POLAR: Thiller da NETFLIX Sobre Assassino Aposentado se Perde na Violência Exagerada

A NETFLIX colocou em seu cartel o thiller policial POLAR, recentíssima produção estrelada pelo sempre ótimo ator dinamarquês Mads Mikkelsen (A CAÇA, DOUTOR ESTRANHO e ROGUE ONE), vivendo um assassino profissional top de linha que resolve se aposentar contra a vontade do chefe muito louco interpretado pelo ator e produtor musical inglês Matt Lucas (DOUTOR WHO).

Talvez o ponto alto do filme seja o fato de que tendo elaborado um plano de pensão milionário para seus empregados, o chefe queira que todos morram para os valores retornarem ao fundo. Assim, ele não quer deixar que qualquer dos assassinos profissionais que trabalham para ele se aposente efetivamente. Fina ironia.

Quando seu principal empregado decide se retirar, ele envia uma troupe de bandidos atrás dele pelo mundo, matando e torturando pessoas de forma absolutamente explícita, gerando cenas de violência gráfica muito fora do razoável e sem ganhar o caráter (aparentemente pretendido) de pastiche que Quentin Tarantino sabe fazer com maestria.

A linda atriz canadense Katheryn Winnick (VIKINGS), a ex-Disney Channel Vanessa Hudgens, a costa riquenha Ruby O. Fee, a chinesa Fei Ren (LÚCIFER), a também canadense Aysha Issa (X-MEN: A FÊNIX NEGRA), a Cazaque Anastassia Marinina (da série TAKEN) e um muito envelhecido Richard Dreyfuss (o eterno oceanógrafo Matt Hooper de TUBARÃO) fazem um elenco atraente e sempre interessante de se ver.

O roteiro cai em todos os clichês do gênero, desde a mocinha inocente que pode significar a redenção do protagonista, a bandida com uma queda pelo mocinho que faz um jogo duplo, a certeza do vilão de que vai derrotar o mocinho em pouco tempo, tiroteios e mortes sem fim e por aí vai.

POLAR tem duas ou três coisas muito boas: Mads Mikkelsen, sempre um grande ator, paisagens polares de Montana belíssimas, mulheres lindas e um twist final absolutamente surpreendente.

Acho que fica claro que o diretor tivesse baixado a bola na violência explícita de muitas cenas, POLAR seria um filme bem melhor do que efetivamente é.

NETFLIX has put on its lineup POLAR, a very recent production starring the always great Danish actor Mads Mikkelsen (THE HUNT, DOCTOR STRANGE and ROGUE ONE), living a top-of-the-line professional assassin who decides to retire against the will of the very crazy boss played by English actor and producer Matt Lucas (DOCTOR WHO).

Perhaps the highlight of the film is the fact that having worked out a million-dollar pension plan for its employees, the boss wants everyone to die for the values ​​to return to the fund. So he does not want to let any of the professional assassins working for him retire effectively. Fine irony.

When his main employee decides to leave, he sends a troupe of thugs after him around the world, killing and torturing people in an absolutely explicit manner, generating scenes of graphic violence very unreasonable and without gaining the (apparently intended) character of pastiche that Quentin Tarantino knows how to do with mastery.

Beautiful Canadian actress Katheryn Winnick (VIKINGS), former Disney Channel Vanessa Hudgens, Costa Rican Ruby O. Fee, Chinese Fei Ren (LUCIFER), Canadian Aysha Issa (X-MEN: DARK FENIX ), Kazakh Anastassia Marinina (from the TAKEN series) and a very aged Richard Dreyfuss (the eternal oceanographer Matt Hooper of JAWS) make an attractive and always interesting cast to see.

The script falls on all the clichés of the genre, from the innocent girl who can mean the redemption of the protagonist, the bandit with a crush for the good guy who plays a double game, the certainty of the villain that will defeat the good guy in a little time, shootings and endless deaths and so on.

POLAR has two or three very good things: Mads Mikkelsen, always a great actor, beautiful Montana polar landscapes, beautiful women and an absolutely amazing final twist.

I think it’s clear that the director had dropped the ball in the explicit violence of many scenes; if not, POLAR would be a much better film than it actually is

THE CON IS ON: Sátira de Filmes de Roubo Tem Elenco Espetacular e Roteiro Irregular

THE CON IS ON (o título brasileiro pode ser UM ASSALTO INESPERADO ou OS INGLESES ESTÃO CHEGANDO), do produtor, diretor e roteirista James Oakley (que assina sob o pseudônimo de James Haslan, o que quase sempre é um mau sin al) pretende ser uma sátira aos filmes de “heist” (assaltos elaborados), em um tom de cinismo que se inspira nos filmes de Quentin Tarantino, Guy Ritchie e Steven Soderbergh. Como de costume, ficou bem abaixo de seus inspiradores.

A maior atração do filme é seu elenco extraordinário. Uma Thurman (a eterna KILLL BILL) sempre luminosa protagoniza o filme ao lado do excelente ator inglês Tim Roth (BAFTA de Melhor Ator e indicado ao Oscar por seu trabalho em ROB ROY). Eles são um casal de golpistas internacionais que estão esgotando os países onde podem atuar e voltam a Los Angeles para roubar o milionário anel que a ex-esposa dele (a inglesa Alice Eve) ganhou de presente do atual marido (o maluquete Cripin Glover de AS PANTERAS), um cineasta independente.

A dupla está sendo perseguida pela assassina profissional Irina Solokov, interpretada com alta sensualidade por Maggie Q (DESIGNATED SURVIVOR), personagem que se permite até mesmo uma tórrida paixão pela protagonista. Também fazem parte do elenco cheio de figurinhas carimbadas, o ótimo britânico Stephen Fry, a colombiana Sofia Vergara (MODERN FAMILY), Parker Posey (PERDIDOS NO ESPAÇO) e Susan Traylor.

Com um elenco destes e uma história relativamente interessante, era de se esperar mais do filme. Mas ele termina sendo uma série de “sketches” de humor pouco interligados e desconexos, onde há, sem dúvida, boas piadas, muitos palavrões, situações engraçadas sem que, entretanto, elevem o nível do filme.

A acidez das ironias sobre o modo de vida dos americamos de Los Angeles (em especial Hollywood e a indústria do cinema) são um ponto de atração, mas se perdem no panorama geral desconxeo do roteiro.

O filme (disponível no Itunes e na Amazon Prime) vale por seu elenco, em especial a musa Uma Thurman, sempre uma atriz que vale muito a pena se ver trabalhando.

THE CON IS ON, by producer, director and screenwriter James Oakley (who signs under the pseudonym James Haslan, which is almost always a bad sign) is intended to be a satire on “heist” films, in a tone of cynicism inspired by the films of Quentin Tarantino, Guy Ritchie and Steven Soderbergh. As usual, it was well below its inspirers.

The biggest attraction of the film is its extraordinary cast. Uma Thurman (the eternal KILLL BILL) stars in the film alongside the excellent English actor Tim Roth (BAFTA for Best Actor and Oscar nominee for his work on ROB ROY). They are a couple of international robbers who are exhausting the countries where they can act and return to Los Angeles to steal the millionaire ring that his ex-wife (Alice Eve) received as a gift from her current husband (the cuckoo Cripin Glover from CHARLIE’S ANGELS), an independent filmmaker.

The pair are being pursued by professional killer Irina Solokov, played with high sensuality by Maggie Q (DESIGNATED SURVIVOR), a character who even allows herself a torrid passion for the female protagonist. They are also part of the cast full of big cards, great British Stephen Fry, Colombian Sofia Vergara (MODERN FAMILY), Parker Posey (LOST IN SPACE) and Susan Traylor.

With a cast of this level and a relatively interesting story, we would expect more from the film. But it ends up being a series of humorous little sketches disconnected, where there are undoubtedly good jokes, many profanities, funny situations without, however, raising the level of the film.

The acidity of ironies about the way of life of the Los Angeles (especially Hollywood and the film industry) are a point of attraction, but they are lost in the general disconcerting panorama of the script.

The film is worth for its cast, especially the muse Uma Thurman, always an actress who is very worth seeing work.

ANTES DO ADEUS: Capitão América Dirige e Estrela Filme Interessante na Noite de Nova Iorque

ANTES DO ADEUS (BEFORE WE GO), de Chris Evans é uma surpreendente estréia do ator que encarna o Capitão América nos filmes da série OS VINGADORES, atrás das câmeras. Ou seja, ela é o principal nome do filme atrás e na frente das câmeras. O filme está disponível no Amazon Prime Video.

Evans vive o jovem músico Nick, um trompetista que veio a Nova Iorque com dois propósitos: resolver uma pendência afetiva de seis anos com o amor de sua vida (a interessante Hannah, vivida pela atriz Emma Fitzpatrick de A REDE SOCIAL) e fazer uma audição em uma banda de Jazz da Big Apple, seu sonho desde que deixou o curso de medicina para trás.

Enquanto hesitante toca seu trompete na Grand Central Station (que ganha ares de um personagem central da trama pelo uso que Evans faz de suas belíssimas imagens), encontra uma desconhecida em situação desesperadora. A marchand de arte Brooke Decker (feita pela atriz inglesa Alice Eve, de PUNHOS DE FERRO) foi assaltada, está sem documentos, telefone, dinheiro ou cartões de crédito e acaba de perder o último trem para sua casa em Boston, onde deixou uma carta de rompimento com o marido infiel que está voltando de viagem.

O encontro casual dos dois vai gerar uma noite de caminhadas, discussões, solidariedade, afeto e muitos problemas em Nova Iorque, a cidade que nunca dorme e posa para as câmeras noturnas com uma beleza indescritível. Os dois estranhos iniciam uma relação cujo destino prende a atenção do espectador como cola.

A multiplicidade e a variedade de locais, pessoas e situações que os dois se vêem à frente nesta noite é a grande sacada do filme que em nenhum momento se torna remotamente monótono. As críticas, em sua maioria, reconheceram os méritos do filme “pequeno e intimista” de Evans, embora tenham repelido a grande quantidade de coincidências do roteiro para sustentar a história. Concordo parcialmente.

Chris Evans revela uma maturidade inesperada para um diretor estreante, evitando as armadilhas piegas do roteiro com maestria. Consegue, inclusive, colocar algumas situações de humor (excelente) na jornada dos dois jovens emcionalmente destroçados, que não apenas quebram a dramaticidade da história, como servem para tornar o filme mais agradável.

Certamente ANTES DO ADEUS não chega ao nível de outros filmes mais empenhados (de onde tirou inspiração), como os já clássicos como a trilogia com Ethan Hawke e Julie Delphy (ANTES DO AMANHECER, ANTES DO POR-DO-SOL e ANTES DA MEIA-NOITE) e BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS, ou ainda do excelente filme de Martin Scorsese DEPOIS DE HORAS, mas consegue ser um entretenimento de qualidade para quem se dispuse a acompanhar dois jovens perambulando pela noite novaiorquina enquanto filosofam sobre a vida.

BEFORE WE GO, by Chris Evans is a very good debut by the actor who plays Captain America in the films of the Avengers series behind the cameras. That is, he is the main name of the film behind and in front of the cameras. The movie is available on Amazon Prime Video.

Evans lives the young musician Nick, a trumpeter who came to New York for two purposes: resolving a six-year-old affective pendency with the love of his life (the interesting Hannah, played by actress Emma Fitzpatrick of THE SOCIAL NETWORK) and audition in a Big Apple Jazz band, his dream since he left medical school behind.

As he hesitates playing his trumpet at Grand Central Station (which is a central character in the plot because of Evans’s use of its beautiful images), he meets an unknown woman in a desperate situation. Art dealer Brooke Decker has been robbed, has no documents, phone, money or credit cards and has just missed the last train to her home in Boston, where she left a letter of breaking up with the unfaithful husband who is returning from traveling. She is Alice Eve, the Brittish actress from IRON FIST.

The chance encounter of the two will generate a night of walks, discussions, sympathy, affection and many problems in New York, the city that never sleeps and poses for the night cameras with an indescribable beauty. The two strangers begin a relationship whose fate grips the viewer’s attention as glue.

The multiplicity and variety of places, people and situations that the two see ahead this evening is the grand merit of the film that at no time becomes remotely monotonous. Critics, for the most part, recognized the merits of Evans’s “small and intimate” film, though they have repelled the myriad of coincidences from the script to support the story. I partially agree.

Chris Evans reveals an unexpected maturity for a rookie director, avoiding the script’s tricky pitfalls. He can even put some humorous situations (excellent) in the journey of the two emotionally devastated young people, who not only break the drama of the story, but also serve to make the film more enjoyable.

Certainly BEFORE WE GO does not reach the level of other films more committed (from where it took inspiration), like the already classic ones like the trilogy with Etahn Hawke and Julie Delphy (BEFORE SUNRISE, BEFORE SUNSET and BEFORE MIDNIGHT) And the ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND, or the excellence of the cult movie from Martin Scorsese AFTER HOURS, but it manages to be a quality entertainment for those who were willing to accompany two young people wandering around New York as they philosophize about life.

CÓPIAS – DE VOLTA À VIDA: Filme que Começa Errado Não Tem Solução

CÓPIAS – DE VOLTA À VIDA, de Jeffrey Nachmanoff partiu de uma história de ficção científica confusa e descambou para uma melodrama mal costurado, mostrando mais uma vez a relevância ímpar de um roteiro bem escrito para sustentar um filme.

Um cientista trabalha em uma empresa de biotecnologia que está desenvolvendo a possibilidade de trazer de volta à vida o cérebro de animais (e futuramente pessoas) enquanto as funções cerebrais ainda estão ativas (logo após a morte física do corpo) sofre uma catástrofe em sua vida.

O que era um enredo para lá de duvidoso e confuso, além de cientificamente pouco verossímil, se torna um dramalhão quando, ao sair para um final de semana de descanso, o cientista se envolve em um acidente de automóvel em que morrem sua esposa, duas filhas e o filho. Ele, então, tem a ideia horrorosa de ressucitar sua família usando o método em desenvolvimento. Para piorar as coisas, o gestor da empresa em que ele trabalha se revela um vilão de filme de 007, chefiando um misterioso esquema paramilitar com fins bélicos (a criação de supersoldados).

Está feita uma confusão entre filme de ficção científica, terror, thriller de espionagem e dramalhão familiar. Como quase sempre, nestes casos, nada funciona e todos os filmes dentro do filme só fazem piorar a cada cena. Há ideias do roteiro simplesmente patéticas, a que o espectador fica vendo incrédulo, diante de tanta inconsistência.

Keanu Reeves – que tem bons trabalhos em sua carreira e vinha dos sucessos da franquia John Wick – naufraga gloriosamente. Fica evidente que ele não acredita em nada que o roteiro lhe faz recitar sem qualquer convicção. A sucessão de cenas ruins vai se agravando.

A jovem atriz inglesa Alice Eve (que tinha sido vista na pior série da MARVEL na NETFLIX, PUNHOS DE AÇO) não consegue deixar de naufragar no personagem da esposa, uma médica que fica o tempo todo fazendo olhares e expressões desconcertadas.

O diretor Jeffrey Nachmanoff foi o escritor do interessante O DIA DEPOIS DE AMANHÃ, onde a mescla de ficção científica e drama familiar funcionou bastante bem. Mas foi Produtor de O TURISTA, um filme que, apesar de cenas belíssimas em Veneza e de Angelina Jolie no auge de sua beleza já trazia um história descabida.

Quando ele ressucita a família – e as cópias começam a apresentar problemas – as soluções do filme são tenebrosas pela falta de coerência, imaginação e lógica. O corre-corre final, tiroteiros e perseguições de carro são apenas elementos artificais a mais, em um filme que iniciou mal e só fez piorar.

Jeffrey Nachmanoff‘s REPLICAS started from a confused science fiction story and bounced into a poorly tailored melodrama, again showing the unique relevance of a well-written screenplay to support a film.

A scientist that works in a biotechnology company that is developing the possibility of bringing the brains of animals (and eventually people) back to life while brain functions are still active (shortly after the body’s physical death) has a disaster in his life.

What was a plot mixed beyond doubtful and confusing, and scientifically unlikely, becomes a drama when leaving for a weekend of rest, the scientist engages in a car accident in which his wife, two daughters and son die. He then has the awful idea of ​​resurrecting his family using the method in development. To make things worse, the manager of the company he works turns out to be a movie villain of 007, leading a mysterious paramilitary scheme for war purposes (the creation of super soldiers).

There is a confusion between science fiction film, horror, espionage thriller and family drama. As almost always, in these cases, nothing works and all the movies within the movie only make it worse for each scene. There are simply pathetic ideas in the script, which the viewer sees incredulous in the face of such inconsistency.

Keanu Reeves – who has good work in his career and came from the successes of the John Wick franchise – is gloriously wrecked. It is evident that he does not believe in anything that the script makes him recite without any conviction. The succession of bad scenes is getting worse.

The young English actress Alice Eve (who had been seen in the worst series of MARVEL on NETFLIX, IRON FIST) can not help wrecking the character of his wife, a doctor who all the time making disconcerted looks and expressions.

Director Jeffrey Nachmanoff was the writer of the interesting THE DAY AFTER TOMORROW, where the blend of science fiction and family drama worked quite well. But it was Producer of THE TOURIST, a film that, despite beautiful scenes in Venice and Angelina Jolie at the height of its beauty already had an unfortunate story.

When he resurrects the family – and copies begin to present problems – the film’s solutions are gloomy for lack of coherence, imagination and logic. The final runaway, shootings and car chases are just more artifical elements in a movie that started badly and only made it worse.

HOMEM-ARANHA LONGE DE CASA: Aventura Inteligente e Criativa Dá Continuidade à História do Herói Adolescente, Divertido e Atrapalhado

A terceira série de filmes do Homem-Aranha (antes houve os filmes com Tobey McGuire e Andrew Garfield, fazendo par romântico com Kirsten Dunst e Emma Stone) estrelando o jovem Tom Holland ator inglês visto em O IMPOSSÍVEL, com Naomi Watts chega ao segundo capítulo com o divertido HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA.

Mais uma vez, a Marvel concebe de forma inteligente o enredo, usando o humor e as situações cômicas como o principal tempero para uma aventura de ritmo acelerado. Peter Parker – cada vez mais tímido e apaixonado por MJ – vai com os colegas de escola para uma bizarra excursão a Europa, onde pretende se declarar à amada.

Chegando lá, tudo dá errado, porque a Terra mais uma vez é alvo de ataques de monstros ameaçadores. Para complicar a história aparece um herói de outra dimensão, MISTERYO (criação do sempre interessante ator Jake Gyllenhaal).

Tom Holland faz um Aranha muito engraçado, atrapalhado com os dilemas da adolescência, as paixões abissais, as dúvidas existenciais e assumir ou não seu destino como super-herói. A ascendente atriz californiana (nascida em Oakland) Zendaya (ex-modelo e atriz do Disney Channel) mais uma vez dá provas de seu talento, atualmente em foco com a excleente série da HBO EUPHORIA. Samuel L.Jackson, onipresente como Nick Fury, e uma divertida dupla Tia May (Marisa Tomei sempre atraente) e o cineasta John Favreau (como Happy o ex-melhor amigo do Homem de Ferro) que rouba o filme a cada aparição.

Embora a certa altura da história o espectador tenha a sensação de que está assistindo um videogame na tela grande, HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA tem uma infinidade de cenas divertidas e atraentes para os olhos ansiosos de que o assiste. Entre tantas coisas engraçadas está o repetido prazer dos filmes americanos em destruir a Europa, seja derrubando espetacularmente seus monumentos e prédios icônicos, seja ironizando suas paixões como a ópera, os prédios semi submersos de Veneza e até a Torre Eiffel.

Dentro do Universo MARVEL, mais um filme mostra como o Estúdio sabe conduzir com perfeição a interligação entre os filmes, o que fica claro no luto dolorosamente exposto no filme pelos personagens que deram a vida pela humanidade no recente VINGADORES : ULTIMATO, seja nas menções dos heróis que não aparecem no filme e que ainda vão dar muito caldo, como a Capitã Marvel.

HOMEM-ARANHA; LONGE DE CASA cumpre muito bem o seu papel: é um filme de aventura muito divertido. Já é bastante.

The third series of Spider-Man films (before there were the films with Tobey McGuire and Andrew Garfield, making romantic pair with Kirsten Dunst and Emma Stone) starring the young English actor Tom Holland seen in THE IMPOSSIBLE, with Naomi Watts arrives to the second chapter with the amusing SPIDERMAN: FAR FROM HOME.

Once again, Marvel intelligently designs the plot, using humor and comedic situations as the main seasoning for a fast-paced adventure. Peter Parker – increasingly shy and in love with MJ – goes with his classmates for a bizarre tour of Europe, where he intends to declare himself to the beloved.

Getting there, everything goes wrong, because the Earth is once again targeted by threatening monsters. To complicate the story appears a hero of another dimension, MISTERYO (creation of the always interesting actor Jake Gyllenhaal).

Tom Holland makes a very funny Spider, messed up with the dilemmas of adolescence, abyssal passions, existential doubts and whether or not to assume his fate as a superhero. The up-and-coming California actress (born in Oakland) Zendaya (former model and actress of the Disney Channel) once again proves her talent, currently in focus with HBO‘s hugely successful series EUPHORIA. Samuel L. Jackson, ubiquitous as Nick Fury, and an entertaining double- Aunt May (Marisa Tomei always attractive) and filmmaker John Favreau (as Happy the Iron Man‘s ex-best friend) steals the film with each appearance. p>

Although at some point in the story the viewer has the feeling that he is watching a video game on the big screen, SPIDERMAN: FAR FROM HOME has a plethora of fun and eye-catching scenes eager to watch. Among so many funny things is the repeated pleasure of American films in destroying Europe, either by dramatically overturning its monuments and iconic buildings, or by ironizing its passions like the opera, the semi submerged buildings of Venice and even the Eiffel Tower.

Inside the MARVEL Universe, this is another film that shows how the Studio knows how to make the interconnection between the films, which is clear in the mourning painfully exposed in the movie by the characters who gave their lives for humanity in the recent AVENGERS; ENDGAME, in the mentions of the heroes who do not appear in the film and who will still give much adventures, like the Captain Marvel.

SPIDERMAN; FAR FROM HOME fulfills its role very well: it is a very entertaining adventure film. Enough is enough.

O HOMEM NAS TREVAS: Cineasta Uruguaio Faz Filme de Terror que Foge do Comum

O HOMEM NAS TREVAS, do cineasta uruguaio Fede Alvarez (autor do irregular MILLENIUM; A GAROTA NA TEIA DA ARANHA) é um filme de terror diferente, porque surpreende em vários momentos e incute a sensação de medo no espectados com cenas ainda não vistas nas obras anteriores do gênero. O filme está na NETFLIX.

Os pontos positivos iniciam pelo título original DON’T BREATHE (NÃO RESPIRE) que assume múltiplos significados durante a narrativa. A história traz um assalto feito por três jovem ladrões à casa remota de um ex-combatente do Iraque que ficou cego e mora sozinho. O que parecia um golpe fácil de ser realizado termina virando um pesadelo. Os assaltantes se vêem presos em uma armadilha, quase uma ratoeira.

O filme lembra muito a cena final da obra prima O SILÊNCIO DOS INOCENTES, quando o serial killer Buffalo Bill ataca a agente do FBI Clarice Starling em uma casa completamente escura, deixando-a as cegas (enquanto ele usa um visor infravermelho). Aqui a suposta vítima, um cego ex-soldado sabe se movimentar e atirar no escuro, enquanto os assaltantes ficam às cegas.

Esta ideia geral cenas de um suspense quase insuportável, em que o espectador fica tão cego quanto os vilões tornados mocinhos pela narrativa surpreendente. Há várias outras surpresas durante o filme, as quais não vale a pena mencionar para não dar spoilers.

O militar do filme AVATAR, de James Cameron, Stephen Lang faz um ótimo papel como o cego assaltado que reage com meios desproporcionais. Os assaltantes jovens são a jovem ascendente Jane Levy (vista em TWIN PEAKS: O RETORNO, CASTLE ROCK e na badalada DILEMA da NETFLIX), como Rocky, Dylan Minnette (de OS SUSPEITOS e DEIXE-ME ENTRAR) e Daniel Novato (LADY BIRD).

Filmes de terror usualmente apelam para sustos fáceis, como a virada da câmera para revelar uma cena assustadora de surpesa para o espectador, normalmente elevando a trilha sonora. O HOMEM NAS TREVAS até cai neste lugar comum algumas vezes, mas tem seus melhores momentos justamente quando foge deste esquema pronto recorrendo a ideias mais elaboradas e muito mais assustadoras.

Para os fãs do gênero, o filme vai agradar em cheio. Para quem não é tão apaixonado assim por filmes de terror, O HOMEM NAS TREVAS tem o que entregar, como thriller inteligente e criativo.

DON’T BREATHE, by the Uruguayan filmmaker Fede Alvarez (author of the irregular MILLENNIUM: THE GIRL IN THE SPIDER WEB) is a different horror film, because it surprises at various moments and instills the sensation of fear in the spectators with scenes not yet seen in previous works of the genre.

The positive points begin with the original title DO NOT BREATHE which assumes multiple meanings during the narrative. The story brings a robbery idealized by three young thieves to the remote home of a former Iraqi soldier who went blind and lives alone. What seemed like an easy hit to make ends up turning into a nightmare. The robbers find themselves trapped in a trap, almost a mousetrap.

The movie is very reminiscent of the final scene of the masterpiece SILENCE OF THE LAMBS, when serial killer Buffalo Bill attacks FBI agent Clarice Starling in a completely dark house, leaving her blind (while he uses an infrared viewfinder) . Here the alleged victim, a blind ex-soldier knows to move and shoot in the dark, while the robbers are blind.

This general idea scenes from an almost unbearable suspense, in which the viewer becomes as blind as the villains made good by the startling narrative. There are several other surprises during the film, which are not worth mentioning for not giving spoilers.

The military man from James Cameron‘s AVATAR film Stephen Lang makes a great acting work as the blind assailant who reacts with disproportionate means. The young burglars are young up-and-coming Jane Levy (seen in TWIN PEAKS: THE RETURN, CASTLE ROCK and the trendy DILEMA of NETFLIX), as Rocky, Dylan Minnette (from PRISONERS and LET ME IN) and Daniel Novato (LADY BIRD) .

Horror movies usually appeal to easy scares, such as turning the camera around to reveal a scary scene as a surprise for the viewer, often raising the soundtrack. DON’T BREATHE falls into this commonplace sometimes, but it has its best moments just when it run away from this scheme by resorting to more elaborate and far more frightening ideas.

For fans of the genre, the film will for sure please a lot. For those who are not so passionate about horror movies, DON’T BREATHE has what to deliver, as an intelligent and creative thriller.

A VIDA DE DIANE: Mary Kay Place Faz um Tour de Force em Drama Rasgado e Sensível

A VIDA DE DIANE, de Kent Jones (o diretor do magnífico documentário TRUFFAUT/HITCHCOCK e co-roteirista do ótimo JIMMY P: TERAPIA INTENSIVA) é um drama daqueles de cortar os pulsos com uma colher enferrujada. Diane é uma mulher extremamente sofrida que na terceira iddade convive com a fase terminal de sua prima (vivida com maestria pela ótima Deirdre O’Connell) e com as recaídas de seu filho drogado (grande trabalho de Jake Lacy (MRS. SLOANE: ARMAS NA MESA e CAROL).

DIANE é Mary Kay Place, veterana atriz norte-americana Mary Kay Place (Emmy de Melhor Atriz Coadjuvante e que tem no seu currículo grandes filmes como O REENCONTRO, QUERO SER JOHN MALKOVICH e UM SENHOR ESTAGIÁRIO). Aqui ela tem um desempenho excepcional, estando em cena praticamente 100% do filme. O sofrimento permanente dela e a resiliência com que enfrenta situações cada vez piores não a impedem de revelar um humanismo inafastável em todas as situações.

DIANE é voluntária em um abrigo que serve comida para pessoas sem teto, visita sua prima no hospital todos os dias e ainda dá um apoio (inclusive financeiro) para o filho drogado. Ela tem em sua vida uma grande culpa de ter fugido com o amor de sua vida deixando o filho pequeno para ser criado justamente pela prima agora adoentada.

O filme não alivia nas cenas dramáticas – seja no quarto do hospital, seja nas cenas passadas casa suja e descuidada do filho, uma mais difícil de se assistir que a outra, pela contundência de suas imagens.

Um pequeno oásis é a convivência de DIANE com seus amigos, em jantares e almoços sempre recheados de reclamações sobre a dificuldade da vida, mas plenos de empatia e humanidade. Como também têm as cenas no abrigo onde ela é voluntária.

DIANE é um filme duro, sem concessões e árido. Mas quem resistir até o final será recompensado por ter visto um belo trabalho cinematográfico do elenco e do diretor em contar uma história dramática ao extremo.

DIANE, by Kent Jones (the director of the magnificent documentary TRUFFAUT / HITCHCOCK and co-writer of the great JIMMY P) is a drama of those who cut the wrists with a rusted spoon. Diane is an extremely distressed woman who in the third part of her life lives with her cousin’s terminal stage (masterfully experienced by the great Deirdre O’Connell) and the relapses of her drugged son (great work by Jake Lacy of MRS SLOANE and CAROL).

DIANE is Mary Kay Place, veteran American actress (Emmy for Best Supporting Actress and who has in her resume great films like THE BIG CHILL, BEING JOHN MALKOVICH and THE INTERN). Here she has an exceptional performance, being practically 100% of the film in the scene. Her permanent suffering and the resilience with which she faces ever worse situations do not prevent her from revealing an unbreakable humanism in every situation.

DIANE volunteers in a shelter serving food for the homeless, visits her cousin in the hospital every day, and even gives support (including financial) to her drugged son. She has in her life a great guilt of having run away with the love of her life leaving her little son to be raised by the now sick cousin.

The film does not relieve the dramatic scenes – whether in the hospital room or in the scenes of the son’s dirty and neglected house, one that is harder to watch than the other for the force of his images.

A small oasis is the coexistence of DIANE with his friends, at dinners and lunches always filled with complaints about the difficulty of life, but full of empathy and humanity. As well as have the scenes in the shelter where she is volunteering.

DIANE is a hard and arid movie. But whoever resists to the end will be rewarded for having seen a fine cinematographic work of the cast and director in telling a dramatic story to the extreme.

VIDA: DUAS IRMÃS VOLTAM PARA CASA PARA LUTAR CONTRA TODA FORMA DE PRECONCEITO

O Canal STARZ (AMAZON PRIME VIDEO) tem feito produções originais de séries sempre calcadas em temáticas adultas fortes, de cunho social e histórico, com absoluta liberdade de criação para os roteiristas ousarem em cenas e contextos antigos ou modernos típicos dos canais fechados. SWEETBITTER, THE WHITE PRINCESS e POWER São exemplos disto.

VIDA conta a história de duas irmãs que são obrigadas a retornar para seu antigo bairro chicano de Los Angeles Oeste quando sua mãe morre e deixa um bar frequentada por minorias raciais e sexuais, estabelecido em uma espécie de condomínio em que vivem dezenas de pessoas economicamente desfavorecidas.

Embora localizada geograficamente na comunidade mexicana de Los Angeles, VIDA tem na universalidade e atualidade de seus temas o maior atrativo. Entre as sete mulheres que dirigiram episódios destas duas temporadas (outro aspecto notável), há uma brasileira (Grandja Monteiro), duas americanas, uma canadense, uma sul-coreana e duas mexicanas.

A irmã mais velha Emma é hoje uma executiva de sucesso em Chicago para quem esta situação é extremamente desconfortável e incomoda, motivo pelo qual ela quer resolver logo. A mais nova Lynn é uma menina sem emprego, sem dinheiro e sem rumo na vida, recém despachada pelo namorado que a sustentava. Vê na nova situação uma chance de se reequilibrar. A terceira personagem é a Eddy, a gerente do bar, a viúva da falecida, pessoa emotiva e com fortes laços naquela comunidade chicana LGBT. As três vão ter se entender e conviver até uma solução patrimonial definitiva.

Os três personagens são trazidos à telinha pela lindíssima atriz mexicana Melissa Barreira (DOS VECES TU e CLUB DE CUERVOS), pela americana Mishel Prada (FEAR THE WALKING DEAD) e pela californiana Ser Anzoategui (SHAMELESS). Suas brigas, convivências forçadas e entendimentos vão dar muita vida ao bar, significativamente rebatizado como VIDA, em homenagem à falecida mãe chamada Vidaria (Rose Portillo). ainda no elenco destaque para Chelsea Rendon (a revolucionária Mary) e Maria-Elena Laas (Cruz).

O empoderamento feminino – tema mais do que atual – preconceito, diversidade, machismo, opressão econômica, especulação imobiliária, xenofobia e sinscretismo religioso são temáticas que desfilam por VIDA trazendo cenas e diálogos bem contundentes, embora por vezes a série lembre mais uma novela que uma obra mais profunda e autoral.

Três destaques obrigatórios: a extrema plasticidade das cenas (a entrada do crédito com a palavra VIDA em cada episódio de forma muito criativa), o uso excepcional da trilha sonora latina (sempre fechando com o momento dos personagens) e a quantidade de cenas de sexo filmadas de forma praticamente explícita como vem ficando usual em séries de canais fechados. No primeiro episódio da segunda temporada, a personagem Lynn vai a uma orgia filmada de forma raramente vista em produções deste nível. Liberdade total.

VIDA, como dito acima, por vezes parece um novelão. Mas em muitas cenas – e devido à relevância de seus temas – consegue fugir do comum a agradar muito a seus espectadores.

The STARZ Channel has made original series productions based on strong adult themes, socially and historically, with absolute creative freedom for writers to dare in old or modern scenes and contexts typical of the closed channels. SWEETBITTER, THE WHITE PRINCESS and POWER are examples of this.

VIDA tells the story of two sisters who are forced to return to their former Los Angeles West neighborhood when their mother dies and leaves a pub frequented by racial and sexual minorities, set in a kind of condominium where dozens of economically disadvantaged people live.

Although located geographically in the Mexican community of Los Angeles, VIDA has in the universality and timeliness of its themes the greatest attraction. Among the seven women who directed episodes of these two seasons (another notable aspect), there is one Brazilian (Grandja Monteiro), two American, one Canadian, one South Korean and two Mexican.

Big Sister Emma is today a successful Chicago executive for whom this situation is extremely uncomfortable, which is why she wants to get it right. The youngest Lynn is a jobless girl with no money and no direction in life, newly dispatched by the boyfriend who supported her. She sees in the new situation a chance to rebalance herself. The third character is Eddy, the manager of the bar, the widow of the deceased, an emotional person with strong ties to that Mexican LGBT community in Western L.A.. The three will have to understand each other and live together until a definitive patrimonial solution.

The three characters are brought to the screen by the beautiful Mexican actress Melissa Barreira (DOS VECES TU and CLUB DE CUERVOS), the American Mishel Prada (FEAR THE WALKING DEAD) and the Californian Ser Anzoategui (SHAMELESS). Their fights, forced coexistence and understanding will give life to the bar, significantly renamed as LIFE, in honor of the late mother named Vidaria (Rose Portillo). Still in the cast featured prominently for Chelsea Rendon (the revolutionary Mary) and Maria-Elena Laas (Cross).

Women empowerment – a more than current theme – prejudice, diversity, misoginy, economic oppression, real estate speculation, xenophobia and religious sinscretism are themes that parade through VIDA bringing scenes and dialogues very forceful, although sometimes the series reminds one more a soap opera that a deeper and authorial work.

Three mandatory highlights: the extreme plasticity of the scenes (the credit entry with the word VIDA in each episode in a very creative way), the exceptional use of the Latin soundtrack (always closing with the moment of the characters) and the amount of sex scenes showed in a practically explicit way as it has become usual in series of pay channels. In the first episode of the second season, the character Lynn goes to an orgy filmed in a way rarely seen in productions of this level. Total freedom.

VIDA (LIFE), as said above, sometimes looks like a soap opera. But in many scenes – and due to the relevance of its themes – it manages to escape from the ordinary to please its viewers a lot.

JETT: Carla Gugino Estrela Série Policial com Muito Sexo e Violência do CINEMAX

JETT, nova série do CINEMAX (disponível na AMAZON), estrelada pela atriz americana Carla Gugino (nascida em Sarasota na Flórida como diria o Paulo Antunes da ESPN) narra a história de uma ladra de alto nível que sai da prisão e vê sua vida enrolada por uma série de confusões com gângsters de todo o tipo.

A atriz de WATCHMEN, SIN CITY, MANHUNT: UNABOMBER e CHICAGO HOPE já atingiu um status que lhe proporciona a oportunidade de protagonizar uma série de produção empenhada como JETT. Ela é suficientemente boa atriz, bonita e versátil para atuar bem nos momentos emocionais alternados do enredo: violência, sexo e cenas emotivas.

A produção claramente se inspira em filmes policiais anárquicos, cujo precursor foi o extraordinário PULP FICTION – TEMPO DE VIOLÊNCIA, de Quentin Tarantino, mas que tem como outro representantes ilustre SNATCH – PORCOS E DIAMANTES, de Guy Ritchie. Trama policial complexa, muitos personagens, violência e sexo em doses generosas mostrados de forma quase explícita fazem uma receita fadada ao sucesso.

O próprio CINEMAX tem experimentando este caminho em séries muito bem sucedidas como BANSHEE e STRIKE BACK. Muda a história, o cenário e os personagens, mas a receita é rigorosamente a mesma. Até as cenas formalmente ousadas como travellings com a câmera, flaskbacks permanentes, divisão da tela e ângulos de filmagem nada ortodoxos são comuns nestas séries.

No caso de JETT, ainda é destaque a extrema ousadia das cenas de sexo (inclusive exibindo nudez masculina frontal na nova tendência de EUPHORIA e VIDA), homossexualidade e orgias regadas a drogas e todas as “perversões” que eram raras de serem exibidas.

Ao lado de Carla Gugino, estão a atriz espanhola Elena Anaya (LUCIA E O SEXO, A PELE QUE HABITO e QUARTO EM ROMA), o ator Uzbeque premiado com o Tony Awards Michael Aronov, o dinamarquês Giancarlo Esposito (BREAKING BAD e OS SUSPEITOS) e os canadenses Gil Bellows (UM SONHO DE LIBERDADE) e Greg Byrke (MARCAS DA VIOLÊNCIA). Ótimo elenco para viver esta história louca, violenta e cheia de idas e vindas, twists, jogos duplos e traições regada a doses generosas de sexo, violência e rock.

JETT vai ter nove capítulos (dos quais três já estão disponíveis) nesta primeira temporada. Ainda não se sabe se vai haver uma segunda. Depende muito do sucesso com os fãs do gênero. Como tudo na indústria do entretenimento.

JETT, a new series of CINEMAX (available in AMAZON), starring American actress Carla Gugino (born in Sarasota in Florida as ESPN’s Paulo Antunes would tell) tells the story of a high-ranking thief who comes out of prison and sees her life confuse by a series of troubles with gangsters of all kinds.

The actress of WATCHMEN, SIN CITY, MANHUNT: UNABOMBER and CHICAGO HOPE has already reached a status that gives her the opportunity to star in a series of committed production as JETT. She is good enough, beautiful and versatile enough to act well in the alternating moments of the plot: violence, sex and emotional scenes.

The production clearly draws on anarchic thriller films, whose precursor was the extraordinary PULP FICTION, by Quentin Tarantino, but which has as another notorious representative in SNATCH, by Guy Ritchie. Complex thriller plot, many characters, violence and sex in generous doses shown almost explicitly make a recipe doomed to success.

CINEMAX itself has been experimenting this way in very successful original series like BANSHEE and STRIKE BACK. It changes the story, the scenery and the characters, but the recipe is strictly the same. Even formally bold scenes like camera travellings, permanent flaskbacks, screen splitting and unorthodox shooting angles are common in these series.

In the case of JETT, the extreme number of sex scenes (including male frontal nudity in the new trend of HBO‘s EUPHORIA and VIDA), homosexuality and drugged orgies, and all the “perversions” that were rarely displayed.

Alongside with Carla Gugino, are Spanish actress Elena Anaya (LUCIA AND SEX, THE SKIN I LIVE IN and ROOM IN ROME), Uzbek Tonny award-winning actor Michael Aronov, Danish Giancarlo Esposito (BREAKING BAD and THE USUAL SUSPECTS) and the Canadians Gil Bellows (SHAWSHANK REDEMPTION) and Greg Byrke (HISTORY OF VIOLENCE). Great cast to live this crazy, violent and full of comings and goings, twists, double plays and betrayals showered with generous doses of sex, violence and rock.

JETT will have nine chapters (of which three are already available) in this first season. It is not yet known if there will be a second one. It depends a lot on the success with fans of the genre. Like everything else in the entertainment industry.

NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS: CLUBE DE CINEMA MOSTRA O WESTERN CLÁSSICO DOS CLÁSSICOS

O Clube de Cinema de Porto Alegre apresenta neste sábado, 29/07/2019, na Cinemateca Capitólio, NO TEMPO DAS DILIGENCIAS (1939), de John Ford em homenagem ao sócio e pesquisador Décio Andriotti.

O filme é daqueles que, no seu gênero, criou as cenas que viraram clichês, sendo repetidas a exaustão, em centenas de filmes similares nos anos e décadas seguintes.

NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS narra a historia de uma diligencia da linha Overland Stage que viajava entre as cidades Tonto no Arizona e Lordsburg no Novo México, quando tem que passar pelo território em que esta o Chefe Apache Gerônimo, recém fugido da reserva em que lhe havia colocado o Exercito Americano.

Na lista de passageiros: a prostituta Dallas (Claire Trevor), o Médico Alcoólatra Josiah Boone (Thomas Mitchell), o jogador de cartas compulsivo Hatfield (John Carradine), o vendedor de whiskey , uma mulher grávida Lucy Mallory (Louise Platt) e o jovem pistoleiro Ringo (John Wayne), o cocheiro e o guarda da diligencia.

O filme foi indicado para 7 Oscars, incluindo Melhor Filme, Diretor, Fotografia, tendo vencido o de Melhor Ator Coadjuvante (Thomas Mitchell) e Melhor Trilha Sonora.

Além de estar entre os melhores filmes (senão o melhor de John Ford) provavelmente seja o melhor trabalho de John Wayne. A fotografia do Monument Valley – com seus imensos espaços – criou igualmente uma nova tendência nos filmes western.

NO TEMPO DAS DILIGENCIAS também tem como destaque a apresentação do famoso código de honra do western, onde os personagens mais humanos e mais corajosos são sempre os tipos de quem menos se espera uma atitude solidária. Igualmente traz o tema da segunda chance, bem presente nas cenas do médico alcoólatra e suas ações nos momentos mais tensos do filme.

Em resumo, NO TEMPO DAS DILIGENCIAS se tornou o filme clássico do gênero por escrever personagens, cenas e tipos que ficaram imortalizados na historia do cinema como dos mais perfeitos que um cineasta já fez. O filme teve duas refilmagens que nem chegaram perto de sua categoria de clássico.

The Porto Alegre MovieClub presents this Saturday, July 29, 2019, at the Cinematheque Capitólio, STAGECOACH (1939), by John Ford in tribute to the cinephile and researcher Décio Andriotti.

The film is one of those that, in its genre, created the scenes that became clichés, repeated to exhaustion, in hundreds of similar films in the years and decades that followed.

STAGECOACH tells the story of a diligence of the Overland Stage line that traveled between the cities Tonto in Arizona and Lordsburg in New Mexico, when it has to pass through the territory in which the Chief Apache Geronimo, recently fled from the reservation in which the American Army had placed him.

In the passenger list: prostitute Dallas ( Claire Trevor ), Alcoholic Doctor Josiah Boone ( Thomas Mitchell ), the card player (John Carradine), the whiskey salesman, a pregnant woman Lucy Mallory (Louise Platt ) and young gunman Ringo (John Wayne), besides the coachman and a guard.

The film was nominated for 7 Oscars, including Best Picture, Director, Photography; it only won Best Supporting Actor (Thomas Mitchell) and Best Soundtrack. It deserved several more prizes.

In addition to being among the best films (if not the best of John Ford) is probably the best work of John Wayne. The photograph of Monument Valley – with its vast spaces – has also created a new trend in western films.

STAGECOACH also presented the famous code of honor of the western, where the most human and courageous characters are always the types of those who least expect a caring attitude. It also brings the theme of the second chance, well present in the scenes of the alcoholic doctor and his actions in the most tense moments of the film.

In short, STAGECOACH with all justice became the classic film of the genre for brilliant characters, scenes and types that were immortalized in the history of cinema as the most perfect that a filmmaker has ever done. The film had two re-shoots that did not even come close to its classic category.