A COR DA NOITE: Um Thriller em que Quase Tudo Deu Errado

O diretor Richard Rush é um cineasta eventual. Ele dirigiu na década de 80 um excelente filme chamado O SUBSTITUTO, estrelado por Peter O’Toole. Em 1994, ele voltou às telas dirigindo um thriller que prometia pelo seu elenco bastante interessante: A COR DA NOITE.

Bruce Willis, no auge do sucesso de DURO DE MATAR, Jane March (atriz inglesa que vinha do hit O AMANTE, de Jean-Jacques Annaud), Lesley Ann Warren, Ruben Blades, Scott Bakula, Brad Douriff, Eric La Salle e Shirley Knight faziam um cast muito interessante.

A história: um psquiatra traumatizado por uma tragédia ocorrida em seu consultório em Nova Iorque vai para Los Angeles ficar um tempo com um amigo psiquiatra. Acontece que o amigo é misteriosamente assassinado e o protagonista vira detetive e vai investigar os suspeitos (cinco pacientes do falecido para lá de maluquinhos).

Tudo no filme é exagerado. As cenas de violência são extremamente sanguinolentas; as cenas eróticas no limite do soft pornô; e os dramas parecem pastiches de óperas.

Em algum momento, o diretor perdeu a mão. A grande questão do filme, o “quem matou?” jamais é conduzido de forma inteligente, tornando-se um chavão onde o roteiro cria a indicação de que um dos suspeitos pode ser o serial killer e, logo em seguida, ele aparece assassinado. O grande “twist”da história é facilmente previsível.

Tudo muito visto em diversos filmes muito melhores que este. Os diálogos e as cenas supostamente emocionantes não superam as mais simples barreiras de lógica e verossimilhança.

A COR DA NOITE foi apenas um thriller que não saiu do chão.

Director Richard Rush is an eventual filmmaker. He directed in the 1980s an excellent movie called THE STUNT MAN, starring Peter O’Toole. In 1994, he returned to the screen directing a thriller promising for his rather interesting cast: COLOR OF NIGHT.

Bruce Willis, at the height of DIE HARD‘s hit, Jane March (English actress from Jean-Jacques Annaud‘s hit THE LOVER), Lesley Ann Warren, Ruben Blades, Scott Bakula, Brad Douriff, Eric La Salle and Shirley Knight made a very interesting cast.

The story: A psychiatrist traumatized by a tragedy in his office in New York goes to Los Angeles to spend time with a psychiatrist friend. It turns out that the friend is mysteriously murdered and the protagonist becomes a detective and goes to investigate the suspects (five patients of the deceased beyond crazy).

Everything in the movie is exaggerated. The scenes of violence are extremely bloody; the erotic scenes on the edge of soft porn; and the dramas look like opera pastiches.

At some point, the director lost his hand. The big question of the movie, “who killed?” it is never intelligently driven, becoming a buzzword where the script creates the indication that one of the suspects may be the serial killer and soon after he appears murdered. The big twist of the story is easily predictable.

All seen in a lot of better movies than this one. The dialogues and the supposedly exciting scenes do not overcome the simplest barriers of logic and likelihood.

Color of Night was just a thriller that didn’t come off the floor.

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