A BELA DA TARDE: Buñuel e Catherine Deneuve em um Clássico Eterno

A BELA DA TARDE, filme que o cineasta espanhol Luis Buñuel fez em 1967, a partir de um roteiro dele e do icônico Jean Claude Carriere, baseado em um romance do escritor argentino Joseph Kessel narra a história da jovem casada Séverine que resolve se prostituir nas tardes para tentar resgatar seu casamento.

Catherine Deneuve, sob a direção de Buñuel criou uma Séverine antológica, fria como poucas mulheres do cinema, sendo, ao mesmo tempo, extremamente desejável e sensual. Ao lado dela estão no cast Michel Piccoli, Jean Sorel, Genevieve Page, Françoise Fabian, Bernard Fresson, Maria Latour e Pierre Clémenti. Buñuel faz uma aparição a la Hitchcock.

Com belíssima fotografia de Sacha Vierny e figurinos (não creditados) de Yves Saint Laurent, A BELA DA TARDE encontrou seu lugar como um filme clássico tanto no patamar dos filmes de grande diretores, como na antologia erótica dos filmes de temática adulta. Buñuel pisou fundo no tema da mulher casada fria e infiel que se solta como prostituta em cenas de uma sensualidade raras vezes vista.

Apenas para citar um diálogo entre tantos brilhantes: Duke: “Qual é seu nome?”; Séverine: “A Bela da Tarde”; Duke: “Charmoso. Eu tive uma vez um gato chamado Beleza Negra. Você vem aqui seguidamente?”; Séverine: “Todos os dias em meus pensamentos.”

O legendário crítico Roger Ebert, do Chicago Tribune escreveu sobre A BELA DA TARDE: “É possivelmente o filme erótico mais conhecido dos tempos modernos, talvez o melhor. Isso porque entende o erotismo de dentro para fora – entende como ele existe não no suor e na pele, mas na imaginação. “Belle de Jour” é vista inteiramente através dos olhos de Séverine, a esposa do cirurgião de 23 anos, interpretada por Catherine Deneuve. Bunuel, que tinha 67 anos quando o filme foi lançado, passara a vida inteira fazendo filmes maliciosos sobre o terreno secreto da natureza humana, e ele sabia uma coisa que a maioria dos diretores nunca descobre: para uma mulher como Séverine, entrando em uma sala para fazer sexo, a carga erótica não vem de quem está esperando na sala, mas do fato de ela estar entrando nela. Sexo é sobre si mesma. O amor, claro, é outra questão.”

A BELA DA TARDE é um filme clássico e imortal.

BELLE DU JOUR, a film that Spanish filmmaker Luis Buñuel made in 1967, based on a screenplay by him and the iconic Jean Claude Carriere, based on a novel by Argentine writer Joseph Kessel tells the story of the young married Séverine who decides to prostitute herself in afternoons to try to rescue your marriage.

Catherine Deneuve, under the direction of Buñuel, created an anthological Séverine, cold as few women in the cinema, being, at the same time, extremely desirable and sensual. Beside her are Michel Piccoli, Jean Sorel, Genevieve Page, Françoise Fabian, Bernard Fresson, Maria Latour and Pierre Clémenti. Buñuel makes an appearance a la Hitchcock.

With beautiful photography by Sacha Vierny and costumes (uncredited) by Yves Saint Laurent, BELLE DU JOUR has found its place as a classic film both in the films of great directors and in the erotic anthology of adult-themed films. Buñuel stepped deep into the theme of the cold and unfaithful married woman who looses herself as a prostitute in scenes of sensuality rarely seen.

Just to quote a dialogue between so many brilliant: Duke: “What is your name?”; Séverine: “Belle du Jour”; Duke: “Charming. I once had a cat called Dark Beauty. Do you come here often?”; Séverine: “Every day in my thoughts.”

Legendary critic Roger Ebert of the Chicago Tribune wrote about BELLE DU JOUR: “It is possibly the best-known erotic film of modern times, perhaps the best. That’s because it understands eroticism from the inside-out–understands how it exists not in sweat and skin, but in the imagination. “Belle de Jour” is seen entirely through the eyes of Severine, the proper 23-year-old surgeon’s wife, played by Catherine Deneuve. Bunuel, who was 67 when the film was released, had spent a lifetime making sly films about the secret terrain of human nature, and he knew one thing most directors never discover: For a woman like Severine, walking into a room to have sex, the erotic charge comes not from who is waiting in the room, but from the fact that she is walking into it. Sex is about herself. Love of course is another matter.”

BELLE DU JOUR is a classic and immortal film.

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