QUEM É ALAN SMITHEE?

O CONVIDADO DE HOJE DO CINEMARCO É O CINÉFILO PAULO DAISSON GREGORIO CASA NOVA

Alan Smithee, aliás Alan Smithee Jr., aliás Allan Smithee, aliás Allen Smithee são pseudônimos usados por diretores de Hollywood que não gostaram da versão final de seus filmes. É um jeito dos diretores declararem que não querem ter sua reputação artística – portanto seu nome – ligados a fracassos tão completos. No entanto, o diretor só pode trocar seu nome nos créditos se aprovado pelo sindicato dos diretores, o poderoso DGA – Directors Guild of America. O diretor tem que provar ao Comitê de Controle que o filme foi arrancado do seu controle artístico, apresentando a razão pela qual ele considera o filme indigno de seu nome. É claro que o pseudônimo não pode ser usado para esconder os fracassos artísticos e comerciais de um diretor.

Alan Smithee surgiu em 1969, durante as filmagens “Morte de um Pistoleiro” (“Death of a Gunfighter”). A estrela do filme, Richard Widmark, brigou com o diretor Robert Totten e o substituiu por Don Siegel. Quando o filme foi finalizado, nem Totten nem Siegel queriam para si a autoria do filme. Decidiu-se por uma solução salomônica: a autoria seria creditada a Al Smith. Entretanto, descobriu-se nos arquivos do sindicato que um certo Al Smith já estava registrado; portanto, o nome teve que ser descartado. Surgiu Alan Smithee, cujo filme de estreia foi elogiado pelo The New York Times, que salientou a qualidade excepcional do novo diretor. Este nome passou a ser utilizado na televisão e no cinema, sempre que alguma dificuldade contratual impedisse o uso do nome real do diretor sindicalizado ou quando o diretor sentisse desaprovação quanto ao resultado. Daí que, desde 1969, entre filmes, telefilmes e clipes musicais, Alan Smithee realizou pelo menos 65 obras, que variam do episódio-piloto da série McGyver até o clipe de Whitney Houston com a música-tema de “O Guarda-Costas”.

Em 1997, Arthur Hiller realizou a comédia “Um filme por Alan Smithee”, onde um diretor estreante chamado Alan Smithee não queria usar o próprio nome no crédito diretorial; quando isso ocorre, o nome que o sindicato usa é… Alan Smithee! Hiller foi presidente do sindicato e aceitou o convite para realizar a comédia de modo a dar um encerramento de ouro para a carreira do pseudônimo. Depois disso, a DGA retirou o nome; para o filme Supernova (2000), o diretor insatisfeito, Walter Hill, foi creditado como “Thomas Lee”.

Enquanto isso, o nome foi usado fora da indústria cinematográfica, e continua a ser usado em outras mídias e em projetos de filmes que não estão sob o domínio da DGA. Embora o pseudônimo tenha sido destinado aos diretores, uma pesquisa do Internet Movie Database para o nome de Alan Smithee também lista vários usos do nome para roteiristas. Além disso, as variações do nome ocasionalmente foram usadas, como “Alan e Alana Smithy” (roteiristas do filme Hidden 3D, de 2011).

No entanto, no Canadá, Alan Smithee realizou um filme em 2003: “Fugitive Run”, com David Hasselhoff. Provavelmente, David Hasselhoff dirigiu o filme e o renegou!

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Alan Smithee, alias Alan Smithee Jr., alias Allan Smithee, alias Allen Smithee are aliases used by Hollywood directors who did not like the final version of their films. It is a way for directors to declare that they do not want to have their artistic reputation – so their name – linked to such complete failures. However, the director can only change his name on credits if approved by the directors’ union, the powerful DGA – Directors Guild of America. The director has to prove to the Control Committee that the film was pulled out of his artistic control, giving the reason why he considers the film unworthy of its name. Of course, the pseudonym cannot be used to hide a director’s artistic and commercial failures.

Alan Smithee appeared in 1969, during the filming “Death of a Gunfighter”. The film’s star, Richard Widmark, fought with director Robert Totten and replaced him with Don Siegel. When the film was finished, neither Totten nor Siegel wanted authorship of the film for themselves. They decided on a Solomonic solution: the authorship would be credited to Al Smith. However, it was discovered in the union files that a certain Al Smith was already registered; therefore, the name had to be discarded. Alan Smithee appeared, whose debut film was praised by The New York Times, who stressed the exceptional quality of the new director. This name started to be used on television and in the cinema, whenever some contractual difficulty prevented the use of the real name of the unionized director or when the director felt disapproval as to the result. So, since 1969, among films, telefilms and music clips, Alan Smithee has produced at least 65 works, ranging from the pilot episode of the McGyver series to the clip by Whitney Houston with the theme song for “The Bodyguard”.

In 1997, Arthur Hiller directed the comedy “A film by Alan Smithee”, where a debut director named Alan Smithee did not want to use his own name in the directorial credit; when that happens, the name the union uses is … Alan Smithee! Hiller was president of the union and accepted the invitation to perform the comedy in order to give a golden closure to the pseudonym’s career. After that, the DGA withdrew the name; for the film Supernova (2000), the dissatisfied director, Walter Hill, was credited as “Thomas Lee”.

Meanwhile, the name has been used outside the film industry, and continues to be used in other media and in film projects that are not under the DGA’s domain. Although the pseudonym was intended for directors, an Internet Movie Database search for the name of Alan Smithee also lists several uses of the name for screenwriters. In addition, variations of the name have occasionally been used, such as “Alan and Alana Smithy” (writers for the Hidden 3D film).

However, in Canada, Alan Smithee made a film in 2003: “Fugitive Run”, with David Hasselhoff. Probably David Hasselhoff directed the film and disowned it!

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