BRAVE NEW WORLD: Série de Estreia do Peacock Tem História Clássica de Aldous Huxley com Demi Moore e Intrigante Atualidade

Aldous Huxley foi um escritor e filósofo inglês que entrou para a história por seus romances futuristas. Morreu em 1963, aos 69 anos. Seu brilhante livro BRAVE NEW WORLD – frequentemente colocado em listas das obras literárias mais importantes do século XX – é uma história distópica sobre o World State, uma nova sociedade perfeita baseada em três regras: sem privacidade, sem família e sem monogamia. Todos pertencem a todos.

O PEACOCK, novo serviço de streaming da NBC, lançou uma mini série de 9 capítulos de BRAVE NEW WORLD, como um dos carros chefes originais de sua estreia. Tive muita dificuldade em conseguir acessar via VPN, mas valeu muito a pena.

O original da NBC – co-produzido pela AMBLIN (Spielberg) e Universal – é uma história clássica contada com recursos de produção ilimitados. A ambientação futurista é impecável, apresentando cenas da Nova Londres e da Terra Selvagem, absolutamente lindas e deslumbrantes de se ver. Segundo se diz, o livro mais famosos de Huxley tem inspiração nas história de H.G.Wells e D.H.Lawrence, duas influências peso pesado.

Lenina Crowne é uma jovem cientista que trabalha no laboratório onde os genes de óvulos são manipulados para assegurar a perfeição física de todos os bebês. A partir de certo momento, ela começa a ter dúvidas sobre o sistema social e político em que vivem. Com ela, também tem suas dúvidas o Alpha Plus Bernard Max, um psicólogo funcionário do estado que gosta de se desconectar da rede, tendo momentos de privacidade, um crime dos mais graves. O terceiro personagem da história é um jovem que vive na Savage Reservation, uma área utilizada para as pessoas verem como era o mundo antes do NEW WORLD, com monogamia, privacidade e família. John the Savage vai provocar um cruzamento dos dois mundos, com consequências irreversíveis e desestabilizadoras para todos.

O maior nome do elenco – em papel coadjuvante – é Demi Moore, como Linda, a mãe de John, uma mulher solitária, alcoólatra e apaixonada pelo marido que desapareceu. Aos 58 anos, Demi Moore segue uma mulher linda e faz brilhantemente sua personagem. Mas o cast ainda tem o americano Alden Ehrenreich (o Han Solo de SOLO da franquia STAR WARS), muito bem como John the Savage. Bernard Marx é o inglês Harry Lloyd, de A TEORIA DE TUDO e A DAMA DE FERRO. O terceiro nome do elenco é a lindíssima atriz inglesa Jessica Brown Findlay, de DOWTON ABBEY e HARLOTS.

Ousado em suas cenas (especialmente de sexo), BRAVE NEW WORLD é uma narrativa fascinante. Embora a história de Huxley se passe no ano 2540, é impossível não perceber sua extrema atualidade com os tempos atuais. A hipertrofia do estado, a insustentabilidade de um sistema de castas, a vaidade excessiva dos jovens e as tentativas do fim da privacidade não podem ser mais presentes em nossos dias.

Vi dois dos 9 capítulos de BRAVE NEW WORLD. É um original espetacular do Peacock. Já tem prometida uma segunda temporada. Torço para que chegue logo aos serviços de streaming mais fáceis de acessar por aqui. Tenho certeza de que – apesar de algumas críticas que lhe acusam de excessiva romantização da história clássica de Huxley – merece muito ser visto e discutido nos dias que vivemos.

Aldous Huxley was an English writer and philosopher who made history for his futuristic novels. He died in 1963, at the age of 69. His brilliant book BRAVE NEW WORLD – often listed in the most important literary works of the 20th century – is a dystopian story about World State, a perfect new society based on three rules: no privacy, no family and no monogamy. Everyone belongs to everyone.

PEACOCK, NBC‘s new streaming service, released a 9-chapter mini series of BRAVE NEW WORLD, as one of the original flagships of its debut. I had a hard time getting access via VPN, but it was very worth it.

The NBC original – co-produced by AMBLIN (Spielberg) and Universal – is a classic story told with unlimited production resources. The futuristic ambiance is impeccable, featuring scenes from New London and the Savage place, absolutely beautiful and breathtaking to see. Huxley’s most famous book is said to be inspired by the history of H.G.Wells and D.H.Lawrence, two heavyweight influences.

Lenina Crowne is a young female scientist who works in the laboratory where human egg genes are manipulated to ensure the physical perfection of all babies. After a certain moment, she begins to have doubts about the social and political system in which they live. With her, Alpha Plus Bernard Max also has his doubts, a psychologist employed by the state who likes to disconnect from the network, having moments of privacy, a serious crime. The third character in the story is a young man who lives in the Savage Reservation, an area used for people to see what the world was like before NEW WORLD, with monogamy, privacy and family. John the Savage will bring about a cross between the two worlds, with irreversible and destabilizing consequences for everyone.

The biggest name of the cast – in supporting role – is Demi Moore, as Linda, the mother of John, a lonely woman, alcoholic and in love with the husband who disappeared. At 58, Demi Moore follows a beautiful woman and makes her character brilliantly. But the cast still has the American Alden Ehrenreich (the Han Solo in the feature film SOLO from the STAR WARS franchise), as well as John the Savage. Bernard Marx is Englishman Harry Lloyd, from THE THEORY OF EVERYTHING and IRON LADY. The third name of the cast is the beautiful English actress Jessica Brown Findlay, from DOWTON ABBEY and HARLOTS.

Bold in his scenes (especially sex), BRAVE NEW WORLD is a fascinating narrative. Although Huxley’s story takes place in the year 2540, it is impossible not to notice its extreme relevance to current times. The hypertrophy of the state, the unsustainability of a caste system, the excessive vanity of young people and attempts to end privacy can no longer be more present today.

I saw two of the 9 chapters of BRAVE NEW WORLD. It is a spectacular Peacock original. A second season has already been promised. I hope you get to the streaming services easier to access here soon. I am sure that – despite some criticisms that accuse him of excessive romanticization of Huxley’s classic history – it deserves to be seen and discussed in the present day.

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