UNS E OUTROS

A CONVIDADA DE HOJE DO CINEMARCO É PATRICIA MENDA OLISZEWSKI.


Quando fui convidada pelo Marco a escrever um texto para o blog de cinema dele, além de muito honrada, fiquei na dúvida sobre qual dos milhares de filmes da minha vida escrever (o que talvez renda outros textos, Marco!).


Certamente, o primeiro que veio à cabeça foi Retratos da Vida (Les Uns Et Les Autres), de Claude Lelouch, filme que, no próximo ano, completa 40 anos. Lembro-me de ter assistido pela primeira vez quando eu ainda tinha idade de um dígito apenas. 


O enredo trata de quatro famílias de países distintos – Estados Unidos, França, Alemanha e Rússia -, ao longo de três gerações, que se cruzam através da guerra e da arte, e se unem por meio da dança e da música. Aliás, a linguagem do filme é a música, uma vez que este apresenta pouquíssimos diálogos. A trilha musical foi composta por Michel Legrand e Francis Lai, com melodias que retratam com maestria todas as épocas vividas pelos personagens.

O momento mais marcante do filme é a cena final, com o “Bolero” de Ravel, coreografado no Trocadero, em Paris, em frente à Torre Eiffel.

Cinquenta anos são retratados no filme, tendo vários atores fazendo papel duplo, como pais e filhos. Geraldine Chaplin e James Caan, além de Fanny Ardant e a jovem iniciante na sétima arte, Sharon Stone, são alguns ícones que aparecem no filme.

Na minha opinião, este é um filme completo, que traz, ao longo de quase três horas, drama, comédia, emoção, tensão e, claro, música. Como dizia o diretor, no filme, não há os bons e os maus, mas os dias bons e os dias ruins. É uma história com pequenos e grandes momentos de uma vida, decididos por uns, vividos por outros. 

TODAY’S CINEMARK GUEST IS PATRICIA MENDA OLISZEWSKI.


When I was invited by Marco to write a text for his cinema blog, in addition to being very honored, I was in doubt about which of the thousands of films in my life to write (which perhaps yields other texts, Marco! ).


Certainly, the first one that came to mind was Claude Lelouch‘s Les Uns Et Les Autres, a film that will turn 40 next year. I remember watching it for the first time when I was still a single digit age.


The plot concerns four families from different countries – United States, France, Germany and Russia -, over three generations, who cross through war and art, and come together through dance and from music.

In fact, the language of the film is music, since it presents very few dialogues. The musical score was composed by Michel Legrand and Francis Lai, with melodies that masterfully portray all the times lived by the characters.

The most striking moment of the film is the final scene, with Ravel’s “Bolero”, choreographed at the Trocadero, in Paris, in front of the Eiffel Tower.

Fifty years are portrayed in the film, with several actors playing a double role, such as parents and children. Geraldine Chaplin and James Caan, as well as Fanny Ardant and the young beginner in the seventh art, Sharon Stone, are some icons that appear in the film.

In my opinion, this is a complete film, which brings, over almost three hours, drama, comedy, emotion, tension and, of course, music. As the director said, in the film, there are no good and bad, but good days and bad days.

It is a story with small and big moments of a life, decided by some, lived by others

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