Resisti bastante em ver UM LUGAR SILENCIOSO (A QUIET PLACE), de John Krasinski porque anda meio afstado dos filmes de terror. Gosto bastante de filmes do gênero e acho que o cinema tem, nesta área, algumas obras primas indiscutíveis: PSICOSE, de Alfred Hitchcock, BRAM STOKER DRACULA, de Francis Coppola, O SEXTO SENTIDO, de M.Knight Shyamalan, ALIEN, O OITAVO PASSAGEIRO, de James Cameron e O EXORCISTA, de William Friedkin, entre outros.

O filme do criativo e ascendente John Krasinski (ator de uma das melhores séries de 2018, JACK RYAN, da AMAZON) – conforme referido por dez entre dez críticas elogiosas feitas quando do seu lançamento, tem seu maior mérito e tentar inovar nos filmes do gênero, fugindo à corrente casa assombrada ou pessoas possuídas por entidades malignas, que se repetem em cartaz o tempo todo.

Também evitou o velho e cansado truque de girar a câmera e, quando aparece o vilão (ou monstro ou ser possuído) entrar com a música para dar um susto fácil no espectador.

Este respeito de Krasinski por sua plateia me conquistou. UM LUGAR SILENCIOSO é tenso, nervoso, quase insuportável em certas cenas. Mas jamais sucumbe ao terror fácil e sem imaginação.

A história de um planeta assolado por monstros cegos que atacam pelo barulho feito por humanos tem muitos pontos de interesse. O primeiro (e na minha opinião principal) foi a utilização do som que Krasinski fez em seu filme. Foi nada menos que brilhante. O filme praticamente não tem diálogos, muito poucos ruídos, mas usa os som (nas cenas em que ele aparece) de forma inusitada e altamente inteligente. Em filmes do gênero, acho este imbatível no uso que faz do som. Talvez PSICOSE seja o único mais criativo.

Outro ponto alto do filme são os atores. Emily Blunt é uma presença magnética e de alta categoria cênica. Hipnotiza em todas as cenas que participa. É dela a antológica cena do parto na banheira com um monstro à espreita. Entrou para a história do cinema.

Krasinski também é ótimo ator e faz seu papel muito bem. Destaque para a menina Milicent Simmons e para o garoto Noah Juppe. Ambos estão ótimos.

Finalmente, cabe dizer que UM LUGAR SILENCIOSO é um filme econômico em recursos, pessoas e som. Mas nada disto o afasta de ser criativo, assustador e muito muito inteligente.

I strongly resisted to see John Krasinski’s A QUIET PLACE, because I am a bit stuck with horror movies. I quite like films of this genre, and I think the cinema has some undisputed masterpieces in this area: Alfred Hitchcock’s PSICHO, Francis Coppola’s BRAM STOKER DRACULA, M. Knight Shyamalan’s SIXTH SENSE, ALIEN, by James Cameron and William Friedkin’s THE EXORCIST, among others.

The movie of the ascending and creative John Krasinski (actor from one of the best 2018 series, JACK RYAN, by AMAZON) – as referred to by ten of the ten complimenting reviews made at its release – has its greatest merit and tries to innovate in films of the genre, fleeing the current haunted house or people possessed by evil entities, which are repeated all the time.

It also avoided the old and tired trick of turning the camera, and when the villain appears (or monster or possessed person) enter with the music to give an easy fright in the viewer.

This respect from Krasinski for his audience has conquered me. A QUIET PLACE is tense, nervous, almost unbearable in certain scenes. But never succumb to easy and unimaginative terror.

The story of our planet plagued by blind monsters attacking by the noise made by humans has many points of interest. The first (and in my opinion the main one) was the use of the sound that Krasinski made in his film. It was nothing short of brilliant. The film has practically no dialogs, very few noises, but uses the sound (in the scenes in which it appears) in an unusual and highly intelligent way. In movies of the genre, I find this unbeatable in the use it makes of sound. Maybe PSYCHO is the only one more creative.

Another highlight of the film is the cast. Emily Blunt is a magnetic and high-profile scenic presence. She hypnotizes in all the scenes that participates. And it is her on the anthological birth scene in the bathtub with a monster on the prowl. It entered for the history of the cinema.

Krasinski is also a great actor and plays his role very well. Highlight for the girl Milicent Simmons and for the boy Noah Juppe. Both are great.

Finally, it should be said that A QUIET PLACE is an economic film in features, people and sound. But none of this keeps him from being creative, scary, and very very clever.