Nunca fui fã de Melissa McCarthy. Mesmo os filmes da atriz que fizeram mais sucesso, tais como as séries MIKE & MOLLY e GILMORE GIRLS, MISSÃO MADRINHA DE CASAMENTO e A ESPIÃ QUE SABIA DE MENOS sempre me pareceram pouco criativos e com um humor baixo, baseado quase que exclusivamente na obesidade da protagonista.

Por tudo isto, não há como não se surpreender positivamente com PODERIA ME PERDOAR? um drama sobre uma escritora de biografias em fase descendente na vida, que acha um modo desonesto de tentar sobreviver.

A atriz se desglamurizou completamente para viver a ótima personagem Lee Israel, uma moradora de um prédio muito antigo em Manhattan, que não consegue viver com seu ofício de escritora. Desprezada por sua agente (trabalho excelente de Jane Curtin, de SATURDAY NIGHT LIVE), Lee Israel passa a vender para colecionadores memorabilia de outros escritores famosos, “fabricando” cartas pessoais inteiramente falsas.

Sua companhia é um outsider alcoólatra homossexual vivido pelo também competente Richard E.Grant (ator africano que se notabilizou por trabalhos em filmes como ASSASSINATO EM GOSSFORD PARK, de Robert Altman e nas séries DOWNTON ABBEY e GAME OF THRONES).

A convivência dos dois desvalidos gera uma quantidade de situações dramáticas, plenas de emoções e solidariedade, de parte de pessoas absolutamente carentes.

A britânica Dolly Wells, vista em O DIÁRIO DE BRIDGET JONES e ORGULHO E PRECONCEITO ZUMBIS também aparece com muito destaque.

A diretora californiana Marielle Heller, 40 anos, também atriz (CAÇADA MORTAL, com Liam Neeson) faz um ótimo trabalho, conduzindo a história sempre com muita competência.

PODERIA ME PERDOAR? é um filme independente típico americano, muito indicado para quem se interessa por uma história pouco usual sobre pessoas em situação econômica e emocional de absoluta necessidade.

I’ve never been a fan of Melissa McCarthy. Even the most successful actress films, such as the series MIKE & MOLLY and GILMORE GIRLS, BRIDESMAIDS and SPY have always seemed to me uncreative and with a low mood, based almost exclusively on the protagonist’s obesity.

For all this, there is no way not to be positively surprised at CAN YOU EVER FORGIVE ME?, a drama about a failed biography writer who finds a dishonest way of trying to survive.

The actress has completely degranulated to live the great character Lee Israel, a resident of a very old building in Manhattan, who can not live with her craft of writing. Scorned by her agent (excellent work by Jane Curtin, of SATURDAY NIGHT LIVE), Lee Israel goes on to sell memorabilia from other famous writers, “fabricating” entirely false personal letters.

His company is a homosexual alcoholic outsider experienced by the equally competent Richard E.Grant (African actor who was notable for works in movies like Robert Altman’s GOSSFORD PARK and the series DOWNTON ABBEY and GAME OF THRONES).

The coexistence of the two underprivileged generates a number of dramatic situations, full of emotions and solidarity, from absolutely deprived people.

The British actress Dolly Wells, seen in THE DIARY OF BRIDGET JONES and PRIDE AND PREJUDICE ZUMBIS also appears prominently.

Californian filmmaker Marielle Heller, 40, also an actress (A WALK AMONG TOMBSTONES with Liam Neeson) does a great job, leading the story with great skill.

CAN YOU EVER FORGIVE ME? is a typical independent American film, very suitable for those who are interested in an unusual story about people in economic and emotional situation of absolute necessity.