CORINGA: Um Filme Poderoso Sobre o Descaso com os Outros

CORINGA, de Todd Phillips é um filme poderoso. A gente deixa o cinema, depois de 120 minutos de cenas impactantes, meio zonzo, profundamente impactado pela história pungente de Arthur Fleck, um jovem mentalmente instável que se transforma em vilão depois de sofrer inúmeras agressões, abusos, abandonos e decepções.

O diretor Phillips, autor dos filmes da série SE BEBER NÃO CASE (comédias bastante boas), dá uma guinada impressionante, criando um filme de uma contundência única, um drama autoral provocativo, reflexivo e melancólico.

O brilhantismo do filme decorre de vários elementos: a direção inspiradíssima de Todd Phillips (são muitas as cenas visualmente lindas), o roteiro de excelência (há dezenas de frases e diálogos memoráveis), uma trilha sonora brilhantemente escolhida (e integrada às imagens como raramente se viu no cinema), à montagem dinâmica, criativa e muitas vezes surpreendente.

Mas certamente o elemento diferenciador mais evidente e forte é a antológica interpretação de Joaquin Phoenix, ator nascido em Porto Rico e já indicado três vezes ao Oscar apesar de ter apenas 45 anos de idade. Tudo indica que a espera dele acabe este ano: dificilmente sua interpretação em JOKER deixará de ganhar o Oscar de Melhor Ator do ano.

Aliás, confirmado isto, será a segunda vez em que um personagem dará dois Oscars a dois Atores diferentes: Dom Vito Corleone deu um Oscar de Melhor Ator para Marlon Brando e um de Melhor Ator Coadjuvante para Robert De Niro. O Coringa já deu um Oscar póstumo ao ator australiano Heath Ledger, em THE DARK KNIGHT, de Christopher Nolan.

Vale a pena mencionar vários coadjuvantes maravilhosos em JOKER: Robert De Niro (perfeito como o apresentador de talk show Murray Franklin), Frances Conroe (Penny Fleck), Brett Cullen (Thomas Wayne), a bela jovem (Mick Szal), a ótima Hannah Gross( de MINDHUNTER) e Zazie Beets (atriz alemã de DEADPOOL 2). Um elenco de talento para ajudar Phoenix a contar esta história dura e cruel.

JOKER é um filme de grande importância pela excelência de sua realização e pela atualidade e premência de seus temas: uma sociedade em que prevalecem o egoísmo, o abandono e o desprezo pelo outro. É daqueles filmes em que a gente vai pensar sobre o que viu durante bastante tempo. O que pedir mais de um filme?

JOKER, by Todd Phillips is a powerful movie. We leave the theater after 120 minutes of impactful, slightly dizzy scenes, deeply impacted by the poignant story of Arthur Fleck, a mentally unstable young man who turns into a villain after suffering countless aggressions, abuse, abandonment and disappointment.

Director Phillips, author of the HANGOVER movies (quite good comedies), takes an impressive turn, creating a one-shot movie, a provocative, reflective, melancholy authorial drama.


The brilliance of the film stems from several elements: Todd Phillips’s inspirational direction (so many are the visually beautiful scenes), the script of excellence (dozens of memorable phrases and dialogues), a brilliantly chosen soundtrack (and integrated into the images as rarely seen in the cinema), the dynamic, creative and often surprising montage.


But surely the most obvious and strong differentiating element is the anthological portrayal of Joaquin Phoenix, a Puerto Rican-born actor who has been nominated three times for the Oscars despite being only 45 years old. It seems that his expectation will end this year: it is unlikely that his portrayal in JOKER will fail to win the Oscar for Best Actor of the year.

By the way, this will be the second time a character will give two Oscars to two different Actors: Dom Vito Corleone has given an Oscar for Best Actor to Marlon Brando and one for Best Supporting Actor for Robert De Niro. The Joker has given a posthumous Oscar to Australian actor Heath Ledger in Christopher Nolan’s THE DARK KNIGHT.


Worth mentioning are several wonderful supporting characters on JOKER: Robert De Niro (perfect as talk show host Murray Franklin), Frances Conroe (Penny Fleck), Brett Cullen (Thomas Wayne), the beautiful young girl (Mick Szal), the great Hannah Gross (MINDHUNTER) and Zazie Beets (German actress of DEADPOOL 2). A Talented Cast to Help Phoenix act in this tough and cruel history.

JOKER is a film of great importance for the excellence of its achievement and the timeliness and urgency of its themes: a society in which selfishness, abandonment, and contempt for others prevail. . It’s one of those movies where we’ll think about what you’ve seen for a long time. What can we ask more from one movie?

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