Fui ver TRUMAN(2016), de Cesc Gay, com grande expectativa. Costumo dizer que se uma grande expectativa se frustra, o menos culpado é o diretor do filme, que não tem nada com isto.

Acho que neste caso, isto é meia verdade.

Achei o roteiro de TRUMAN fraco. Para mim, o personagem do protagonista Julian (Ricardo Darin) não foi bem trabalhado. Sua posição diante da noticia da doença terminal que sofre varia durante todo o filme, deixando o espectador perdido.

Ora conformado, ora desesperado, ora mentindo sobre o fato, ora negando, o personagem, embora afirmando ter refletido bastante sobre a morte próxima, parece ter recebido a noticia recentemente, porque, ao menos como o roteiro lhe define, segue bastante confuso.

O melhor personagem da trama é disparado o amigo Tomas (Javier Camara), primoroso em sua interpretação despida de arroubos dramáticos mas plena de nuances extremamente difíceis e sutis.

Para fechar, também achei que o cachorro Truman foi mal explorado pela trama, ficando longos períodos do filme sumido da tela.

Por exemplo, a cena da discussão sobre os impactos emocionais no cachorro poderia ser bem mais estendida e explorada, pois se tratava de uma excelente ideia.

Inegavelmente, o grande talento dos atores envolvidos proporciona alguns momentos deliciosos e emocionantes no filme, notadamente a espetacular cena final.

Mas ainda fiquei com a sensação de que podia ter sido muito melhor.

TRUMAN e seus atores mereciam um roteiro melhor.

 

I see TRUMAN (2016), by Cesc Gay with great expectation. I often say that if a great expectation is frustrated, the less guilty is the director of the film, which has nothing with it.

I think in this case, this is half true.

I found the TRUMAN script weak. For me, the character of the protagonist Julian (Ricardo Darin) was not well written. His position before the news of terminal illness he is suffering, varies throughout the film, leaving the viewer totally lost.

Sometimes resigned, sometimes desperate, sometimes lying about the fact, other times denying, the character, while claiming to have reflected enough on the approaching death, seems to have received the news recently because, at least as the script defines it, he follows quite confusing.

The best character of the plot is by far, the friend Tomas (Javier Camara), exquisite in its naked interpretation of dramatic outbursts but full of extremely difficult and subtle nuances.

To close, I found that the Truman dog was poorly exploited by the plot, getting long periods out of the movie screen.

For example, the scene of the discussion about the emotional impact on the dog could be more extended and explored, because it was an excellent idea.

Undeniably, the great talent of the actors involved provides some delicious and exciting moments in the film, especially the spectacular final scene.

But still I got the feeling that it could have been much better.

TRUMAN and its actors deserve a better script.