O CASAMENTO DO MEU MELHOR AMIGO: 23 Anos Depois, um Filme Divertido, Charmoso e Inteligente

23 anos atrás, o cineasta australiano P.J.Hogan levou às telas um roteiro escrito pelo californiano Ronald Bass (ARMADILHA e RAIN MAN) intitulado O CASAMENTO DO MEU MELHOR AMIGO. Tratava-se de uma comédia romântica meio dark em que em uma mulher, ao receber o convite para o casamento de um antigo namorado, pira e resolve comparecer para seduzi-lo, reconquistar seu antigo amor e terminar com a festa.

Surpreendentemente – em especial para uma comédia romântica – o filme teve um elenco tão entrosado e uma realização tão repleta de talento, que se tornou um enorme sucesso de público e, até hoje, é cultuado como um dos melhores títulos do gênero.

Julia Roberts, a eterna PRETTY WOMAN e namoradinha da América se desafiou, vivendo pela primeira (e única vez na carreira pelo menor até hoje), a vilã do filme, uma incrível Julianne Potter cheia de más ideias como a convidada de honra do casamento de Michael O’Neal (Dermot Mulroney) e Kimberley Wallace (Cameron Diaz). Julianne ainda interage o tempo todo em seu plano maquiavélico com o amigo George Downes, criação impecável do ator inglês Rupert Everett.

O grande feito do roteiro e da direção de P.J.Hogan, evidentemente muito ajudado pelo charme do quarteto de atores principal (e de todos os coadjuvantes) é transformar o dark side da história em uma deliciosa comédia que investe com fina ironia contra estereótipos do casamento, das festas glamurosas, das amizades entre noivas e madrinhas, expondo situações em todo seu ridículo e nonsense, com o mais perfeito humor.

Há meia dúzia de cenas antológicas em MY BEST FRIEND’S WEDDING, salientando-se duas que são seguidamente lembradas pelos espectadores: a canção I SAY A LITTLE PRAYER (um clássico de Burt Bacharach ressucitado com enorme sucesso pelo filme) entoada por todo o elenco liderado por Everett em um jantar pré-casamento e a cena final em que Julianne se redime e fica sozinha (ou não) na festa pós-casamento.

Nestas duas cenas, é fácil notar a excelência do roteiro, ágil, inteligente, irônico e criativo ao máximo. MY BEST FRIEND’S WEDDING é daqueles filmes que se vê dezenas de vezes (no todo ou em parte pouco importa) e sempre atinge o objetivo de divertir e levantar o astral do espectador. O charme único (e inigualável) de Julia Roberts marcou mais um ponto no filme de Hogan. Ela aceitou ser a vilã e venceu o desafio com nota dez.

23 years ago, Australian filmmaker P.J.Hogan took to screen a script written by Californian Ronald Bass (ENTRAPMENT and RAIN MAN) entitled MY BEST FRIEND’S WEDDING. It was a romantic dark comedy in which a woman, upon receiving an invitation to the wedding of an old fling, gets crazy and resolves to appear to seduce him, regain her former love and end the party.

Surprisingly – especially for a romantic comedy – the film had such an intertwined cast and a so full of talent, that it became a huge blockbuster and, to this day, is worshiped as one of the best titles in the genre.

Julia Roberts, the eternal PRETTY WOMAN and girlfriend of America challenged herself, living for the first (and only time in her career to date), the villain of the film, an incredible Julianne Potter full of bad ideas as the guest of honor at the wedding of Michael O’Neal (Dermot Mulroney) and Kimberley Wallace (Cameron Diaz). Julianne still interacts all the time in her Machiavellian plan with her friend George Downes, impeccable creation by English actor Rupert Everett.

The great achievement of PJHogan’s script and direction, evidently greatly helped by the charm of the main actors quartet (and all the supporting actors) is to transform the dark side of the story into a delightful comedy that invests with fine irony against stereotypes of marriage, glamorous parties, friendships between brides and bridesmaids, exposing situations in all their ridiculous and nonsense, with the most perfect humor.

There are half a dozen anthological scenes in MY BEST FRIEND’S WEDDING, highlighting two that are often remembered by viewers: the song I SAY A LITTLE PRAYER (a classic by Burt Bacharach resurrected with enormous success by the film) sung by the entire cast led by Everett at a pre-wedding dinner and the final scene where Julianne redeems herself and is alone (or not) at the post-wedding party.

In these two scenes, it is easy to notice the excellence of the script, agile, intelligent, ironic and creative to the fullest. MY BEST FRIEND’S WEDDING is one of those films that you see dozens of times (in whole or in part it doesn’t matter) and always reaches the goal of amusing and raising the mood of the viewer. Julia Roberts‘ unique (and unparalleled) charm marked another point in Hogan’s film. She accepted to be the villain and won the challenge with a ten.

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