UMA NOITE EM BANGKOK: Cópia de COLATERAL Sai um Tiro Pela Culatra

UMA NOITE EM BANGKOK, dirigido pelo cineasta tailandês Wych Kaosayananda (que tinha dirigido Antonio Banderas e Lucy Liu no movimentado DUPLA EXPLOSIVA) é um perfeito exemplar de como a indústria do audiovisual, pela demanda inesgotável de filmes de ação, mesmo tendo facilidades de produção à disposição, consegue fazer filmes ruins a granel.

O ator havaiano Mark Dacascos (do ótimo PACTO DOS LOBOS) vive um ex-mariner que vai a Bangkok para vingar a morte de sua família, em um acidente de carro provocado por um jovem dirigindo um Porsche em alta velocidade, depois de uma orgia regada a drogas ilícitas. O protagonista toma um carro de aplicativo de luxo dirigido por uma jovem oriental (a atriz Vanida Golten) e sai pela noite a matar as pessoas envolvidas no acidente que vitimou sua filha e netinha.

Qualquer semelhança com o ótimo roteiro de COLLATERAL, dirigido por Michael Mann, estrelado por Tom Cruise, Jamie Foxx e Jada Smith não é mera coincidência. Até o terno cinza do assassino foi copiado em ONE NIGHT IN BANGKOK, O mesmo uso interessante das cores e iluminações da noite da cidade foi escancaradamente refeito.

Há muitos problemas no filme. Os atores locais são muito ruins (não que os de fora sejam muito melhores). O roteiro tem coisas tão descabidas que chegam a ser engraçadas. Por exemplo, o policial que investiga os crimes utiliza – quando precisa fazer qualquer pesquisa sobre o assassino e suas motivações, a esposa que está em casa de licença maternidade e alterna os cuidados com o recém nascido com descobertas online sobre a sequencia de crimes.

O único aspecto interessante do filme é ver – mais uma vez – como o cinema ocidental tem dificuldades em entender uma cidade como Bangkok. É impressionate como Hollywood (e outros produtores) vêem cidades orientais preconceituosamente como metrópoles de sexo, orgias, clubes de striptease, drogas a granel e corrupção desenfreada das autoridades. Como se estes elementos fossem monopólio das grandes cidades do oriente.

A motorista de aplicativo – cujo bom coração é comprovado por cuidar do irmão doente – foi a mesma envolvida no acidente fatal, mas é perdoada pelo assassino por ser bem intencionada. É duro de ver.

Há uma corrente que diz que há certo prazer em ver filmes ruins. Acho cada vez mais difícil ver um filme tão ruim como ONE NIGHT IN BANGKOK.

ONE NIGHT IN BANGKOK, directed by Thai filmmaker Wych Kaosayananda (who had directed Antonio Banderas and Lucy Liu in the bustling BALLISTIC) is a perfect example of how the audiovisual industry, due to the inexhaustible demand for action films, even with production facilities, is prodigal at making bad films.

Hawaiian actor Mark Dacascos (from the great BROTHERHOOD OF THE WOLF) lives an ex-mariner who goes to Bangkok to avenge the death of his family, in a car accident caused by a young man driving a Porsche at high speed, after a sex orgy with illicit drugs. The protagonist takes a luxury app car driven by a young oriental girl (actress Vanida Golten) and goes out at night to kill the people involved in the accident that killed his daughter and granddaughter.

Any resemblance to the great COLLATERAL scripted and directed by Michael Mann, starring Tom Cruise, Jamie Foxx and Jada Smith is no coincidence. Even the killer’s gray suit was copied into ONE NIGHT IN BANGKOK. The same interesting use of the city’s night colors and illuminations was starkly redone.

There are many problems in the film. Local actors are very bad (not that outsiders are much better). The script has such insane things that they are funny. For example, the police officer who investigates the crimes uses – when he needs to do any research on the murderer and his motivations – his wife who is at home on maternity leave and alternates care for the newborn with online discoveries about the crime sequence.

The only interesting aspect of the film is to see – once again – how Western cinema struggles to understand a city like Bangkok. It is impressive how Hollywood (and other producers) view prejudiced Eastern cities as sex cities, orgies, strip clubs, bulk drugs and unbridled corruption by the authorities. As if these elements were a monopoly of large cities in the East.

The application driver – whose good heart is proven to care for her sick brother – was the same one involved in the fatal accident, but is forgiven by the murderer for being well intentioned. It’s hard to see.

There is a current that says there is a certain pleasure in watching bad movies. I find it increasingly difficult to see a film as bad as ONE NIGHT IN BANGKOK.

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