O JULGAMENTO DE NUREMBERG (1961), de Stanley Kramer é um filme clássico sob qualquer ângulo que seja observado. Maximilian Schell, Burt Lancaster, Spencer Tracy, Montgomery Clift, Marlene Dietrich e Richard Widmark tinham um Star power inquestionável para contar a história do maior julgamento de todos os tempos. Três horas e seis minutos. Como eu disse, um clássico.
Por que refilmar?
Pois o diretor americano James Vanderbilt se propôs a fazer a tarefa inglória. Reuniu um baita elenco(Russell Crowe, Remi Malek, Michael Shannon, Richard E. Grant, John Slattery, Leo Woodall, Lydia Peckham, Colin Hanks, Ben Miles e Lotte Verbeek) e trouxe para as telas a história do rumoroso julgamento, concentrando-se na figura de Herman Goring.
Em 2h28 minutos o filme vai fundo em diversos aspectos jurídicos e psicológicos do julgamento, tendo muitos pontos de interesse.
Claro que tudo fica. muito longe do clássico. Mais uma vez nos lembra porque certos filmes ganham a imortalidade da história e. outros tantos são apenas bons filmes.
Este novo NUREMBERG em momento algum ascende à categoria dos grandes filmes.
É um filme bem feito, mostrando que Crowe, mais gordo e mais velho, segue sendo um baita ator.
E que as guerras, seja qual for sua motivação, escondem – ou mostram – o pior do ser humano.