AWAY: NETFLIX Tem Série Original Muito Bem Feita Mas Longa Demais

AWAY, nova série da NETFLIX contando a primeira viagem a Marte é uma série extremamente bem produzida mas que tem dois problemas (graves) bem evidentes. O primeiro é a praga atual das séries em sua maioria: a duração exagerada. AWAY tem 10 capítulos de mais de uma hora. Isto inevitavelmente leva o espectador ao tédio em vários momentos (aquela quase irresistível tentação em apertar o botão do FF Fast Forward do controle remoto) e os roteiristas a repetir cenas e cenas. Em AWAY, por exemplo as incontáveis cenas da protagonista, a Comandante Emma Green (Hillary Swank abaixo de seus melhores momentos) lembrando de sua filha e seu marido na viagem que dura três anos.

O segundo problema grave de AWAY é que o mote do roteiro é exatamente a universalidade da viagem. Pela primeira vez, as grandes potências abriram mão de sua ânsia pelo pioneirismo e se dispõem a fazer uma tripulação multi nacional, racial e de gênero. A foto da entrevista da tripulação é a maior evidência disto. A Comandante é uma mulher branca americana. Mas há um indiano, um russo e um africano, mais uma cientista chinesa no grupo escolhido a dedo para viajar até a Lua e, depois, até Marte.

Paradoxalmente, a série investe em problemas do russo e da chinesa. Os dois vivem conspirando (e seus staffs na Terra idem) como se fossem vilões, para derrubar a Comandante americana determinada, resiliente e corajosa. Soou muito ruim para mim, assumir os estereótipos de conspiradores exatamente para os maiores símbolos da diversidade e inclusão políticas da tripulação. para reforçar estes preconceitos, o russo ainda tem um passado ruim como Pai e a chinesa trai seu marido em um caso extra-conjugal homossexual, tudo visto de forma rasa e simplificada apenas para deixar claro quem são os vilões, no espaço e na Terra.

Não entendi esta escolha equivocada do roteiro. Obviamente foi um tiro no pé para uma série que tinha na universalidade (união da humanidade) sua força. Mais ainda sendo uma produção original da NETFLIX que teria muito a ganhar com o enfoque da universalidade e inclusão.

O elenco de AWAY tem vários bons atores e atrizes. Josh Charles, Vivian Wu, Mark Ivanir, Ato Essandoh e Ray Panthaki desempenham muito bem os papeis a eles confiados. É um dos pontos altos da série, cuja produção e excelência das cenas é incrível. Por exemplo, há um episódio de um pequeno incêndio a bordo, cujas cenas são perfeitas e impressionantes. As saídas para o espaço igualmente são extremamente bem feitas, criando momentos de suspense fabulosos.

Na minha opinião, tirando os dois aspectos acima mencionados, AWAY é um bom produto de entretenimento, extremamente bem feito e capaz de divertir seus espectadores. A corrida espacial ganhou mais uma série bastante interessante.

AWAY, the new NETFLIX series featuring the first trip to Mars is an extremely well-produced series, but it has two (serious) problems that are very evident. The first is the current plague of the series: the exaggerated duration. AWAY has 10 chapters of more than an hour. This inevitably leads the viewer to boredom at various times (that almost irresistible temptation to press the FF Fast Forward button on the remote) and the writers to repeat scenes and scenes. In AWAY, for example the countless scenes of the protagonist, Commander Emma Green (Hillary Swank below her best moments) remembering her daughter and her husband on the trip that lasts three years.

The second serious problem for AWAY is that the script’s motto is exactly the universality of the trip. For the first time, the great powerful countries have given up their penchant for pioneering and are ready to make a multi national, racial and gender crew. The photo of the crew interview is the biggest evidence of this. The Commander is an American white woman. But there is an Oriental man, a Russian and an African, plus a Chinese female scientist in the handpicked group to travel to the moon and then to Mars.

Paradoxically, the series invests in Russian and Chinese problems. The two live conspiring (and their staffs on Earth also) as if they were villains, to overthrow the determined, resilient and courageous American Commander. It sounded very bad to me, taking the conspirator stereotypes exactly for the biggest symbols of the crew’s political diversity and inclusion. To reinforce these prejudices, the Russian still has a bad past as a father and the Chinese betrays her husband in a homosexual extra-marital affair, all seen in a shallow and simplified way just to make it clear who the villains are, in space and on Earth.

I did not understand this wrong choice of the script. Obviously it was a shot in the foot for a series that had universality (union of humanity) its strength. Even more being an original NETFLIX production that would have a lot to gain with the focus on universality and inclusion.

The cast of AWAY has several good actors and actresses. Josh Charles, Vivian Wu, Mark Ivanir, Ato Essandoh and Ray Panthaki play the roles entrusted to them very well. It is one of the highlights of the series, whose production and excellence of the scenes is incredible. For example, there is an episode of a small fire on board, whose scenes are perfect and impressive. The outings to the space are also extremely well done, creating fabulous suspense moments.

In my opinion, apart from the two aspects mentioned above, AWAY is a good entertainment product, extremely well done and capable of entertaining its viewers. The space race won yet another very interesting series.

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