MISSÃO IMPOSSÍVEL: EFEITO FALLOUT – Tom Cruise Segue Correndo Atrás do Impossível

Baseados em uma das mais clássicas séries de televisão, os filmes da franquia MISSÃO IMPOSSÍVEL chegam ao capítulo seis precisando de alguma nova inspiração.

A produção segue impecável, a edição soberba e o elenco recebendo acréscimos muito bem vindos aos tradicionais Tom Cruise (Ethan Hunt), Ving Hames (Kuther) e Simon Pegg (Benji). Desta vez, aparecem Henry Cavill (o próprio SUPERMAN), Angela Basset, Wes Bentley e Alec Baldwin (reprisando seu papel).

As mulheres são muito bem representadas pela sueca Rebecca Fergusson (talvez a melhor atriz em cena) e Michelle Monaghan (o eterno amor de Hunt).

Mas correrias a parte, para mim faltou algum elemento de originalidade neste opus six da série.

Bombas demais, contagens regressivas, saltos no espaço, perseguições em todos os meios de transporte conhecidos (pelo menos uma de moto e outra de helicóptero sensacionais), momentos cômicos excelentes normalmente a cargo de Benji e “penso” de menos.

Este tipo de série de filmes tende a se repetir e o desafio maior é encontrar alguma forma de renovar a série, como os produtores de 007 fizeram com os filmes de Daniel Craig.

Como entretenimento de alto nível, MISSÃO IMPOSSÍVEL: EFEITO FALLOUT sem dúvidas, preenche sua função. Mas acho que vai ser difícil lembrar alguma cena deste episódio como memorável, como a do assalto à sede da CIA no primeiro capítulo, dirigido 20 anos atrás por Brian de Palma.

 

Based on one of the most classic television series, the films of the MISSION IMPOSSIBLE franchise come to chapter six in need of some new inspiration.

The production follows impeccable, the superb edition and the cast receiving welcome additions to the traditional Tom Cruise (Ethan Hunt), Ving Hames (Kuther) and Simon Pegg (Benji). This time, there are Henry Cavill (the SUPERMAN himself), Angela Basset, Wes Bentley and Alec Baldwin (reprizing his role).

The women are very well represented by the Swedish Rebecca Fergusson (perhaps the best actress in the scene) and Michelle Monaghan (the eternal love of Hunt).

But production goals away, I lacked some element of originality in this opus six of the series.

Too much bombs, countdowns, space jumps, pursuits in all known means of transport (at least one sensational helicopter and motorbike), excellent comedic moments usually by Benji and less novelties.

This type of film series tends to repeat itself and the biggest challenge is to find some way to revamp the series, as the 007 producers did with the Daniel Craig films.

As high level entertainment, IMPOSSIBLE MISSION: FALLOUT undoubtedly fulfills its function. But I think it’s going to be hard to remember some scene from this episode as memorable, as the one from the CIA headquarters robbery in the first chapter, directed 20 years ago by Brian de Palma.

SIMPLESMENTE AMOR: 15 Anos de um Filme Romântico (e Divertido) Exemplar

Já faz 15 anos que SIMPLESMENTE AMOR (LOVE ACTUALLY), de Richard Curtis foi lançado.

Um roteiro confessadamente romântico e com excelentes cenas cômicas foi levado às telas com um elenco exemplar: Hugh Grant, Keira Knightley, Bill Nighy, Rowan Atkinson, Emma Thompson, Laura Linney, Rodrigo Santoro, o falecido Alan Rickman, Colin Firth, Liam Neeson, Andrew Lincoln e Martin Freeman.

A trilha sonora é outro ponto alto do filme, com canções maravilhosas utilizadas a perfeição em cenas inesquecíveis.

SIMPLESMENTE AMOR é um modelo de comédia romântica magnificamente idealizada e feita.

 

It’s been 15 years since Richard Curtis’s LOVE ACTUALLY was released.

A confessedly romantic script with great comedic scenes was brought to the screen with an exemplary cast: Hugh Grant, Keira Knightley, Bill Nighy, Rowan Atkinson, Emma Thompson, Laura Linney, Rodrigo Santoro, the late Alan Rickman, Colin Firth, Liam Neeson, Andrew Lincoln and Martin Freeman.

The soundtrack is another highlight of the film, with wonderful songs used to perfection in unforgettable scenes.

LOVE ACTUALLY is a model of romantic comedy magnificently made.

HOMECOMING é umas das Melhores Séries de 2018

HOMECOMING, série prime original da AMAZON foi, desde a primeira notícia a respeito, aguardada como uma das séries mais importantes de 2018. Afinal marcaria a chegada à telinha da Megastar Julia Roberts.

Também chamava a atenção por ser um projeto criado e executado por Sam Esmail, o responsável pela bem sucedida MR.ROBOT, um dos sucesso da TV Americana.

Pois já dá para dizer que a união destes dois talentos superlativos rendeu realmente uma obra de excelência.

E ainda traz de volta Sissy Spacek, a eterna Carrie (do filme de Brian de Palma), outro talento indiscutível e Bobby Canavale, um ator em plena ascensão.

Os dez episódios da primeira temporada (já se fala em uma segunda) trazem uma história densa, nervosa, inquietante e cheia de dramas de primeira linha de seus protagonistas.

Julia Roberts vive Heidi Bergman uma funcionária do HOMECOMING, um centro de atendimento a veteranos de guerra, cercado de uma aura de mistério impenetrável.

A narrativa passa para o futuro, onde Heidi – já fora do centro – passa a ser investigada por um membro do Departamento de Defesa, interessado em saber o que realmente acontecia no HOMECOMING.

Baseado em podcasts de ficção criados por Eli Horowitz e Micah Bloomberg, HOMECOMING se insere na melhor linha de produtos de streaming da AMAZON.

É daquelas obras que diz tanto sobre os nossos tempos que não dá para deixar de ver.

 

HOMECOMING, AMAZON’s original primetime series has been awaited as one of the most important series of 2018 since the first news about it. After all, it would mark the arrival on the small screen of Megastar Julia Roberts.

It also drew attention because it is a project created and executed by Sam Esmail, responsible for the successful MR.ROBOT, one of the big goals of American TV.

For it may be said that the union of these two superlative talents really yielded a work of excellence.

And it also brings back Sissy Spacek, the eternal Carrie (from the movie by Brian de Palma), another undisputed talent and Bobby Canavale, a rising actor.

The ten episodes of the first season (there is already rumours a second one) bring a dense, nervous, disturbing story full of top dramas of its protagonists.

Julia Roberts lives Heidi Bergman, an employee at HOMECOMING, a veterans service center, surrounded by an aura of impenetrable mystery.

The narrative passes into the future, where Heidi – already out of the center – is being investigated by a member of the Department of Defense, interested in knowing what really happened in HOMECOMING.

Based on fictional podcasts created by Eli Horowitz and Micah Bloomberg, HOMECOMING is part of AMAZON’s best streaming product line.

It is from those works that says so much about our times that we can not fail to see.

DCI Banks: Série Inglesa Traz Histórias Policiais Ricas e Complexas

DCI Banks, disponível na Amazon Prime tem cinco temporadas que foram exibidas na TV Britânica entre os anos de 2010 e 2016. Cada episódio traz uma história, normalmente dividida em dois capítulos de cinquenta minutos.

Os roteiros são baseados nas novelas de Peter Robinson sobre um solitário Chefe de Detetives do Condado de Yorkshire obstinado por resolver os crimes que chegam até seu conhecimento.

DCI Banks é vivido pelo ator Stephen Tompkinson (das séries TROLLIED e THE SPLIT), dando realmente um grau de credibilidade ao persongem muito bom. Sua assistente principal variou durante as temporadas. Iniciou com Andrea Lowe, como a DS Annie Cabott (DR WHO e que ficou de fora uma temporada pela gravidez) e depois a atriz Caroline Catz (MURDER IN SUBURBIA), como a DI Helen Morton.

A decisão de filmar cada história em dois episódios deu a oportunidade de trabalhar mais cada personagem, crime ou datalhamento do enredo. As histórias trazem crimes violentos, mas bem diferenciados das séries policiais usuais.

O fato de ser filmada no interior da Inglaterra (Condado de Yorkshire) proporcionou ainda uma ambientação excelente, com muitas paisagens de tirar o fôlego.

DCI BANKS se assiste com prazer e interesse por todos estes cuidados de produção. É uma série policial acima da média.

 

DCI Banks available at Amazon Prime had five seasons that have been shown on British TV between the years 2010 and 2016. Each episode features a story, usually divided into two fifty-minute chapters.

The screenplays are based on Peter Robinson’s novels about a lonely Yorkshire County Chief Detective who is determined to solve the crimes that come to his knowledge.

DCI Banks is lived by actor Stephen Tompkinson (of the series TROLLIED and THE SPLIT), giving a degree of credibility really good. His main assistant varied during the seasons. It began with Andrea Lowe, as DS Annie Cabott (DR WHO and who was left out a season for pregnancy) and then actress Caroline Catz (MURDER IN SUBURBIA) as DI Helen Morton.

The decision to shoot each story in two episodes gave the opportunity to work more each character, crime or plot. The stories bring violent crimes, but well differentiated from the usual police series.

The fact that it was filmed in the hinterland of England (Yorkshire County) also provided an excellent setting with many breathtaking landscapes.

DCI BANKS is viewed with pleasure and interest because of all these production care. It’s an above average police series.

NEW AMSTERDAN: Série Médica é Bem Fantasiosa mas Muito Humanista e Emocionante

A única série médica que eu assisti (e está entre as melhores que já vi) foi HOUSE. Achei a proposta dos filmes sobre a busca de diagnósticos (ao estilo Sherlock Holmes) do Dr. Gregory House e sua equipe, altamente inteligente e criativa. Fora o talento único do ator Hugh Laurie.

Agora, fui olhar NEW AMSTERDAN, uma nova série da NBC baseada no livro “Doze Pacientes: Vida e Morte no Hospital Bellevue”, de Eric Manheimer.

Gostei muito. Os episódios são fortes, dramáticos, por vezes chocantes, mas trazem sempre um humanismo dos personagens e suas decisões que cativa e emociona a cada cena.

O protagonisa é o Dr. Max Goodwin (Ryan Eggold, de BLACKLIST), um idealista que assume a direção média de um gigantesco hospital público em Nova Iorque. Ele está em meio a uma crise no casamento (e com a mulher grávida) e descobre que tem um câncer na garganta.

A equipe dos médicos – a princípios desencantados com a burocracia, falta de recursos e de apoio da direção anterior – tem os ótimos Anupan Kher, Tyler Labine, Jocko Sims e as doutoras Helen Sharpe (a excelente atriz britânica Freema Agyeman, do LAW AND ORDER UK e SENSE8) e Lauren Bloom (Janet Montgomery, de CISNE NEGRO). O cast dá um show em cada episódio.

É verdade que as soluções encontradas a cada crise parecem ser fantasiosas e utópicas, mas a poesia e/ou a tristeza  de cada cena torna a série muito emocionante e agradável de ser vista.

A NBC já ordenou que a primeira temporada seja completa, com 22 episódios. Tomara que ela seja renovada.

 

The only medical series I’ve seen (and it’s among the best I’ve ever seen) was HOUSE. I found the films about Dr. Gregory House’s and team search for diagnostics (Sherlock Holmes style). And there still was the unique talent of actor Hugh Laurie.

Now, I went to look at NEW AMSTERDAN, a new NBC series based on the book “Twelve Patients: Life and Death at Hospital Bellevue” by Eric Manheimer.

I really enjoyed it. The episodes are strong, dramatic, sometimes shocking, but always bring a humanism of the characters and their decisions that captivates and excites each scene.

The protagonist is Dr. Max Goodwin (Ryan Eggold, of BLACKLIST), an idealist who takes the main direction of a gigantic public hospital in New York. He is in the midst of a marriage crisis (and with the pregnant wife) and discovers that he has throat cancer.

The Doctors’ staff – disenchanted with bureaucracy, lack of resources, and poor support from previous direction – have the great Anupan Kher, Tyler Labine, Jocko Sims, and Drs. Helen Sharpe (the excellent British actress Freema Agyeman from LAW AND ORDER UK and SENSE8) and Lauren Bloom (Janet Montgomery, from BLACK SWAN). The cast gives a show in each episode.

It is true that the solutions found at each crisis seem to be fantasies and utopian, but the poetry and / or sadness of each scene makes the series very exciting and enjoyable to be seen.

NBC has already ordered the first season to be complete with 22 episodes. Hopefully it will be renewed.

EW Atribui Grau B+ Para a Última Temporada de HOUSE OF CARDS

Trecho da crítica de Kristen Baldwin, na EW sobre Robin Wright na última temporada de HOUSE OF CARDS:

“No ano passado, Claire virou seu olhar de sangue frio para a câmera e declarou: “Minha vez” – e, de fato, a temporada final de House of Cards pertence a ela e, mais importante, a própria Wright. Ostentando ternos e vestidos de estilo militar perfeitamente adaptados, seu elegante cabelo louro protegendo sua cabeça como um capacete, Wright traz mais humor para Claire do que nunca, enquanto a presidente explora os estereótipos sexistas sobre a histeria feminina (“o pior medo da América quando se trata de uma mulher no Salão Oval ”), ela canta para a câmera. Como a astuta acena para Lysistrata e Lady Lazarus de Sylvia Plath atestam, por trás da fachada feminista da presidente Underwood está um guerreiro baseado em nada menos do que a completa destruição patriarcal. “O que quer que Francis tenha lhe dito nos últimos cinco anos, não acredite em uma palavra”, diz Claire na estréia da temporada.”

 

Exerpt of the review, by Kristen Baldwin, from EW, about Robin Wright, in the last season of HOUSE OF CARDS:

“Last year, Claire turned her cold-blooded gaze to the camera and declared, “My turn” — and indeed, the final season of House of Cards belongs to her, and more importantly, Wright herself. Sporting perfectly-tailored, military-style suits and dresses, her sleek blonde bob shielding her head like a helmet, Wright brings more humor to Claire than ever before as the President exploits sexist stereotypes about female hysteria (“America’s worst fear when it comes to a woman in the Oval Office,” she coos to the camera). As the sly nods to Lysistrata and Sylvia Plath’s Lady Lazarus attest, behind President Underwood’s feminist facade is a warrior set on nothing less than complete patriarchal destruction. “Whatever Francis told you the last five years, don’t believe a word of it,” says Claire in the season premiere.”

EW Rasga elogios para HOMECOMING, com Julia Roberts.

Trecho da crítica da EW, escrita por Darren Franich (cotação A-) sobre HOMECOMING, da Amazon:

“Roberts se revela mais na medida em que Homecoming aprofunda nossa compreensão da posição curiosa de Heidi. É quase um papel duplo, com muitos aspectos ambíguos marcando todos os seus movimentos. A Heidi anterior parece desdobrar a trama misteriosa de sua empresa. A futura Heidi parece estar se escondendo de enigmas que não conseguimos entender. (Ambas Heidis usam a mesma peruca terrível, com franja franzida que parece direcionada à normalização do poder de estrela de Roberts.) Atrás de seu exterior frio, Heidi está desesperada, uma última chanceler que se sente deixada para trás pelo mundo. Roberts pega tensões estranhas de esperança e malevolência, e até mesmo aquela dissonância esquisita não chega perto do que os episódios posteriores exigem que ela faça. Ela se transforma em seu papel mais interessante em um longo tempo, mais silencioso em sua devastação do que qualquer coisa que ela tenha tocado desde o acídico Closer de 2004.”

 

Review of HOMECOMING, from Amazon, in the magazine EW, written by Darren Franich (Grade A-):

“Roberts reveals herself more as Homecoming deepens our understanding of Heidi’s curious position. It’s very nearly a dual role, with a lot of ambiguous seemses asterisking her every move. Past Heidi seems to unfurl her company’s mysterious plot. Future Heidi seems to be hiding from enigmas we can’t quite grasp. (Both Heidis wear the same terrible wig, with frumpcore bangs that seem targeted toward normalizing Roberts’ star power.) Behind her cool exterior, Heidi is desperate, a last-chancer who feels just about left behind by the world. Roberts catches weird strains of hopefulness and malevolence, and even that weird-sounding dissonance doesn’t come close to what the later episodes require her to do. It turns into her most interesting role in a long time, quieter in its devastation than anything she’s played since 2004’s acidic Closer.”

LAW AND ORDER UK: Sistema Legal Inglês Assegura o Permanente Interesse da Série

LAW AND ORDER é uma série policial americana criada por Dick Wolf. Contrariando uma tendência da tv americana adaptar séries inglesas, LAW AND ORDER vaijou para o Reino Unido anos depois de ser um sucesso nos EUA.

Teve oito temporadas na tv inglesa. O elenco variou bastante nestas oito temporadas. O cast original, certamente era o melhor, com os ótimos Bradley Walsh (que ficou as oito temporadas), Freema Agyeman (excelente), Harriet Walker, Jamie Bamber e Ben Daniels.

Cada episódio mostra um crime que inicialmente é investigado pelos policiais do CID (Criminal Investigation Department) e depois levados a juízo pelos promotores da CPS (Crown Prosecution Service).

Ver os meandros do sistema legal inglês segura o interesse por todas as oito temporadas. Tudo é muito diferente e mais formal do que nos filmes americanos, dando aos julgamentos uma teatralidade insuperável.

 

LAW AND ORDER is an American police series created by Dick Wolf. Contrary to a tendency of the American TV to adapt English series, LAW AND ORDER went to the United Kingdom years after being a success in the USA.

It had eight seasons on English TV. The cast varied a lot in these eight seasons. The original cast was certainly the best, with the great Bradley Walsh (who was the eight seasons), Freema Agyeman (excellent), Harriet Walker, Jamie Bamber and Ben Daniels.

Each episode depicts a crime that was initially investigated by CID (Criminal Investigation Department) police and then prosecuted by Crown Prosecution Service (CPS) prosecutors.

Seeing the ins and outs of the English legal system holds the interest for all eight seasons. Everything is very different and more formal than in American films, giving judgments unsurpassed theatricality.

AMERICAN ANIMALS:Criatividade Máxima e Reflexões Profundas

AMERICAN ANIMALS: O ASSALTO (2018), de Bart Layton (documentarista britânico) é certamente um dos filmes mais originais e criativos deste ano. É impressionante o número de recursos que utiliza ao narra a incrível história de quatro jovens que resolvem roubar livros raros em uma biblioteca de sua Universidade no Kentucky.

Inicia pelo genial letreiro que anuncia: “Esta não é uma história baseada em fatos reais.”

Logo em seguida, é apagada a expressão üma história baseada em fatos”, ficando apenas “Esta é uma história real.”

O segundo susto ocorre quando da apresentação dos protagonistas é seguido pela aparição dos verdadeiros personagens, hoje mais adultos, criando um docudrama fascinante ao entremear a história do filme, com depoimentos reais dos alunos reais.

O andamento do filme é simplesmente espetacular, dando ao espectador uma total ansiedade em ver a próxima cena e, por conseguinte, o desfecho da história.

Se a originalidade é o ponto mais forte do filme, não ficam atrás as reflexões que ele provoca sobre por que aqueles quatro jovens fizeram o roubo? As cenas em torno da sensação de vazio que tinham em suas vidas (ainda no início), sua ambição em crescer financeiramente sem trabalhar por anos a fio é um prato cheio para o cinema adulto e contemporâneo de Bart Lyon.

A narrativa em vários pontos de vista é outro achado que se encaixa perfeitamente no filme, principalmente quando um protagonista questiona se tal ou qual fato efetivamente aconteceu ou é mera ficção.

Isto dá a AMERICAN ANIMALS uma grandiosidade de discussão sobre a memória e o passado, fora de qualquer padrão.

O elenco dos jovens atores, Evan Peters, Blake Jenner, Barry Keogan e Jared Abrahamson é perfeito. Ainda mais quando se compara os atores aos personagens reais, absolutamente idênticos.

AMERICAN ANIMALS, sucesso mais do que merecido no Sundance Festival,  é um sopro criativo sem fim e se inscreve entre os filmes de 2018.

 

AMERICAN ANIMALS (2018), by Bart Layton (British documentary filmmaker) is certainly one of the most original and creative films of this year. It’s impressive the number of features it uses to tell the incredible story of four young men who decide to steal rare books from a library at his University in Kentucky.

It starts with the genial sign that announces: “This is not a story based on real facts.”

Soon after, the expression “history based on facts” is deleted, only getting “This is a real story.”

The second scare occurs when the protagonists’ presentation is followed by the appearance of the true characters, today more adults, creating a fascinating docudrama to interweave the history of the film, with real testimonies of the real students.

The progress of the film is simply spectacular, giving the viewer a complete anxiety to see the next scene and, therefore, the end of the story.

If originality is the strongest point of the film, do not you look beyond the reflections it raises about why those four young people did the robbery? The scenes surrounding the sense of emptiness they had in their lives (early on), their ambition to grow financially without working for years is a great subjects for the adult and contemporary cinema of Bart Lyon.

The narrative in several points of view is another finding that fits perfectly in the film, mainly when a protagonist questions if this or that fact actually happened or is mere fiction. This gives AMERICAN ANIMALS a great deal of discussion about memory and the past, out of any standard.

The cast of the young actors, Evan Peters, Blake Jenner, Barry Keogan and Jared Abrahamson is perfect. Especially when you compare the actors to the real characters, absolutely identical.

AMERICAN ANIMALS, a well deserved success at Sundance Festival,  is an endless creative breath and is among the 2018 films.

A BALADA DE LEFTY BROWN: Filme com Bill Pullman no NOW é Prato Cheio Para os Fãs do Western

A BALADA DE LEFTY BROWN, western dirigido por Jared Moshe (jovem americano cineasta de filmes independentes) – disponível no NOW – é um excelente western estrelado por Bill Pullman, certamente em uma de suas melhores atuações.

Pullman vive o veterano cowboy ajudante Lefty Brown, cuja dificuldade motora de sua mão esquerda e um visível coxear lhe renderam, além do apelido pejorativo, um profundo desprezo de parte de todos com quem convive.

Ele testemunha o assassinato de seu amigo e mentor, o Senador Edward Johnson (Peter Fonda, ótimo) e mesmo com descrédito geral, resolve ir atrás dos três assassinos.

O ambiente não poderia ser mais fascinante. As paisagens extraordinárias do inerior de Montana, proporcionando uma cena mais linda que a outra.

Na jornada ele encontra o jovem Jeremiah aspirante a pistoleiro (Diego Joseph) e um velho e alcoólatra amigo (Tommy Flanagan). Estes três underdogs vão atrás de justiça, custe o que custar.

Ao voltar de sua jornada, Lefty se depara com uma falsa acusação de ter sido quem matou o amigo, fazendo com que tenha que buscar sua inocência, mesmo contra as poderosas armadilhas do Governador Jimmy Bierce (Jim Caviezel).

Em sua busca pela verdade, Lefty ainda tem que refazer sua relação com a viúva Laura Johnson (Katy Baker, sempre excelente), que acredita nos valores do velho amigo de seu falecido marido, mas tembém fica cheia de dúvidas.

Western recheado de dramas pessoais, superações, busca por justiça, o eterno drama do homem errado, amizades e traições, A BALADA DE LEFTY BROWN consegue atingir o nível das melhores homenagens aos filmes de faroeste clássico.

Em sua crítica sobre o filme no THE NEW YORK TIMES, Manohla Dargis escreveu: “O Sr. Pullman, sua boa aparência obscurecida por sombras de claro-escuro e costeletas de carneiro, mantém você amarrado a Lefty mesmo quando as divagações se transformam em desvios. Moshé conhece seu gênero. Há beleza em suas tomadas panoramicas e encanto em seus gestos reflexivos, tipificados pelo amor de Jeremiah pelo heroísmo mítico que prefigura o futuro dele e de Lefty. No entanto, a autoconsciência é também uma marca registrada desse gênero.”

Recomendo vivamente A BALADA DE LEFTY BROWN para todos os fãs de um ótimo western. Além de tudo, você vai reconhecer muitas figuras, cenas e valores dos maiores clássicos do faroeste.

 

THE BALLAD OF LEFTY BROWN, directed by Jared Moshe (a young American independent filmmaker) – available on NOW – is an excellent western starring Bill Pullman, certainly in one of his best performances.

Pullman lives the veteran cowboy helper Lefty Brown, whose motor impairment of his left hand and a visible limp has earned him, in addition to the pejorative nickname, a deep contempt from everyone with whom he lives.

He witnesses the murder of his friend and mentor, Senator Edward Johnson (Peter Fonda, great) and even with general discredit, decides to go after the three assassins.

The environment could not be more fascinating. The extraordinary landscapes of the back of Montana, providing a scene more beautiful than the other.

On the journey he meets the young aspiring gunslinger Jeremiah (Diego Joseph) and an old and alcoholic friend (Tommy Flanagan). These three underdogs go after justice no matter what the cost.

Lefty still faces a false accusation that he killed his friend, causing him to seek his innocence, even against the powerful traps of Governor Jimmy Bierce (Jim Caviezel).

In his quest for truth, Lefty has yet to remake his relationship with widow Laura Johnson (Katy Baker, always excellent), who believes in the values ​​of her late husband’s old friend, but is also full of doubts.

Western stuffed with personal dramas, overruns, quest for justice, the eternal drama of the wrong man, friendships and betrayals, THE BALLAD OF LEFTY BROWN manages to reach the level of best honors for classic Western movies.

In his critique of the film in THE NEW YORK TIMES, Manohla Dargis wrote:

“Mr. Pullman, his good looks obscured by chiaroscuro shadows and mutton chops, keeps you tethered to Lefty even when the rambling turns to drift. Mr. Moshé knows his genre. There’s beauty in his panoramas and charm in his reflexive gestures, typified by Jeremiah’s love for the mythic heroism that foreshadows his and Lefty’s future. Yet self-consciousness is also a hallmark of this genre.”

I HIGHLY recommend THE LEFTY BROWN BALLET to all fans of a great western. After all, you will recognize many figures, scenes and values ​​from the greatest classics of the Western.