BAD BOYS PARA SEMPRE: Marcus e Mike Menos Bad e Menos Boys

Em 1995, surgiu mais uma franquia de sucesso no cinema americano: o produtor e diretor Michael Bay trouxe às telas BAD BOYS, um filme policial (com muitos toques de comicidade, embora a violência comesse solta), com as aventuras de dois policiais de Miami focados no crime organizado e no tráfico de drogas. Eram os detetives Marcus Burnett (o cômico Martin Laurence) e Mike Lowrey (Will Smith, jovem e carismático). A fórmula era simples: muitos tiros, paisagens deslumbrantes de Miami, mulheres lindas a granel, música pop em alto volume e muita câmera lenta nas cenas de ação, ao melhor estilo Michael Bay. Evidentemente, as “brigas”, implicâncias, piadinhas e trocas de ofensas entre os dois colegas protagonistas era parte essencial do filme. Tinha outro elemento essencial que era o contumaz descumprimento de regras pelos dois policiais “bad boys”, que se orgulhavam de violar regras, optar sempre pelo mais arriscado e deixar os chefes loucos pela sua desobediência. Foi uma grande sucesso, arrecadando mais de 140 milhões de dólares na bilheteria. Era um filme muito comercial, mas de competência inegável.

BAD BOYS II, inevitavelmente surgido em 2003, seguiu a mesma fórmula, acrescendo outro elemento de atração. Bons atores nos papéis de coadjuvantes, uma receita que muitos blockbusters americanos adotaram. Gabrielle Union, Joe Pantoliano, Peter Stormare (sempre ótimo), Michael Shannon, John Seda, Theresa Randle e Jordi Mollà vieram dar “suporte” às novas aventuras de Marcus e Mike. Mais tiros, explosões, mulheres, carros fantásticos, perseguições, mais música alta e muita, muita câmera lenta. Era outro bom filme. Fez mais de 270 milhões nas bilheterias.

Levou 17 anos para surgir o capítulo 3, este BAD BOYS PARA SEMPRE, em cartaz antecipado no streaming da Apple TV+ e Amazon Prime Video. Um já gordo e envelhecido Martin Laurence reaparece como um Marcus em vias de se aposentar em face do nascimento de seu neto. Aparece também um ex-amor de Mike, hoje uma mega traficante mexicana que foge da prisão espetacularmente para voltar a comandar seu cartel de drogas e passar a perseguir todos os que a colocaram na cadeia. Este enredo menos criativo (já se viu uma dúzia de filmes com esta história) é o primeiro ponto fraco do filme. Os diretores belgas Adil el Arbi e Billal Fallah dirigem o filme em dupla, algo pouco usual.

O visível envelhecimento dos dois protagonistas (principalmente Laurence) acentua demais o caráter cômico do filme, prejudicando a trama policial. O filme até brinca com isto, trazendo uma nova unidade da Polícia de Miami chamada AMMO, repleta de jovens sarados e especialistas em novas tecnologias. Esta dualidade entre policiais “old school” e novatos cheios de vigor e novas técnicas é a melhor coisa do filme, proporcionando as melhores cenas e diálogos.

Achei o sub enredo do relacionamento de Mike com La Bruja (a atriz mexicana Kate del Castillo) o mais fraco do filme, algo que reforça o estereótipo atual de que todos os mexicanos são traficantes de drogas. O pior é levar a sério esta acepção, como faz o filme. No elenco ainda a ex-Disney Vanessa Hudgens, Joe Pantoliano e outra atriz mexicana Paola Nuñez, da novela da NETFLIX A RAINHA DO SUL.

Assim, nesta terceiro capítulo, o melhor fica por conta das piadas entre os dois parceiros e entre eles e os novatos. Mike e Marcus perderam no aspecto policial e ganharam na comicidade. Seguem os tiroteios, as câmeras lentas, a música alta, as explosões múltiplas e as mulheres quase nuas. Mas algo importante ficou nos anos decorridos. Lançado em janeiro de 20020, fez 470 milhões de dólares no mundo e chegou antes no streaming em face da pandemia.

BAD BOYS PARA SEMPRE tem momentos quase constrangedores. E outros muito bons, principalmente nas cenas cômicas. É quase uma paródia dos filmes anteriores.

In 1995, another successful franchise in American cinema emerged: producer and director Michael Bay brought BAD BOYS, a police film (with many comedic touches, although the violence), with the adventures of two Miami police officers focused on organized crime and drug trafficking. It was detectives Marcus Burnett (the comic Martin Laurence) and Mike Lowrey (Will Smith, young and charismatic). The formula was simple: lots of guns, stunning Miami landscapes, beautiful women in bulk, high volume pop music and lots of slow motion in action scenes, in the best Michael Bay style. Offenses between the two fellow protagonists was an essential part of the film. There was another essential element that was the persistent breach of rules by the two “bad boys” policemen, who prided themselves on breaking rules, always choosing the most risky option to act and driving bosses crazy for their disobedience. It was a huge success, raising more than $ 140 million at the box office. It was a very commercial film, but of undeniable competence.

BAD BOYS II, inevitably arising in 2003, followed the same formula, adding another element of attraction. Good actors in the supporting roles, a recipe that many American blockbusters have adopted. Gabrielle Union, Joe Pantoliano, Peter Stormare (always great), Michael Shannon, John Seda, Theresa Randle and Jordi Mollà came to “support” Marcus and Mike’s new adventures. More shootings, explosions, women, fantastic cars, chases, more loud music and lots, lots of slow motion. It was another good movie. It made more than 270 million at the box office.

It took 17 years to emerge chapter 3, this BAD BOYS FOREVER, in advance in the streaming of Apple TV + and Amazon Prime Video. An already fat and aging Martin Laurence reappears as a Marcus on the verge of retiring due to the birth of his grandson. There also appears a former love of Mike, now a Mexican mega-drug dealer who escapes from prison spectacularly to re-command his drug cartel and start chasing everyone who put him in jail. This less creative plot (a dozen films with this story have been seen) is the film’s first weakness. The Belgian directors Adil el Arbi e Billal Fallah made the film together, something unusual.

The visible aging of the two protagonists (mainly Laurence) accentuates the comic character of the film too much, damaging the police plot. The film even plays around with this, bringing a new Miami Police unit called AMMO, filled with young boys and girls and specialists in new technologies. This duality between “old school” policemen and newbies full of vigor and new techniques is the best thing in the film, providing the best scenes and dialogues.

I found the sub-plot of Mike’s relationship with La Bruja (Mexican actress Kate del Castillo) the weakest in the film, something that reinforces the current stereotype that all Mexicans are drug dealers. The worst thing is to take this meaning seriously, as the film does. Also in the cast were former Disney Vanessa Hudgens, Joe Pantoliano and another Mexican actress Paola Nuñez, from NETFLIX’s novel LA REINA DEL SUR.

So, in this third chapter, the best is due to the jokes between the two partners and between them and the newbies. Mike and Marcus lost in the police aspect and won in comedy. There are shootings, slow cameras, loud music, multiple explosions and almost naked women. But something important has remained in the past years. released in January 2020, it made 470 millions in box offfice and arrived early to the streaming due to the pandemy.

BAD BOYS FOREVER has almost awkward moments. And other very good ones, especially in the comedic scenes. It is almost a parody of the previous films.

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