CAPITÃ MARVEL: Heroína Triste Perde Comparação com a Mulher Maravilha. Faltaram Aventura e Alegria.

CAPITÃ MARVEL , de Anna Boden e Ryan Fleck é o primeiro filme da MARVEL protagonizado por uma heróina mulher. A fascinante Viúva Negra, interpretada por Scarlett Johansson nos filmes da série VINGADORES está ganhando o seu filme, mas todos os outros filmes sobre um herói têm personagens centrais masculinos.

A rival DC COMICS lançou dois anos atrás o filme MULHER MARAVILHA, de Patty Jenkins, estrelado por Gal Gadot, como Diana Prince, a princesa amazona que vem para o mundo civilizado enfrentar vilões dos mais variados tipos. Foi um enorme sucesso de público e crítica.

Esperava-se muito do primeiro filme feminino da MARVEL. Não seria correto dizer que CAPITÃ MARVEL frustrou expectativas, mas se comparada com o do estúdio rival, perdeu em muitos aspectos o duelo. Patty Jenkins soube como contar uma história de empoderamento feminino sem cair em um tom pessimista.

A disparidade inicia pelas atrizes. Gal Gadot dá um baile em Brie Larson. Não entendi porque a heroína da Marvel foi concebida para ser uma pessoa emburrada e de mal com a vida. A Capitã Marvel está quase invariavelmente furiosa e hostil, sendo raros os momentos de felicidade e/ou alegria da personagem. Achei um erro grave do roteiro. Prova disto é que os momentos de humor do filme (um marca muito positiva dos filmes da MARVEL) vêm de outros personagens (o gato, Nick Fury, policiais que encontram a heroína) e raramente dela própria. A Mulher Maravilha, ao contrário, exalava beleza, sensualidade e força vital. Mesmo nas cenas de briga estava sempre pronta a um gracejo ou uma tirada positiva. A pesonagem de Brie Larson (ótima escolha) está sempre sisuda e pronta a explodir), raramente despertando empatia.

Claro que o fato de ter um passado conturbado e até então desconhecido para ela agravou esta “tristeza” permanente da personagem, mas contaminou o filme. Neste sentido, até o ótimo cast de apoio ficou sub-aproveitado: Anette Benning e Jude Law rendem pouco como vilões vingativos.

Igualmente achei que o filme caiu na armaldilha de, sucumbindo aos efeitos especiais digitais, exagerar no número de brigas, lutas, explosões e batalhas. O filme, em boa parte, parece um videogame, deixando pouco tempo para os diálogos e aprofundamentos das cenas de encontro e interação dos personagens.

A escolha de um tom dark e negativo para a história (traições, mortes, ameaças, fim do mundo) foi outro erro do roteiro. Nisto lembrou muito alguns filmes da DC COMICs, como o fraco Batman Versus Superman. Os filmes de super-heróis ficam bem melhores quando são aventureiros e escapistas muito mais que dramas existenciais. Isto justamente é o forte da MARVEL, como se vê nos filmes do HOMEM DE FERRO, THOR e HOMEM-ARANHA, que sabem muito bem dosar a dramaticidade (necessária para aprofundar o filme), a aventura (a razão de ser do super-herói) e o humor (essencial em mais de duas horas de filme).

Pode ser que a CAPITÃ MARVEL – no segundo filme assegurado pelo extraordinário rendimento do filme nas bilheterias – volte mais alegre e sorridente nas próximas aventuras. Os espectadores sairiam mais recompensados.

CAPTAIN MARVEL, by Anna Boden and Ryan Fleck is the first MARVEL film starring a heroic woman. The fascinating Black Widow, played by Scarlett Johansson in the Avengers series will have her movie, but all the other films about a hero have male central characters.

The rival DC COMICS released two years ago the movie WONDER WOMAN, by Patty Jenkins, starring Gal Gadot, as Diana Prince, the amazon princess who comes to the civilized world to face villains of the most varied types. It was a huge public and critical success.

Much was expected of MARVEL’s first female film. It would not be correct to say that Captain Marvel thwarted expectations, but compared to that one of the rival studio, it lost the duel in many ways. Patty Jenkins knew how to tell a story of female empowerment without fell in a dark tone.

The disparity begins with the work of the central actresses. Gal Gadot character is much better than the one Brie Larson. I do not understand why Marvel’s heroine was meant to be a furious person and negative to life. Captain Marvel is almost invariably furious and hostile, being rare moments of happiness and / or joy of the character. I found a serious script error. Proof of this is that the movie’s humorous moments (a very positive mark of MARVEL’s films) come from other characters (the cat, Nick Fury, the cops who meet the heroine) and rarely her own. The Wonder Woman, on the other hand, exuded beauty, sensuality and vital force. Even in the fight scenes she was always ready for a joke or a positive view. Brie Larson’s plausibility is always angry and ready to explode, rarely provoking empathy.

Of course, having a troubled past unknown to her has aggravated this character’s permanent “sadness,” but it has contaminated the film. Even the great supporting cast in this aspect was sub-used: Anette Benning and Jude Law perform little as vengeful villains.

I also thought that the film fell into the common trap of, succumbing to digital special effects, exaggerating the number of fights, explosions and battles. The film, in large part, looks like a videogame, leaving little time for the dialogues and deepening of the scenes of encounter and interaction of the characters.

The choice of a dark and negative tone for the story (betrayal, deaths, threats, end of the world) was another script mistake. In this aspect CAPTAIN MARVEL remembers some films of the DC COMICs, like the weak Batman Versus Superman. Superhero movies look a lot better when they are adventurers and escapists more than just existential dramas. This is precisely the strength of MARVEL, as seen in the films of Iron Man, Thor and Spiderman, who know how to dose the drama (necessary to deepen the film), adventure (the raison d’etre of the superhero ) and humor (essential in more than two hours of film).

It may be that CAPITÃ MARVEL – in the second film secured by the film’s extraordinary income at the box office – comes back more cheerful and smiling in the next adventures. Viewers would be more rewarded.

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