JACK NICHOLSON, 82 Anos: Um Ator Extraordinário

Jack Nicholson faz 82 anos hoje. Basta olhar a lista de filmes em que atuou (77) para ver que ator extraordinário ele é. Três Oscars, sete Globos de Ouro e três BAFTAs são apenas uma mostra de seu talento único.

Jack Nicholson is 82 years old today. Looking at the list of his works (77 moveis) shows how extraordinary is his work. Three Academy Awards, seven Golden Globes and three BAFTAs are a small proof of his unique talent.

GUERRA FRIA: Um Filme Polonês Lento, Apaixonado e Magnético

GUERRA FRIA, de Pawel Pawilikowski é um filme apaixonado sobre uma história de amor que resiste ao tempo, à ditadura e a todos os obstáculos possíveis que se colocam para dois apiaxonados.

A história de amor entre Zula e Wiktor, dois poloneses que se apaixonam em meio à Guerra Fria e aos anos dourados da Cortina de Ferro é mostrada em profundidade pelo cineasta polonês Pawilikowski, formado em literatura e filosofia e pós-graduado em Oxford em literatura alemã.

Os dois amantes são frequentemente atropelados pelas razões de estado, em um período onde o bem do estado estava muito acima dos desejos e direitos individuais. Múltiplas separações, desencontros, brigas, outros relacionamentos e afastamentos insuportáveis permeiam as décadas enfocadas pela narrativa.

Mas a cada reencontro, o amor sentido pelos dois volta com força total, como se estivessem se vendo sem interrupções.

Dois destaques principais no filme: a extraordinária fotografia em preto e branco feita por Lukasz Zal (diretor de fotografia de IDA e COM AMOR VAN GOGH), relembrando como um filme em preto e branco pode atingir uma beleza visual superlativa; e a trilha sonora riquíssima que tem da Internacional Socialista a Rock Around the Clock, com Bill Halley.

O duo central de atores vivem os personagens com um realismo poucas vezes visto, passando pelas transformações físicas e emocionais com maestria. Joanna Kulig e Tomasz Kot estão nada menos que perfeitos.

François Truffaut, o mestre, durante o lançamento de seu filme A MULHER DO LADO, com Fanny Ardant e Gerard Depardieu, disse que não há nada mais emotivo que uma história de amor que não deu certo. GUERRA FRIA ousa desafiar a máxima de Truffaut. Um sopro de esperança vindo da Polônia em um filme magnético para dizer o mínimo.

Paul Pawilikowski’s COLD WAR is a passionate film about a love story that resists time, dictatorship and all the possible obstacles that arise for two lovers.

The love story between Zula and Wiktor, two Polish young artists who fall in love in the midst of the Cold War and the golden years of the Iron Curtain is shown in depth by Polish filmmaker Pawilikowski, a graduate in literature and philosophy, and a post graduate student in Oxford in German literature.

The two lovers are often run over for reasons of state, in a period where the good of the state was far above personal desires and rights. Multiple separations, mismatches, fights, other relationships, and unbearable departures permeate narrative-focused decades.

But with each reunion, the love felt by the two returned with full force, as if they were seeing each other without interruptions.

Two main highlights in the film: the extraordinary black and white cinematography by Lukasz Zal (director of cinematography for IDA and WITH LOVE, VAN GOGH), remembering of how a black and white film can achieve superlative visual beauty; and the rich soundtrack from the International Socialist to Rock Around the Clock with Bill Halley.

The central duo of actors live the characters with a realism rarely seen, going through physical and emotional transformations with mastery. Joanna Kulig and Tomasz Kot are no less than perfect.

François Truffaut, the master, during the release of his film LA FEMME A COTÊ (THE WOMAN ON THE SIDE), with Fanny Ardant and Gerard Depardieu, said that there is nothing more emotional than a love story that did not work. COLD WAR dares defy Truffaut’s maxim. A breath of hope from Poland in a magnetic film to say the least.

BOSCH 5: O Fascínio de uma Série Policial à Moda Antiga

BOSCH, a série original da AMAZON PRIME VIDEO chega a sua quinta temporada no auge de sua forma. Ainda bem que já anunciaram a sexat temporada. Os episódios narrando os casos do veterano detetive de Los angeles Hyeronimus Bosch, baseados nos livros policiais de Michael Connelly estão cada vez melhores, mais maduros e cinematograficamente brilhantes.

O filme policial e seus heróis (ou anti-heróis) têm regras próprias. O código de conduta, os valores, a proximidade com os westerns (os policiais parecem muitas vezes “cowboys”, inclusive na coragem e forma com que se arriscam), coisas muito caras ao fãs do gênero, elementos que Michael Connelly sabe explorar muito bem nas histórias de Harry Bosch.

Bosch é um detetive “old school”. Atropela quem quer que se interponha em suas investigações em busca do que ele acredita sejam a verdade e a justiça. Não hesita em quebrar regras ou matar vilões, desde que isto esteja de acordo com seu código de ética. “Jamais plantei uma prova”, diz orgulhoso à filha, quando acusado por uma Promotora que foi sua ex-namorada e guarda rancores intermináveis. Ele odeia políticos e políticas internas do Departamento. Seu único objetivo é resolver crimes. Muitas vezes ele lembra os clássicos P.I.s do cinema e da literatura como Phillip Marlowe e Sam Spade.

Nesta quinta temporada houve vários “upgrades” na série. O maior deles foi estabelecer mais de seis linhas de histórias paralelas, todas bem interessantes. Há o caso central da quadrilha de remédios controlados, onde Bosch se infiltra; tem o caso reaberto onde a Promotoria acusa Bosch de plantar evidências para condenar um assassino que está há 22 anos na cadeia; tem a dupla de policiais veteranos a quem se quer impor a aposentadoria em face de um acidente de carro; tem o trabalho da filha Maddie na Promotoria, onde ele fica frente a frente com o dilema de ajudar o pai ou preservar seus valores; tem o caso da morte do informante de Edgar, parceiro de Bosch; tem as dúvidas da Tenente sobre o possível fechamento da Delegacia de Hollywood por razões de custo x benefício; e tem a melhor história de todas que é o relacionamento de Bosch com sua filha, agora uma linda universitária cheia de sonhos e medos.

Não há um minuto de sossego nos dez episódios desta quinta temporada. Pode ser facilmente escolhida como a melhor de todas. Para melhorar ainda mais, a direção escolheu abrir o primeiro episódio com um “flash forward”onde se mostra Bosch sob a mira de um dos vilões. A narrativa volta no tempo e, por oito capítulos você fica sob a mira daquela arma, querendo saber como o herói vai sair dali.

O elenco de BOSCH é primoroso. Titus Welliver está tão bem como BOSCH que passou a ser difícil imaginá-lo em outro papel. Madisson Lintz dá um show como Maddie a filha órfã apaixonada pelo pai mas cheia de dúvidas quanto ao comportamento dele. Amy Aquino, a Tenente que comanda sua Delegacia dividida entre seus princípios de proteção à equipe e o dever de lealdade a seus superiores. Jamie Hector, como o jovem parceiro de BOSCH, cada vez mais enfronhado nos meandros das investigações. Lance Reddick, como o Chefe de Polícia cheio de mistérios e segredos. Os coadjuvantes são impecáveis, parecendo policiais reais de uma delegacia.

Quando se fala que a possibilidade de contar histórias mais longas e mais profundas em séries de streaming (que ganharam recursos, roteiristas e atores de primeira linha nos últimos anos), BOSCH deve ser citada como uma produção original nota dez. Ela faz cinco anos sem qualquer sinal de cansaço e fazendo o espectador querer muitas outras temporadas do detetive BOSCH.

BOSCH, AMAZON PRIME VIDEO‘s original series arrives in its fifth season at the height of its form. Thankfully they already announced the sixth season. The episodes chronicling the cases of veteran Los Angeles detective Hieronimus Bosch, based on Michael Connelly‘s cop books, are increasingly better, more mature and cinematically brilliant.

The cop thriller and its heroes (or anti-heroes) have their own rules. The code of conduct, values, closeness to westerns (cops often look like cowboys, including their courage and the way they risk everything), things that are very dear to fans of the genre, elements that Michael Connelly knows how to exploit very well in Harry Bosch‘s stories.

Bosch is an old school detective. Trouble anyone who stands in his investigations in search of what he believes to be truth and justice. Do not hesitate to break rules or kill villains, as long as this is in accordance with his ethics code. “I never planted evidence,” he says proudly to his daughter, when accused by a D.A. Assistant who was his ex-girlfriend and keeps endless grudges. He hates internal politics and politics of the Department. His sole purpose is to solve crimes. He often recalls the classic P.I.s of cinema and literature such as Phillip Marlowe and Sam Spade.

This fifth season saw several upgrades in the series. The biggest of them was to establish more than six lines of parallel stories, all very interesting. There is the central case of the controlled drug gang, where Bosch infiltrates; the old case that has been reopened where the prosecution accuses Bosch of planting evidence to convict a murderer who has been in jail for 22 years; the pair of veteran policemen to whom the bosses want to impose retirement in the face of a car accident; it has the work of his daughter Maddie in the Prosecutor’s Office, where she faces the dilemma of helping his father or preserving her values; it has the case of the death of the informant of Edgar, partner of Bosch; there is the Lieutenant’s doubts about the possible closure of the Hollywood Police Station for cost-benefit reasons; and it has the best story of all that is the relationship of Bosch with his daughter, now a beautiful college student full of dreams and fears.

There is not a minute of quiet or boredoom in the ten episodes of this fifth season. It can be easily chosen as the best of all. To further improve, the direction chose to open the first episode with a flash forward where Bosch is shown under the target of one of the villains. The narrative comes back in time, and for eight chapters you are under the scope of that weapon, wondering how the hero will get out of there.

The cast of BOSCH is exquisite. Titus Welliver is as well as BOSCH that it has become difficult to imagine him in another role. Madisson Lintz gives a show like Maddie the orphaned daughter who is passionate about her father but full of doubts about his behavior. Amy Aquino, the Lieutenant who runs her police station divided between her principles of protection to the team and the duty of loyalty to her superiors. Jamie Hector, as the young partner of BOSCH, increasingly fraught with the intricacies of the investigations. Lance Reddick, as the Chief of Police filled with secrets and mysteries. The supporting cast actors are impeccable, looking like real police officers at a police station.

When talking about the possibility of telling deeper stories in streaming series (which have gained resources, writers and first-rate actors in recent years), BOSCH should be cited as an original production grade ten. It did five years without any sign of fatigue and making the viewer want many more seasons of Detective BOSCH.

AMIGOS PARA SEMPRE: Terceira versão da Mesma História Consegue Ser Criativa, Engraçada e Emocionante

AMIGOS PARA SEMPRE, do cineasta americano Neil Burger (da série BILLIONS e do ótimo O ILUSIONISTA) é a terceira versão para o cinema da história real do marginal contratado – quase ao acaso – para ser o cuidador de um bilionário paraplégico e desiludido da vida.

O filme francês INTOCÁVEIS, de Olivier Nakache, com François Cluzet e Omar Sy e o argentino INSEPARÁVEIS, de Marcos Carnevale, com Oscar Martinez e Rodrigo de la Serna são as duas primeiras vezes que o cinema narrou esta fábula moderna.

Havia o receio de que AMIGOS PARA SEMPRE fosse mais do mesmo. O talentoso jovem cineasta Burger teve seu primeiro grande acerto na escolha do elenco. Bryan Cranston (Ator Principal da série BAKING BAD e astro na Broadway de REDE DE INTRIGAS), um dos melhores atores da atualidade se encarregou de viver o triste e deprimido milionário Philip Laçasse. Kevin Hart, um ator americano cômico de carreira irregular faz seu melhor trabalho até hoje como o debochado e agressivo ex-condenado Dell Scott. Nicole Kidman empresta a categoria de sempre como a assistente Yvone Pendleton. Aja Naomi King como a ex-esposa de Dell, Julianna Margulies (sempre interessante) e Tate Donovan completam o elenco.

Inserido no gênero comédia dramática, tão ao gosto do atual cinema americano, AMIGOS PARA SEMPRE tem muito êxito em alternar vários momentos cômicos realmente engraçados com cenas dramáticas muito profundas. Ao mesmo tempo, destila sua ironia sobre hábitos e vícios da vida moderna na upper class novaiorquina.

Outro ponto do filme enfocado de modo bastante interessante é o grave desnível social e econômico existente em nosso mundo, mesmo em um país de primeiro mundo.

Comparando com seus antecessores, AMIGOS PARA SEMPRE vence no humor mas perde para a versão francesa em sua dramaticidade. Mesmo assim, surpreende pelos acertos de sua narrativa, bem maiores que os poucos desacertos cometidos.

Recomenda-se com facilidade ver AMIGOS PARA SEMPRE. Com certeza o espectador terá grande prazer e duas horas de entretenimento de alto nível. De quebra, vai poder refletir sobre querelas do mundo atual. Não dá para pedir mais.

THE UPSIDE, by American filmmaker Neil Burger (from the BILLIONS series and the great movie THE ILLUSIONIST) is the third movie version of the real story of the marginal hired- almost by accident – to be the caretaker of a paraplegic and disillusioned billionaire.

Olivier Nakache’s French film UNTOUCHABLES with François Cluzet and Omar Sy and the Argentinean INSEPARABLES, by Marcos Carnevale with Oscar Martinez and Rodrigo de la Serna are the first two times that the cinema has narrated this modern fable.

There was a fear that THE UPSIDE would be more of the same. The talented young filmmaker Burger had his first big hit in the casting. Bryan Cranston (BAKING BAD Main Actor and Broadway star of NETWORK), one of the best actors nowadays was in charge of living the sad and depressed millionaire Philip Laçasse. Kevin Hart, an erratic American comic actor does his best work to date as the devious and aggressive ex-con Dell Scott. Nicole Kidman lends the category of always as assistant Yvone Pendleton. Aja Naomi King as Dell’s ex-wife, Julianna Margulies (always interesting) and Tate Donovan complete the cast.

Embedded in the genre of dramatic comedy, so to the liking of today’s American cinema, THE UPSIDE is very successful in alternating several really funny comic moments with very deep dramatic scenes. At the same time, it distills its irony about habits and vices of modern life in the New York upper class.

Another point of the film focused quite interestingly is the serious social and economic gap existing in our world, even in a first world country.

Comparing with his predecessors, THE UPSIDE wins in the comic scenes but loses to the French version in its drama. Even so, it surprises by the correctness of its narrative, much bigger than the few mistakes made.

It is recommended to easily see THE UPSIDE. Surely the viewer will have great pleasure and two hours of high level entertainment. Besides that, it will be able to reflect on quarrels of the present world. You can not ask for more.

AREIA MOVEDIÇA: Série Sueca de Tribunal Olha os Massacres nas Escolas

AREIA MOVEDIÇA(QUICK SAND), série sueca de seis episódios, produção da NETFLIX se debruça sobre um tema preocupante e universal da atualidade: os tiroteios e massacres em escolas.

O filme conta a história de uma jovem de 18 anos de classe média alta que se envolve com um problemático colega de escola milionário e com uma relação tumultuada com seu pai.

A espiral de bebida, festas, agressões, festas e drogas levam o jovem casal a se envolver no episódio de um massacre na escola onde estudam. A série inicia com a prisão da protagonista e vai contando, em flaskbacks os fatos ocorridos, até chegar ao julgamento e ao final da história.

A jovem atriz sueca Hanna Ardéhn vive a conflituosa jovem Maja Norberg. Seu parceiro amoroso é o jovem Felix Sandman. Destaques ainda no elenco para David Dencik (o advogado de defesa) e Reuben Salmander (como o pai do protagonista).

Entre tantos méritos de AREIA MOVEDIÇA está o tom documental que a realização adota, fazendo com que o espectador, muitas vezes, tenha a sensação de estar assistindo um documentário sobre um crime real.

O segundo ativo do seriado é a extrema atualidade de seu tema central. O que leva jovens educados e bem criados a cometerem crimes bárbaros nas escolas que frequentam?

Finalmente, como bônus vem a detalhada exposição do sistema judiciário criminal sueco, bem diverso do que estamos acostimados a ver em filmes americanos e ingleses, por si só uma grande atração para os fãs dos dramas de tribunal.

AREIA MOVEDIÇA – em seus seis capítulos – dá pouca chance ao tédio, um dos males das atuais séries que estendem demais a narrativa. Claro que o ritmo sueco de contar uma história é bem mais lento do que o que Hollywood universalizou.

Mesmo assim, AREIA MOVEDIÇA é daquelas séries que se vê em um impulso, bem sua ótima realização e pela atualidade de seu tema.

QUICK SAND, Swedish series of six episodes, by NETFLIX focuses on a worrisome and universal theme of today: shootings and massacres in schools.

The film tells the story of an 18-year-old upper-middle class girl who becomes embroiled in a troublesome millionaire schoolboy and in a tumultuous relationship with her father.

The spiral of drinking, parties, aggressions, parties and drugs lead the young couple to get involved in the episode of a massacre at the school where they study. The series begins with the arrest of the protagonist and counts, in flaskbacks the events that occurred, until arriving at the trial and the end of the story.

The young Swedish actress Hanna Ardéhn lives the conflicted young Maja Norberg. Her love partner is young Felix Sandman. Cast highlights include David Dencik (defense lawyer) and Reuben Salmander (as the protagonist’s father).

Among the many merits of QUICK SAND is the documentary tone that the realization adopts, making the viewer often feels as if he is watching a documentary about a real crime.

The second asset of the series is the extreme relevance of its central theme. What leads educated and well-bred young people to commit barbaric crimes in the schools they attend?

Finally, as a bonus comes the detailed exposition of the Swedish criminal justice system, quite different from what we are accustomed to seeing in American and English films, in itself a great attraction for fans of court room dramas.

QUICK SAND – in its six chapters – gives little chance to boredom, one of the evils of the current series that extend the narrative too much. Of course the Swedish rhythm of telling a story is much slower than what Hollywood universalized.

Even so, QUICK SAND is one of those series that is seen in an impulse, due to its great achievement and the actuality of its theme.

ROONEY MARA: 34 Anos de Talento Rumo a Prêmios

A atriz novaiorquina Rooney Mara é uma das mais talentosas da nova geração. Hoje ela está fazendo 34 anos. Certamente veremos ela ser premiada muitas vezes no futuro. Já foi indicada a dois Oscars de Melhor Atriz. Vai longe.

The newyorker actress Rooney Mara is one of the most gifted actresses of the new generation. Today she is 34 years old. For sure, we will see her receiving several prizes in the future. She was already nominated for two Oscars of Best Actress. She will go very far.

DEEP STATE: Série do Canal EPIX Conta História que Mistura Espionagem e Drama Familiar

O Canal EPIX é um dos tantos que exibem filmes de todos os gêneros e fazem algumas produções originais de séries que vão trazendo histórias variadas aos espectadores. DEEP STATE, produção original que já tem duas temporadas de dez capítulos cada uma, é uma série de espionagem estrelada pelo ator inglês Mark Stong, visto no SHERLOCK HOLMES de Guy Ritchie, KINGSMAN e O JOGO DA IMITAÇÃO.

Trata-se de um ótimo ator, cuja carreira proporcionou bem mais trabalhos como coadjuvante do que como protagonista. Aqui ele vive o agente do MI6 inglês aposentado Max Easton, que vive com a nova esposa no interior da França, criando suas duas filhas pequenas.

Certo dia começa a ser assediado por seus antigos chefes para voltar à ativa em uma última missão. O chamariz é o possível assassinato do filho de seu primeiro casamento em Istambul, Turquia por espiões duplos. Com grande relutância, Max tira a poeira das armas e vai à luta.

Um destaque do elenco é o grupo de lindas e competentes atrizes que vivem os destacados personagens femininos em um mundo usualmente reservado aos homens. Anastasia Griffith, Karima McAdams, Lynne Renee e Rachel Shelly compõem o painel feminino. Destaque para a esposa atual Anna Easton, vivida pela atriz belga Lynne Renee, vista em SPLIT e BANSHEE. A busca que ela faz pelo passado do marido, procurando entender quem ele realmente é (ou foi) é, sem dúvida, um dos pontos altos do filme.

DEEP STATE Não consegue se afastar muito dos clichês do filme clássico de espionagem, repetindo cenas já muito vistas, como as perseguições (de motos, carros ou a pé), as bombas plantadas em carros, correrias pelos telhados de casas e “snipers” matando em cenas surpreendentes.

Mas o excelente nível de produção (as locações originais na França e na Turquia) garantem um interesse crescente durante os dez episódios.

Para os fãs da espionagem, DEEP STATE é um ótimo programa.

The EPIX Channel is one of many channels that show films of all genres and make some original productions series that bring varied stories to viewers. DEEP STATE, an original production that already has two seasons of ten chapters each, is a series of espionage starring the English actor Mark Stong, seen in Guy Ritchie‘s SHERLOCK HOLMES, KINGSMAN and THE IMITATION GAME.

He is a great actor, whose career has provided much more work as a supporting actor than as a protagonist. Here he lives the retired English MI6 agent Max Easton, who lives with his new wife in the French countryside, raising his two small daughters.

One day he begins to be harassed by his former bosses to return to active duty on a last mission. The gimmick is the possible murder of the son of his first marriage in Istanbul, Turkey by double spies. With great reluctance, Max takes the dust out of the guns and goes to the fight.

A highlight of the cast is the group of beautiful and competent actresses who live the prominent female characters in a world usually reserved for men. Anastasia Griffith, Karima McAdams, Lynne Renee and Rachel Shelly make up the women’s panel. Highlight for the current wife Anna Easton, lived by the Belgian actress Lynne Renee, seen in SPLIT and BANSHEE. The search for her husband’s past, trying to understand who he really is (or was) is undoubtedly one of the highlights of the film.

DEEP STATE can not get too far from the clichés of the classic espionage films, repeating scenes already seen, such as persecutions (motorbikes, cars or walking), bombs planted in cars, raiding the roofs of houses and “snipers” killing in surprising scenes.

But the excellent level of production (the original locations in France and Turkey) guarantee a growing interest during the ten episodes.

For fans of espionage, DEEP STATE is a great program.

FOSSE/VERDON: Série com Biografia de Gênio do Cinema e Broadway Luta Contra Obra Prima

Raramente no cinema um artista vivo tem a oportunidade de fazer sua autobiografia nas telas. Um exemplo fulgurante é o gênio Bob Fosse que mostrou sua vida em detalhes no genial e inesquecível ALL THAT JAZZ, com Roy Scheider, Jessica Lange, Ann Reinking e Ben Vereen, filme vencedor de quatro Oscars, dois BAFTAs e da Palma de Ouro do Festival de Cannes. Trata-se de uma obra prima a ser, permanentemente vista e revista.

O Canal FX lança agora uma série com oito capítulos intitulada FOSSE?VERDON, focando na relação do cineasta, diretor, roteirista e coreógrafo Bob Fosse e sua parceira de vida, a atriz Gwen Verdon.

Embora tenha sempre a sombra de seu antepassado clássico, FOSSE/VERDON – ao menos neste episódio inicial – é absolutamente fascinante. A vida de Bob Fosse segue sendo um prato cheio para um grande filme. Ele era brilhante, anárquico, atormentado, infiel, criativo e completamente auto destrutivo.

O duo central de atores é brilhante: Sam Rockwell (ator oscarizado por seu trabalho em TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME) e Michelle Phillips (atriz quatro vezes indicada para o Oscar). Os dois estão espetaculares em suas encarnações do casal central de artistas.

Uma das grandes atrações para quem ama cinema é ver em detalhes os bastidores de obras primas como SWEET CHARITY, CABARET e ALL THAT JAZZ, produções tumultuadas, criativas e geniais de Bob Fosse.

Claro que o ponto central é a tormentosa vida emocional e íntima de Fosse, sempre um vulcão em erupção.

No elenco de FOSSE/VERDON ainda há outros nomes de destaque, como Paul Raiser, Heather Lang, Aya Cash e Kelli Barret (que faz uma Liza Minelli sensacional).

Embora ainda esteja em seu início, FOSSE/VERDON promete ser uma das séries do ano de 2019.

Rarely in the cinema a living artist has the opportunity to make his autobiography while alive. A shining example is the genius Bob Fosse who showed his life in detail in the brilliant and unforgettable ALL THAT JAZZ with Roy Scheider, Jessica Lange, Ann Reinking and Ben Vereen, four Oscars-winning film, two BAFTAs and the Palme d’Or Festival of Cannes. It is a masterpiece to be, permanently seen and reviewed.

The FX Channel now launches an eight-part series entitled FOSSE/ VERDON, focusing on the relationship of filmmaker, director, screenwriter and choreographer Bob Fosse and his life partner, actress Gwen Verdon.

Although always the shadow of your classic ancestor, FOSSE / VERDON – at least in this initial episode – is absolutely fascinating. Bob Fosse’s life remains a full plate for a great movie. He was brilliant, anarchic, tormented, unfaithful, creative and completely self-defeating.

The central duo of actors is brilliant: Sam Rockwell (Oscar-nominated actor for his work on THREE BIILLBOARDS OUTSIDE EBLING, MISSOURI) and Michelle Phillips (four-time Oscar nominee). Both are spectacular in their incarnations of the central couple of artists.

One of the great attractions for those who love movies is to see in detail the backstage of masterpieces such as SWEET CHARITY, CABARET and ALL THAT JAZZ, tumultuous, creative and genius productions of Bob Fosse.

Of course the central point is the stormy emotional and intimate life of Fosse, always a volcano erupting.

In the cast of FOSSE / VERDON there are still other prominent names such as Paul Raiser, Heather Lang, Aya Cash and Kelli Barret (who makes a sensational Liza Minelli).

Although still in its beginning, FOSSE / VERDON promises to be one of the series of the year 2019

O PESO DO PASSADO: Nicole Kidman Dá Show em Drama Policial Sobre Vingança

O PESO DO PASSADO, da diretora nova-iorquina Karin Kusama é um soco no estômago. Narra a história de uma policial que passou anos infiltrada em um grupo de assaltantes de bancos, trabalho que teve um final trágico e misterioso (até o fim do filme).

A vida profissional e pessoal dela se estraçalhou no episódio e ela vive como um zumbi, sempre em choque com colegas e familiares.

O surgimento de um corpo assassinado que tem relação com seu passado, vai detonar velhas lembranças e traumas.

Quase cem por cento do filme é a atuação de Nicole Kidman. Linda nos flashbacks que permeiam a narrativa e completamente descuidada e envelhecida nos tempos atuais, a policial Erin Bell entra fácil para a galeria de melhores trabalhos desta atriz havaiana (muita gente que penda que ela é australiana em face do início de sua carreira na Austrália) vencedora do Oscar de Melhor atriz (AS HORAS) e de quatro Globos de Ouro (BIG LITTLE LIES, AS HORAS, MOLIN ROUGE e TO DIE FOR). Trabalhos como estes e muitos outros certamente a inserem na galeria das maiores atrizes de nosso tempo.

Aqui ela está completamente diferente, lembrando o trabalho maravilhoso (e premiado) de Charlize Theron em MONSTER. Cheio de nuances e surpresas ela dá um verdadeiro show de interpretação, tanto nas cenas do enredo policial, quanto nos momentos íntimos de seu drama familiar.

Só por ele, O PESO DO PASSADO já valeira muito a pena. Mas o filme traz temas profundos e interessantes, como as dificuldades de um trabalho policial como infiltrado (e os dramas daí decorrentes), os efeitos da dissolução dos laços familiares e o tempo como fator agravante da decadência física irreversível.

Disponível no Itunes, O PESO DO PASSADO se insere na moderna corrente de filmes com personagens protagonistas femininos, sempre um assunto moderno, atual e muito atraente na Hollywood de hoje.

DESTROYER, by New York director Karin Kusama is a punch in the stomach. It tells the story of a police officer who spent years infiltrating a group of bank robbers, a work that had a tragic and mysterious ending (unseen until the end of the film).

Her professional and personal life shattered in the episode and she lives like a zombie, always in shock with colleagues and family.

The emergence of a murdered body that is related to its past, will detonate old memories and traumas.

Nearly one hundred percent of the film is Nicole Kidman’s acting. Beautiful in flashbacks that permeate the narrative and completely neglected and aged in the present times, police officer Erin Bell makes it easy for the best gallery of this Hawaiian actress (many people who think she is Australian in the face of the beginning of her career in Australia) winning of an Academy Award For Best Actress (THE HOURS) and four Golden Globes (BIG LITTLE LIES, THE HOURS, MOLIN ROUGE and TO DIE FOR). Works like these and many others certainly put her in the gallery of the greatest actresses of our time.

Here she is completely different, remembering the wonderful (and rewarding) work of Charlize Theron in MONSTER. Filled with nuances and surprises, she gives a true acting show, both in the scenes of the police plot and in the intimate moments of her family drama.

For her alone, DESTROYER was well worth it. But the film brings deep and interesting themes, such as the difficulties of a police job as an infiltrator (and the dramas that ensue), the effects of the dissolution of family ties, and time as an aggravating factor of irreversible physical decay.

Available on iTunes, DESTROYER is embedded in the modern stream of films featuring female lead characters, always a present, motivating current and very attractive subject in today’s Hollywood.

IN THE DARK: Série da CW Tem Mulher Cega Investigando a Morte de um Amigo

O Canal CW tem várias séries que oscilam entre filmes para adolescentes (SUPERGIRL, FLASH), outras mais adultas (ARROW) e as de ficção científica (ROSWELL). Neste ano estreou IN THE DARK, uma interessante série policial sobre uma mulher cega, sem muita definição em sua vida, que descobre o assassinato de um jovem amigo e, diante do desinteresse das autoridades, passa a investigar o crime por si mesma.

Perry Mattfeld (SHAMELESS) vive a jovem Murphy Mason, a filha de um casal dono de uma empresa que fornece e treina cães guias para cegos, que tem uma vida desregrada com encontros casuais e muita bebida.

Ela tem uma relação de amizade com um jovem ex-traficante de drogas que certa vez a salvou de um assalto. Uma noite ela procura o amigo no beco próximo de casa e encontra seu corpo.

Ela denuncia o crime à polícia, mas diante do desaparecimento do cadáver do jovem, cai em absoluto descrédito. Resolve, então, investigar por conta própria o crime.

Kathleen York (que tem uma curiosa indicação ao Oscar pela música IN THE DEEP do filme CRASH NO LIMITE, de Paul Haggis) vive a mãe e o correto Derek Webster vive o pai da investigadora cega.

Os 13 episódios desta primeira temporada oscilam entre o thriller e um drama sobre as pessoas com necessidades especiais e as dificuldades em se adaptarem a uma vida sempre hostil e ao preconceito das pessoas que as rodeiam.

Um primeiro olhar sobre IN THE DARK desperta interesse do espectador, porque vai um pouco além da mera intriga policial, valorizando o drama da personagem central, o que lhe confere uma dramaticidade insuspeitada.

The CW Channel has several series from teen films (SUPERGIRL, FLASH), to adult films (ARROW) and science fiction films (ROSWELL). This year CW debuted IN THE DARK, an interesting series about a blind woman without much definition in her life, who discovers the murder of a young friend and, given to the authorities’ lack of interest, starts to investigate the crime for herself.

Perry Mattfeld (SHAMELESS) lives the young Murphy Mason, the daughter of a couple who owns a company that provides guide dogs for the blind, who has an unruly life with casual encounters and lots of drinking.

She has a friendly relationship with a young ex-drug dealer who once saved her from a robbery. One night she looks for her friend in the alley nearby and finds his body.

She denounces the crime to the police, but in the face of the disappearance of the corpse of the young man, falls into absolute lack of credit. She then decides to investigate the crime on her own.

Kathleen York (who has a curious Oscar nomination for the song IN THE DEEP from Paul Haggis’ CRASH NO LIMIT) lives the mother and the correct Derek Webster lives the blind father.

The 13 episodes of this first season range from the thriller to a drama about people with special needs and the difficulties of adapting to a life that is always hostile and to the prejudice of the people around them.

A first look at IN THE DARK arouses the interest of the viewer, because it goes beyond mere police intrigue, valuing the drama of the central character, which gives it an unsuspected dramaticity,