ROLLERBALL: Um Futuro Assustador e Real

Distopia é um tipo de narrativa que se passa no futuro, geralmente depois de uma grande mudança mundial, usualmente por algum tipo de evento mundial, tipo pandemia, explosão nuclear, zumbis, e outros do gênero.

Um das melhores distopias do cinema para mim foi ROLLERBALL, filme que o cineasta canadense Norman Jewison (O VIOLINISTA NO TELHADO) fez em 1975. Ainda me lembro de entrar no majestoso Cinema Cacique para – meio assustado – ver aquele filme futurista sobre um esporte violento que era o “ópio do povo” subjugado por uma ditadura de uma corporação gigantesca.

O clima de suspense foi acentuado porque o jornal Folha da Tarde, nunca soube porque, publicou uma extensa matéria em três dias (sim com spoilers, palavra que sequer existia à época), descrevendo o filme cena a cena. Como ainda não tinha sido publicado o terceiro capítulo, fui ver o filme com grande ansiedade.

ROLLERBALL era um filme fascinante e assustador. Por exemplo, o fato do Pelé do ROLLERBALL, Jonathan E. (James Caan magnífico) ter sua esposa (a deslumbrante Maud Adams) levada para servir a um executivo da corporação era quase cena de terror. O herói gastava as horas de folga vendo os vídeos da amada em telões acionados por sua voz (naquele tempo uma ideia impossível).

John Houseman fazia o vilão, o CEO da empresa que mandava no mundo. Um grande ator fazia um personagem soturno, misterioso e ameaçador. Tinha, é verdade, um dos piores atores do cinema, John Beck, como o melhor amigo de Jonathan E. Lembro que a imortal Revista MAD fez uma engraçadíssima sátira de ROLLERBALL em que quando o personagem de Beck entra em coma, os personagens comentavam que mesmo assim ele não mudou nada seu rosto.

O roteiro de ROLLERBALL tinha muitas ideias magníficas, que até hoje, 45 anos depois, são aterrorizantes. As festas da alta sociedade (que Jonathan E. era convidado) em que queimavam árvores como espetáculo é uma cena inesquecível.

Para mim, ROLLERBALL segue um filme icônico, maravilhoso e digno de ser revisto sempre. Nem a péssima refilmagem posterior abalou esta lembrança. ROLLERBALL, para mim, é só o filme incrível de Jewison.

Dystopia is a type of narrative that takes place in the future, usually after a major worldwide change, usually due to some type of world event, like a pandemic, nuclear explosion, zombies, and the like.

One of the best cinema dystopias for me was ROLLERBALL, a film that Canadian filmmaker Norman Jewison (FIDDLER ON THE ROOF) made in 1975. I still remember going into the majestic Cinema Cacique to – a little scared – see that futuristic film about a violent sport that was the “opium of the people” subjugated by a dictatorship of a gigantic corporation.

The suspense atmosphere was accentuated because the newspaper Folha da Tarde, never knew why, published an extensive article in three days (yes with spoilers, a word that didn’t even exist at the time), describing the film scene by scene. As the third chapter had not yet been published, I went to see the film with great anxiety.

ROLLERBALL was a fascinating and scary film. For example, the fact that ROLLERBALL’s Pele, Jonathan E. (magnificent James Caan) had his wife (the gorgeous Maud Adams) taken to serve a corporate executive was almost a scene of terror. The hero spent hours off watching videos of his lover on screens triggered by his voice (at the time an impossible idea).

John Houseman played the villain, the CEO of the company that ran the world. A great actor played a dark, mysterious and menacing character. It was true, one of the worst actors in cinema, John Beck, as the best friend of Jonathan E. I remember that the immortal MAD Magazine made a very funny satire of ROLLERBALL in which when Beck’s character goes into a coma, the characters commented that even so he didn’t change his face at all.

ROLLERBALL‘s script had many magnificent ideas, which even today, 45 years later, are terrifying. The high society parties (which Jonathan E. was invited to) where they burned trees as a spectacle is an unforgettable scene.

For me, ROLLERBALL follows an iconic film, wonderful and worthy of always being reviewed. Not even the bad remake later shook this memory. ROLLERBALL, to me, is just Jewison’s incredible film.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.