A QUEDA DO IMPÉRIO AMERICANO: o Canadense Dennys Arcand Segue em Forma com sua Fina Ironia

O DECLÍNIO DO IMPÉRIO AMERICANO, JESUS DE MONTREAL e INVASÕES BÁRBARAS são três excelentes filmes que trazem a assinatura de um cineasta canadense cuja carreira tem 43 premiações, inclusive uma indicação ao oscar de Melhor Filme Estrageiro: Dennys Arcand.

“Achar” seu novo filme A QUEDA DO IMPÉRIO AMERICANO, no NOW e Itunes foi uma grata surpresa. O melhor é que a fina ironia e o grande sarcasmo que marcavam seus filmes anteriores seguem intocadas neste novo trabalho.

Um jovem formado em filosofia e que trabalha como entregador de uma empresa de entregas (ótimo trabalho do jovem ator Canadense Alexandre Landry), se depara com duas sacolas cheias de dinheiro após um assalto frustrado que dois marginais faziam próximo ao local que ele estava. Ele pega a fortuna em dinheiro e esconde.

A partir daí sua vida dá uma guinada: ele reúne um grupo para lhe ajudar a encontrar a melhor forma de usar o dinneiro roubado: uma garota de programa linda e inteligente (Maripier Morin), Benoit Bière (um estelionatário cumprindo pena em regime aberto) e Pierre Curzi (um advogado especializado em lavagem de dinheiro). Os encontros e as divergências entre os quatro são absolutamente hilários.

Igualmente divertidas e provocadoras são as investigações dos dois policiais encarregados do caso: a belíssima detetive Carla (Maxim Roy) e seu misterioso e violento parceiro Pete (Louis Morissette). Qual a agenda dois dois: resolver o crime ou pegar o dinheiro.

O cinema de Arcand é quase anarquista. Ele investe pesado contra o Governo, a polícia, todas as instituições, os valores da sociedade estabelecida, o sistema como um todo. O olhar de simpatia que ele dá aos desvalidos, marginais e rejeitados é uma grande parte de seu cinema, sempre contundente, divertido e muito inteligente.

Embora o extraordinário sucesso que seus filmes fizeram, acho que Arcand poderia ter sido mais valorizado como cineasta. Talvez sua permanente contundência ao investir contra o sistema tenha lhe causado esta valorização abaixo do devido.

De qualquer sorte, ver que ele, aos 78 anos segue afiado e irônico neste nível, é uma alegria para qualquer cinéfilo.

Le Declin du Empire Americain (The American Empire Decline), Jesus du Montréal (Jesus of Montreal) and Les Invasions Barbaries (The Barbarian Invasions) are three excellent films that feature the signature of a Canadian filmmaker whose career has 43 awards, including an Oscar nomination for Best Foreign Film: Dennys Arcand.

“Finding” his new movie LA CHUTE DE L’EMPIRE AMERICAINE (THE FALL OF AMERICAN EMPIRE), at NOW and Itunes was a pleasant surprise. Best of all, the fine irony and great sarcasm that marked his previous films remain untouched in this new work.

A young philosopher who works as a delivery man for a courier company (great job of the young Canadian actor Alexandre Landry) comes across two bags full of money after a frustrated robbery that two outlaws were doing near his location. He takes the money fortune and hides it.


From then on his life takes a turn: he gathers a group to help him find the best way to use the stolen money: a beautiful and intelligent call girl (Maripier Morin), Benoit Bière (an inmate serving a sentence) and Pierre Curzi (a lawyer specializing in money laundering). The meetings and differences between the four are absolutely hilarious.


Equally fun and provocative are the investigations of the two police officers in charge of the case: beautiful detective Carla (Maxim Roy) and her mysterious and violent partner Pete (Louis Morissette). What’s the agenda two two: solve the crime or take the money.

Arcand’s cinema is almost anarchist. It invests heavily against the Government, the police, all institutions, the values ​​of the established society, the system as a whole. The sympathetic look he gives to the underprivileged, outcasts and homeless is a big part of his always blunt, fun and very intelligent cinema.

Although the extraordinary success that his films have made, I think Arcand could have been valued more as a filmmaker. Perhaps his continued idea of investing against the system has caused you this undue appreciation.

Anyway, seeing that he, at 78, is still sharp and ironic on this level, is a joy for any movie buff.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s