O CONCLAVE: Ótimo Filme Escorrega no Twist do Twist Final

O CONCLAVE, de Edward Berger (da nova versão de ALL QUIET ION THE WESTERN FRONT) foi um dos filmes que mais me chamou a atenção neste ano de 2024.

Afinal, prometia mostrar as entranhas das reuniões de cardeais da Igreja Católica, às portas fechadas, para eleger um novo Papa.

Assim que disponibilizado na Apple TV+, gastei meus US$ 14 para alugar o filme.

Valeu muito a pena.

O filme de Berger é fascinante desde suas imagens iniciais, mostrando toda pompa e poder da cúpula da Igreja. Cenários suntuosos, roupas impecáveis, estrutura de primeiro nível, para receber os cardeais do mundo inteiro.

Ralph Fiennes tem sua melhor atuação como o Cardeal Lawrence, uma espécie de comandante do evento, candidato ao posto, “fixer” dos problemas que surgem e esperança de renovação dos outsiders.

Aliás, o elenco de CONCLAVE é espetacular. Stanley Tucci, John Lithgow, Isabella Rosselini, Carlos Diehz, Lucian Msamati, Jaceq Koman e muitos outros asseguram a diversidade essencial para mostrar outro elemento narrativo fortíssimo, a universalidade da Igreja.

Fui vendo o filme, deslumbrado pelo dama, pela trama, pelas intrigas , pelos fatos externos (a cena da explosão é um primor de cinema).

Quando sobreveio o twist final do roteiro – baseado no livro do escritor Robert Harris – fiquei emocionado e muito tocado pela opção de humanizar aquele encontro tão seleto. Um virada magistral.

Só que aí, veio o twist do twist, uma segunda surpresa final. Achei demasiada, desnecessária e pouco crível. Foi definitivamente um escorregão.

O filme – apesar disso – a meu ver segue forte e poderoso.

Vale muito a pena ver.

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