Um Ator Soberbo

O CONVIDADO DE HOJE DO CINEMARCO É ZÉ VICTOR CASTIEL, ATOR, COMEDIANTE E EMPREENDEDOR.

Richard Henry Sellers, nascido em Hampshire, Inglaterra, na primavera de 1925, em apenas 54 anos de vida e com o nome de Peter Sellers, tornou-se um dos maiores atores do século XX.


Com uma personalidade controversa, quatro casamentos e três filhos, ninguém conseguiu a proeza de personificar tão bem o humor e a comédia britânica.


As radionovelas londrinas do início de carreira, por incrível pareça, lhe deram grande fama em seu País, apesar de ter sido o cinema que o catapultou para o estrelato mundial.


Tenho meus atores e atrizes prediletos, mas nenhum consegue me tocar mais o coração do que os trabalhos de Peter Sellers.


Desses, disparados estão The Party, que no Brasil chegou com o nome simplório de “Um Convidado Bem Trapalhão” e Pink Panther, ou Pantera Cor de Rosa.


Antes disso já havia feito um filme espetacular, “Um Tiro no Escuro“, filme que marca a criação histórica do personagem Inspetor Clouseau e que, mais tarde, acabaria por protagonizar uma sequência adorável de “A Pantera Cor de Rosa“, quando se reuniu o trio de ouro, Sellers, Blake Edwards e Henri Mancini. Foi como um dream team cinematográfico com atuações, direção e trilhas insuperáveis.

Sempre bom lembrar que Edwards e Mancini, já haviam encantado o mundo com “Bonequinha de Luxo“, apenas substituindo Sellers por Audrey Hepburn, o que não deixa de ser, também, uma demonstração de bom gosto.


Já, no Convidado Bem Trapalhão, que mora na minha memória afetiva e que já vi mais de 50 vezes (rindo alto em todas), porque lembro nitidamente dos meus pais chegando do tradicional “cineminha” das quartas feiras, às gargalhadas, comentando as hilárias cenas que acabaram de assistir no velho Cine Cacique da Praça da Alfândega.

Quando vi pela primeira vez, não tenho certeza, mas devo ter pensado em algo do tipo: “quando eu crescer, quero fazer exatamente isso e como Peter Sellers, de preferência. Apesar de ter me tornado ator, jamais consegui ou conseguirei chegar nem nos calcanhares desse enorme artista.

Duas peças, no entanto, Peter Sellers no pregou: a primeira foi a de surpreender a todos com sua atuação dramática em “Muito Além do Jardim”, o que fez ruir o mito de que ele seria somente um soberbo comediante e, a segunda, foi morrer aos 54 anos, deixando a todos com o gosto amargo de saber que nada mais viria deste grande e saudoso ator.

Faleceu em 1980, não sem deixar uma última piada: deixou, em testamento, o pedido para que em seu funeral tocasse repetidamente a música “In The Mood” de Glenn Miller, o que deixou a todos perplexos, já que se tratava da trilha de uma peça que Peter Sellers fazia questão de dizer que odiava.

THE GUEST OF CINEMARCO TODAY IS ZE VICTOR CASTIEL, ACTOR, COMEDIAN AND ENTREPENEUR.

Richard Henry Sellers, born in Hampshire, England, in the spring of 1925, in just 54 years of life and with the name of Peter Sellers, became one of the greatest actors of the 20th Century.


With a controversial personality, four marriages and three children, no one has succeeded in embodying British comedy and humor so well.


London’s radio soap operas at the beginning of his career, incredibly, gave him great fame in his country, although it was the cinema that catapulted him to world stardom.


I have my favorite actors and actresses, but none can touch my heart more than the works of Peter Sellers.

Of those, fired are The Party, which in Brazil came under the simple name of “A Troubles Guest” and Pink Panther.


Before that, he had already made a spectacular film, “A Shot in the Dark“, a film that marks the historical creation of the character Inspector Clouseau and which, later, would end up in a lovely sequence of “The Pink Panther”, when he met the golden trio, Sellers, Blake Edwards and Henri Mancini.

It was like a cinematic dream team with unsurpassed performances, direction and tracks. Always good to remember that Edwards and Mancini, had already enchanted the world with BREAKFAST AT TIFFANYS just replacing Sellers with Audrey Hepburn, which is also a demonstration of good taste.


THE PARTY lives in my affective memory and I have seen IT more than 50 times (laughing loudly at all times), because I clearly remember my parents arriving from the traditional “cinema” on Wednesdays, laughing, commenting on the hilarious scenes they just watched at the old Cine Cacique at Praça da Alfândega.

When I saw it for the first time, I’m not sure, but I must have thought of something like: “When I grow up, I want to do exactly that and like Peter Sellers, preferably. Despite having become an actor, I have never been able to, nor will I be able to, touch the foot of this huge artist.


Two plays, however, Peter Sellers did not play: the first was to surprise everyone with his dramatic performance in “BEING THERE“, which crumbled the myth that he was just a superb comedian, and the second, he died at the age of 54, leaving everyone with the bitter taste of knowing that nothing else would come from this great and longing actor.

He died in 1980, not without leaving one last joke: he left, in will, the request that at his funeral he would repeatedly play the song “In de The Mood” by Glenn Miller, which left everyone perplexed, since it was the soundtrack of a play that Peter Sellers made a point of saying he hated.

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