FRANKENSTEIN : Guillermo del Toro Faz Releitura Magnífica da Obra de Mary Shelley

São tantas as versões da obra clássica de Mary Shelley, publicada a primeira vez em 1818, que pairava a dúvida sobre qual o sentido de fazer mais uma.

O premiado cineasta mexicano Guillermo del Toro resolveu mergulhar na hercúlea tarefa. O resultado está na Netflix.

É nada menos que arrebatador.

A riqueza da visão de Del Toro proporciona ao espectador uma quantidade de aspectos fascinantes que explica porque o livro de Shelley apaixona gerações há tanto tempo. A história do médico brilhante e louco que resolve criar um ser a partir de partes de cadáveres e perde completamente o controle de sua experiência (e a sanidade) raramente foi contada com tamanha complexidade de detalhes.

A começar pela cenografia, belíssima da primeira a última cena. Parece que estamos vendo uma ópera encenada de forma suntuosa no Metropolitan ou no Scala. Ambientes, figurinos, objetos de cena, tudo é visualmente de tirar o fôlego.

Del Toro optou por contar sua história em capítulos. Prólogo, a visão de Victor, a visão do monstro. Enriqueceu muito. a narrativa. Criou um suspense maravilhoso.

O elenco é soberbo. Oscar Isaac, um surpreendente Jacob Elordi, Christoph Waltz (sempre magnífico), Mia Goth, Lars Mikkelsen, Charles Dance, que excepcional grupo de atores.

A música de Alexander Desplat e a fotografia de Dan Laustsen são extraordinárias.

Dúvidas existenciais sobre quem sou eu?, quem é o monstro?, até Deus tem dúvidas, pontuam a narrativa o tempo todo em um roteiro brilhante que não tem medo de se afastar da história clássica de Shelley quando necessário.

Em um final de semana chuvoso de novembro, uma dica do meu irmão Isaac Menda, me levou a ver o grande filme de Guillermo del Toro.

Está aí um dos Melhores Filmes de 2025. Fácil, fácil.

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