KLUTE, O PASSADO CONDENA: Jane Fonda e Donald Sutherland Clássicos como Call Girl e Detetive

John Klute é um Detetive Particular na cidade de Tuscarora, Pennsylvannia. Seis meses após o desaparecimento de um empresário local, a esposa dele e seu chefe contratam John para descobrir o que houve com Tom. A única pista é uma carta erótica que Tom havia escrito para uma prostituta de Nova Iorque chamada Bree Daniels. O filme se chama KLUTE e foi dirigido por Alan J. Pakula, em 1971.

A dupla de protagonistas marcou época em seu duelo de interpretações. Jane Fonda foi antológica como Bree, misteriosa, sensual, louca e temerosa de morrer. Sua sensualidade com trajes permanentemente sem soutien e mini saias, mais que duas formas de vestir femininas, um manifesto de liberdade dos anos 70 são marcantes. Donald Sutherland fez um perfeito John Klute, o P.I. da cidade pequena entre deslumbrado e atônito com as modernidades e loucuras de Nova Iorque e de Bree.

Claro que John se depara, em sua investigação com um mistério bem mais complexo que envolve um assassino de prostitutas. A dupla passa a lutar por suas próprias vidas.

O cinema de Alan J. Pakula, desde aquela época é tenso, nervoso, investigativo e cheio de talento e inteligência. A TRAMA, TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE e ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA depois mostraram tudo isto.

O mítico crítico de cinema Roger Ebert, escreveu sobre KLUTE: “O que há em Jane Fonda que a torna uma atriz tão fascinante de se assistir? Ela tem uma espécie de intensidade nervosa que a mantém tão firmemente presa a um personagem do filme que o personagem realmente parece distraído com as coisas que surgem no filme. Você quase tem a sensação, algumas vezes em “Klute”, que o personagem Fonda tinha outros planos e estava saindo da sala quando isso (seja lá o que for) surgiu. O filme é sobre uma garota de programa de Nova York habilidosa, inteligente, cínica e pessoalmente problemática que não tem, por uma única vez, um coração de ouro. Ela nunca sente nada quando está com um homem, diz a seu psicólogo, mas sente orgulho profissional quando é capaz de satisfazer um cliente. E alguns de seus clientes têm necessidades muito complicadas, que desafiam a capacidade imaginativa de atuação da garota. Um velho magnata da indústria de vestuário, por exemplo, passou a vida inteira fazendo roupas. Mas ele fantasia um tipo idealista de existência pré-Primeira Guerra Mundial na Europa, talvez em Viena, e a garota descreve isso para ele em imagens calmas e calorosas enquanto se despe. Ele nunca a toca.”

KLUTE, O PASSADO CONDENA é um thriller primoroso, um verdadeiro clássico. O roteiro de Andy e David Lewis é excelente. Tem frases como: “Não se sinta mal por perder sua virtude. Eu de alguma forma sei que você iria perder. Todo mundo sempre perde.” (“Don’t feel bad about losing your virtue. I sort of knew you would. Everybody always does.”)

Quando você se deparar com KLUTE, veja. É um grande filme.

John Klute is a Private Detective in the city of Tuscarora, Pennsylvannia. Six months after the disappearance of a local businessman, his wife and his boss hire John to find out what happened to Tom. The only clue is an erotic letter that Tom had written to a New York prostitute named Bree Daniels. The film is called KLUTE and was directed by Alan J. Pakula, in 1971.

The duo of protagonists marked an era in their duel of interpretations. Jane Fonda was anthological like Bree, mysterious, sensual, crazy and fearful of dying. Her sensuality with clothes always without soutien and in short skirts – more than two types of clothes, a true women’s manifest. Donald Sutherland made a perfect John Klute, the small town P.I. between dazzled and astonished by the modernities and madness of New York and Bree.

Of course, John is faced with a much more complex mystery in his investigation involving a murderer of prostitutes. The pair starts to fight for their own lives.

Alan J. Pakula‘s cinema, since that time, is tense, nervous, investigative and full of talent and intelligence. THE PLOT, ALL MEN OF THE PRESIDENT and ABOVE ANY SUSPICIOUS then showed all this.

The mythical film critic Roger Ebert, wrote about KLUTE: “What is it about Jane Fonda that makes her such a fascinating actress to watch? She has a sort of nervous intensity that keeps her so firmly locked into a film character that the character actually seems distracted by things that come up in the movie. You almost have the feeling, a couple of times in “Klute,” that the Fonda character had other plans and was just leaving the room when this (whatever it is) came up. The movie is about a skilled, intelligent, cynical, and personally troubled New York call girl who does not, for once, have a heart of gold. She never feels anything when she’s with a man, she tells her shrink, but she does experience a sense of professional pride when she’s able to satisfy a client. And some of her clients have very complicated needs, which challenge the girl’s imaginative acting ability. One old garment industry tycoon, for example, has spent all his life making clothes. But he fantasizes an idealistic sort of pre-World War I existence in Europe, in Vienna maybe, and the girl describes it to him in quiet, warm images while she disrobes. He never touches her.”

KLUTE is an exquisite thriller, a true classic. Andy and David Lewis’s script is excellent. It has phrases like: “Don’t feel bad about losing your virtue. I sort of knew you would. Everybody always does.”

When you come across KLUTE, see it. It’s a great movie.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.