KOBLIC (2016), de Sebastian Boresztein é, na minha opinião, um filme com muitos problemas.

Para iniciar, a produção não é pobre, é paupérrima. Há alguns péssimos atores coadjuvantes e uma das cenas capitais, a do “voo da morte” é quase constrangedora, na carência de recursos de sua filmagem.

Evidente que a presença de um ator de extraordinária categoria, como Ricardo Darín, assegura que a gente veja o filme com interesse ate o final.

A simplicidade que era uma das atrações maiores do ótimo UM CONTO CHINES, que a dupla Darín – Boresztein fez há alguns atrás, aqui atrapalha o filme em vários momentos.

O roteiro também tem problemas evidentes.

Há personagens que passam pelo filme e somem subitamente, sem sequer voltarem a ser mencionados.

O cuidadoso personagem central expõe sua condição de ex-militar ao portar a carteira de identificação quando vai pagar um telefonema.

A gratuidade de certas situações também me pareceu forçada.

Mas o pior de tudo, fácil, a síndrome de Charles Bronson que acometeu o protagonista na parte final do filme. Defender o papel do Vigilante não me pareceu uma opção razoável.

No fundo, acho que o filme KOBLIC ficou indefinido sobre sua visão a respeito dos militares que agiram na repressão argentina: culpados ou inocentes?

Um tema como este merecia um roteiro e um filme melhores.

 

KOBLIC (2016), by Sebastian Boresztein is, in my opinion, a film with many problems.

To start, the production is not poor, it is very poor. There are some very bad supporting actors and one of the capitals scenes, the “death flight” is almost embarrassing, due to the lack of production resources.

Evident that the presence of a special category actor, as Ricardo Darin, ensures that we see the film with interest until the end.

The simplicity that was one of the biggest attractions of the great CHINESE TAKE-OUT, the duo Darin – Boresztein did a few years ago, here hinders the film at various times.

The script also has obvious problems.

There are characters who pass through the film and disappear suddenly, without even return to be mentioned.

The careful central character exposes his status as former military to carry the ID card when going to pay a phone call.

The gratuity of certain situations also seemed forced.

But worst of all, easy, is the Charles Bronson syndrome which affected the protagonist at the end of the film. Defending the role of Vigilante did not seem a reasonable option.

Basically, I think the film KOBLIC is indefinite about his vision of the military who acted in the Argentine repression: guilty or innocent?

A theme like this deserved a better screenplay and a better film.