O SHOW DEVE CONTINUAR: O Filme Testamento de Bob Fosse é um Musical Impecável e Impressionante

Em 1980, a Palma de Ouro do Festival de Cannes foi dividida entre dois filmes: KAGEMUSHA, do mestre Akira Kurosawa e O SHOW DEVE CONTINUAR (ALL THAT JAZZ), de Bob Fosse. Aliás, o musical de Fosse ganhou 4 Oscars (Direção de Arte, Figurino, Montagem e Trilha Sonora) e dois BAFTAS (Fotografia e Montagem).

Roy Scheider vive Joe Gideon, o alter ego de Bob Fosse, um diretor de cinema e teatro na Broadway, fumando e bebendo sem parar, dividido entre duas mulheres, uma filha e várias namoradas, tomando remédios para dormir e para acordar, super estressado com os prazos de finalização de suas obras, uma verdadeira bomba relógio.

Com ele estão Ann Reinking (Ana, a mulher atual), Leland Palmer (a ex-esposa (Audrey Paris), Jessica Lange (lindíssima como Angelique, a morte) e Ben Vereen.

ALL THAT JAZZ é um filme brilhante. Sua narrativa é primorosa, inteligente, criativa, emotiva, profunda, reflexiva, provocativa, expondo as maravilhas (e as mazelas) da vida de Gideon sob um olhar crítico e carinhoso ao mesmo tempo.

Formalmente, ALL THAT JAZZ é muito impactante. A montagem multipremiada de Alan Helm, a fotografia majestosa de Giuseppe Rotunno (diretor de fotografia italiano que trabalhou com Fellini em AMARCORD e com Visconti em ROCCO E SEUS IRMÃOS), a trilha sonora espetacular e inesquecível de Ralph Burns e a direção inspiradíssima de Fosse compõem um quadro impressionante.

Dos monólogos de Lenny Bruce (no filme que Gideon está editando), ao musical que está dirigindo na Broadway (com números incríveis apresentados nos ensaios) à mais bela representação da morte já vista no cinema, ALL THAT JAZZ é tudo que um grande filme pode ser.

Bob Fosse, o gênio por trás e ALL THAT JAZZ, ganhador do Oscar de Melhor Diretor por outro musical inesquecível (CABARET) morreria oito anos depois do lançamento do filme, exatamente como previu. Apesar de após ALL THAT JAZZ ter dirigido o fraco STAR 80 (sobre o assassinato da Coelhinha da Playboy Dorothy Stratten), Bob Fosse fez aqui seu filme testamento. Depois de um filme tão maravilhoso como este, só restava morrer.

In 1980, the Palme d’Or at the Cannes Film Festival was divided between two films: KAGEMUSHA, by master Akira Kurosawa and ALL THAT JAZZ, by Bob Fosse. In fact, Fosse’s musical won 4 Oscars (Art Direction, Costume Design, Editing and Soundtrack) and two BAFTAS (Photography and Editing).

Roy Scheider plays Joe Gideon, the alter ego of Bob Fosse, a film and theater director on Broadway, smoking and drinking non-stop, split between two women, a daughter and several girlfriends, taking sleeping pills and waking up, super stressed with the deadlines for completing his works, a real time bomb.

With him are Ann Reinking (Ana, the current woman), Leland Palmer (ex-wife (Audrey Paris), Jessica Lange (beautiful as Angelique, the death) and Ben Vereen.

ALL THAT JAZZ is a brilliant film. His narrative is exquisite, intelligent, creative, emotional, profound, reflective, provocative, exposing the wonders (and the ailments) of Gideon’s life under a critical and affectionate look at the same time.

Formally, ALL THAT JAZZ is very impressive. Alan Helm’s multi-award-winning montage, the majestic photography by Giuseppe Rotunno (Italian cinematographer who worked with Fellini in AMARCORD and Visconti in ROCCO AND HIS BROTHERS), Ralph Burns’ spectacular and unforgettable soundtrack and Fosse’s inspirational direction compose an impressive picture.

From the monologues of Lenny Bruce (in the film that Gideon is editing), to the musical he is directing on Broadway (with incredible numbers presented in the rehearsals) to the most beautiful representation of death ever seen in the cinema, ALL THAT JAZZ is everything a great film can to be.

Bob Fosse, the genius behind it and ALL THAT JAZZ, winner of the Oscar for Best Director for another unforgettable musical (CABARET) would die eight years after the film’s release, exactly as he predicted. Although after ALL THAT JAZZ directed the weak STAR 80 (about the murder of Playboy Bunny Dorothy Stratten), Bob Fosse made his will here. After such a wonderful film like this, all that remains is to die.

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