Como toda cerimonia do Oscar, a deste ano teve coisas boas e coisas nem tão boas. Inicio dizendo que acho que faltou ousadia a direção do espetáculo. A ideia da abertura com uma das canções indicadas, foi excelente e Justin Timberlake entrando teatro a dentro cantando e bailando ao som de CAN’T STOP THE FEELING prometia um Oscar mais dinâmico.

Parou por aí. Achei o espetáculo arrastado e longo demais.

Os truques para disfarçar a inevitável duração não funcionaram.

Jimmy Kimmel foi burocrático, contido e medroso. Sua melhor atuação foi na falsa briga com Matt Damon.

As grandes estrelas de Hollywood estavam ausentes. Fora os indicados e os apresentadores (praticamente os premiados do ano passado e um ou outro que esta promovendo seu filme novo), diretores (Spielberg, Clint Eastwood, Tarantino), atores (Tom Hanks, Harrison Ford, John Travolta, Michael Douglas) e atrizes de peso (Julia Roberts, Jennifer Lawrence, Cate Blanchett) não foram ao Oscar.

A melhor nota da noite foi, sem duvida, ver que o cinema segue sua trilha de inclusão, pluralidade e diversidade. Nunca um Oscar foi tão multicultural, multirracial, internacional e com visões tão diversas do que seja a vida.

Na minha opinião, o fato de oito dos nove indicados para melhor filme serem independentes e de orçamentos pequenos, também reflete o atual momento em que as melhores produções, roteiros e atores estão em series de produtoras de TV e streaming, como NETFLIX, AMAZON, HBO, TNT. Tivemos este ano no Oscar, o primeiro filme indicado produzido pela Amazon (MANCHESTER A BEIRA MAR), o que deve aumentar bastante nos próximos anos.

Também achei os números musicais bem feitos, mas contidos, sem grandes produções, o que reforçou uma ideia de contenção de custos.

Por fim, a trapalhada da divulgação do Prêmio de Melhor Filme, vai ficar na antologia dos piores momentos. Claramente Warren Beatty recebeu o envelope errado (aparentemente o envelope duplo do premio de melhor atriz). Mas este tipo de erro não pode acontecer em um show deste tamanho.

Balanço final: MOONLIGHT mereceu os prêmios que ganhou, porque realmente é um filme muito bom; LA LA LAND segue sendo meu favorito este ano e ganhou bem seus seis Oscars; MANCHESTER saiu com 3 grandes prêmios, todos justíssimos. E Lady Viola foi reconhecida por seu imenso talento.

Com todos os defeitos, o Oscar premiou muita gente que faz cinema de excelência.

 

Like every Oscar ceremony, this year’s had good things and things not so good. I start saying that I think the show’s direction was conservative. The idea of the opening with one of the songs indicated was excellent and Justin Timberlake entering the theater indoors singing and dancing to the sound of CAN’T STOP THE FEELING promised a more dynamic Oscar.
It stopped there. I found the spectacle drawn and too long.
The tricks to disguise the inevitable duration did not work.
Jimmy Kimmel was bureaucratic, restrained and fearful. His best performance was in the fake fight with Matt Damon.
The big stars of Hollywood were absent. They were only the nominees and the presenters (practically last season’s winners and one or other who is promoting his new movie), directors (Spielberg, Clint Eastwood, Tarantino), actors (Tom Hanks, Harrison Ford, John Travolta, Michael Douglas) and Actresses of weight (Julia Roberts, Jennifer Lawrence, Cate Blanchett) were not at the Oscars.
The best note of the night was, without a doubt, to see that the cinema follows its path of inclusion, plurality and diversity. Never before, we had an Oscar so multicultural, multiracial, international and with such diverse visions of life.
In my opinion, the fact that eight of the nominees for best film are independent and of small budgets, also reflects the current moment when the best productions, scripts and actors are in series of TV and streaming producers such as NETFLIX, AMAZON, HBO, TNT. We had this year at the Oscars, the first nominated film produced by Amazon (MANCHESTER BY THE SEA), a fact that should increase a lot in the coming years.
I also found the musical numbers well made but contained, without major productions, which reinforced an idea of cost containment.
Finally, the mistake of the announce of the Award for Best Picture, will remain in the anthology of the worst moments. Clearly Warren Beatty received the wrong envelope (apparently the double envelope of the award for best actress). But this kind of mistake can not happen in a show of this size.
Final Balance: MOONLIGHT deserved the awards that won because it really is a very good movie; LA LA LAND continues to be my favorite this year and has well earned its six Oscars; MANCHESTER came out with three great prizes, all very fair. And Lady Viola was recognized for her immense talent.
With all the defects, the Oscar awarded many people who make cinema of excellence.