A CRIADA é, por qualquer ângulo que se olhe, um filme adulto e um dos melhores do ano.

Pela contundência e crueza das suas cenas de sexo e de violência. Pela complexidade da história que vai e volta e volta de novo.

Pela montagem que ganha força ao repetir cenas pelos vários ângulos de cada personagem, sempre com um viés diferente.

Mas o cineasta coreano Chan-wook Park (que ja tinha se destacado em OLDBOY) retorna a fazer um filme excelente, que prende o espectador, vai fundo em seus personagens e motivações, esquadrinha os sentimentos e as traições humanas e, ao colocar tudo isto em um visual belíssimo, consegue acertar em cheio o alvo.

Tae-ri Kim vive Sook-He como o papel de sua vida, indo do ingênuo ao desesperado. Min-he Kim, como Lady Hideko talvez seja a única a rivalizar com ela em desempenho.

Tenso, erótico, violento, cheio de suspense, profundo, A CRIADA faz suas 2 horas e 24 minutos voarem na tela.

E você ainda vai sair querendo mais.

 

THE HANDMAIDEN is, by any angle, an adult film and one of the best of this year.

For the forcefulness and crudeness of their scenes of sex and violence. For the complexity of the story that goes back and forth and back again.

By the montage that gains force when repeating scenes by the several angles of each carachter, always with a different bias.

But the Korean filmmaker Chan-wook Park (who had already stood out in OLDBOY) returns to make an excellent film, which captures the viewer, goes deep in his characters and motivations, scrutinizes human feelings and betrayals and, by putting all this in a beautiful look, can hit the target in full.

Tae-ri Kim lives Sook-He as the role of her life, going from the naive to the desperate. Min-he Kim, as Lady Hideko may be the only one to rival her in performance.

Tense, erotic, violent, full of suspense, deep, THE HANDMAIDEN makes its 2 hours and 24 minutes fly on the screen.

And you’re still going out wanting more.