Luchino Visconti é certamente um dos maiores diretores de cinema de todos os tempos. Basta olhar sua filmografia para ver que ele foi responsável por meia dúzia de obras primas.

ROCCO E SEUS IRMAOS (Rocco e i suoi fratelli – 1960), O LEOPARDO (Il Gattopardo – 1963), MORTE EM VENEZA (Morte a Venezia – 1971), VIOLENCIA E PAIXAO (Gruppo di famiglia in un interno – 1974) e O INOCENTE (L’innocente – 1976) são manifestações de um talento absolutamente invulgar e de uma inteligência e sensibilidade superiores.

Entre os grandes cineastas italianos, Visconti retratou como nenhum outro a decadência da nobreza e as mudanças sociais trazidas nos anos sessenta e setenta.

Mas o foco principal de seus filmes eram os conflitos internos dos personagens, originando cenas inesquecíveis entre silêncios e insônias, paixões proibidas, olhares e torturantes palavras não pronunciadas.

Seus atores favoritos Burt Lancaster, Helmut Berger, Silvana Mangano, Dirk Bogarde, e até mesmo alguns que esporadicamente trabalharam com ele, como Alain Delon e Claudia Cardinale nunca estiveram melhor no cinema, outra prova do talento deste mestre da arte de filmar.

Certamente, para quem quiser ter uma aula do melhor cinema italiano que o mundo já viu, Luchino Visconti é uma aula obrigatória e deliciosa.

 

Luchino Visconti is certainly one of the greatest film directors of all time. We just look at his filmography and see that he was responsible for half a dozen masterpieces.

ROCCO AND HIS BROTHERS (Rocco e i suoi fratelli – 1960), THE LEOPARD (Il Gattopardo – 1963), DEATH IN VENICE (Morte a Venezia – 1971), VIOLENCE AND PASSION (Gruppo di famiglia in un internal – 1974) and THE INNOCENT ( L’innocente – 1976) are manifestations of an absolutely unusual talent and a superior intelligence and sensitivity.

Among the great Italian filmmakers, Visconti portrayed like no other the decadence of the nobility and the social changes brought in the sixties and seventies.

But the main focus of his films were the internal conflicts of the characters, creating unforgettable scenes between silences and insomnia, forbidden passions, looks and torturous unspoken words.

His favorite actors Burt Lancaster, Helmut Berger, Silvana Mangano, Dirk Bogarde, and even some who occasionally worked with him as Alain Delon and Claudia Cardinale have never been better in the cinema, another proof of the talent of this master of the art of filming.

Certainly, for those who want to have a class of the best Italian cinema the world has ever seen, Luchino Visconti is a must see and a very delicious class.