AS PALAVRAS: O Que Poderia Ser e não Foi

Resolvi rever um dos filmes mais intrigantes dos últimos anos: AS PALAVRAS, que a dupla de diretores Brian Klugman e Lee Sternhal. O motivo de eu revisitar o filme foi basicamente seu extraordinário elenco: Bradley Cooper, Olivia Wilde, Dennis Quaid, Jeremy Irons, John Hannah, Zoe Saldanha, J.K.Simmons e Zeliko Ivanek. Raros filmes reunem em seu cast tantos atores e atrizes de tão alto nível. Basta ver como os membros do elenco se valorizaram com prêmios e filmes memoráveis desde AS PALAVRAS.

O argumento também é fascinante: um escritor no auge de seu sucesso recebe a conta do passado por ter “roubado” seu grande livro de outro autor. O filme tem sua narrativa fragmentada entre vários períodos da história, como se tornou moda nos filmes e séries de TV, um recurso que bem utilizado “prende” o espectador como poucos.

A produção do filme é nota dez. As cenas filmadas em Montreal e Quebec são belíssimas. A trilha sonora tem inúmeras canções e baladas ótimas e, de quebra, a Marseillaise, sempre um must incrível.

Quando o filme foi lançado em 2012, AS PALAVRAS teve modesta repercussão. Aqui mesmo no CINEMARCO, fiz um pequeno post dizendo “que falta fez um diretor”.

Revendo o filme, minha opinião é que há duas falas graves: faltam cenas de emoção e a dupla de diretores não teve coragem de mergulhar de cabeça nas múltiplas oportunidades da história. Ë um belo exemplo de descompasso entre argumento e roteiro. Uma ótima ideia para um filme nem sempre vira um grande filme. Por isto, os excelentes roteiro são celebrados anos a fio., São raros e preciosos.

Vale a pena ver AS PALAVRAS. É o que poderia ser um excelente filme e não foi.

I decided to review one of the most intriguing films of recent years: THE WORDS, which the duo of directors Brian Klugman and Lee Sternhal. The reason I revisited the film was basically its extraordinary cast: Bradley Cooper, Olivia Wilde, Dennis Quaid, Jeremy Irons, John Hannah, Zoe Saldanha, J.K.Simmons and Zeliko Ivanek. Rare films bring together in their cast so many actors and actresses of such a high level. Just see how the cast members have valued themselves with memorable awards and films since THE WORDS.

The argument is also fascinating: a writer at the height of his success receives the account of the past for having “stolen” his great book from another author. The film has its narrative fragmented between various periods of history, as it became fashionable in films and TV series, a resource that well used “holds” the viewer like few others.

The film’s production is a top ten. The scenes shot in Montreal and Quebec are beautiful. The soundtrack has numerous great songs and ballads and, of course, the Marseillaise, always an incredible must.

When the film was released in 2012, THE WORDS had a modest repercussion. Right here at CINEMARCO, I made a small post saying “what a director has done”.

Reviewing the film, my opinion is that there are two serious problems: scenes of emotion are lacking and the duo of directors did not have the courage to really dive into the multiple opportunities of history. It is a beautiful example of the mismatch between argument and script. A great idea for a movie doesn’t always turn into a great movie. For this reason, excellent scripts are celebrated for years. They are rare and precious.

It is worth seeing THE WORDS. It is what could be an excellent film and it was not.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.