KEVIN COSTNER, 64 Anos: Muitos Filmes Ótimos e Algumas Bombas

Kevin Costner está fazendo 64 anos hoje. Tem em seu currículo 64 filmes como ator e três como diretor(entre os quais sua obra prima DANÇA COM LOBOS, Oscar de Melhor Filme e Direção).

Nesta lista, OS INTOCÁVEIS, de Brian de Palma, JFK – A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR, de Oliver Stone, ROBIN HOOD, de Kevin Reynolds, SILVERADO, de Lawrence Kasdan, CAMPO DOS SONHOS, de Phil Alden Robinson e SEM SAÍDA, de Roger Donaldson são meus preferidos.

Os piores são WATERWOLRD, de Kevin Reynolds e O CARTEIRO, do próprio Costner.

Mas olhando assim, é muito filme bom para um ator só. Kevin Costner já marcou seu nome na história do cinema.

Kevin Costner is 64 years old today. He had in his resume 64 movies as actor e 3 as director, with his masterpiece DANCE WITH WOLVES (Ocar for Best Picture and Director) among them.

In this list, THE UNTOUCHABLES, by Brian de Palma, ROBIN HOOD, by Kevin Reynolds, JFK, by Oliver Stone, SILVERADO, by Lawrence Kasdan, FIELD OF DREAMS, by Phil Alden Robinson and NO WAY OUT, by Roger Donaldson are my favourites.

The worst movies are WATERWORLD, by Kevin Reynolds and THE MAILMAN, by Costner himself.

Looking all the list, there are a lot of great movies for just one person. Kevin Costner is already in movies history.

MULHERES MARAVILHOSAS CANTAM 007 JAMES BOND

Gladys Knight foi escolhida para cantar o hino americano no Superbowl LIII. Ela foi a intérprete de uma das melhores músicas dos filmes de 007, LICENSE TO KILL, no filme do mesmo nome, estrelado por Timothy Dalton.

A tradição de excelentes trilhas sonoras nos filmes de James Bond, embora tenha homens monstros sagrados cantando, como Paul McCartney, em LIVE AND LET DIE, e Tom Jones (THUNDERBALL) consagrou mulheres cantoras como as mais memoráveis intérpretes das canções tema do agente inglês.

Shirley Basset (GOLDFINGER e DIAMONDS ARE FOREVER), Nancy Sinatra (YOU ONLY LIVE TWICE), Carly Simon (NOBODY DOES IT BETTER, de 007 O ESPIÃO QUE ME AMAVA), Sheena Easton (FOR YOUR EYES ONLY), Tina Turner (GOLDENEYE), Madonna (DIE ANOTHER DAY), Sheryl Crow (TOMORROW NEVER DIES) e Adele (SKYFALL).

Longa vida às músicas de 007 e às mulheres maravilhosas que nos encantam com suas interpretações.

Gladys Knight was chosen to sing the American anthem in Superbowl LIII. She was the interpreter of one of the best songs of the 007 films, LICENSE TO KILL, in the film of the same name, starring Timothy Dalton.

The tradition of excellent soundtracks in James Bond films, though it has sacred men singing monsters such as Paul McCartney in LIVE AND LET DIE, and Tom Jones (THUNDERBALL) has defined female singers as the most memorable performers of the famous spy songs.

Shirley Bassey (GOLDFINGER and DIAMONDS ARE FOREVER), Nancy Sinatra (YOU ONLY LIVE TWICE), Carly Simon (NOBODY DOES IT BETTER, 007 THE SPY WHO LOVED ME), Sheena Easton (FOR YOUR EYES ONLY), Tina Turner (GOLDENEYE), Madonna (DIE ANOTHER DAY), Sheryl Crow (TOMORROW NEVER DIES) and Adele (SKYFALL).

Long life to the songs of 007 and the wonderful women who enchant us with their interpretations.

O ESTRANHO SEM NOME: Clint Eastwood Esquentando Para Fazer Westerns Antológicos

Clint Eastwood tem em sua carreira meia dúzia de westerns que entraram para a história do gênero como alguns dos melhores de todos os tempos. Além dos filmes de Sergio Leone, tem JOSEY WALLES, O FORA DA LEI (1976), O CAVALEIRO SOLITÁRIO (1985) e sua obra prima OS IMPERDOÁVEIS (1992).

Em 1973, Clint dirigiu e atuou no filme O ESTRANHO SEM NOME (HIGH PLAINS DRIFTER) no qual faz um pistoleiro que vem a uma pequena cidade para acertar contas com uma injustiça. Entre os ativos do filme está o mistério sobre a missão do pistoleiro.

Um dos tantos aspectos interessantes do filme é que várias vezes durante a narrativa é perguntado o nome do personagem de Clint, sem que ele jamais responda. Assim, ele é creditado como o “estranho”.

Clint Eastwood faz o personagem de modo brilhante, enigmático e profundamente obscuro. Seus modos e suas intenções são inatingíveis na mesma proporção que sua acuidade com a pistola é infalível.

Um destaque para a fotografia do premiado Bruce Surtees, impecável, notadamente quando a cidade vira o Inferno.

O segredo escondido da cidade e seus “cidadãos de bem” é a chave do enredo, o que vai se revelando aos poucos.

O ESTRANHO SEM NOME, até por anteceder aos já citados melhores westerns que Clint dirigiu, não tem o nível de excelência que viria. Mas mesmo assim, se trata de um filme superior à média, que se assiste com pleno interesse e que guarda aspectos notáveis muito bem explorados por alguém que conhece cinema e western como poucos.

Clint Eastwood has in his career half a dozen westerns that have entered the history of the genre as some of the greatest of all time. In addition to Sergio Leone’s films, he has JOSEY WALLES (1976), PALE RIDER (1985) and his masterpiece THE UNFORGIVEN (1992).

In 1973, Clint directed and starred in the film HIGH PLAINS DRIFTER in which he makes a gunslinger who comes to a small town to settle accounts with an injustice. Among the assets of the film is the mystery about the gunslinger’s mission.

One of the many interesting aspects of the film is that several times during the narrative is asked the name of the character of Clint, without him ever responding. So he is credited as the “stranger.”

Clint Eastwood makes the character brilliantly, enigmatic and deeply obscure. His manners and intentions are unattainable in the same proportion that his acuteness to the pistol is infallible.

A note of high grade to the cinematography by the awarded Bruce Surtees, whose work is again brilliant, specially when the small city becomes HELL.

The hidden secret of the city and its “good citizens” is the key to the plot, which gradually unfolds.

The HIGH PLAINS DRIFTER, even prior to the previously mentioned best westerns that Clint directed, does not have the level of excellence that would come. But even so, it is a film above average, which is watched with full interest and which saves remarkable aspects very well explored by someone who knows cinema and western as few.

TRUE DETECTIVE 3: Nova Temporada Inicia em Altíssimo Nível

TRUE DETECTIVE, a série policial da HBO teve uma primeira temporada antológica (com Matthew McConaughey e Woody Harrelson), digna de figurar entre os melhores momentos da televisão em muitas décadas. A segunda temporada optou por uma história mais banal e caprichou nas cenas de ação, mas ficou bem aqém da primeira, apesar de seu elenco ótimo (Rachel McAdams e Collin Farrell).

Assim, a expectativa pela terceira temporada não poderia ser mais justificada. TRUE DETECTIVE 3 iniciou domingo passado, com dois episódios veiculados em sequencia na HBO.

Conduzida pelo talento ímpar do oscarizado ator Mahershala Ali, vivendo o atormentado policial que vive a sombra do caso do desparecimento de duas crianças em uma pequena comunidade pobre do interior dos Estados Unidos. O policial Wayne Hays, um veterano do Vietnam especialista em rastrear pessoas e seu parceiro Roland West(Stephen Dorff) são chamados para o caso que irá mudar suas vidas.

A narrativa fragmentada típica de TRUE DETECTIVE volta a exercer um grande fascínio no espectador, que fica sabendo dos fatos ocorridos na história através de fragmentos contados em cada uma das três e’pocas distintas em que a história é contada (o tempo do desapareciemtno das crianças, um interrogatório que dois policiais fazem com o Detetive Hays dez anos depois e o tempo atual, em que um envelhecido Hays dá uma entrevista sobre o caso para a televisão).

Nic Pizzolato, criador da série sabe como poucos dosar o ritmo do mistério envolvendo o rapto das crianças com os dramas dos dois detetives, mesclando esta narrativa dramática com cenas plasticamente belíssimas, mesmo em um ambiente inóspito ao extremo.

Nesta terceira temporada, como na primeira, o papel do ambiente onde se passa a história, como se fosse um verdadeiro personagem da narrativa é brilhantemente trazido pelas filmagens realizadas.

Ainda é cedo para dizer onde esta terceira temporada vai se encaixar na já definitiva importância de TRUE DETECTIVE para a televisão, mas o início promete que estamos diante de mais uma obra antológica.

TRUE DETECTIVE, HBO‘s crime thriller series had a first anthological season (with Matthew McConaughey and Woody Harrelson), worthy of the best television moments in many decades. The second season opted for a more banal story and invested in the action scenes, but was well inferior to the first, despite its great cast (Rachel McAdams and Collin Farrell).

So the expectation for season three could not be more justified. TRUE DETECTIVE 3 began last Sunday, with two episodes aired on HBO.

Driven by the unique talent of the Oscar-winning actor Mahershala Ali, living the tormented cop who works under the shadow of the case of the disappearance of two children in a small poor community in the interior of the United States. Police officer Wayne Hays, a Vietnam vet specializing in tracking people and his partner Roland West (Stephen Dorff) are called into the case that will change their lives.

The fragmented narrative typical of TRUE DETECTIVE again exerts a great fascination on the viewer, who learns of the facts that occurred in history through fragments counted in each of the three distinct epochs in which the story is told (the time of kidnapping, the time of an interrogation that two cops do with Detective Hays ten years later and the current time, in which an aged Hays gives an interview about the case to the television).

Nic Pizzolato, creator of the series, knows how to measure the rhythm of the mystery involving the kidnapping of the children with the dramas of the two detectives, blending this dramatic narrative with plastically beautiful scenes, even in an extreme inhospitable environment.

In this third season, as in the first, the role of the environment where the story goes is essential, as if it were a true character of the narrative is brilliantly brought by the filming.

It’s too soon to say where this third season will fit into the already definitive importance of TRUE DETECTIVE for television, but the beginning promises that we are facing another anthological work.

O MAU EXEMPLO DE CAMERON POST: Drama Sobre Diversidade Merece Prêmios em Festivais Internacionais

O MAU EXEMPLO DE CAMERON POST(2018), de Desire Akhavan tem uma impressionante lista de prêmios que recebeu em festivais internacionais, inclusive um Prêmio de melhor Filme Dramático no Sundance e uma indicação ao Prêmio de Melhor Filme na Mostra de São Paulo. Está disponível na Amazon Prime e no Itunes.

Chloë Grace Moretz, jovem atriz de A INVENÇÃO DE HUGO CABRET, de Martin Scorsese e DEIXE-ME ENTRAR, de Matt Reeves vive a menina adolescente órfã, em fase de descobertas sexuais que, flagrada com uma amiga em um baile, é enviada pelos seus tutores para uma escola de Conversão de Gays no interior.

De forte inspiração religiosa, a escola faz um “tratamento” para terminar a “doença” por eles chamada de SSA ou “Same Sex Attraction”, vista como um pexado inaceitável.

Meninos e meninas vivem uma lavagem cerebral feita pelos responsáveis pelo Centro, gerando situações conflituosas graves muito bem desenvolvidas e enfocadas pelo filme.

Chloë mais uma vez se sai muito bem, trazendo uma interpretação cheia de nuances, hesitações, melancolia e rebeldia, misturas emoções típicas de alguma adolescente na situação imposta a ela na escola.

Verdadeiro libelo a favor da diversidade e da liberdade de escolha, O MAU EXEMPLO DE CAMERON POST tem todas as qualidades que se espera de um filme independente: é bem feito e atrai uma atenç˜ao permanente do espectador, mas sua maior força vem das ideias e valores que expõe com grande aptidão.

THE MISEDUCATION OF CAMERON POST (2018), by Desiree Akhavan has an impressive list of awards it has received at international festivals, including an Award for Best Dramatic Film at Sundance and an Award nomination for Best Picture at the Mostra de São Paulo .

Chloë Grace Moretz, young actress of Martin Scorsese‘s HUGO and LET ME IN, by Matt Reeves lives the orphaned adolescent girl who is discovered in a sex act with a girlfriend at a prom sent by her tutors to a gay Conversion school in the contryside.

Guided by strong religious inspiration, the school makes a “treatment” to end the “disease” they call SSA or “Same Sex Attraction”, seen as an unacceptable sin.

Boys and girls are brainwashed by those responsible for the Center, resulting in serious, well-developed and film-focused conflict situations.

Chloë once again does very well, bringing an interpretation full of nuances, hesitations, melancholy and rebelliousness, mixed emotions typical of some adolescent in the situation imposed on her in school.

True libel in favor of diversity and freedom of choice, THE MISEDUCATION OF CAMERON POST has all the qualities expected of an independent film: it is well done and attracts a permanent attention from the viewer, but its greater strength comes from the ideas and values ​​that it exposes with great aptitude.

INTOCÁVEIS VEZES TRÊS

É muito comum um filme ter uma refilmagem. Raras vezes é para melhor ou, pelos menos, mantém o nível do original.

Um exemplo positivo é PERFUME DE MULHER, de Martin Brest, com Al Pacino, que manteve o excelente nível do original de Dino Risi.

O mais comum é as refilmagens serem bem piores, como BEN-HUR.

Mas um filme ser feito três vezes é algo raro.

INTOCÁVEIS, de Olivier Nakache, com François Cluzet e Omar Sy, ótimo filme francês de 2011, já teve uma versão Argentina, chamada INSEPARÁVEIS, de Marcos Carnevale com Oscar Martinez e Rodrigo de la Serna e agora uma terceira, americana, denominada AMIGOS PARA SEMPRE, de Neil Burguer, com Bryan Cranston, Kevin Hart e Nicole Kidman.

Muito filme para a mesma história.

It is very common for a movie to have a remake. Rarely is it for the better or at least maintains the level of the original.

A positive example is Martin Brest’s SCENT OF A WOMAN, with Al Pacino, who maintained the excellent level of Dino Risi’s original.

The most common of all remakes are far worse, such as BEN-HUR.

But a movie that is done three times is rare.

Olivier Nakache’s UNTOUCHABLES, with Francois Cluzet and Omar Sy, a great French film of 2011, has already an Argentine version, called INSEPARABLES, by Marcos Carnevale with Oscar Martinez and Rodrigo de la Serna and now a third, called THE UPSIDE, by Neil Burger, with Bryan Cranston, Kevin Hart and Nicole Kidman.

Much film for the same story.

O ÚLTIMO PISTOLEIRO: Despedida de John Wayne em Grande Estilo em um Western Grandioso

O ÚLTIMO PISTOLEIRO (THE SHOOTIST), de Don Siegel (1976) entrou para a história como o último filme de John Wayne, justamente um western, gênero em que estão seus melhores trabalhos, como NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS, RASTROS DE ÓDIO e O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA, todos de John Ford, BRAVURA INDÔMITA, de Henry Hathaway e RIO LOBO, de Howard Hawks.

Já doente e no final da vida, Wayne fez este último filme sobre um pistoleiro do Oeste (J.B.Books) que, diagnosticado com câncer se refugia na casa de uma viúva para passar seus últimos dias. O problema é que quando a notícia se espalha na cidade todo tipo de pistoleiro quer ter a glória de ter matado a lenda Books.

Lauren Baccal (com a categoria e classe de sempre), James Stewart (ator icônico), Richard Boone e um jovem Ron Howard(depois cineasta premiado de UMA MENTE BRILHANTE) fazem um cast de altíssimo nível.

O filme tem tudo que os fãs do gênero amam: uma história cheia de valores humanos (tristeza, despedida, lealdade, amizade), grandes personagens, uma paisagem que quase tem vida e muito tiroteio.

Como filme testamento de John Wayne, O ÚLTIMO PISTOLEIRO fica perfeito. A saudade que dá dos filmes do grande John Wayne é imediata e insuperável. Ele, como o personagem, virou uma lenda no cinema principlamente pelos westerns inesquecíveis que fez.

Don Siegel’s THE SHOOTIST (1976) went in history as John Wayne’s last film, just a western, genre in which his best works are, such as STAGECOACH, THE SEARCHERS and THE MAN WHO SHOT LIBERTY VALANCE, all by John Ford, TRUE GRIT, by Henry Hathaway and RIO LOBO, by Howard Hawks.

Already ill and late in life, Wayne made this latest film about a Western gunslinger (J.B.Books) who, diagnosed with cancer, takes refuge in a widow’s house to spend his last days. The problem is that when the news spreads in the city all kinds of gunslinger want to have the glory of having killed the Books legend.

Lauren Baccal (with the category and class of always), James Stewart (another iconic actor), Richard Boone and a young Ron Howard (later a filmmaker award winning of BEAUTIFUL MIND) make cast at a very high level.

The film has everything that fans of the genre love: a story full of human values ​​(sadness, farewell, loyalty, friendship), great characters and a landscape that almost has life and much shooting.

As a last movie, a true John Wayne’s testament, THE SHOOTIST is great. The memories for John Wayne’s films is immediate and insurmountable. He, as the character, became a legend in the cinema mainly for the unforgettable westerns that did.

SEX EDUCATION: Série Inglesa da NETFLIX Enfoca com Inteligência, Humor e Sem Barreiras o Sexo nos Dias Atuais

SEX EDUCATION é uma série inglesa de oito capítulos filmada no País de Gales, sobre uma terapêuta sexual traumatizada por sua separação e seu filho adolescente escolhido pelos colegas de escola como uma espécie de guru de problemas sexuais.

O melhor da série é a abertura com que ela vê e trata todo tipo de questão ligada ao sexo nos dias atuais. Passam pela tela a masturbação, poluções noturnas, dificuldade de gênero, traumas familiares, lesbianismo, transgêneros, enrustidos, multiplicidade e/ou falta de parceiros, tudo sem meias palavras ou qualquer tipo de restrição com relação à abordagem ou mesmo ao realismo das cenas mostradas na tela.

Além disto, como se passa em um colégio de adolescentes, o série ainda aborda a repressão familiar, a violência do bullying entre os jovens (especialmente nos temas relacionados ao sexo), o preconceito, a amizade, o abandono dos sonhos, o bloqueio criativo, as fantasias sexuais e por aí vai.

Tudo isto desfila nos oito capítulos, com muita inteligência, humor e uma grande dose de naturalidade que dão à série um tom de franqueza poucas vezes visto no cinema. Muitas vezes, as cenas e/ou os diálogos assumem um tom quase documental, embora todas sejam puramente ficcionais.

O elenco da série está excelente: Gillian Anderson (de Arquivo X) é uma atriz na maturidade de seu talento, cada vez mais linda e competente em desenvolver as personagenes que assume. A terapêuta sexual (e escritora) cheia de hesitações e dúvidas sobre o sexo e a realação com seu filho adolescente é brilhante. Trata-se de uma interpretação rica, profunda, sensível e, ao mesmo tempo, problemática, equivocada e cheia de atropelos típicos de sua fase de vida.

O jovem ator londrino Asa Butterfield, visto em A INVENÇAO DE HUGO CABRET, de Martin Scorsese e O MENINDO DO PIJAMA LISTRADO, de Mark Herman é o verdadeiro protagonista. O incrível personagem Otis tem tantas dúvidas e hesitações quanto sensibilidade e preocupação com seus amigos. Suas ações são ternas e humanas, mas ao mesmo tempo que revelam uma maturidade insuspeitada para a idade mostram quantos problemas e traumas ele carrega e não consegue se libertar.

Seus parceiros mais próximo, o melhor amigo Eric(Ncuti Gata – um dos achados da série) e a bela Maeve (Emma Mackey), aparentemente mais liberais e resolvidos, têm tantas dúvidas quanto Otis, mas vão levando a vida com menos repressão que ele.

a galeria de tipos de SEX EDUCATION é muito rica e variada: Connor Swindels (o valentão Adam), o admirado campeão de natação Jackson (Kedar Williams-Stirling), Patricia Allison (a descolada Ola), o repressor Diretor da Escola Mr. Groff(Allistair Petry) formam um grupo diversificado e de alto nível na criação das histórias em que vão circular Otis e seus amigos.

SEX EDUCATION pode chocar muitos espectadores mais conservadores sobre o sexo e suas questões pela franqueza (às vezes crueza) de suas cenas e abordagens. Mas é justamente esta falta de barreiras que dá legitimidade e veracidade a um filme criativo e honesto nos temas que trata e nos personagens que cria.

SEX EDUCATION is an English eight-chapter series filmed in Wales about a sexual therapyst traumatized by her divorce and her teenage son chosen by school mates as a sort of guru of sexual problems.

The best of the series is the openness with which it sees and treats all kinds of sex issues in the present day. Masturbation, nocturnal pollution, gender difficulties, family traumas, lesbianism, transgender, cramped, multiplicity and / or lack of partners, all without half words or any kind of restriction regarding the approach or even the realism of the scenes shown on the screen.

In addition, as it happens in a school of adolescents, the series still addresses family repression, bullying violence among young people (especially in issues related to sex), prejudice, friendship, abandonment of dreams, the creative block, the sexual fantasies and so on.

All this issues in the eight chapters, with much intelligence, humor and a great deal of naturality that give the series a tone of frankness rarely seen in the movies. Often scenes and / or dialogues take on an almost documentary tone, though all are purely fictional.

The cast of the series is excellent: Gillian Anderson (from X FILES) is an actress in the maturity of her talent, increasingly beautiful and competent in developing the personages she assumes. The sexual therapist (and writer) full of hesitations and doubts about sex and the relationship with her teenager is brilliant. She is rich, profound, sensitive and at the same time problematic, misleading and full of typical run-of-the-mills.

The young London actor Asa Butterfield, seen in Martin Scorsese‘s HUGO and Mark Herman‘s THE BOY IN STRIPED PYJAMAS, is the true protagonist. The incredible Otis character has as many doubts and hesitations as sensitivity and concern for his friends. His actions are tender and human, but at the same time they reveal an unsuspected maturity for the age they show how many problems and traumas he carries and he can not be released.

His closest partners, best friend Eric (Ncuti Gatwa – one of the goals of the series) and beautiful Maeve (Emma Mackey), seemingly more liberal and resolved, have as many doubts as Otis, but are going through life with less repression that him.

The SEX EDUCATION type gallery is very rich and varied: Connor Swindels (Adam the Bully), the admired swimming champion Jackson (Kedar Williams-Stirling), Patricia Allison (the funky Ola), Mr. Groff (Allistair Petry) form a diverse and high-level group in creating the stories in which Otis and his friends will circulate.

SEX EDUCATION may shock many more conservative viewers about sex and its issues through the frankness (sometimes crudeness) of the scenes and approaches. But it is precisely this lack of barriers that gives legitimacy and truthfulness to a creative and honest film in the themes it deals with and the characters it creates.

Cinco Frases da Série OS PISTOLEIROS DO OESTE

A excelente Série PISTOLEIROS DO OESTE, com Robert Duvall e Tommy Lee Jones também marcou pelas excelentes frases do roteiro. O site Texashillcountry.com selecionou as cinco melhores:

  1. “Eu odeio comportamento rude em um homem. Eu não vou tolerar isso.”
  2. “Se você quer algo muito ruim, é provável que se torne uma decepção. A única maneira saudável de viver a vida é aprender a gostar de todas as pequenas coisas cotidianas – como um gole de bom uísque à noite, uma cama macia, um copo de leite coalhado ou um cavalheiro briguento como eu.”
  3. “… você anda com um fora da lei, você morre como um fora da lei.
  4. “Não está morrendo, eu estou falando”. Está vivo.
  5. “Uva Uvam Vivendo Varia Fit“ Uma uva muda de cor em torno de outras uvas. ”

The excellente series LONESOME DOVE, with Robert Duvall and Tommy Lee Jones also is remarkable for its quotes. The home page Texashillcountry.com selected the five best quotes:

  1. “I hate rude behavior in a man. I won’t tolerate it.”
  2. “If you want any one thing too badly, it’s likely to turn out to be a disappointment. The only healthy way to live life is to learn to like all the little everyday things – like a sip of good whiskey in the evening, a soft bed, a glass of buttermilk, or a feisty gentleman like myself.
  3. “…you ride with an outlaw, you die with an outlaw.
  4. “It ain’t dyin’ I’m talkin’ ‘bout. It’s livin’.
  5. “Uva Uvam Vivendo Varia Fit“ A grape changes color around other grapes.”

A ESPOSA: Dois Atores Superlativos Lutam Muito Mas Não Conseguem Fazer um Filme e um Diretor Comum Alçarem Vôos Maiores

A ESPOSA, de Bjorn Runge não consegue ser um grande filme, embora o ponto de partida do argumento fosse empolgante e a dupla central de atores (Glen Close e Jonathan Price) ser absolutamente talentosa e fascinante em sua arte de representar.

Na minha opinião, o maior problema do filme é seu roteiro. A história da mulher talentosa e sensível que opta por ficar em segundo plano para um marido narcisista e despido de qualquer senso ético tem muitos problemas.

Não há, no filme, salvo em uma fala isolada do filho problemático do casal, um momento de questionamento sobre a total falta de ética do esquema acordado entre os cônjuges. Mesmo assim, o enfoque é de vilanização do marido autocrata e absolvição (senão vitimização) da esposa.

Ora, se ela era a pessoa mais inteligente, brilhante, criativa e sintonizada com as emoções e realidades do mundo (ao ponto de ser brilhante), como exclui-la de culpa na fraude perpetrada?

Outro ponto em que o filme fraqueja fortemente é que, em pelo menos um terço de sua duração os personagens centrais, enquanto jovens, são encarnados por atores tão abaixo de Glen Close e Jonathan Price que fica difícil ao espectador ver partes essenciais da história interpretados por atores tão fracos. A queda de nível do filme nestas cenas é quase inaceitável.

O que ameaça segurar o filme é realmente o trabalho superlativo de Glen Close (embora todos os problemas que o roteiro lhe impõe) e Jonathan Price, perfeito em sua egolatria vazia.

O cineasta sueco Bjorn Runge não se saiu bem em seu primeiro trabalho internacional de projeção. Teve, sem dúvida o mérito de deixar Glen Close e Jonathan Price brilharem em boa parte do filme, deslumbrando o espectador com seus talentos, mas falhou ao não tentar corrigir as graves falhas de sua história.

Bjorn Runge‘s THE WIFE is not a great movie, although the starting point of the plot was exciting and the central pair of actors (Glen Close and Jonathan Price) are absolutely talented and fascinating in their acting art.

In my opinion, the film’s biggest problem is its script. The story of the talented and sensitive woman who chooses to stay in the background for a narcissistic and stripped of any ethical sense husband has many problems.

There is no question in the film, except in an isolated speech of the couple’s problematic son, about the total lack of ethics of the arrangement agreed between the spouses. Even so, the focus is on the vilanization of the autocrat’s husband and absolution (if not victimization) of the wife.

If she was the most intelligent, brilliant, creative and attuned to the emotions and realities of the world (to the point of being brilliant), how could she be excluded from guilt in the fraud perpetrated?


Another pivotal weeak point for the film is that in at least a third of its duration the central characters as young people are embodied by actors so far below Glen Close and Jonathan Price that it is difficult for the viewer to see essential parts of the story played by so weak actors. The downfall of the film in these scenes is almost unacceptable.

What threatens to hold the film is really the superlative work of Glen Close (though all the problems that the script imposes for her) and Jonathan Price, perfect in his empty egotism.

Swedish filmmaker Bjorn Runge did not do well in his first international work. He undoubtedly has the merit of letting Glen Close and Jonathan Price shine in much of the film, dazzling the viewer with their talents, but failed to address the serious shortcomings of his story.