JEAN-JACQUES BEINEIX: Cineasta de Cult Movies Visualmente Belíssimos

Com 74 anos e sem filmar desde 2013, o cineasta francês Jean-Jacques Beineix está na minha memória por filmes autorais maravilhosos cujas imagens são de uma beleza inesquecível.

Conheci o cinema de Beineix na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, com o maravilhoso DIVA, um thriller feito em 1981, contando a história de uma cantora de ópera Wilhelmenia Fernandez, Fréderic Andréi e Richard Boringer envolvida com mafiosos, assassinos, duas fitas cassete (o must da época) e muitos perigos. A trilha sonora, a edição dinâmica e a fotografia extasiante marcavam um filme de beleza sufocante.

Depois veio A LUA NA SARJETA, de 1983, outro thriller maravilhoso estrelado por uma deslumbrante Nastassja Kinski e um jovem Gerard Depardieu. O filme tem uma cena antológica – pela beleza única – em que Nastassja Linski ingressa em cena pela primeira vez, dirigindo um carro esporte vermelho.

Ainda na Mostra de SP, em 1989, vi ROSELYNE E OS LEÕES, outro filme esteticamente deslumbrante com Isabelle Pasco, como uma domadora de leões mágica e apaixonante.

Seu maior sucesso por aqui foi BETTY BLUE, um cult movei que ficou meses em cartaz no Brasil no ano de 1986, fazendo enorme sucesso, seja pelas despojadas cenas de sexo da protagonista Béatrice Dalle com Jean-Hughes Anglad (que se dizia serem reais e não encenadas), seja pela extraordinária trilha sonora de Gabriel Yared ou a fotografia inacreditável de Jean -François Robin. É um filme memorável.

Também produtor cinematográfico, Jean Jacques Beineix diminuiu muito seu ritmo de trabalho com diretor nos últimos anos. Mas as memórias de suas belíssimas obras fica para sempre.

74 years old and without filming since 2013, French filmmaker Jean-Jacques Beineix is ​​forever in my memory for wonderful films whose images are of an unforgettable beauty.

I met Beineix’s cinema at the São Paulo International Film Festival, with the wonderful DIVA, a thriller made in 1981, telling the story of an opera singer Wilhelmenia Fernandez, Fréderic Andréi and Richard Boringer involved with mobsters, murderers, two cassette tapes (the must of that time) and many dangers. The soundtrack, dynamic editing and ecstatic photography marked a film of suffocating beauty.

Then came THE MOON IN THE GUTTER (LA LUNE DANS LE CANIVEAU) (1983), another wonderful thriller starring a stunning Nastassja Kinski and a young Gerard Depardieu. The film has an anthological scene – for its unique beauty – in which Nastassja Kinski enters the scene for the first time, driving a red sports car.

Still at Mostra de SP, in 1989, I saw ROSELYNE AND THE LIONS, another aesthetically stunning film with Isabelle Pasco, as a magical and passionate lion tamer.

His biggest success here was BETTY BLUE, a cult movie that was on movies in Brazil in 1986, making it a huge success, be it for the stripped sex scenes of the protagonist Béatrice Dalle with Jean-Hughes Anglad (who were said to be real and not staged), either by the extraordinary soundtrack by Gabriel Yared or the unbelievable photograph by Jean-Francois Robin. It is also a memorable film.

Also a film producer, Jean Jacques Beineix has slowed down his work as a director in recent years. But the memories of his beautiful works remain forever.

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