O MÉTODO KOMINSKY é uma série classificada como comédia, porque retira muito de sua inspiração em situações cômicas criadas de forma extremamente inteligente por um roteiro primoroso escrito por Chuck Lorre (de TWO AND A HALF MAN e BIG BANG THEORY).

Mas que o espectador não se deixe enganar: a série lida com temas muito profundos (com igual classe), tais como envelhecimento, doenças, morte, frustrações, alcoolismo e por aí vai.

O importante é que a gente passa os oito capítulos desta primeira temporada rindo sem parar. As citações a filmes e séries são constantes e sempre muito bem feitas.

O maior destaque, contudo, é o excepcional elenco. Michael Douglas, absolutamente desglamurizado vive o protagonista Sandy Kominsky, um ator em fase decadente que cria um curso de interpretação para jovens pretendentes a carreira artística. Seu agente e amigo de muitos anos é o amargo e sarcástico Norman(Alan Arkin, extraordinário), um bem sucedido dono de agência de Hollywood que acaba de perder a esposa com quem foi casado 47 anos.

A filha de Norman é a droga e alcoólatra Phoebe, vivida com charme absoluto pela ótima Lisa Edelstein (a Lisa Cuddy de HOUSE). Ainda temos no elenco Nancy Travis ( o interesse amoroso de Sandy), Sarah Baker (a filha de Sandy), Danny de Vito (o urologista mais debochado do mundo), Ann-Margret(TOMMY) e participação especial de Jay Leno.

A série faz piada com todas as realidades típicas da Califórnia e de Hollywood, usando muito bem o descompasso e desencanto dos mais velhos com os dias atuais e os impactos da tecnologia.

Mas o fundo da série é o questionamento sobre a frieza atual das relações e o abandono dos verdadeiros valores humanos. Há diversas cenas em que se questiona o modo de vida atual e como se priorizar as verdadeiras emoções e relações de amizade.

O MÉTODO KOMINSKY é uma série altamente recomendável: para rir (muito), pensar e se emocionar.


The KOMINSKY METHOD is a comedy series, because it draws much of its inspiration from comic situations created in an extremely clever way by a fine script written by Chuck Lorre (from TWO AND A HALF MAN and BIG BANG THEORY). 

But do not be fooled as a viewer: the series deals with very deep issues (with equal class) such as aging, illness, death, frustration, alcoholism and so on.

The important thing is that we spend the eight chapters of this first season non-stop laughing. Quotes from movies and series are constant and always very well done.

The biggest highlight, however, is the exceptional cast. Michael Douglas, absolutely relaxed lives the protagonist Sandy Kominsky, an actor in decadent phase that creates a class of interpretation for young pretenders to the artistic career. His longtime friend and agent is the bitter and sarcastic Norman, a successful Hollywood Agency owner who has just lost his wife with whom he was married 47 years.

Norman’s daughter is the drug and alcoholic Phoebe, lived with absolute charm by the great Lisa Edelstein (Lisa Cuddy of HOUSE). Still we have in the cast Nancy Travis (Sandy’s love interest), Sarah Baker (Sandy’s daughter), Danny de Vito (the world’s most ironic urologist), Ann-Margret (TOMMY).

The series makes a joke with all the realities typical of California and Hollywood, using well the mismatch and disenchantment of the elders with the current days and the impacts of technology.

But the bottom line is the questioning about the current coldness of relationships and the abandonment of true human values. There are several scenes in which the current way of life is questioned and how to prioritize the true emotions and relations of friendship.

The KOMINSKY METHOD is a highly recommended series: to laugh (much), think and get very emotional.