MEU PRIMO VINNY: Rir Pode Ser o Melhor Remédio

Em tempos de quarentena, resolvi rever uma comédia divertida para descontrair rindo muito. Escolhi um filme que considero subvalorizado: MEU PRIMO VINNY, que o cineasta inglês Jonathan Lynn rodou em 1992, com Joe Pesci e Marisa Tomei. O filme narra um engano que leva à prisão (e acusação de homicídio) dois jovens novaiorquinos que no break da faculdade estão fazendo uma viagem de férias pelo sul dos Estados Unidos.

Os dois universitários (Ralph Macchio, o eterno Karatê Kid e Mitch Withfield) vão fazer compras em um armazém da cidade e ao sair inadvertidamente um leva sem pagar uma lata de atum que havia colocado no bolso da jaqueta. São parados por um policial e levados à delegacia (supondo que o caso seria o furto da lata), onde se deparam com o Xerife Farley (Bruce McGill sempre engraçado na sua sisudez) que os acusa do assassinato do atendente da loja.

Desesperados pela necessidade de contratar um advogado, o jovem Bill Gambini liga para a mãe que indica um primo advogado que vai defendê-los de graça. É Vinny Gambini, um bacharel formado há seis anos e que ainda não conseguiu passar do exame da Bar Association e, portanto nunca participou de um julgamento. Ele vem acompanhado da namorada, a linda Mona Lisa Vito – os nomes dos personagens são ótimos), vivida pela atriz Marisa Tomei (que ganhou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por este trabalho naquele episódio que se diz que Jack Palance leu o nome errado ao dar a estatueta).

Joe Pesci é reconhecidamente um excelente ator dramático. Seus trabalhos sob a batuta de Martin Scorsese, em filmes como CASSINO, OS BONS COMPANHEIROS e O IRLANDÊS são merecidamente destacados e elogiados. Marisa Tomei faz o papel de sua vida. Embora tenha trabalhado com ótimos cineastas como Richard Attemborough, Mira Nair e Michael Winterbottom, sua carreira nunca mais chegou neste patamar. Agora, fazendo uma ótima Tia May nos filmes da série SPIDERMAN, da MARVEL, voltou a se destacar.

O roteirista e diretor Lynn é muito conhecido na Inglaterra por ter sido responsável por duas séries da BBC de enorme sucesso na Terra da Rainha: YES, MINISTER e YES, PRIME MINISTER. No cinema americano fez um outro bom filme (outra comédia de tribunal que investe nos erros e situações cômicas), ADVOGADO POR ENGANO (TRIAL BY ERROR) com Jeff Daniels e Charlize Theron.

Outro ator que se destaca em MEU PRIMO VINNY é o veterano Fred Gwynne, como o rigoroso magistrado Chamberley Heller, um sulista muito cioso do que acontece em sua corte. Ele proporciona algumas das melhores piadas do filme por certo.

MEU PRIMO VINNY é uma comédia que deu certo: história engraçada baseada em erros e confusões involuntárias, diálogos de duplo sentido muito bons, personagens divertidos e uma visão irônica do sistema legal que por vezes eleva o filme acima da mera diversão.

Me fez muito bem rever MEU PRIMO VINNY nestes tempos difíceis de más notícias. Uma boa comédia tem, muitas vezes, este efeito curativo surpreendente e positivo.

In quarantine times, I decided to review a funny comedy to relax and laugh a lot. I chose a film that I consider undervalued: MY COUSIN VINNY, that the English filmmaker Jonathan Lynn shot in 1992, with Joe Pesci and Marisa Tomei. The film chronicles a mistake that leads to the arrest (and murder charge) of two young New Yorkers who are on a college break on a vacation in the southern United States.

The two college students (Ralph Macchio, the eternal Karate Kid and Mitch Withfield) go shopping in a city store and inadvertently leave the shop without paying for a can of tuna one of them had put in his jacket pocket. They are stopped by a police officer and taken to the police station (assuming the case would be the theft of the can), where they encounter Sheriff Farley (Bruce McGill always funny in his seriousness) who accuses them of the murder of the store attendant.

Desperate for the need to hire a lawyer, young Bill Gambini calls his mother who appoints a lawyer cousin who will defend them for free. It’s Vinny Gambini, a lawyer who graduated six years ago and has yet to pass the Bar Association exam and has therefore never participated in a trial. He comes with his girlfriend, the beautiful Mona Lisa Vito – the names of the characters are great), lived by actress Marisa Tomei (who won the Oscar for Best Supporting Actress for this work in that episode that all the people says that Jack Palance read the wrong name to give the Award).

Joe Pesci is admittedly an excellent dramatic actor. His work under the baton of Martin Scorsese, in films such as CASINO, GOODFELLAS and THE IRISHMAN are deservedly highlighted and praised. Marisa Tomei plays the role of her life. Although she worked with great filmmakers like Richard Attemborough, Mira Nair and Michael Winterbottom, her career never reached this level again. Now, doing a great Aunt May in the films of MARVEL’s SPIDERMAN series, she once again stood out.

Screenwriter and director Lynn is well known in England for being responsible for two hugely successful BBC series in the Land of the Queen: YES, MINISTER and YES, PRIME MINISTER. In American cinema, he made another good film (again a court comedy that invests in errors and comical situations), TRIAL AND ERROR with Jeff Daniels and Charlize Theron.

Another actor who stands out in MY COUSIN VINNY is veteran Fred Gwynne, like the rigorous Judge Chamberley Heller, a southerner very jealous of what happens in his court. It provides some of the best jokes in the movie for sure.

MY COUSIN VINNY is a comedy that fully worked: a funny story based on mistakes and involuntary confusions, very good two-way dialogues, amusing characters and an ironic view of the legal system that sometimes elevates the film beyond mere fun.

It did me good to see MY COUSIN VINNY in these difficult times of bad news. A good comedy often has this surprising and positive healing effect.

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