007 CONTRA O FOGUETE DA MORTE: Rio de Janeiro, Roger Moore em um dos Piores Filmes da Série

O quarto filme de 007 estrelado pelo ator inglês Roger Moore é certamente um dos piores de toda a história da franquia. Visto hoje, depois de 41 anos de seu lançamento, 007 CONTRA O FOGUETE DA MORTE (MOONRAKER) é um festival de erros mais ou menos grosseiros.

O filme teve larga publicidade lançamento no Brasil, uma vez que boa parte do elenco e da produção passou semanas no Brasil, filmando cenas no Rio de Janeiro e no centro-oeste do País. O descaso com a geografia brasileira foi apenas um dos sintomas da negligência da produção. James Bond vai da Amazônia às cataratas do Iguaçu de lancha em minutos, uma cena inacreditável. A recriação do desfile de carnaval do Rio de Janeiro é outra de grande incompetência, fazendo uma preguiçosa cenografia.

A história contada igualmente é muito fraca. Um louco bilionária (Charles Drax, vivido caricatamente pelo ator francês Michael Lonsdale) pretende conquistar o mundo (outra vez?) a partir de uma rede de satélites que promoveria um genocídio para criar um novo mundo. Há muitos buracos no roteiro que mal amarra a ligação entre as muitas locações e as cenas gratuitas da história.

O elenco tem, além de Roger Moore (começando a demonstrar certa idade), a americana Lois Chiles, Richard Kiel (como o assassino Jaws, em versão cômica e patética), Corine Cléry (atriz francesa no auge da fama pelo papel principal do soft pornô L’HISTOIRE D’O).

Há uma clara precariedade de produção. As cenas na estação espacial de Drax são pobres e repletas de claras tapeações para o espectador. O romance entre Bond e a Dra. Holly Goodhead (o nome é ótimo) também não passou credibilidade. Lois Chiles ficou com uma das piores bondgirls da história.

007 CONTRA O FOGUETE DA MORTE tem em seu tema musical cantado por Shirley Bassey, um de seus poucos pontos positivos. 007 merece muito mais do que este filme trouxe às telas.

The fourth 007 film starring English actor Roger Moore is certainly one of the worst in the entire history of the franchise. Seen today, 41 years after its launch, MOONRAKER is a festival of more or less gross errors.

The film was widely publicized in Brazil, since a good part of the cast and production spent weeks in Brazil, filming scenes in Rio de Janeiro and in the center-west of the country. The disregard for Brazilian geography was only one symptoms of production neglect. James Bond goes from the Amazon to the Iguaçu Falls by speedboat in minutes, an unbelievable scene. The recreation of the Rio de Janeiro carnival parade is another one of great incompetence, making a lazy set design.

The story told is also very weak. A crazy billionaire (Charles Drax, caricatured by French actor Michael Lonsdale) intends to conquer the world (again?) From a network of satellites that would promote a genocide to create a new world. There are many holes in the script that barely tie the link between the many locations and the free scenes in the story.

The cast includes, in addition to Roger Moore (beginning to show a certain age), American Lois Chiles, Richard Kiel (as the murderer Jaws, in comic and pathetic version), Corine Cléry (French actress at the height of fame for the role principal of the soft porn L’HISTOIRE D’O).

There is a clear precariousness of production. The scenes at the Drax space station are poor and full of clear decoys for the viewer. The romance between Bond and Dr. Holly Goodhead (the name is great) was also not credible. Lois Chiles took one of the worst bondgirls in history.

MOONRAKER has in its musical theme sung by Shirley Bassey, one of its few positive points. 007 deserves much more than this film brought to the screen.

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