MISCONDUCT(2016), de Shintaro Shimosawa tinha tudo para ser uma baita thriller. Começava por dois grandes atores. Que filme tem Al Pacino e Anthony Hopkins? Depois tinha duas (não uma, mas duas) loiras lindíssimas, as atrizes Malin Akerman e Alice Eve. Não vou nem contar a Julia Stiles, que faz a detetive. O enredo também tem seu charme. Um jovem advogado ambicioso (pleonasmo vicioso?) reencontra uma antiga namorada do high school que namora um magnata e lhe passa dados secretos de como a empresa farmacêutica de propriedade dele vem manipulando remédios e ocultando os dados das autoridades. Em meio a dilemas morais variados, o jovem vai ao seu chefe e recebe autorização para promover uma big ação contra o bilionário. A partir dai, o filme azedou, o roteirista pirou e tudo deu errado. A gente vai adivinhando fácil, fácil, os supostos twists da historia e tudo vai de mal a pior. Até os achados do filme (como o assassino que está morrendo) se perdem na historia. Al Pacino segue com aquela cara de “o que é que eu estou fazendo aqui?” e tudo se encerra de uma forma que já vimos em pelo menos uma dúzia de filmes policiais. Uma pena. Ou um big erro de conduta, como diz o titulo.