PATERNO(2018), de Barry Levinson (76 anos, diretor do Oscarizado RAIN MAN) é mais um filme da HBO focando pessoas reais, em situações extremas. No caso, o icônico treinador de futebol americano universitário Joe Paterno, recordista de vitórias no esporte.

Uma verdadeira lenda em Penn State (homenageado por uma estátua na porta do prédio central da Universidade), Paterno foi envolvido em um escândalo de pedofilia que denunciou um de seus principais assistentes nos anos 2000.

Mais de vinte denúncias desabaram sobre a Universidade e seu programa de futebol americano como um tsunami, principalmente quando se constatou a omissão da principal diretoria da instituição de ensino.

Figura de ponta no filme é a jornalista Sara Ganin (hoje correspondente da CNN e na época repórter do The Patriot-News, um jornal diário de Harrysburg, Pennsylvania), que recebeu o Prêmio Pulitzer pelas matérias sobre o escândalo. Ela é vivida pela jovem Riley Keough (protagonista de THE GIRLFRIEND EXPERIENCE, série da FOX). Ela dá à personagem o tom certo de determinação, perplexidade com os fatos e persistência para ir atrás da verdade. Tudo isto vem com a dualidade de ter sido aluna de Penn State.

Al Pacino, certamente um dos maiores atores do cinema em todos os tempos, está sabendo aproveitar muito bem sua idade avançada (78 anos) ao optar por dar vida a personagens com restrições etárias, o que faz com a maestria de sempre. Grande trabalho dele.

No elenco de apoio, há vários outros nomes de excelência, como Kathy Baker (como a Sra. Paterno), Paul Jacobson (o Dr. Taub da série HOUSE) e Annie Parisse(VINIL e THE LOOMING TOWER).

As discussões familiares de Paterno sobre o que fazer quando o escândalo explode são excepcionais, ao demonstrar, não somente a dificuldade em lidar com este tipo de crise, como as carências e dificuldades de conviver com opiniões opostas.

Nestas épocas de escândalos diários e de graves preocupações com  relação aos crimes de pedofili, PATERNO é um filme que sem dúvida cumpre seus objetivos com grandeza e precisão.

 

PATERNO (2018), by Barry Levinson (76 years old, Oscar winner director for RAIN MAN) is another HBO movie focusing on real people in extreme situations. In the case, the iconic college football coach Joe Paterno, the owner of the record of wins in the sport.

A true legend at Penn State (honored by a statue at the door of the university’s central building), Paterno was embroiled in a pedophile scandal that denounced one of his main assistants in the 2000s.

More than 20 denunciations collapsed on the University and its football program as a tsunami, especially when it was found the omission of the main board of the educational institution.

Leading figure in the film is journalist Sara Ganin (now a correspondent for CNN and then reporter for The Patriot-News, a daily newspaper in Harrysburg, Pennsylvania), who received the Pulitzer Prize for the stories about the scandal. She is lived by the young Riley Keough (protagonist of THE GIRLFRIEND EXPERIENCE, a FOX tv series). She gives the character the right tone of determination, perplexity with facts, and persistence to go after the truth. All this comes with the duality of being a Penn State student.

Al Pacino, certainly one of the greatest movie actors of all time, knows how to enjoy his advanced age (78 years) very well when he chooses to give life to characters with age restrictions, which he does with the mastery of always. Great work from him.

In the supporting cast, there are several other names of excellence, such as Kathy Baker (like Mrs. Paterno), Paul Jacobson (Dr. Taub of the HOUSE series) and Annie Parisse (VINYL and THE LOOMING TOWER).

Paterno’s family discussions about what to do when the scandal explodes are exceptional, demonstrating not only the difficulty in dealing with this type of crisis, but also the shortcomings and difficulties of living with opposing opinions.

In these times of daily scandals and serious concerns about pedophile crimes, PATERNO is a film that undoubtedly accomplishes its goals with greatness and precision.