A GRANDE BELEZA: Frases do Filme Extraordinário de Sorrentino

Motivado pelo excelente texto do Gabriel Magadan trazendo paralelos entre LA DOLCE VITA e A GRANDE BELEZA, fui rever o excepcional filme de Paolo Sorrentino.

Não vejo sentido em escrever outra apreciação sobre o filme tão bem retratado no artigo do Gabriel. Mas fiquei tão impactado pelas frases do filme, que resolvi fazer este post somente com frases e diálogos incríveis de A GRANDE BELEZA.

Santa: Você sabe por que eu só como raízes? Jep Gambardella: Não, por quê? Santa: Porque as raízes são importantes.

Jep Gambardella: Os trens em nossas festas são os melhores de Roma. Eles são o melhor por causa de não irem a lugar nenhum.

Santa: Senhora, fiz um voto de pobreza. E você não pode falar sobre pobreza … você tem que vivê-la.

Jep Gambardella: O que há de errado em se sentir nostálgico? É a única distração que resta para aqueles que não têm fé no futuro.

Romano: Passei todos os meus verões fazendo planos para setembro. Não mais. Agora passo o verão lembrando das boas intenções que desapareceram. Em parte por preguiça, em parte por descuido. O que há de errado em se sentir nostálgico? É a única distração para quem não tem fé no futuro. Sem chuva, agosto está chegando ao fim e setembro não está chegando. E eu sou tão comum. Mas não precisa se preocupar. Está tudo bem, está tudo bem.

Jep Gambardella: A coisa mais importante que descobri alguns dias depois de fazer 65 anos é que não posso perder mais tempo fazendo coisas que não quero.

Jep Gambardella: Estamos todos à beira do desespero, tudo o que podemos fazer é olhar um para o outro, fazer companhia um ao outro, brincar um pouco … Você não concorda?

Jep Gambardella: Madame Ardant! Fanny Ardant: [após uma longa pausa] Bonne nuit.

Jep Gambardella: É assim que sempre acaba. Com a morte. Mas primeiro houve vida. Escondido sob o blá, blá, blá. Está tudo resolvido sob a tagarelice e o barulho. Silêncio e sentimento. Emoção e medo. Os lampejos desfigurados e inconstantes de beleza. E então a miséria e a humanidade miserável. Tudo enterrado sob o manto do constrangimento de estar no mundo, blá, blá, blá … Além está o além. Eu não lido com o que está além. Portanto … que comece este romance. Afinal … é apenas um truque. Sim, é apenas um truque.

Li que existe um versão do filme com 174 minutos e várias cenas adicionais. A versão original tem 141 minutos. É certo que vou atrás.

Motivated by Gabriel Magadan’s excellent text bringing parallels between LA DOLCE VITA and THE GREAT BEAUTY, I went to review Paolo Sorrentino‘s exceptional film.

I don’t see any point in writing another appreciation about the film so well portrayed in Gabriel’s article. But I was so impacted by the phrases in the film, that I decided to do this post only with incredible phrases and dialogues from THE GREAT BEAUTY.

Santa: Do you know why I only eat roots? Jep Gambardella: No, why?  Santa: Because roots are important.

Jep Gambardella: The trains at our parties are the best in Rome. They’re the best cause they go nowhere.

Santa: Madam, I took a vow of poverty. And you can’t talk about poverty… you have to live it.

Jep Gambardella: What’s wrong with feeling nostalgic? It’s the only distraction left for those who’ve no faith in the future.

Romano: I spent all my summers making plans for September. Not any longer. Now I spend the summer remembering the good intentions which vanished. In part because of laziness, in part because of carelessness. What’s wrong with feeling nostalgic? It’s the only distraction for those who’ve no faith in the future. Without rain August is coming to an end, and September isn’t arriving. And I’m so ordinary. But there’s no need to worry. It’s alright, it’s okay.

Jep Gambardella: The most important thing I discovered a few days after turning 65 is that I can’t waste any more time doing things I don’t want to do.

Jep Gambardella: We’re all on the brink of despair, all we can do is look each other in the face, keep each other company, joke a little… Don’t you agree?

Jep Gambardella: Madame Ardant! Fanny Ardant: [after a long pause] Bonne nuit.

Jep Gambardella: This is how it always ends. With death. But first there was life. Hidden beneath the blah, blah, blah. It’s all settled beneath the chitter chatter and the noise. Silence and sentiment. Emotion and fear. The haggard, inconstant flashes of beauty. And then the wretched squalor and miserable humanity. All buried under the cover of the embarrassment of being in the world, blah, blah, blah… Beyond there is what lies beyond. I don’t deal with what lies beyond. Therefore… let this novel begin. After all… it’s just a trick. Yes, it’s just a trick.

I read that there is an alternate version of the film with 174 minutes. The released verison has 144 minutes. For sure I will hunt this other version.

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