecada por seu trabalho, apaixonada por rock, com uma vida sexual aberta, culpada por casos de seu passado e  preocupada com o pai solitário, cardíaco e diabético.

Lise é vivida pela atriz belga de cinema e teatro Hilde De Baerdemaeker, profissional com extenso currículo na Bélgica e que somente agora começa a ficar conhecida por aqui, graças aos serviços de streaming. A policial Lise é um personagem rico, complexo, apaixonante e que não hesita em ir atrás da justiça, mesmo que tenha que atropelar algumas regras. Ela é a grande atração de COPPERS.

Na equipe de Lise estão o veterano policial alcoólatra Masson (Luke Wyns), a enciumada colega preterida Sofie(Lotte Pinnoy) e o novato Fabian (Joris Hessels). Eles fazem um time competente, empenhado e capaz de ir atrás de qualquer culpado.

COPPERS tem um nível de roteiros excelente – notadamente nas histórias de fundo que vão sendo construídas ao longo dos episódios, mantendo o espectador em suspense – interpretações ótimas e uma narrativa que mostra os costumes e locais da Antuérpia de modo fascinante.

COPPERS vale muito a pena ser visto. É uma série policial exemplar.

 

COPPERS (ROUGH JUSTICE), a Belgian police series on the WALTER PRESENTS (an excellent channel of AMAZON PRIME menu), is another example of what critics call the nordi-noir trend, a series of Nordic cop films that have been invading cinemas, streaming services and small screens of all kinds.

The novelty of COPPERS is that it comes from Belgium, a small country (11 million of inhabitants), highly developed, where three languages ​​are spoken (French, German and Flemish, a variation of Dutch), divided into regions with a strong cultural identity. Among them is Antwerp, where the stories of the 13 episodes of COPPERS are made.

Each episode has a specific crime, object of investigation by the Federal Police unit headed by Superintendent Liese Meerhout, a beautiful police woman obsessed with her work, passionate about rock, with an open sexual life, guilty of cases from her past and worried about her father solitary, cardiac and diabetic.

Lise is played by Belgian film and theater actress Hilde De Baerdemaeker, a professional with extensive curriculum in Belgium and who is only now getting better known here, thanks to the streaming services. Police Lise is a rich, complex, passionate character who does not hesitate to go after justice, even if she has to trample a few rules. She is the great attraction of COPPERS.

Lise’s team includes veteran cop alcoholic Masson (Luke Wyns), jealous colleague Sofie (Lotte Pinnoy) and rookie Fabian (Joris Hessels). They make a competent team, committed and able to go after any culprit.

COPPERS has an excellent level of screenplay – notably in the background stories that are built up throughout the episodes, keeping the viewer in suspense – great interpretations and a narrative that shows the customs and locations of Antwerp in a fascinating way.

COPPERS is well worth seeing. It’s an exemplary police series.

 

A Corrida Para Melhor Atriz no Oscar 2019

 

O THE NEW YORK TIMES publicou hoje um artigo de Kyle Buchanan sobre o Oscar 2019, em que me chamou a atenção a competição acirrada pelo prêmio de Melhor Atriz:

“Uma incerteza semelhante torna o campo para a atriz difícil de prever, já que “The Favorite” possui três mulheres, cada uma das quais poderia se posicionar como líder: Olivia Colman brilha como uma rainha Anne manipulada por duas mulheres habilidosas em sua corte, feitas com precisão cômica por Emma Stone e Rachel Weisz. Mais dois papeis reais ainda estão por vir em “Mary Queen of Scots”, estrelado por Saoirse Ronan no papel-título e Margot Robbie como sua rival, a rainha Elizabeth I; Tanto Ronan quanto Robbie foram nomeadas como melhor atriz no ano passado e poderiam voltar a essa categoria mais uma vez.

Fora dessas peças do período real, o campo da melhor atriz permanece robusto: das quatro categorias de atuação, esta tem o maior grupo de candidatos legítimos. Alguns são vencedores anteriores do Oscar, como Viola Davis como uma mulher de luto tramando um grande assalto em “Viúvas”, Nicole Kidman destruindo em “Destroyer” como uma detetive em queda livre e Julia Roberts em “Ben Is Back” como uma mãe que deve lidar com uma interrupção de férias de seu filho, que está em recuperação da dependência de drogas. Mas então há Lady Gaga, que mais do que tem o seu papel máximo contracenando com Sr. Cooper em “A Star Is Born”; McCarthy como uma falsificada solitária em “Can You Ever Forgive Me?”; Glenn Close interpreta um cônjuge secreto em “A Esposa” e a recém-chegada Yalitza Aparicio como a empregada que mantém uma família em “Roma”. Alguns candidatos vêm de peças de época, como Keira Knightley em “Colette”, Carey Mulligan em “Wildlife”. KiKi Layne em “Se Beale Street Pudesse Falar” e Felicity Jones como uma jovem Ruth Bader Ginsburg em “On the Basis of Sex”; mas outras ainda oferecem emoções mais modernas, como Toni Collette no hit de terror “Hereditary”. Se você acha que os cortes naquele filme foram indelicados, espere até que uma dúzia de mulheres dignas sejam deixadas de fora das cinco finalistas da melhor atriz.”

 

THE NEW YORK TIMES published today an article by Kyle Buchanan about the Oscar 2019, in which my attention went to the best actress race:

“A similar uncertainty makes the best actress field hard to predict, since “The Favourite” fields three women, each of whom could position herself as a lead: Olivia Colman shines as a diminished Queen Anne manipulated by two crafty women in her court, played with comic precision by Emma Stone and Rachel Weisz. Two more royal schemers are still to come in “Mary Queen of Scots,” which stars Saoirse Ronan in the title role and Margot Robbie as her rival, Queen Elizabeth I; both Ms. Ronan and Ms. Robbie were nominated for best actress last year and could return to that category once again.

Outside of those royal period pieces, the best actress field remains robust: Of the four acting races, this one has the largest group of legitimate contenders. Some are previous Oscar winners, like Viola Davis as a grieving wife plotting a big heist in “Widows,” Nicole Kidman tearing through “Destroyer” as a detective in free fall and Julia Roberts in “Ben Is Back” as a mother who must cope with a holiday interruption from her son, who is in recovery from drug addiction. But then there is Lady Gaga, who more than holds her own opposite Mr. Cooper in “A Star Is Born”; Ms. McCarthy as a lonely forger in “Can You Ever Forgive Me?”; Glenn Close playing a secretive spouse in “The Wife” and the newcomer Yalitza Aparicio as the maid holding a household together in “Roma.” Some contenders hail from period pieces, like Keira Knightley in “Colette,” Carey Mulligan in “Wildlife,” KiKi Layne in “If Beale Street Could Talk,” and Felicity Jones as a young Ruth Bader Ginsburg in “On the Basis of Sex,” but still others offer more modern-day thrills, like Toni Collette in the horror hit “Hereditary.” If you thought the cuts in that movie were unkind, just wait until a dozen worthy women are left out of the best-actress final five.”

HARROW: Série Australiana da HULU Tem Legista Detetive Cheio de Mistérios

HARROW, a série da ABC australiana teve uma primeira temporada com 10 episódios contando a história de um médico legista (Dr. Daniel Harrow) que gosta de ir além das autópsias e buscar os suspeitos dos crimes que chegam ao necrotério onde trabalha.

O protagonista é o ator Galês Ioan Gruffudd, o Lancelot do maravilhoso REI ARTHUR, de Antoine Fuqua. Mais a grande surpresa do elenco é Mirrah Foulkes, uma atriz, roteirista e diretora australiana de TOP OF THE LAKE e SECRETS & LIES. Ela dá um show ao interpretar a maravilhosa policial Soroya Dass que circula das necropsia aos interrogatórios dos suspeitos com igual familiaridade.

Também assume papel importante o drama familiar do personagem com sua filha problemática Fern Harrow(a jovem atriz Ella Newton) e seus conflitos profissionais com o estranho colega Fairly (Darren Gilshenan).

O pano de fundo é um mistério sobre um cadáver localizado no fundo da baía local em um bloco de concreto que tem uma relação misteriosa com o protagonista.

HARROW já teve uma segunda temporada aprovada pela ABC australiana e que deve ir ao ar em 2019.

Embora a figura do legista detetive já tenha sido objeto de várias séries policiais mais ou menos famosas (sempre recomendo a excepcional QUIRKE, com Gabriel Byrne), HARROW, sem qualquer dúvida merece ser vista.

 

HARROW, the Australian series from ABC had a first season with 10 episodes telling the story of a coroner (Dr. Daniel Harrow) who likes to go beyond the autopsies and get suspects of the crimes that come to the morgue where he works.

The protagonist is the Welsh actor Ioan Gruffudd, the Lancelot of the wonderful KING ARTHUR, by Antoine Fuqua. But the big surprise of the cast is Mirrah Foulkes, an actress, screenwriter and Australian director of TOP OF THE LAKE and SECRETS & LIES. She gives a show when interpreting the wonderful police officer Soroya Dass that circulates from the necropsy to the interrogations of the suspects with equal familiarity.

Also in the program is the character’s family drama with his troubled daughter Fern Harrow (the young actress Ella Newton) and his professional conflicts with the strange colleague Fairly (Darren Gilshenan).

The backdrop is a mystery about a corpse located at the bottom of the local bay on a concrete block that has a mysterious relation with the protagonist.

HARROW has already a second season approved by Australian ABC which is due to go on air in 2019.

Although the detective coroner has already been the subject of several more or less famous police series (I always recommend the exceptional QUIRKE, with Gabriel Byrne), HARROW, undoubtedly deserves to be seen.

THE FIRST: HULU Entra na Briga com Série de Primeira Linha com Sean Penn

O serviço de streaming HULU já tinha lançados entre seus originais alguns produtos de alto nível, como CHANCE, com Hugh Laurie, THE LOOMING TOWER, com Jeff Daniels e o premiadíssimo O CONTO DA AIA, com Elisabeth Moss.

Nesta semana ele veio para a primeira plataforma com o lançamento da série THE FIRST, com oito capítulos sendo os dois primeiros dirigidos pela multipremiada cineasta polonesa Agnieszka Holland.

A série narra o drama por trás de uma companhia privada que pretende fazer o primeiro vôo tripulado para Marte e vê um desastre absoluto quando o foguete explode no lançamento aos olhos , literalmente, do mundo inteiro.

A CEO da empresa, vivida pela ótima atriz inglesa Natascha McElhone se vê às voltas com o governo americano, as famílias das vítimas, os acionistas, sua própria equipe e a janela de 23 meses para uma possível última chance de manter o projeto vivo.

Mas o protagonista é Sean Penn, como o Comandante Tom Hagerty, um astronauta que já foi a Lua e seria o comandante da missão não tivesse sido demitido pela CEO meses antes do fracassado lançamento. Mais um show de interpretação de um excepcional ator.

THE FIRST ainda tem no elenco ótimas atrizes como LisaGay Hamilton (TRUE CRIME), Melissa George (como a falecida esposa de Tom) e Annie Parisse (THE LOOMING TOWER).

Repleta de dramas pessoais dos personagens, THE FIRST ainda capricha nas intrigas políticas dos altos escalões de Washington, principalmente na vital discussão da aplicação de recursos públicos.

Maravilhoso o slogan da série: “Para ir além, nós devemos olhar para dentro.”

THE FIRST é uma série nota dez.

 

The HULU streaming service had already released among its originals some high-end products, such as CHANCE, with Hugh Laurie, THE LOOMING TOWER, with Jeff Daniels and the award-winning THE HANDMAIDS TALE with Elisabeth Moss.

This week he came to the first platform with the launch of THE FIRST series, with eight chapters being the first two directed by the award-winning Polish filmmaker Agnieszka Holland.

The series chronicles the drama behind a private company that intends to make the first  flight to Mars and sees an absolute disaster as the rocket explodes in the eye, literally, from the entire world.

The company’s CEO, lived by the great English actress Natascha McElhone, is struggling with the American government, the families of the victims, the shareholders, her own staff, and the window of 23 months for a possible last chance to keep the project alive.

But the protagonist is Sean Penn, as Commander Tom Hagerty, an astronaut who was once in the Moon and would be the commander of the mission had not been fired by the CEO months before the failed launch. Another outstanding performance from an exceptional actor.

THE FIRST still has great cast members such as LisaGay Hamilton (TRUE CRIME), Melissa George (as Tom’s late wife) and Annie Parisse (THE LOOMING TOWER).

Filled with the characters’ personal dramas, THE FIRST still captures the political intrigues of the upper echelons of Washington, especially in the vital discussion of the application of public resources.

Wonderful the slogan of the series: “To go beyond, we must look within.”

THE FIRST is a ten note series.

 

FREQUÊNCIA: Série Baseada em Filme Policial Repete Enredo Criativo Mas Alonga Demais a História

FREQUÊNCIA (FREQUENCY), série da CW, exibida no Brasil via Warner, se baseia no filme policial de longa metragem ALTA FREQUÊNCIA, estrelado por Dennis Quaid e Jim Caviezel, no qual o filho de um policial morto entra em contato com ele através de um velho rádio instalado na garagem de sua casa e os dois vão juntos tentar prender um serial killer que assombrava Nova Iorque.

Na série de TV, a protagonista é a filha do policial, vivida pela atriz Peyton List (a Ivy Pepper de GOTHAM) e o policial é Riley Smith (TRUE BLOOD e TRUE DETECTIVE). Também se destacam no elenco Mekhi Phifer (8 MILE) e Devin Kelley (COVERT AFFAIRS).

O que rendeu um bom enredo para um filme policial de longa metragem, aqui na série de 13 capítulos fica arrastado demais, com as cenas se repetindo. A CW cancelou o show antes do final. Diante dos protestos dos espectadores, lançou um vídeo com a cena final, não levada ao ar. Era o epílogo da série (https://poltronanerd.com.br/series/frequency-cw-libera-video-mostrando-o-final-definitivo-da-serie-51322).

Modo pouco ortodoxo de terminar uma história.

 

FREQUENCY, a CW series, aired in Brazil at Warner Channel, is based on the feature length feature film FREQUENCY, starring Dennis Quaid and Jim Caviezel, in which the son of a dead cop contacts him through an old radio installed in the garage of his house and the two go together to arrest a serial killer that haunted New York.

In the TV series, the protagonist is the daughter of the policeman, lived by the actress Peyton List (the Ivy Pepper of GOTHAM) and the policeman is Riley Smith (TRUE BLOOD and TRUE DETECTIVE). Also featured in the cast are Mekhi Phifer (8 MILE) and Devin Kelley (COVERT AFFAIRS).

What made a good plot for a full-length feature film, here in the 13-chapter series, is all too shuffling, with the scenes repeating themselves. The CW canceled the show before the end. Faced with the protests of the spectators, it released a video with the final scene, not aired. It was the epilogue of the series (https://poltronanerd.com.br/series/frequency-cw-libera-video-showing-thefinal-definitive-of-serie-51322).

Unorthodox way of ending a story.