BREATHLESS: A Força de um Amor ao Som de Jerry Lee Lewis

Em 1983 foi lançado um filme independente americano que assumiu o desafio invencível de refilmar ACOSSADO, a obra prima de Jean Luc Godard com roteiro original de François Truffaut, estrelado por dois incríveis Jean Paul Belmondo e Jean Seberg, um clássico dos clássicos.

O maluco que tinha entrado nesta era Jim McBride, um cineasta novaiorquino com créditos como roteirista e produtor que tinha em seu currículo praticamente nada.

Quando o filme estreou, e o cinema foi invadido pela trilha sonora soberba com vários rocks do killer Jerry Lee Lewis, deu para ver que McBride não estava para brincadeira.

O duo central era Richard Gere e uma lindíssim atriz francesa de 21 anos chamada Valerie Kaprisky. Jim McBride caprichou nas cenas de sexo entre os protagonistas, ao som de Lewis.

O roteiro do filme, escrito pelo trio Jean Luc Godard, François Truffaut e Claude Chabrol era mais uma homenagem aos franceses criadores da obra prima da Nouvelle Vague. Claro que McBride e seu parceiro L.M. Kit Carson deram uma americanizada na história de um marginal que mata acidentalmente um guarda que o para numa estrada e, a partir daí, passa a fugir desabaladamente.

Jesse e Monica, os dois personagens centrais vivem um amor daqueles de dar inveja a qualquer um, embora desde o início (e até pelo conhecimento do ilustre antecessor francês) se sabia que a coisa não tinha como terminar bem.

Los Angeles é um personagem central do filme de McBride, ao melhor estilo dos westerns de John Ford. Seu vento, seu calor, suas paisagens, seus lugares icônicos e, sobretudo, sua relação com o cinema, desfilam maravilhosamente pelo filme.

A trilha sonora é inesquecível. Pontificam BREATHLESS, de Ottis Blackwell, com Jerry Lee Lewis, What a Wonderful World, com Sam Cooke, Message of Love, com THE PRETENDERS, Final Sunset, com Brian Eno e uma maravilhosa trilha incidental de ninguém menos que Philip Glass.

O filme era bonito, tenso, sensual, cheio de suspense, erótico e, com humor nas horas certas. “Você ouviu falar de Frank Lloyd Wright? Este é Franklin Lloyd Wrong.”

Evidentemente, ninguém no mundo pode achar que o BREATHLESS de Jim McBride consegue ombrear com a obra prima de Godard. Mas que foi uma homenagem do mais alto nível, lá isto foi.

In 1983, an independent American film was released that took on the invincible quest to remake BREATHLESS, Jean Luc Godard‘s masterpiece with original screenplay by François Truffaut, starring two incredible Jean Paul Belmondo and Jean Seberg, a classic of the classics.

The crazy one who had gotten into this task was Jim McBride, a New York filmmaker with screenwriting credits and producer who had virtually nothing on his resume.

When the movie opened, and the cinema was overrun by killer Jerry Lee Lewis‘s superb multi-rock music, everyone could see that McBride was no joke.

The central duo was Richard Gere and a gorgeous 21-year-old French actress named Valerie Kaprisky. Jim McBride capricious in the sex scenes between the protagonists, to the sound of Lewis.

The script of the film, written by the trio Jean Luc Godard, François Truffaut and Claude Chabrol was another tribute to the French creators of the Nouvelle Vague masterpiece. Of course McBride and his partner L.M. Kit Carson gave an Americanized to the tale of a outsider who accidentally kills a guard who stops him on a road and then runs off wildly.

Jesse and Monica, the two central characters live a love of those to envy anyone, although from the very beginning (and even by the knowledge of the illustrious French predecessor) it was known that it could not end well.

Los Angeles is a central character in the McBride movie, in the style of John Ford‘s westerns. Its wind, its warmth, its landscapes, its iconic places and, above all, its relationship with the cinema, marvelously march through the film.

The soundtrack is unforgettable. Pontifical BREATHLESS, by Ottis Blackwell, with Jerry Lee Lewis, What a Wonderful World, with Sam Cooke, Message of Love, with THE PRETENDERS, Final Sunset, with Brian Eno, and a wonderful incidental music from none other than Philip Glass.

The movie was beautiful, tense, sensual, suspenseful, erotic and humorous at the right times. “Did you hear about Frank Lloyd Wright? This is Franklin Lloyd Wrong.”

Of course, no one in the world can think that Jim McBride’s BREATHLESS can match Godard’s masterpiece. But that it was a tribute of the highest level, there it was.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s