Cada um tem sua série favorita. Para muito é MADMEN. Para outros BREAKING BAD. Para outros tantos DOWNTON ABBEY. Ou ainda THE CROWN. Quem sabe a sua é OS SOPRANOS? Ou LOST? Sou fã apaixonado da primeira temporada de TRUE DETECTIVE, BIG LITTLE LIES, a primeira temporada de HOMELAND, as oito temporadas de HOUSE, THE KILLING ( a original e a americana), fora as antigas COMBATE! e VIAGEM AO FUNDO DO MAR.
Das modernas, a série que mais me impressionou (acho que é um marco na televisão) foi TWIN PEAKS, de David Lynch. Lembro até hoje daquele domingo à noite (pós-Fantástico) quando vi na Globo o episódio piloto de TWIN PEAKS e o mistério de “quem matou Laura Palmer?” A espera em cada semana pelo domingo à noite era quase insuportável, na ansiedade pelo próximo episódio.
A história da cidade de TWIN PEAKS (com seus 51.201 habitantes como está na antológica placa de entrada), abalada um todos os seus alicerces pelo assassinato da jovem, linda, filha de boa família, estudiosa e ousada Laura Palmer é simplesmente perfeita. O roteiro escrito por David Lynch, Marc Frost e companhia traz situações incríveis (são inúmeros diálogos e frases perenes e inesquecíveis) e personagens memoráveis.
Temos o agente especial do FBI Dale Cooper (o melhor trabalho de Kyle McLachlan com sua obssessão pelo mini gravador com mensagens para Diane e tortas de cereja), uma incrível galeria de lindas mulheres (Madchen Amick, Lara Flyn Boyle, Sherilyn Fenn, Peggy Lipton, Joan Chen e Sheryl Lee como a mais famosa de todas, a morta Laura Palmer… e sua clone Maddy Fergusson), o médico local Russ Tamblyn (incrível), o Xerife Harry S. Truman (kkk) desorientado e cheio de rolos pessoais ( Michael Ontkean), os pais da vítima muito loucos (Ray Wise, um Leland Palmer impressionante e Piper Laurie), o misterioso Bejamin Horne (Richard Beymer, de WEST SIDE STORY) e por aí vai.
Fora o “homem de um braço só” (homenagem a O FUGITIVO), o anão que frequente pesadelos, o quarto vermelho, o policial que chora copiosamente a cada crime, a esposa caolha e irada do dono do posto de gasolina e muitos outros tipos maravilhosos. Há inúmeras homenagens a filmes, personagens e série de TV, uma vez que Lynch é um apaixonado por cinema.
TWIN PEAKS Não seria o que é sem a trilha sonora extraordinária do novaiorquino Angelo Badalamenti, certamente uma das músicas mais expressivas e lindas da história do cinema. A cada acorde, o espectador experimenta a sensação ora de medo, ora de envolvimento apaixonada, ora de terror. Uma obra de mestre.
David Lynch é um gênio do cinema moderno. Suas obras são revolucionárias, provocativas, contundentes e brilhantemente visuais e sensoriais. Sempre há cenas delirantes, personagens enlouquecidos e histórias que fogem completamente do chamado “normal”. TWIN PEAKS é uma de suas obras maestras.
Acho que as séries de TV se dividem antes e depois de TWIN PEAKS. Lynch e sua turma inovaram de tal modo que dificilmente uma série vinda posteriormente não bebe do imaginário interminável de TWIN PEAKS. Vê-la outra vez (são 30 capítulos nas duas primeiras temporadas), mesmo depois de 30 anos, é um prazer incomparável. Segue sendo um marco definitivo.
Each person has his favorite series. For a lot it is MADMEN. For others BREAKING BAD. For many others DOWNTON ABBEY. Or THE CROWN. Who knows yours is THE SOPRANOS? Or LOST? I’m a passionate fan of the first season of TRUE DETECTIVE, BIG LITTLE LIES, the first season of HOMELAND, the eight seasons of HOUSE, THE KILLING apart from the old COMBAT! and VOYAGE TO THE BOTTOM OF THE SEA.
Of the modern ones, the series that most impressed me (I think it is a milestone on television) was TWIN PEAKS, by David Lynch. I still remember that Sunday night (post-Fantastico) when I saw the pilot episode of TWIN PEAKS on TV Globo and the mystery of “who killed Laura Palmer?” The wait each week for Sunday night was almost unbearable, in anticipation of the next episode.
The history of the city of TWIN PEAKS (with its 51,201 inhabitants as it is on the anthological entrance plate), shaken all its foundations by the murder of the young, beautiful, daughter of a good, studious and daring Laura Palmer is just perfect. The script written by David Lynch, Marc Frost and company brings incredible situations (there are countless perennial and unforgettable dialogues and phrases) and memorable characters. There are numerous homages to classic filmes, carachters and TV series, onde David Lynch is a film passionate fan.
We have FBI special agent Dale Cooper (Kyle McLachlan‘s best work with his obsession with mini tape recorder with messages to Diane and cherry pies), an incredible gallery of beautiful women (Madchen Amick, Lara Flyn Boyle, Sherilyn Fenn, Peggy Lipton, Joan Chen and Sheryl Lee as the most famous of all, the dead Laura Palmer … and her clone Maddy Fergusson), the local doctor Russ Tamblyn (incredible), Sheriff Harry S. Truman (kkk) disoriented and full of personal rolls (Michael Ontkean ), the very crazy victim’s parents (Ray Wise, an impressive Leland Palmer and Piper Laurie), the mysterious Benjamin Horne (Richard Beymer, from WEST SIDE STORY) and so on.
It was the “one-armed man” (homage to THE FUGITIVE), the dwarf who frequent nightmares, the red room, the cop who cries copiously at every crime, the one-eyed and angry wife of the gas station owner and many other wonderful types.
TWIN PEAKS It would not be what it is without the extraordinary soundtrack of New Yorker Angelo Badalamenti, certainly one of the most expressive and beautiful musics in the history of cinema. With each chord, the spectator experiences the sensation of fear, sometimes of passionate involvement, sometimes of terror. A masterpiece.
David Lynch is a modern film genius. His works are revolutionary, provocative, blunt and brilliantly visual and sensory. There are always delirious scenes, crazy characters and stories that completely escape the so-called “normal”. TWIN PEAKS is one of his masterpieces.
I think TV series is divided before and after TWIN PEAKS. Lynch and his group innovated in such a way that hardly a series that comes later does not drink from the endless imagination of TWIN PEAKS. Seeing it again (there are 30 chapters in the first two seasons), even after 30 years, is an incomparable pleasure. It remains a definite milestone.