MAIS FORTE QUE BOMBAS: Gabriel Byrne, Isabelle Huppert: um Casal e os Silêncios Ruidosos

MAIS FORTE QUE BOMBAS (LOUDER THAN BOMBS) é um drama co-produzido por empresas americanas, norueguesas, francesas e dinamarquesas e dirigido pelo premiado cineasta norueguês Joachim Trier (parente distante de Lars von Trier). O filme conta a história de uma famosa fotógrafa do The New York Times que viaja o mundo fazendo fotos de guerras e genocídios. Nos EUA está sua família composta pelo marido, professor de uma escola local e dois filhos, todos sentido a ausência constante da mãe. Uma noite ela sai dirigindo seu carro e sofre um acidente fatal que parece mais um suicídio. Está disponível na Apple TV+ e amazon Prime Video.

Desesperados e traumatizado os três familiares buscam uma nova vida onde possam entender o que houve e buscar novos motivos de felicidade.

O pai, cada vez menos exitosos em se comunicar com os filhos, se torna namorado oculto de uma professora de sue filho menor, sem coragem de assumir publicamente a relação. O filho maior se muda para uma cidade vizinha, casa e tem um filho, mas segue “acorrentado” à casa paterna. E o filho menor, um adolescente com pouca interativiade social, escreve textos belísssimos sobre seus sentimentos sem mostrar a ninguém.

Os três vivem sob a sombra da mãe, uma personalidade forte e dominadora que impôs seu trabalho e vontade sobre os três de forma quase despótica.

O elenco do filme é incrível. O sempre excelente Gabriel Byrne vive Gene. Isabelle Huppert, a grande atriz francesa compõe uma Isabelle forte, determinada, possessiva e dominadora seja profissionalmente (onde fez uma carreira reconhecida internacionalmente) seja na vida familiar. Jesse Eisemberg (A REDE SOCIAL) é Jonah, o filho primogênito. Trabalho excelente faz David Druid, como Conrad o reprimido filho mais jovem. Ainda tem Amy Smart (como usual ótima), David Strathairn (outro baita ator), Rachel Brosnahan (HOUSE OF CARDS) e Ruby Jerins.

MAIS FORTE QUE BOMBAS é um drama rasgado. Não tem qualquer receio de criar cenas incômodas e duras de se ver, como aquela em que o viúvo pergunta à queima roupa ao jornalista que trabalhava com a esposa se eles foram amantes.

O tema central do filme é a dificuldade de comunicação: do casal, do pai com os filhos, do filho coma esposa. Por que as pessoas se isolam e sofrem com seus problemas? É o cerne de MAIS FORTE QUE BOMBAS.

A.O.Scott escreveu sobre o filme no New York Times: “Louder Than Bombs”, o primeiro filme em inglês do diretor norueguês Joachim Trier (REPRISE, OSLO 31 DE AGOSTO), é desarmadamente silencioso, muito diferente do ábum do THE SMITHS que compartilha seu título. Emoções enterradas ou desviadas – transmitidas através de comentários mordazes, olhares gráves, longos trechos de silêncio – podem gerar mais impacto que um drama explosivo. Isso conta tanto como insight quanto como estratégia: a direção do Sr. Trier é tão contida e tensa quanto o comportamento de seus personagens, que sofrem sem fazer muito barulho até parecerem prontos para explodir.

Esse intangível senso de continuidade, de peso, está faltando aqui, de modo que você esteja sempre ciente do maquinário levemente zumbido do roteiro e da sutileza voluntária das performances. O Sr. Byrne e o Sr. Eisenberg são impecáveis, mas parecem mais cercados do que liberados por seu ofício, o que significa que Gene e Jonah são cifras lindamente reproduzidas. Isabelle, enquanto isso, é um fantasma intrigante, animado por Huppert com sua habitual e feroz precisão. Druid, no entanto, resgata temporariamente o filme, perfurando sua bolha de complacência de espírito com sua raiva ardente e humor inexpressivo. Uma sequência envolvendo um encontro com Melanie e uma festa de bebedeira entre colegas do ensino médio é a parte do filme que respira com uma sensação de liberdade e espontaneidade. Você está ciente da curiosidade de Conrad e também a compartilha. Ele é um rebelde cauteloso, revoltado em parte contra o fatalismo estreito do filme que ele habita.””

MAIS FORTE QUE BOMBAS é um drama a ser visto e discutido.

LOUDER THAN BOMBS is a drama co-produced by American, Norwegian, French and Danish companies and directed by award-winning Norwegian filmmaker Joachim Trier (distant relative of Lars von Trier). The film tells the story of a famous photographer from The New York Times who travels the world taking photos of wars and genocides. In the United States, her family consists of her husband, a teacher at a local school and two children, all of whom feel the mother’s constant absence. One night she drives out of her car and suffers a fatal accident that looks more like suicide.

Desperate and traumatized, the three family members seek a new life where they can understand what happened and seek new reasons for happiness.

The father, less and less successful in communicating with his children, becomes a hidden boyfriend to a teacher of his younger son, without the courage to publicly assume the relationship. The eldest son moves to a neighboring town, house and has a son, but remains “chained” to the father’s house. And the youngest son, a teenager with little social interaction, writes beautiful texts about his feelings without showing them to anyone.

The three live under the shadow of their mother, a strong and dominating personality who imposed their work and will on the three in an almost despotic way.

The cast of the film is incredible. The always excellent Gabriel Byrne plays Gene. Isabelle Huppert, the great French actress composes a strong, determined, possessive and domineering Isabelle, either professionally (where she made an internationally recognized career) or in family life. Jesse Eisemberg (THE SOCIAL NETWORK) is Jonah, the eldest son. David Druid does excellent work, as Conrad the repressed youngest son. There’s still Amy Smart (as usual great), David Strathairn (another great actor), Rachel Brosnahan (HOUSE OF CARDS) and Ruby Jerins.

LOUDER THAN BOMBS is a ripped drama. He has no fear of creating uncomfortable and hard-to-see scenes, like the one in which the widower at point-blank point asks the journalist who worked with his wife if they were lovers.

The central theme of the film is the difficulty of communication: the couple, the father with the children, the son with the wife. Why do people isolate themselves and suffer from their problems? It is at the heart of LOUDER THAN BOMBS.

A.O. Scott wrote about the film in the New York Times:

Louder Than Bombs,” the first English-language film by the Norwegian director Joachim Trier (“Reprise,” “Oslo, August 31st”), is disarmingly quiet, not unlike the Smiths album that shares its title. Buried or deflected emotion — conveyed through mordant remarks, pregnant glances, long stretches of silence — can generate more impact than explosive drama. This counts as both an insight and a strategy: Mr. Trier’s direction is as restrained and tense as the behavior of his characters, who suffer without making too much noise about it until they seem ready to explode.

That intangible sense of continuity, of weight, is missing here, so that you are always aware of the faintly humming machinery of the script, and of the willed subtlety of the performances. Mr. Byrne and Mr. Eisenberg are impeccable, but they seem more hemmed in than liberated by their craft, which is to say that Gene and Jonah are beautifully rendered ciphers.

Isabelle, meanwhile, is an intriguing ghost, animated by Ms. Huppert with her usual fierce precision. It is Mr. Druid, though, who temporarily rescues the film from its own carefulness, piercing its bubble of high-minded complacency with his slow-burning anger and deadpan humor. A late sequence involving an encounter with Melanie and a high school drinking party is the one part of the film that breathes with a sense of freedom and spontaneity. You are aware of Conrad’s curiosity, and you also share it. He is a cautious rebel, in revolt partly against the narrow fatalism of the film he inhabits.”

LOUDER THAN BOMBS is a drama to be seen and discussed.

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