MEU MELHOR AMIGO VAI CASAR: Refilmagem Desnecessária e Inferior

O premiado cineasta mexicano Celso R. Garcia fez uma refilmagem da clássica comédia romântica O CASAMENTO DE MEU MELHOR AMIGO, de P.J.Hogan, com Julia Roberts, Cameron Diaz, Dermot Mulroney e Rupert Everett. A superprodução mexicana de Daniel Birman Ripstein, fotografia de Emiliano Villanueva e roteiro de Gabriel Ripstein está disponível no app PANTALLA, especializado em películas latinas, no Amazon Prime Video.

LA BODA DE MI MEJOR AMIGO, apesar da bela produção e de suas ótimas intenções, é desnecessária e inferior. Como o roteiro segue cena a cena o original, é impossível ao espectador não ficar comparando (e achando menos inspirado) o que vê na tela.

Uma refilmagem de uma obra clássica somente faz sentido se houver algum tipo de adaptação ou releitura. A mera reprodução do filme anterior cena a cena, com atores diferentes e outro diretor tende a ser desastrosa, como por exemplo a de PSICOSE, de Alfred Hitchcock, que o diretor Gus van Sant fez em 1998.

O CASAMENTO DE MEU MELHOR AMIGO – dentro de sua proposta – é daqueles filmes em que tudo se encaixou. O roteiro é leve e engraçado (apesar de abordar um tema com toques de humor negro), as cenas engraçadas se sucedem e as interpretações do quarteto central é memorável.

A refilmagem mexicana tem no elenco a atriz Ana Serradilla como Julia, a mulher que vai ao encontro de seu melhor amigo (Carlos Ferro) e sua noiva ( a insossa Natasha Duperyón) para desfazer seu casamento com todo tipo de estratagemas maléficos. O amigo gay é vivido pelo ator Miguel Angél Silvestre. Tratam-se de ótimos atores, a quem foi confiada uma tarefa ingrata de bater com o inspirado quarteto original.

A substituição das músicas (ainda mais clássicas depois do filme) por sucessos cantantes mexicanos deve fazer sentido para eles, mas para o espectador comum soa como uma piora sensível.

LA BODA DE MI MEJOR AMIGO vira uma curiosidade. Nada mais que isto.

Award-winning Mexican filmmaker Celso R. Garcia remade the classic romantic comedy MY BEST FRIEND’S WEDDING, by P.J.Hogan, with Julia Roberts, Cameron Diaz, Dermot Mulroney and Rupert Everett. The Mexican overproduction by Daniel Birman Ripstein, photography by Emiliano Villanueva and script by Gabriel Ripstein is available on the PANTALLA app, specialized in Latin films, on Amazon Prime Video.

LA BODA DE MI MEJOR AMIGO, despite the beautiful production and its great intentions, is unnecessary and inferior. As the script follows the original scene by scene, it is impossible for the viewer not to be comparing (and finding less inspired) what he sees on the screen.

A remake of a classic work only makes sense if there is some kind of adaptation or re-reading. The mere reproduction of the previous film scene by scene, with different actors and another director tends to be disastrous, such as that of Alfred Hitchcock‘s PSYCHO, which director Gus van Sant did in 1998.

MY BEST FRIEND’S WEDDING – within your proposal – is one of those films that everything fit into. The script is light and funny (despite approaching a theme with touches of black humor), the funny scenes follow one another and the interpretations of the central quartet are memorable.

The Mexican remake features the actress Ana Serradilla as Julia, the woman who goes to meet her best friend (Carlos Ferro) and his bride (the bland Natasha Duperyón) to undo his marriage with all kinds of evil stratagems. The gay friend is lived by the actor Miguel Angél Silvestre. They are great actors, who have been entrusted with a thankless task of beating with the inspired original quartet.

The replacement of the songs (even more classic after the film) with Mexican singing successes should make sense to them, but to the average viewer it sounds like a noticeable worsening.

LA BODA DE MI MEJOR AMIGO becomes a curiosity. Nothing more.

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