O CASO DO VAMPIRO DE WHITECHAPPEL: Um Filme Canadense de Sherlock Holmes e a Mesma Genialidade de Conan Doyle

O cineasta, roteirista e produtor canadense Rodney Gibbons fez 4 filmes no Canadá com os personagens imortais criados pelos escritor inglês Sir Arthur Conan Doyle: o Detetive Sherlock Holmes e seu assistente, o médico John D. Watson. Estes quatro filmes tiveram como intérpretes os atores Matt Frewer e Kenneth Welsh. Frewer é um ator americano conhecido por ter trabalhado em filmes bem conhecidos como WATCHMEN e séries como ALTERED CARBON e ORPHAN BLACK. Welsh também é figurinha carimbada. Trabalhou em TWIN PEAKS e O DIA DEPOIS DO AMANHÃ.

Os dois atores fazem uma dupla afinada. São um Sherlock e um Watson um pouco mais maduros e sóbrios, com poucas cenas de ação ou comportamentos apaixonados pelo caso. Seu enfoque é quase exclusivamente cerebral, valorizando as deduções brilhantes de Holmes.

O primeiro filme deles que vi foi o interessante O CASO DO VAMPIRO DE WHITCHAPPEL, de 2002. Tem disponível no app da Pluto TV na Amazon. O filme narra a história de uma série de mortes misteriosas em uma congregação de padres que parecem ser cometidas por um vampiro. Gibbons escreveu um roteiro livremente inspirado em Conan Doyle, agregando outras fontes clássicas da literatura e do gênero policial, mesclando referência ao Drácula, de Bram Stoker e usando as ruelas de Whitechappel (o bairro londrino onde Jack, o estripador cometeu seus crimes) como cenário. As locações (imitando Londres muito bem) foram feitas em Ontário, Canadá.

Acho muito interessante ver a multiplicidade de atores vivendo Sherlock Holmes, cada um dando sua contribuição ao personagem, usando seu sotaque, movimentos corporais, imprimindo um toque pessoal ao famosos Detetive.

Desde sua criação, em Dezembro de 1887, Sherlock Holmes foi interpretado por mais de 75 atores, incluindo Sir Christopher Lee, Charlton Heston, Peter O’Toole, Christopher Plummer, Peter Cook, Roger Moore, John Cleese, Benedict Cumberbatch e Robert Downey Jr.

Neste primeiro filme, pelo menos, Matt Frewer se saiu bem. A sobriedade de seu Holmes tem uma nota distintiva. Holmes encara o mistério com sua absoluta descrença em qualquer coisa não científica, espiritual, sobrenatural e/ou mística, manifestando seguidamente aos demais personagens sua incredulidade no oculto.

Para uma história original (não segue nenhum livro de Conan Doyle), e contando com as limitações de um telefilme (duração, recursos, tecnologia), O CASO DO VAMPIRO DE WHITECHAPPEL cumpre seu papel de entretenimento puro.

Canadian filmmaker, screenwriter and producer Rodney Gibbons made 4 films in Canada with immortal characters created by English writer Sir Arthur Conan Doyle: the Detective Sherlock Holmes and his assistant, doctor John D. Watson. These four films were performed by actors Matt Frewer and Kenneth Welsh. Frewer is an American actor known for working on well-known films like WATCHMEN and series like ALTERED CARBON and ORPHAN BLACK. Welsh is also a known face. He worked on TWIN PEAKS and THE DAY AFTER TOMORROW.

The two actors make a tuned pair. They are a slightly more mature and sober Sherlock and Watson, with few action scenes or passionate behaviors. Their focus is almost exclusively cerebral, valuing Holmes’ brilliant deductions.

Their first film I saw was the interesting THE CASE OF THE WHITECHAPPEL VAMPIRE, from 2002. It is available on the Pluto TV app on Amazon. The film tells the story of a series of mysterious deaths in a congregation of priests that appear to be committed by a vampire. Gibbons wrote a script loosely inspired by Conan Doyle, adding other classic sources of literature and the police genre, blending reference to Bram Stoker‘s Dracula and using the alleys of Whitechappel (the London neighborhood where Jack the Ripper committed his crimes) as a backdrop The locations (imitating London very well) were made in Ontario, Canada.

I find it very interesting to see the multiplicity of actors living Sherlock Holmes, each giving his contribution to the character, using his accent, body movements, giving a personal touch to the famous Detective.

Since his creation in December 1887, Sherlock Holmes has been played by over 75 actors including Sir Christopher Lee, Charlton Heston, Peter O’Toole, Christopher Plummer, Peter Cook, Roger Moore, John Cleese, Benedict Cumberbatch and Robert Downey Jr

In this first film, at least, Matt Frewer did well. His Holmes’ sobriety has a distinctive note. Holmes faces the mystery with his absolute disbelief in anything unscientific, spiritual, supernatural and / or mystical, and subsequently expresses his disbelief in the occult to the other characters.

For an original story (no Conan Doyle book follows), and with the limitations of a telefilm (duration, resources, technology), THE CASE OF THE WITHECHAPPEL VAMPIRE fulfills its role of pure entertainment.

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