FORA DE SÉRIE: Olivia Wilde Estreia na Direção com Comédia que Tem Tudo Para Virar Cult

Embora o filme tenha aparecido em várias listas de melhores de 2019, resisti bastante a ver FORA DE SÉRIE (BOOKSMART), estreia na direção de longa metragens da atriz (e ativista) Olivia Wilde, uma mulher sem medo de ousar em suas escolhas. Ontem finalmente vi o filme e devo dizer que na minha opinião os elogios são merecidos.

Filmes americanos sobre a difícil fase da pós-adolescência, quando os jovens se formam no High School e enfrentam todos os dilemas (pessoais, econômicos, profissionais e familiares) de ir (ou não) para o College (universidade), normalmente longe de casa e dos amigos são muito numerosos. Alguns viraram clássicos, como LOUCURAS DE VERÃO, CURTINDO A VIDA ADOIDADO, LADY BIRD, PRETTY IN PINK e SUPERBAD.

FORA DE SÉRIE busca inovar no gênero, o que se constitui no primeiro mérito inegável do filme de Wilde. Tanto na escolha das protagonistas, dos temas abordados e da linguagem cinematográfica, BOOKSMART nunca escolhe o caminho mais fácil, evitando soluções fáceis e já trilhadas por outros filmes.

Isto inicia pelas duas figuras principais: são duas meninas que passaram todo o High School estudando muito para conseguir uma vaga em um College top, optando por não frequentar festas e baladas em que seus colegas se esbaldavam. A Presidente da Turma é vivida pela ótima Beanie Feldstein, perfeita como a “gordinha” CDF cheia de conteúdo e com extrema dificuldade de assumir seus desejos. Feldstein apareceu em VIZINHOS 2, AMERICAN CRIME STORY: VERSACE e ORANGE IS THE NEW BLACK. Faz um trabalho de atriz arrasador. Sua melhor amiga é a excelente Kaitlyn Dever (apenas 22 anos) que já havia dado um show na excelente série da Netflix INACREDITÁVEL, onde faz a menina violentada em que ninguém acredita. Dever vem sendo apontada como uma das 10 atrizes a serem monitoradas por seu extraordinário talento. Deve se tornar bem famosa em seguida.

Os tipos que circulam na Escola que elas frequentam são bem conhecidos, mas todos reinterpretadas com um senso de ironia ótimo por parte do filme. O Diretor (que faz bico como motorista de aplicativo) Jason Sudekis, a professora idealista e afetuosa Jessica Williams, a mãe superprotetora Lisa Kudow (a imortal Phoebe de FRIENDS), a colega supercool Diana Silvers (GLASS), o menino ambicionado por dez entre dez colegas Mason Goodwin. Mas o espectador mais atento vai perceber que Olivia Wilde introduziu um novo olhar sobre cada um deles, trazendo abordagens diversificadas e inclusivas, notas de modernidade, atualizando os estereótipos dos filmes similares com mais profundidade e humanidade.

Com tudo isto, BOOKSMART é um filme emocionante, divertido e profundamente reflexivo. Para uma estreia na direção (Wilde já tinha feito três curta metragens) não se poderia esperar mais.

Although the film appeared on several lists of best of 2019, I resisted a lot to see BOOKSMART, debut in the direction of feature films by actress (and activist) Olivia Wilde, a woman without fear of daring in her choices. Yesterday I finally saw the film and I must say that in my opinion the praise is deserved.

American films about the difficult phase of post-adolescence, when young people graduate from High School and face all the dilemmas (personal, economic, professional and family) of going (or not) to College (university), usually away from home and friends they are very numerous. Some became classics, such as AMERICAN GRAFITTI, FERRIS BUELLER’S DAY OFF, LADY BIRD, PRETTY IN PINK, SUPERBAD.

BOOKSMART seeks to innovate in the genre, which constitutes the first undeniable merit of Wilde’s film. Both in choosing the protagonists, the topics covered and the cinematic language, BOOKSMART never chooses the easiest way, avoiding easy solutions and already followed by other films.

This starts with the two main figures: they are two girls who have spent all of high school studying hard to get a place in a top college, choosing not to attend parties and ballads where their colleagues were getting fun. The President of the Class is experienced by the great Beanie Feldstein, perfect as the “fat” full of content and with extreme difficulty to assume her wishes. Feldstein appeared in NEIGHBORS 2, AMERICAN CRIME STORY: VERSACE and ORANGE IS THE NEW BLACK. She does a devastating actress job. Her best friend is the excellent Kaitlyn Dever (only 22 years old) who had already given a show in the excellent Netflix series UNBELIEVABLE, where she plays the raped girl that no one believes. Dever has been singled out as one of the 10 actresses to be monitored for her extraordinary talent. It should become quite famous next.

The types that circulate at the School they attend are well known, but all reinterpreted with a sense of great irony on the part of the film. The Principal (who pouted as an application driver) Jason Sudekis, the idealistic and affectionate teacher Jessica Williams, the overprotective mother Lisa Kudow (the immortal Phoebe from FRIENDS), the supercool colleague Diana Silvers (GLASS), the boy coveted by ten out of ten ten colleagues Mason Goodwin. But the most attentive viewer will realize that Olivia Wilde has introduced a new look at each of them, bringing diverse and inclusive approaches, notes of modernity, updating the stereotypes of similar films with more depth and humanity.

With all this, BOOKSMART is an exciting, fun and deeply reflective film. For a directorial debut (Wilde had already made three short films) no one could wait any more.

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