TRAPÉZIO: O Circo e a Metáfora da Vida

Um dos filmes que mais assisti em minha vida foi TRAPÉZIO(1956), que o inglês Carol Reed fez para a United Artists, em Cinemascope. Ocorre que os cinemas da praia de Capão da Canoa (Cine Leme e Cine Riograndense) exibiam este filme todos os verões da minha infância e adolescência. Eu revia o filme, portanto, todos os anos, às vezes em mais de uma sessão.

Um veterano trapezista divide sua atenção entre dois jovens: um americano e uma italiana, os dois ambiciosos por se tornar o favorito do velho líder.

Carol Reed (um cineasta de peso, autor de filmes como Oliver! e O TERCEIRO HOMEM) filmou com absoluta maestria esta história de amor, amizade, cobiça, ciúme, sensualidade e ambição no fascinante mundo do circo, aproveitando o suspense quase insuportável dos números de trapézio, filmados como nunca no cinema.

O elenco era maravilhoso: Burt Lancaster, sempre um astro de primeira grandeza fazia o veterano Mike Ribble. Gina Lolobrigida, linda como sempre era Lola. E Toni Curtis vivia Tino Orsini. Além deles, o cast do filme ainda tinha Kathy Jurado, Thomas Gomes e Gérard Landry.

As locações foram feitas no Cirque d’Hiver, em Paris. Baseado em uma novela de Max Catto, o filme tinha na fotografia de Robert Krasker e na trilha sonora de Malcolm Arnold (com clássicos como Danúbio Azul, Noturno de Chopin e Dream Lover, momentos de encantamento e suspense.

O circo esteve presente em muitos filmes. O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA é provavlemente o mais famoso. Mas teve DUMBO, O CIRCO, de Charles Chaplin, ÁGUA PARA OS ELEFANTES, FREAKS, THE GREATEST SHOWMAN, O HOMEM ELEFANTE, 007 CONTRA OCTOPUSSY, entre muitos outros.

Desconfio que TRAPÉZIO é um filme que deve ter envelhecido, como o circo. Mas aquelas imagens permanecem inesquecíveis.

One of the films I watched the most in my life was TRAPEZE (1956), which Englishman Carol Reed made for United Artists, in Cinemascope. It happens that the theaters on the beach of Capão da Canoa (Cine Leme and Cine Riograndense) showed this film every summer of my childhood and adolescence. I reviewed the film, therefore, every year, sometimes in more than one session.

A veteran trapeze artist divides his attention between two young colleagues: an American and an a female Italian, both ambitious to become the favorite of the old leader.

Carol Reed (a great filmmaker, author of films like Oliver! and THE THIRD MAN) filmed with absolute mastery this story of love, friendship, greed, jealousy, sensuality and ambition in the fascinating world of the circus, enjoying the almost unbearable suspense of numbers trapeze, filmed like never before in the cinema.

The cast was wonderful: Burt Lancaster, always a first-rate star, played veteran Mike Ribble. Gina Lolobrigida, beautiful as Lola always was. And Toni Curtis lived Tino Orsini. Besides them, the cast of the film still had Kathy Jurado, Thomas Gomes and Gérard Landry.

The filming was made at Cirque d’Hiver, in Paris. Based on a novel by Max Catto, the film featured Robert Krasker’s photography and Malcolm Arnold’s soundtrack (with classics such as the Blue Danube, Chopin’s Nocturne and Dream Lover), moments of enchantment and suspense.

The circus was present in many films. THE GREATEST SHOW ON EARTH is probably the most famous. But there was DUMBO, THE CIRCUS, by Charles Chaplin, WATER FOR ELEPHANTS, FREAKS, THE GREATEST SHOWMAN, THE ELEPHANT MAN, 007 AGAINST OCTOPUSSY, among many others.

I suspect that TRAPEZE is a film that must have aged, like the circus. But those images remain unforgettable.

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