OPERAÇÃO FRANÇA: Popeye Doyle Vs. Charnier ou o Eterno Duelo entre a Lei e o Tráfico de Drogas em um Grande Filme

Em 1971, o cineasta americano William Friedkin (que depois ficou célebre por O EXORCISTA e PARCEIROS DA NOITE) levou ao cinema a história policial do livro escrito por Robin Moore, OPERAÇÃO FRANÇA (THE FRENCH CONNECTION). A trama gira em torno de dois policiais de narcóticos da polícia americana que se deparam com um mega traficante francês vendendo heroína em Nova Iorque.

Os dois – com excelentes trabalhos – são Gene Hackman (Popeye Doyle) e Roy Scheider (Buddy Russo). Hackman compôs um policial tão fragmentado, alcoolista, durão, temperamental, dedicado que deu a Hackman um dos 5 Oscars que o filme ganhou, como melhor ator do ano. Os outros prêmios da academia foram para Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Montagem. OPERAÇÃO FRANÇA ainda ganhou 3 Globos de Ouro e 2 BAFTAs. Gene Hackman é um dos maiores atores do cinema americano recente, tendo feito 100 filmes e ganho 2 Oscars, 4 Globos de Ouro e 2 BAFTAs.

O vilão, feito com imensa categoria pelo ator espanhol Fernando Rey, é um modelar personagem que alia elegância e perversidade em iguais doses. Seu Alain Charnier entrou para a galeria dos melhores “bad guys” da história do cinema. Vale lembrar que Fernando Rey trabalhou com Luis Buñuel (TRISTANA e ESTE OBSCURO OBJETO DO DESEJO), Carlos Saura (ELISA MINHA VIDA) e tem 17 prêmios internacionais, inclusive Melhor Ator em Cannes, Prêmios Goya, San Sebástian e Biarritz.

OPERAÇÃO FRANÇA ainda é lembrado até hoje pela segunda melhor perseguição de carro da história do cinema (perde somente para a antológica cena de BULLIT). Popeye Doyle segue o assassino e traficante Pierre Nicoli (o ator Marcel Bozzufi) que pega um trem do metrô para fugir, por cinco minutos de uma caçada frenética por baixo de pontes e viadutos da linha do metrô de Nova Iorque.

OPERAÇÃO FRANÇA foi um sucesso tão espetacular (51 milhões de dólares de bilheteria) que três anos depois teve uma sequência dirigida por John Frankenheimer, onde o Detetive Popeye Doyle vai à Marseille, França atrás de Charnier. O segundo opus não teve tanta repercussão mas também era um belo filme policial com uma sequência antológica onde os vilões viciam o mocinho em heroína. Absolutamente aterrorizante e angustiante.

Popeye Doyle versus Charnier em OPERAÇÃO FRANÇA é um filme que deve sempre ser mencionado entre os grandes policiais de todos os tempos.

In 1971, American filmmaker William Friedkin (who later became famous for THE EXORCIST and THE CRUISING) took to the cinema the police story of the book written by Robin Moore, THE FRENCH CONNECTION. The plot revolves around two narcotics officers from the American police who come across a mega French drug dealer selling heroin in New York.

The two – with excellent work – are Gene Hackman (Popeye Doyle) and Roy Scheider (Buddy Russo). Hackman composed such a fragmented, alcoholic, tough, temperamental and dedicated policeman that won one of the 5 Oscars that the film earned, as the best actor of the year. The other Academy Awards were for Best Film, Best Director, Best Screenplay and Best Editing. THE FRENCH CONNECTION also won 3 Golden Globes and 2 BAFTAs. Gene Hackman is one of the greatest actors in recent American cinema, having made 100 films and won 2 Oscars, 4 Golden Globes and 2 BAFTAs.

The villain, made with immense category by the Spanish actor Fernando Rey, is a model character that combines elegance and perversity in equal doses. His Alain Charnier entered the gallery of the best “bad guys” in the history of cinema. Remember that Fernando Rey worked with Buñuel (TRISTANA, THAT OBSCURE OBJECT OF DESIRE), Carlos Saura (ELISA VIDA MIA) and has 17 international awards, including Best Actor in Cannes, Goya Awards, San Sebástian and Biarritz.

THE FRENCH CONNECTION is still remembered to this day for the second best car chase in the history of cinema (second only to the anthological BULLIT scene). Popeye Doyle follows the murderer and drug dealer Pierre Nicoli (actor Marcel Bozzufi) who takes a subway train to escape, for five minutes of a frantic hunt under New York City subway bridges and viaducts.

THE FRENCH CONNECTION was such a spectacular success ($ 51 million at the box office) that three years later it had a sequel directed by John Frankenheimer, where Detective Popeye Doyle goes to Marseille, France after Charnier. The second opus did not have as much repercussion but it was also an outstanding thriller film with one anthological sequence where the villains add the good guy to heroin. Absolutely terrifying and distressing.

THE FRENCH CONNECTION is a film that must always be mentioned among the great cop movies of all time.

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