BUGONIA – Todas as Paranóias Juntas. Inclusive as Reais.

Pode-se acusar o cinema do grego Yorgos Lanthimos de tudo, menos de falta de originalidade. Na minha opinião, ele transita na mesma faixa dos irmãos Cohen. As histórias que ele leva às telas são sempre recheadas de surpresas para o espectador.

Em BUGONIA, uma jovem e altamente exitosa executiva é sequestrada por uma dupla de malucos que jura que ela é uma extraterrestre há anos infiltrada na Terra para estudar a raça humana e decidir sobre a invasão e a extinção.

Os maluquetes tem todo arsenal de gadgets para levar a cabo sua missão terrorista.

O elenco está perfeito. Emma Stone volta a mostrar o desprendimento de POOR THINGS, que fez com o mesmo cineasta. Jesse Plemons está se aperfeiçoando para viver malucos de pedra. E o terceiro vértice do triangulo, Aidan Delbis talvez seja o mais divertido de todos.

O non sense do plano conspiratório os terroristas confrontado pela lógica cartesiana da executiva proporciona deliciosos momentos de reflexão do duelo moderno entre loucura e racionalidade. Como trazer para a realidade pessoas cegas pelo radicalismo de suas ideias.

Lanthimos vai fundo em temas como o radicalismo, a obsessão por extraterrestres, segredos de estado, conspirações, cenários incensos por redes sociais, fim da privacidade das pessoas e outros pesadelos modernos.

Certamente BUGONIA está entre os. melhores filmes do ano.

Lanthimos e sua turma acertaram outra vez.

É mais um. filme primorosamente feito, cheio de ideias e que deixa muitas reflexões para o espectador que se propuser a ir até o final.

Maravilhoso por sinal.

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