THE ETRUSCAN SMILE: “Mantenha Seus Olhos nas Estrelas. Elas Sempre Irão Guiá-lo.”

O cinestas israelenses Oded Binnun e Mihal Bresis se associaram ao lendário Produtor Arthur Cohn (3 Oscars e Produtor de CENTRAL DO BRASIL, de Walter Salles) para levar às telas o aclamado livro do escritor espanhol (nascido em Barcelona) José Luis Sampedro, THE ETRUSCAN SMILE. A história traz a primeira visita de um septuagenário escocês a São Francisco, onde foi morar seu único filho, um Chef de Cozinha que sempre rejeitou as histórias, mitos e modo de vida de sua Vallasay, uma ilha isolada da Escócia.

O filme é uma das atrações da plataforma de streaming CINEMA VIRTUAL, que loca filmes recentes que nunca chegaram aos cinemas.

Brian Cox, o veterano ator escocês de X-MEN assume um raro papel de protagonista como o turrão escocês Rory McNeill, cujo fim de vida ganha outra dimensão ao encontrar pela primeira vez o netinho Jamie. Brian Cox faz aqui seu melhor papel, um personagem amargo e apegado às tradições e rivalidades de sua terra natal, incapaz de ceder para se reconciliar com seu filho e sua vida.

Uma das atrações de THE ETRUSCAN SMILE é seu elenco: Rossana Arquette (como a dona de galeria Claudia), Tora Birch (a ótima filha de BELEZA AMERICANA), J.J.Feild, Peter Coyote, Treat Williams, Tim Matheson e Clive Russell. Trata-se de um grupo de atores bem acima da média, que enriquece suas falas, personagens e cenas.

Há belas cenas em São Francisco (“a cidade que escondeu as estrelas”) mas são as amplas paisagens de Vallasay, na Escócia, onde fica a casa do velho McNeill que enriquecem o filme, levando-o para um patamar superior. São cenas de tirar o fôlego. Os cineastas criaram outras cenas belíssimas como o casal dialogando através do espelho e as palestras do velho escocês sobre o idioma gaélico, uma língua em extinção.

As críticas, com razão, atribuíram ao filme uma certa preguiça em aprofundar todos os temas essenciais que aborda. THE ETRUSCAN SMILE tinha material para ser um grande filme. Ficou apenas um bom filme, melancólico, nostálgico e bonito.

A melhor cena do filme é quando o avô, ao final da vida, diz ao pequeno netinho “Mantenha seus olhos nas estrelas. Elas sempre vão guiá-lo.” Uma grande frase.

Israeli filmmakers Oded Binnun and Mihal Bresis teamed up with legendary Producer Arthur Cohn (3 Oscars and Producer of CENTRAL DO BRASIL, by Walter Salles) to bring to the screen the acclaimed book by Spanish writer (born in Barcelona) José Luis Sampedro, THE ETRUSCAN SMILE. The story brings the first visit of a Scottish septuagenarian to San Francisco, where he lived his only son, a Chef de Cuisine who has always rejected the stories, myths and way of life of his Vallasay, an isolated island in Scotland.

Brian Cox, the veteran Scottish actor from X-MEN takes on a rare protagonist role like Scottish turret Rory McNeill, whose end of life takes on another dimension when he first meets his grandson Jamie. Brian Cox plays his best role here, a bitter character and attached to the traditions and rivalries of his homeland, unable to give in to be reconciled with his son and his life.

One of the attractions of THE ETRUSCAN SMILE is its cast: a ótima Rossana Arquette (as gallery owner Claudia), Tora Birch (the great daughter of AMERICAN BEAUTY), J.J Feild, Peter Coyote, Treat Williams, Tim Matheson and Clive Russell. It is a group of actors well above average, which enriches their lines, characters and scenes.

There are beautiful scenes in San Francisco (“the city that hid the stars”) but it is the wide landscapes of Vallasay, Scotland, where old McNeill’s home is located that enrich the film, taking it to a higher level. These are breathtaking scenes. The filmmakers created other beautiful scenes such as the couple talking through the mirror and the lectures by the old Scotsman on the Gaelic language, an endangered language.

Critics rightly attributed the film to a certain laziness in delving into all the essential themes it addresses. THE ETRUSCAN SMILE had material to be a great film. It was just a good film, melancholy, nostalgic and beautiful.

The best scene in the film is when the grandfather, at the end of his life, tells the little grandson “Keep your eyes on the stars. They will always guide you.” A great sentence.

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