WESTWORLD, a série da HBO terminou sua primeira temporada em altíssimo estilo.

Além de uma audiência poderosa e de um sucesso de critica muito grande, a sensação de “quero mais” entre os apreciadores foi quase unanime, preparando o terreno para a já aprovada segunda temporada.

O primeiro aspecto notável de WESTWORLD, obvio, foi sua produção impecável, milionária mesmo, poucas vezes vista na televisão, rara até para superproduções do cinema.

Impossível não se impressionar com três ou quatro cenas de tirar o fôlego, que explodiam na tela, em momentos muito bem escolhidos da série.

Em contraponto, uma herança dos grandes westerns, também foi muito bem utilizada por WESTWORLD: mostrar grandes paisagens, vales e montanhas como forma de situar a dimensão dos personagens em conflito.

O segundo ponto memorável foi, claro, o elenco. Sir Anthony Hopkins veio a televisão para dar um show, com seu definitivo, enigmático e profundo Dr. Robert Ford, desde já, personagem da galeria dos tipos inesquecíveis da telinha. Seu monologo final foi coisa de BLADE RUNNER.

Mas o elenco teve muitos atores e atrizes em ótimos desempenhos: Thandie Newton(despida de qualquer pudor, em todos os sentidos), Jeffrey Whright(excelente como o melhor dilema existencial da série), Evan Rachel Wood(o melhor twist) e Ed Harris (quanto mais velho, melhor).

Outro ponto de excelente qualidade foi, sem duvida, o roteiro. A partir do terceiro ou quarto capitulo, o texto de WESTWORLD encontrou seu foco e proporcionou frases e cenas antológicas.

Ford: “Um velho amigo, uma vez me disse algo que me deu grande conforto. Algo que ele leu. Ele disse que Mozart, Beethoven e Chopin nunca morreram. Eles simplesmente viraram música.”

Dolores: “Eu não estou chorando por mim. Eu estou chorando por você. Dizem que grandes bestas uma vez dominaram este mundo. Grandes como montanhas. Ainda, o que resta delas são ossos e areia. O tempo desfaz mesmo as mais poderosas criaturas. Olhe o que fez com você. Um di você perecera. Você ira ficar como o resto dos seus na sujeira. Seus sonhos esquecidos, seus horrores encarados, seus músculos se tornando areia, e sobre esta areia um novo Deus vai caminhar, um que nunca morre, porque este mundo não pertence a você ou as pessoas que vieram antes. Ele pertence a alguém que ainda esta por vir.”

WESTWORLD inscreveu seu nome na historia da televisão como uma das melhores séries de todos os tempos. Grandiosa em todos os sentidos.

Como os dilemas humanos que mostrou.

 

WESTWORLD, the HBO series ended its first season in ultra-high style.

In addition to a powerful audience and a critically high success, the “want more” sensation among connoisseurs was almost unanimous, setting the stage for the already approved second season.

The first notable aspect of WESTWORLD, of course, was its impeccable production, a millionaire even, rarely seen on television, rare even for film megaproductions.

Impossible not to be impressed by three or four breathtaking scenes that exploded on screen at the series’ very well chosen moments.

In contrast, an inheritance of the great westerns, was also very well used by WESTWORLD: to show great landscapes, valleys and mountains as a way of locating the dimension of the characters in conflict.

The second memorable point was, of course, the cast. Sir Anthony Hopkins came to the television to give a show, with his definitive, enigmatic and deep Dr. Robert Ford, already, a character of the gallery of the unforgettable types of the small screen. His final monologue was a BLADE RUNNER thing.

But the cast had many great actors and actresses: Thandie Newton (naked in every way), Jeffrey Whright (excellent as the best existential dilemma in the series), Evan Rachel Wood (best twist) and Ed Harris (the older the better).

Another point of excellent quality was, without a doubt, the script. From the third or fourth chapter, the WESTWORLD text found its focus and provided anthological phrases and scenes.

Ford: “An old friend once told me something that gave me great comfort. Something he read. He said Mozart, Beethoven and Chopin never died. They simply became music.”

Dolores: “I’m not crying for myself. I’m cryin’ for you. They say that great beasts once roamed this world. Big as mountains. Yet all that’s left of them is bone and amber. Time undoes even the mightiest creatures. Just look what it’s done to you. One day, you will perish. You will like with the rest of your kind in the dirt. Your dreams forgotten, your horrors faced, your muscles will turn to sand, and upon that sand a new God will walk, one that will never die, because this world doesn’t belong to you or the people who came before. It belongs to someone who is yet to come.”

 

WESTWORLD inscribed its name in the history of the television like one of the best series of all time. Great in every way.

Like the human dilemmas it showed.