A TABACARIA: Freud, Nazismo, Charutos, Jornais, Amor e Muita Coisa Mais em Filme Diferenciado

A TABACARIA, do cineasta austríaco Nikolaus Leytner é um belíssimo filme que aborda um grande número de temas que, por seu interesse permanente, dão ao filme uma universalidade e uma perenidade rara de se ver. O filme está disponível no Amazon Prime Video e na Apple TV+.

Na época de ascensão do Nazismo, um jovem interiorano se muda para Viena para ir trabalhar na tabacaria de propriedade de um ex-namorado de sua mãe viúva, um veterano da Primeira Guerra Mundial que perdeu uma perna e se sustenta no comércio vendendo cigarros, jornais, charutos e, clandestinamente, revistas com nus femininos.

O grande achado do filme é que o cliente mais ilustre da Tabacaria é ninguém mais ninguém menos do que o Professor Sigmund Freud. Isto dá não apenas a oportunidade do magnífico ator suíço Bruno Ganz (ASAS DO DESEJO e O AMIGO AMERICANO) fazer outro trabalho antológico, como eleva o filme a outro patamar incorporando emoção, humanismo, ciência, filosofia e muita qualidade ao roteiro. Ganz, falecido neste ano de 2019, foi um ator soberbo e este Freud se inscreve entre seus melhores trabalhos. Um verdadeiro testamento de um grande ator.

A poesia do filme é assegurada por dois expedientes narrativos de grande criatividade eleitos pelo cineasta: as inúmeras cenas em que o protagonista imagina ter uma ação destemida (para logo em seguida a cena se revelar um desejo incontido e irrealizado) e a minuciosa encenação dos sonhos do rapaz, propiciando cenas oníricas lúdicas de uma beleza rara e cujo conteúdo explica muito do que ocorre na ação central da história.

O elenco tem ainda quatro destaques: o jovem ator austríaco Simon Morzé (surpreendente), vievndo o jovem Franz Huchel, o dono da tabacaria, Otto Trsnjek (grande papel do ator austríaco Johannes Krisch), Margarete Huchel a mão do jovem criada pela atriz Regina Fritsch e a bela russa Emma Drogunova, como Anezka, a paixão florescente do protagonista.

A TABACARIA é um filme emocionante, bonito, reflexivo e cheio de mensagens consistentes sobre o ser humano. E, além disto tudo, é um belo espetáculo cinematográfico. Não se pode exigir nada mais que isto de um filme.

DER TRAFIKANT (THE TOBACCONIST), by Austrian filmmaker Nikolaus Leytner is a beautiful film that tackles a large number of themes that, for their permanent interest, give the film a universality and a rare perennity to behold.

At the time of Nazi rise, a young country boy moves to Vienna to work at the tobacco shop owned by a former boyfriend of his widowed mother, a World War I veteran who lost his leg and makes a living by selling cigarettes, newspapers, cigars and clandestine magazines with female nudes.

The great thing about the movie is that the most distinguished client is no one else that Professor Sigmund Freud. This not only gives the opportunity for the magnificent Swiss actor Bruno Ganz (Wings of Desire and American Friend) to do another anthological work, but elevates the film to the next level by incorporating emotion, humanism, science, philosophy and great quality into the script. Ganz, who died this year 2019, was a superb actor and this Freud is among his best works. A true testament to a great actor.

The poetry of the film is ensured by two highly creative narrative devices chosen by the filmmaker: the countless scenes in which the protagonist imagines having fearless action (soon after the scene turns out to be an unbridled and unfulfilled desire) and the meticulous enactment of the boy’s dreams, providing playful dream scenes of rare beauty and whose content explains much of what happens in the central action of the story.

The cast also has four highlights: young Austrian actor Simon Morzé (surprising), featuring young Franz Huchel, the tobacconist owner Otto Trsnjek (Austrian actor Johannes Krisch‘s big role), Margarete Huchel the mother hand by actress Regina Fritsch and beautiful Russian Emma Drogunova as Anezka, the protagonist’s flourishing passion.

THE TOBACCONIST is an exciting, beautiful, reflective movie full of consistent messages about the human being. And besides all that, it’s a beautiful, talented and criative movie. Nothing more than a movie can be required.

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